Clara e Marina... Amor verdadeiro!
8 A quinta continua... Com amor!
Notas iniciais
Já era quase o horário do almoço, então decidiram que deveriam almoçam antes de seguir ao próximo destino. Ao ter o aval de Clara para escolher desde o cardápio ao vinho, Marina a surpreendeu em tudo, Clara era só elogios a ela. O almoço foi tranquilo, quem as visse ali percebia o quanto felizes estavam. Na hora da sobremesa quem surpreendeu foi Clara, tomou a iniciativa e pediu uma sobremesa que garantiu que Marina ia amar. Ela ficou fazendo charme dizendo que não queria, pois ia engordar, foi então que Clara pegou um pouco e levou de encontro à boca de Marina a surpreendendo totalmente.
Clara – Viu como é saborosa? Você não precisa se preocupar, é sempre tão linda.
Depois de algum tempo Clara notar Marina mudar sua expressão, de alegre a triste.
Clara – Ei que carinha é essa?
Marina – Sabe Clarinha, eu sou muito egoísta. – Fala com a cabeça baixa e triste – Tentei colocar para cima de você uma decisão que deve ser tomada por mim. – Deixa cair uma lágrima – Talvez querendo tirar um peso das costas ou mesmo não querendo enxergar a realidade, por covardia. Além de ser falta de consideração e respeito com a Vanessa, seria uma covardia em relação a você.
Clara – Ei olha pra mim. – Levanta a cabeça de Marina – Você não é egoísta e covarde. Você é humana Marina, erra e acerta como todos. – Aperta as mãos dela – Eu gosto de você assim, com seus erros e acertos. Qualquer decisão que tomar vou ficar ao teu lado, inclusive aceito trabalhar no estúdio. Você me enche de orgulho.
Marina deixa algumas lágrimas rolarem, mostrando um lado até então que somente sua mãe e seu pai conheciam uma Marina frágil, carinhosa, amorosa.
Clara – Ei mocinha esse rosto bonito não combina com lágrimas não, me deixa limpar. – Pega um lenço em sua bolsa e enxuga carinhosamente o rosto de Marina e em seguida dá um beijo em sua testa.
Marina – Meu Deus Clarinha, você não existe sabia?!
Clara – Existo sim dona Marina, por acaso estou parecendo uma alma? – Faz cara de indignada.
Marina – Claro que não boba. – Rir – É porque você é uma pessoa muito especial. – Diz sendo sincera.
Clara – Não mais do que você. Mas me tira uma dúvida Marina, nós vamos seguir essa agenda surpresa ou vamos esperar o horário do jantar aqui mesmo? – Pergunta em tom de brincadeira.
Marina – Deixa de ser palhaça. Vou pedir a conta pra gente ir.
Clara – Vamos dividir viu?!
Marina – De jeito nenhum.
Clara – Mas Mari... – Marina a interrompe.
Marina – Não é não Clara Fernandes. E se você insistir vou te agarrar e te dá um beijo de tirar o fôlego só pra fazer você ficar caladinha.
Clara – Pode pagar Marina. – Prontamente afirma — Eu vou ao toalete. Encontro – te no carro. – Vai saindo, mas Marina segura seu braço.
Marina – (Olhando nos olhos de Clara) Clarinha, Clarinha... Você só ao me ouvir falar ficar aí toda nervosa, agora imagina quando eu te tocar teu corpo todo. – Pisca para Clara.
E Clara sai cambaleando de tão nervosa com o que acabou de ouvir de Marina.
...
Clara – Marina que lugar lindo. Tanta roupa bonita e elegante, os vestidos cada um mais lindo que o outro. – Diz maravilhada – Mas o que a gente veio fazer aqui mesmo?
Marina – Clarinha eu acho que te deixei no mundo da lua mesmo. – Rir – Quando cheguei aqui no Rio pedi pra um amigo meu fazer justamente um vestido para essa exposição, como Vanessa fez questão de se intrometer acabei tendo que deixar para outra ocasião. Por isso nem tinha vindo fazer a prova final. Liguei para ele ontem e perguntei se estaria pronto pra sábado, prontamente ele me atendeu pediu só para passar hoje aqui para experimentar e vê se ficou tudo ok.
Clara – Agora entendi. O seu vestido deve ser lindo. Você tem um excelente bom gosto e pelo visto esse estilista faz verdadeiras obras de arte.
Marina – Ele é realmente talentoso. E você pode parabenizar – lo pessoalmente. – Vê que o estilista vem se aproximando delas – Pedro meu amado, deixa te apresentar a Clara.
Pedro – (Fica frente à Clara) Então você é a famosa Clara? É um enorme prazer poder conhecer a musa de Marina Meirelles. – A cumprimenta.
Clara – Eu sou a Clara sim, mas famosa e musa isso é novidade pra mim. – Todos riem.
Marina – Clarinha você pode ficar um esperando um pouquinho aqui enquanto vou com o Pedro fazer a prova do vestido?
Clara – Claro Marina pode ir. Prazer Pedro.
Cumprimentam – se e Marina e Pedro segue a outro cômodo do ateliê, enquanto Clara fica esperando Marina.
Pedro – Marina meu bem, a mulher é linda mesmo. É um luxo de mulher. Agarra essa aí e não solte mais. Só de imaginar vocês duas vestindo algo meu fico todo orgulhoso. Vou te dizer uma coisa sincera, vocês duas serão a atração da exposição.
Marina – Não te falei. É a mulher mais linda desse mundo. Mas vem cá, o vestido dela deu certo não deu?
Pedro – Claro meu bem. Esqueceu — se de que você não pede e sim manda. Só precisava mesmo vê ela pessoalmente pra ter certeza que ficaria perfeito em seu corpo, afinal você descreveu com perfeição o corpo da mulher. Você já usou muito esse corpinho? – Diz rindo.
Marina – Pedroooooooo – Diz envergonhada – A Clarinha é diferente. Ela é o amor da minha vida. – Fala boba e apaixonada – Respeite minha mulher.
Pedro – Tô bobo. Marina Meirelles está apaixonada. Meu bem então amanhã à noite deixo os dois vestidos com você na sua casa e quando for sábado de manhã você envia o dela como assim deseja. E aproveita corre logo pro lado dela que as mulheres estão caindo em cima dela. – Fala mostrando Clara cercada de duas mulheres.
Marina – Vou levar minha mulher logo antes que eu coloque essas duas no lugar delas. Beijos te espero amanhã. – Corre para o lado de Clara.
Chegando ao lado de Clara.
Marina – Clarinha meu AMOR vamos? – Encara as duas mulheres.
Clara – (Vendo a reação de Marina) Claro vamos. Com licença. – Diz já saindo e puxando Marina.
A viajem para o apartamento de Clara é silenciosa, Marina se corroía de ciúmes só de ter visto aquela cena e Clara ainda estava assimilando a palavra amor que recebeu de Marina. Chegaram ao seu destino e então se despediram.
Marina – Clarinha você gostou da minha companhia?
Clara – Claro que sim, adorei passar esse dia com você pequena.
Marina – (Surpresa) Você me chamou de pequena?
Clara – Já que você decidiu me chamar de Clarinha decidi chamar você de pequena, é uma forma de ser carinhosa com você também. Não gostou? – Diz apreensiva.
Marina – Eu amei. Eu só tô triste agora porque só vamos nos vê sábado. – Diz manhosa.
Clara – Vish acho que nem sábado. É o dia da sua exposição e você não vai ter tempo.
Marina – E jura que você acha que não vai estar do meu lado na exposição?
Clara – É que os convites que chegaram hoje cedo lá em casa foram seis, então decidimos que seriam para a minha mãe, pro Ricardo, Leninha e Virgílio, Luiza e o namorado. Eu vou a uma próxima.
Marina – Primeiro eu não mandei seis convites, pedi que falassem com o Ricardo pra perguntar quantas pessoas seriam e aí sim mandar a quantidade certa, mas pelo visto vou ter que chamar a atenção de alguém. Segundo você não precisa de convite, você vai comigo. Estamos entendidas?
Clara – Marina eu nem roupa tenho. Não quero que passe vergonha comigo.
Marina – Clara Fernandes sábado as nove te pego aqui. Entendeu agora ou quer que eu desenhe? – Diz rindo.
Clara – Nãooo. Sou boba mais não burra. Agora deixa ir que o Ivan deve tá me esperando.
Marina – Certo. Dá um beijo no Ivan por mim. – Faz uma pausa e encara Clara – Clarinha me deixa te dá um beijo de despedida?
Clara – Marina eu não sei se isso é certo.
Marina – O amor é a certeza.
Clara – Mari... – Marina coloca dois dedos nos lábios de Clara.
Marina – Shiiii. Deixa? – Clara fecha os olhos e assente com a cabeça.
Marina acaricia o rosto de Clara guardando cada detalhe. Clara abre os olhos e então ambas se encaram perdidas uma no olhar da outra. Marina encosta levemente nos lábios de Clara, começando um beijo calmo, sereno e único. O desejo de ambas pelos lábios uma da outra se torna cada vez mais evidente, Marina pede passagem com a língua e Clara prontamente autoriza, assim o beijo tornou – se ardente como o amor, prólogo de uma vida de delícias. Ambas precisavam de fôlego, e o beijo voltou a ficar sereno. Clara foi parando aos poucos dando leves selinhos em Marina. Decidiu que era hora de entrar. Saiu do carro deixando uma Marina boba, feliz e apaixonada...!
Fale com o autor