Notas iniciais
Eu tô apaixonado pela Marina tanto quanto a Clara. P.s. How long will i love you, Ellie Goulding. http://www.youtube.com/watch?v=an4ySOlsUMY

Clara e Marina acordaram na sexta felizes, não havia ninguém que não notasse. Marina tinha ligado para Flavinha para que Vanessa viesse com ela, queria conversar com ela antes da exposição. As duas chegaram ao estúdio por volta das onze da manhã e Marina já estava esperando – as. Flavinha mostrou – se apreensiva com o rumo que a conversa poderia ter e Vanessa parecia nem ligar, afirmando que Marina estava apenas fazendo charme com ela. Marina ao notar as duas encarou Vanessa com um olhar magoado e Flavinha decidiu se manifestar.

Flavinha – Bem eu vou à cozinha para vocês ficarem a vontade. – Diz se dirigindo a porta.

Marina – Espera Flavinha, eu quero que você fique. Quero que seja minha testemunha para que fique bem claro o que vou dizer para a Vanessa.

Vanessa – Marina meu bem acho melhor deixar a Flavinha ir. Você não vai querer que ela testemunhe como termina nossas discursões. Você quer mesmo que ela me veja te comendo e você gozando pra mim? – Diz sarcástica.

Marina – (Se aproximando de Vanessa) Você merecia que eu te devolvesse o tapa que deu na Clara, você é baixa, mesquinha... Sabe muito bem que há muito tempo isso deixou de acontecer, ainda em Londres, muito antes de vim embora. Perdeu a memória por acaso? Ou é tão pateta que ainda sonha com isso?

Vanessa – Sua infeliz merecia que eu te desse uma surra agora pra acabar com essa tua marra.

Marina – Ousa encostar em mim e na Clara de novo que eu te garanto que acabo com você.

Flavinha – (Vendo o rumo que a conversa leva) Meninas parem com isso. Marina eu tenho certeza que você tem algo mais interessante para discutir com a Vanessa.

Marina – Você tem razão. Não vou levar essa conversa além do necessário. – E continua – A partir de hoje as coisas mudam aqui no estúdio e na minha casa. No estúdio teremos mais uma pessoa trabalhando. Flavinha a Vanessa agora vai dividir com você e a Giseli as funções de vocês duas e tudo que antes fazia ficará a cargo da Clara. Na minha casa quem tomará todas as decisões a partir de agora sou eu e... – Vanessa a interrompe.

Vanessa – Como é que é? Deixa vê se eu entendi bem. Vai ser dona de casa agora é? Não me faça rir. – Debocha de Marina – Ah, e aquela mulherzinha vai dirigir esse estúdio? Que tipo de brincadeira é essa? Isso é uma palhaçada que acho bom parar por aqui

Marina – Você respeita a Clara, lava tua boca para falar dela. Entende de vez que eu vou cuidar a partir de agora da MINHA casa. Esse estúdio quem tomará todas as decisões de hoje em diante será eu e a Clara. Ela será tua chefe tão quanto eu, portanto o que ela falar e decidir será uma ordem.

Vanessa – (Andando pelo estúdio) NUNCA. Eu nunca vou aceitar isso.

Flavinha – (Nervosa com a situação) Vanessa isso é... – Vanessa a interrompe.

Vanessa – (Gritando) Cala a boca Flavinha, não se mete nisso. – Vai andando até onde Marina está – Tá pensando o que? Que vou aceitar isso? Só comer aquela mulherzinha não foi suficiente não? – Ou ela não é boa de... – Marina a interrompe gritando.

Marina – Para de falar da Clara se não eu não vou responder por mim.

Vanessa – (Fazendo deboche) Nãooo. O que? A Clarinha não deixou você comer ela ainda? Será que ela tá com medo de não gozar bem e te decepcionar e você perder o encanto nela? – Marina faz menção de lhe dá um tapa, mas Flavinha a interrompe.

Flavinha – Marina não revide com algo que você não aprova.

Marina – (Encarando Vanessa) Você realmente não merece nem mais isso de mim. Eu vou acabar logo com isso, já chega. Você já sabe qual a sua função a partir de agora nesse estúdio, se não gostou ainda te dou a oportunidade de voltar para Londres e trabalhar na filial do estúdio sendo assistente do Lucas e da Ana. Saiba também que separei um dos apartamentos que tenho aqui e isso significa que você tem 4 horas para guardar suas coisas e passar a morar lá. Ah – Fala enquanto se dirige a saída – Caso também não aceite, volte para Londres.

...

O resto da sexta foi normal, Marina ficou em seu quarto chorando algumas vezes, queria o bem de Vanessa, pois apesar de não gostar mais dela como mulher, gostava de verdade como amiga. Só saiu do quarto para receber seu amigo Pedro que veio deixar os vestidos como combinado e apesar de toda sua curiosidade não olhou o vestido de Clara, queria muito, mas achou melhor não. Clara passou o dia resolvendo umas coisas do termino do seu doutorado, cuidando de Ivan e lendo algumas reportagens sobre Marina e o estúdio. Estava querendo se preparar para seu novo trabalho, não queria decepcionar Marina. Clara já ia dormir e foi que aí que Marina invadiu seus pensamentos. Lembrou que não tinham se falado na sexta, queria tanto que Marina tivesse ligado para ela. Pensou em ligar, mas ficou com medo de incomodar Marina, já era tarde da noite. Decidiu mandar uma mensagem.

Pequena sabia que eu passei o dia com saudades de você? Espero que não tenha me esquecido. Não liguei porque sinto medo de te incomodar, sei que tá ocupada com o dia de amanhã. Mas em nenhum momento deixei de pensar em você, no sabor dos teus lábios, no teu beijo... Sim, eu tô corada aqui agora, mas eu tinha que ser sincera com você e comigo mesma. Dorme bem, beijos, Clarinha.

Marina estava deitada na cama com o celular na mão procurando o número de Clara para ligar, tava se sentido péssima por todos os acontecimentos do dia e mais ainda por não ter ligado para ela, de repente a mensagem de Clara chega e a deixa com o coração saltitando de alegria. Ela lê e lágrimas escorrem pelo seu rosto, estava maravilhada com aquelas doces palavras. Respondeu de imediato.

Eu se esquecer de você? Nunca. Desculpa por não ter te ligado hoje, mas meu dia foi difícil e triste. Ia ligar agora, aí sua mensagem chegou. Tô aqui feito boba feliz com suas palavras. Espero sua decisão aflita e te amando cada vez mais, quero te conquistar todos os dias e merecer teu amor. Quero sentir você e que você me sinta por completa. Beijos, meu amor.

P.s. Quero escutar tua voz, sentir teu cheiro... Preciso de você hoje mais que nunca!

Marina enviou a mensagem e Clara ao receber quase morre de tanta alegria. E num impulso querendo alegrar Marina mandou outra mensagem.

Também preciso sentir teu cheiro, escutar tua voz e provar de teus lábios. Eu sei que já é tarde, mas vem aqui, me deixa cuidar de você um pouquinho. Eu tô só em casa, todos foram dormir fora. Você vem?

Marina quase teve um enfarte nesse momento, mas não pensou duas vezes.

Sério amor? Tô indo. Espera – me que rapidinho chego.

Clara ao receber a confirmação levantou – se para esperar Marina, que por sua vez quando notou já estava em frente ao prédio de Clara, o percurso entre Santa Tereza foi e rápido haja vista o horário. Marina só queria sentir toda aquela simplicidade de Clara e seu carinho o mais rápido possível. Teve a autorização do porteiro para ir ao apartamento e assim que saiu do elevador com a intenção de tocar a campainha à porta do apartamento abriu mostrando uma Clara linda de robe.

Clara – Não, eu não tenho sexto sentido. O porteiro me avisou que você vinha subindo e quando senti teu perfume vindo do corredor, já não me contive. – Diz rindo.

Marina – Você tá me descobrindo rápido demais moça. Mas eu tô amando isso.

Clara – Entra.

Entraram e tanto Clara com Marina sentiam – se aflitas, queriam tanto sentir uma a outra. Clara então puxou assunto.

Clara – Vem deita aqui pra eu cuidar de você. – Clara sentou e fez gesto para Marina deitar no sofá com a cabeça em seu colo – Você me disse que tava triste, que tinha tido um dia difícil. Quer fala sobre isso?

Marina – Conversei com a Vanessa, e não foi nada agradável, mas se você não se importar prefiro te contar tudo depois. Não quero lembrar se não volto a ficar triste.

Clara – Claro que não me importo, nem precisa falar depois se não quiser.

Marina – Não eu quero que você saiba de tudo, não quero segredos com você. Mas agora só quero ficar aqui quietinha sentido esse carinho gostoso.

Clara – Pois eu também quero o mesmo. – Levantou a cabeça de Marina do seu colo e a encarou – Você é linda! Deixa eu te beijar?

Marina – Estou esperando isso desde a hora que cheguei. – Então Clara foi aos poucos se aproximando de Marina e deu – lhe um beijo cheio de amor e carinho.

Ficaram ali trocando carícias e beijos apaixonado um bom tempo, quando Marina olhou a hora e decidiu ir embora, até mesmo porque se continuasse ali ela não ia se controlar mais.

Marina – Clarinha eu já vou indo. Tá bem tarde já, você precisa descansar.

Clara – Não gostou da minha companhia? – Diz meio triste.

Marina – (Segura o rosto de Clara) Meu amor eu amo sua companhia, mas acontece que você precisa dormir. E mais, se eu ficar mais um minuto a mais aqui não vou aguentar e vou te levar pro quarto. Acha o que em mocinha? Eu tô me segurando pra não tirar essa camisola há tempos e amar teu corpo todo. E sei que você tá fazendo o mesmo esforço que eu – Diz rindo deixando Clara toda vermelha.

Clara – Mariiina... Tá certo. Amanhã você tem sua exposição, você precisa descansar mesmo. Vai com cuidado e quando chegar me liga pra falar que chegou. – As duas se dirigem até a porta.

Marina – Amor não fica abrindo a porta do apartamento assim não, não quero ninguém olhando pra minha mulher toda gostosa de camisola não. – Diz rindo e ao mesmo tempo séria.

Clara – (Dando um tapinha no ombro de Marina) Mariiiina... Fica direto me deixando sem jeito. E além do mais estou de robe também.

Marina – Amor não fica assim, apesar de achar lindo não precisa ter vergonha da sua mulher. E é sério amor, agora você só pode ficar vestida assim só pra mim. Amo você! – Não deixa Clara nem responder e a beija com vontade já se despedindo. – Até amanhã. – Diz saindo.

Clara – Beijos, até amanhã.

Clara volta para sua cama e cheirou sua camisola para sentir o cheiro de Marina que tinha ficado ali. Marina volta feliz para Santa Tereza e quando chega faz o prometido ligando para Clara.

Clara – Amor já chegou? Tá bem? – Clara então nota que chamou Marina de amor pela primeira vez.

Marina – Cheguei ótima e agora tô mais ainda. Você me chamou de amor. – Diz cheia de felicidade.

Clara – Boba. Assim você me faz me sentir uma adolescente descobrindo o amor. Vá dormir agora pra você descansar, beijos.

Marina – Beijos e sonhe comigo que eu vou sonhar com você. Amo você! Até amanhã.

Clara – Até minha pequena. Tchau.

Foram dormir felizes e cheias de amor, cada uma pensando na outra e só querendo que o dia logo amanheça. Agora era fato, ambas precisavam sentir cada vez mais o amor uma da outra.

Que chegue a exposição...!

Notas finais
Essa exposição promete.