Notas iniciais
Era pra esse capítulo ter sido postado hoje de madrugada, o sono não deixou. Mas mais tarde tem mais, e vai ser lacrador. Mas ainda assim preciso que alguém me ajude nas cenas mais sensuais. P.s. Tão bem, Lulu Santos. https://www.youtube.com/watch?v=OyjjjwzopVw

A segunda amanheceu leve e feliz, mais uma nova etapa na vida de Clara e Marina iria se iniciar. Juntas dividiram três semanas de amizade, paixão, amor, companheirismo, felicidade... Foram três semanas diferentes na vida de ambas, descobriram que o tempo nada vale se não houver amor, Marina descobriu em Clara que a felicidade é está ao lado de quem se ama. Clara descobriu em Marina o que é amar. Agora o laço além de pessoal seria profissional e nenhuma queria decepcionar a outra. Clara acordou cedo, seguiu sua manhã conforme a nova rotina deixando Ivan na escola e seguindo direto para o estúdio. Por um momento pensou se seria capaz, a partir dali iria enfrentar Vanessa, conduziria a vida do estúdio, iria lidar com os mais diversos tipos de pessoas. Chegou e saber que Marina não estaria ali de imediato à fez suspirar. Marina já havia lhe contando como era a rotina, acordava mais tarde e consequentemente aparecia no estúdio depois do trabalho já iniciado. Clara entrou, focou cada canto do estúdio, queria conhecer aquele lugar intimamente tão quanto Marina. Giseli, Flavinha e Vanessa chegaram ao mesmo tempo. Vanessa agora morava com Flavinha, pediu a ela, não queria ficar só. Adentraram ao estúdio e encontraram uma Clara perdida em pensamentos e ideias.

Vanessa – A primeira dama acha que o trabalho aqui é ficar suspirando prestando atenção na decoração? – Diz sarcástica destilando seu veneno.

Flavinha – Vane... – Clara a interrompe.

Clara – Pelo contrário Vanessinha já me habituei ao ambiente e também já verifiquei que muita coisa precisa ser posta em ordem. – Diz segura de que chegou a hora de se impor e continua – Temos muito trabalho pela frente. Você Vanessinha que se gaba por conhecer cada trabalho realizado a partir de hoje colocará o arquivo em ordem, por exposição, por campanha, por data, por lugar... A Gi ficará a cargo das gráficas, principalmente garantindo que não haja atrasos em nenhum dos trabalhos. Flavinha meu anjo vou precisar de você, vamos organizar a agenda do estúdio, as campanhas nacionais e internacionais, a próxima exposição, o que é prioridade e o que não é. As demais atividades nós iremos fazer em conjunto, com exceção de uma. Nas reuniões de campanhas, de exposições, enfim, a Marina vai participar e só assim os contratos serão fechados.

Vanessa – Como é que é? A Marina vai te matar quando souber disso.

Clara – Isso mesmo que você ouviu. A Marina é quem cria, ela não pode simplesmente chegar e ser informada que foi fechado um contrato e ela vai fazer uma campanha com tal tema para determinada marca, tal dia e tal hora, tenho certeza que ela merece observar os projetos desde o inicio. Ela vai participar de todo processo de criação, do inicio ao fim. Vamos focar na qualidade de cada trabalho e não na quantidade. Ah Vanessinha não se preocupe que ela já me mata todos os dias, me mata de amor. Vamos ao trabalho?!

Todas então se dirigem para começar o trabalho. Elas não viram, mas Marina estava escutando tudo, pela primeira vez durante muito tempo Marina estava acordada mais cedo que o habitual, além da saudade queria dá as boas vindas a Clara. Escutou tudo e estava impressionada na capacidade de Clara, ela podia não ter nunca trabalhado em um estúdio, mas sabia o que era preciso. Se tinha alguma coisa fora do lugar ali, Clara com certeza ajeitaria. Encheu – se de orgulho da sua mulher, e a partir dali viu que estava submissa a Clara em todos os sentidos, no amor, no trabalho, na vida...

Marina – (Entrando no estúdio e com um sorriso maravilhoso) Bom dia amores. E um bom dia mais que especial pra mulher mais linda desse mundo, mais amada, mais desejada, mais inteligente, para o amor da minha vida, pra minha Clarinha! – Diz a abraçando.

Flavinha – Ual Clara, você consegue fazer essa mulher levantar cedo e ainda te fazer uma declaração dessas, tá podendo em.

Clara – Pois é Flavinha, sou uma mulher de muita sorte. – Clara beija Marina – Bom dia amor.

Vanessa – Quero vê esse ânimo todo Marina quando souber que a Clarinha vai te colocar pra trabalhar que nem uma funcionária aqui. – Diz irônica.

Marina – Mas Vanessinha eu apesar de ser dona daqui, também sou uma funcionária. Você não precisa se preocupar que eu confio na capacidade da MINHA mulher. Sei que mudanças são necessárias e tenho certeza que com a capacidade profissional e o ser humano incrível que ela é esse estúdio se tornará cada vez mais sinônimo de sucesso. – Vira – se para Flavinha – Flavinha, por favor, vai adiantando as coisas aqui que vou tomar café da manhã e minha mulher vai comigo. – Fala já saindo puxando Clara.

Giseli – Perdeu a chance de ficar calada Vanessa.

...

Apesar de Clara falar que já tomou café e insistir pra voltar para o estúdio Marina não deixa, levando Clara até a cozinha da casa onde já havia pedido para Maria providenciar um café da manhã maravilhoso. Ao chegar à cozinha Marina segura Clara pela cintura e a beija com muito amor.

Clara – Amor para, alguém pode vê. – Diz cessando o beijo.

Marina – Ai amor deixa de ser boba. Eu estou beijando minha mulher, na minha casa. E outra coisa, pedi pra deixarem nós a sós aqui.

Clara – Mas eu não vim aqui pra ficar namorando não, eu vim pra trabalhar.

Marina – Ok amor. Eu ouvi tudo o que disse pra meninas, e sei que trabalho é o que não vai faltar. – Diz rindo — Mas eu preciso falar com você.

Clara – Amor eu preciso te explicar o... – Marina a interrompe.

Marina – Amor se é em relação ao estúdio, tá tudo certo, eu confio em você. E isso não é porque você é minha mulher, mas eu sei da sua capacidade profissional. E juntas vamos fazer tudo dá certo.

Marina abraça Clara e as duas sentam para tomar café.

Marina – Clarinha seu aniversário é daqui a mais ou menos quatro semanas, não é. – Afirma e Clara confirma – Pois então eu quero te pedir para te fotografar nesse próximo final de semana, quero fazer umas fotos suas para te dá de presente, seriam dois ensaios... Um de roupa e outro... – Pausa e continua – Você nua.

Clara nesse momento se engasga com um suco que estava tomando.

Marina – Não precisa se preocupar que só quem vai vê sou eu. Ninguém mais irá vê minha mulher nua não.

Clara – Tá louca Marina? Eu ia morrer de vergonha. Nunca.

Marina – Clarinha eu garanto que vai ser mais difícil pra mim do que pra você. Afinal vê você nua e não poder te tocar vai ser prova de fogo. – Rir.

Clara tem uma ideia para tentar fazer Marina desistir.

Clara – Eu topo. Se você também se fotografar nua. Mas claro não no mesmo dia que eu, porque se não o estúdio ia pegar fogo. – Começa a rir vendo a cara de Marina.

Marina – O que? – Diz quase gritando – Nunca Clarinha. Eu não sou modelo, sou fotografa. E fazer um auto – retrato nua está fora dos meus planos. E pra quer eu ia querer essas fotos?

Clara – Ora pra me dá de presente, e só faço as fotos com essa condição. Claro contrário meu bem, esqueça. – Diz saindo e deixando uma Marina abismada para trás.

Clara se dirige de volta ao estúdio. Depois de alguns minutos Marina volta para o estúdio também.

Marina – (Parando em frente à Clara) Eu topo. Sábado sou só eu e você.

Clara – O que? Não Marina, eu não estava falando sério. – Diz nervosa.

Marina – Agora não tem mais volta. – Se aproxima do ouvido de Clara falando só para ela ouvir – A minha vantagem é que nas minhas fotos farei sozinha e você só poderá vê depois de prontas. E quanto nas suas fotos vou poder admirar esse corpo tão lindo e gostoso. Será uma pena pode não tocar nele como quero, mas já vou ter uma prévia. – Dá um selinho em Clara e sai piscando para ela.

A semana passa rápido, Clara cada dia se mostra uma excelente profissional. O clima no estúdio tirando alguns momentos de amargura de Vanessa é bem leve. A cumplicidade de Marina e Clara é cada vez maior, as duas compartilham momentos de muito amor e carinho. Ivan se mostra cada dia um filho maravilhoso para Clara, e é um grude só com Marina. Os três fazem alguns programas sempre que possível. Chega o sábado e Clara está uma pilha de nervos com o ensaio, mas não tem como fugir de Marina.

Clara – Amor, por favor, desiste das fotos nuas. Tenho medo de você não gostar do meu corpo. – Fala meio triste durante uma pausa das fotos.

Marina – Não senhora, não vou desistir. E é impossível não gostar do seu corpo amor. Quando a gente terminar essas aqui, o resto do pessoal vai sair e aí serei eu e você.

Clara – Você é impossível!

Marina – E você teimosa! Já falei que não tem volta, agora vamos terminar a primeira parte.

O ensaio de roupas de Clara termina e Marina dispensa Giseli que estava ali para lhe ajudar de inicio e os outros profissionais. Enquanto ela fica ajeitando a câmera para o outro ensaio, Clara vai até uma sala reservada do estúdio se trocar, ou melhor, tirar a roupa e volta para onde Marina se encontra de roupão.

Clara – Pronto. Agora a senhora se comporte.

Marina – Amor você não vai deixar nem eu te tocar um pouquinho? – Diz com uma carinha manhosa.

Clara – Não. Vai ficar morrendo de desejo, é seu castigo.

Marina – Clarinha você é muito malvada comigo. Mas eu vou me comportar. Agora meu bem tira o roupão pra gente começar.

Enquanto Marina pega sua câmera, Clara se posiciona e tira o roupão. Quando Marina se vira ela fica boba admirando a beleza de Clara com um misto de tesão.

Marina – (Quase sem fôlego) Clarinha eu... Eu... Amor você é a mulher mais linda e gostosa desse mundo. Me diz como eu poderia não amar esse corpo? Eu realmente não sei como vou fazer para me segurar.

Clara – Marina eu já estou morta de vergonha e se você continuar parada aí me comendo com os olhos eu não vou conseguir.

Marina – Amor acontece que você me enlouquece. Mas tudo bem, vamos às fotos antes que você fuja. – As duas riem descontraindo o momento.

O ensaio é um sucesso. Clara fica leve e se entrega de forma natural ao ensaio, Marina por mais que estivesse louca de tesão por Clara faz um excelente trabalho. Quando terminam Clara vai se vestir e Marina fica esperando ela. Quando Clara volta Marina está fechado o notebook e Clara chega por trás a abraçando.

Clara – Vai deixar eu vê as fotos agora?

Marina – (Se vira e abraça Clara) Não. Primeiro porque a senhora está sendo muito malvada comigo e segundo é seu presente de aniversário, um dos presentes na verdade.

Clara – Olha lá o que você ainda vai aprontar Marina. E outra coisa, esse presente foi mais pra você do que pra mim. – Elas começam a rir.

Marina – Eu não vou negar que te vê nua foi maravilhoso, mas essas fotos amor são realmente pra você. Agora vamos sair pra ir comer, porque eu já estou toda melada aqui e se a gente ficar mais um pouquinho só eu não vou aguentar. Eu não sou de ferro não Clari... – Clara a interrompe e a beija com muito amor. O beijo é ardente, as línguas parecem brigar, Marina aproveita que Clara está de vestido e coloca suas mãos por debaixo dele na bunda de Clara, ela aperta com vontade, faz Clara gemer. Desce sua boca para os seios de Clara e sobre o vestido começa a chupar cada um com uma vontade inenarrável, e quando elas finalmente vão fazer amor Giseli entra no estúdio cortando o clima.

Giseli – Ai gente desculpa. Vocês ao menos podiam fechar a porta né?!

Marina – Gi eu só não te mato agora porque você é minha prima querida. Finalmente na hora que a Clarinha decidiu que a gente ia transar você tem que atrapalhar. – Diz fazendo cara de brava.

Clara – (Dando um tapa no ombro de Marina) Marina que me matar de vergonha mesmo hoje é? – Se vira – Gi não tem problema. O que a gente estava fazendo aqui podemos fazer depois.

Marina – Pode ser mais tarde Clarinha? – Diz com um sorriso de orelha a orelha.

Clara – Vamos sair pra almoçar agora Marina. – Não responde a pergunta dela e sai puxando ela e Giseli para irem almoçar.

As três almoçam descontraídas. No dia seguinte Marina tira suas fotos como prometido a Clara. Decide fazer uma festa de aniversário para ela e por mais que Clara diga que não, ela não desiste. As semanas que antecedem o aniversário de Clara são de muito trabalho no estúdio, mas tudo caminha perfeitamente. As fotos estão quase prontas e as duas não cabem em si de felicidade. Clara decide contar toda a verdade para sua família e para sua surpresa todos falam que já desconfiavam, Chica é a única a ficar balançada, mas diz à filha que a apoia. Clara pede à família que escondam que já sabem de tudo de Marina, pois ela quer fazer uma surpresa para ela. Todos concordam. Como o aniversário de Clara cairia num dia da semana, elas decidem que a festa será no sábado seguinte a data. Os dias passam tranquilamente. Clara chega para trabalhar um dia antes da data exata de seu aniversário e chama Marina para falar com ela em particular.

Clara – Pequena quero que você faça um favor pra mim.

Marina – Pode falar Clarinha. – Diz a abraçando.

Clara – Como amanhã é meu aniversário, eu queria que hoje você fosse jantar comigo e o Ivan. Porque amanhã já tem o jantar com toda a família Fernandes e eu queria um momento só nosso. – Diz fazendo charme.

Marina – Claro meu amor. O que você quiser. Que horas eu pego vocês?

Clara – Te espero as oito lá em casa pode ser?

Marina – Ótimo. – As duas se beijam e voltam a trabalhar.

Clara fica radiante que seu plano corre conforme previsto. Marina não desconfia de nada, mas Clara decidiu reunir toda a família e diante deles se declarar para Marina, aceitar seu pedido de casamento e ainda decidiu que chegou o dia delas se entregarem de corpo e alma uma a outra, elas fariam amor naquela noite...!

Notas finais
Nos seus olhos encontrei uma razão para viver!