City Of Evil

14 Memories


Notas iniciais
~ pois é galerê, mais um cap pra vocês :D
~ se liguem, porque saiu música nova *-* mais informações no meu tt @TocaAvenged.
~ créditos do cap pra @Bomb_Sunshine :D
~ o nome já diz tudo sobre o que acontece. beeijos e boa leitura

#Narrador#

Inverno de Chicago, 2005

Lentamente pelas ruas de Chicago, Ariel brinca com a neve sob seus pés caminhando em direção á sua casa quando escuta gritos vindos da mesma e começa a correr deslizando a cada passo tentando apoiar-se a parede ao lado.

Chegando a porta, abre-a relutante.

- Mamãe? – Diz ela andando a passos curtos livrando-se de sua mochila e casacos

Não obtendo resposta alguma ela atravessa o hall até a sala de estar encontrando algumas roupas rasgadas pelo chão e recolhe-as tristemente já imaginando o ocorrido.

Ao levantar seus olhos em direção à sala depara-se com uma cena nunca presenciada. Sua mãe ajoelhada perto da lareira sendo manipula com uma marionete através de seus cabelos pelo marido, Paul que apontava uma arma para sua cabeça.

A pequena sem reação alguma fica somente parada em estado de choque. Por dentro ela gritava e mandava seus músculos se mexerem mas não era obedecida. Os piores pensamentos possíveis passavam pela sua cabeça enquanto Paul pronunciava palavras que ela não entendia. Enquanto ele falava lágrimas escorriam pelo rosto de Catarina, mas Ariel continuava imóvel.

Ela sai de seu transe apenas quando escuta os irmãos entrando na casa.

- Vai. – Diz Catarina entre seu choro baixo quando Ariel voltou sua atenção a ela.

- Não mamãe. – Disse dando um passo a frente mas para quando escuta Paul destravando a arma.

- Pegue seus irmãos e saia de casa. – Sorriu deixando aparecer o sangue em sua boca. – Pode fazer isso por mim querida?

Ariel faz que não com a cabeça e começa a chorar.

- Vai ficar tudo bem, eu prometo, agora vá. – E sorriu novamente. – Eu te amo.

#Ariel#

- E então eu resolvi vir para cá. – Disse terminando minha explicação sobre ocorrido.

- Bom, eles ainda não sabem de nada certo? – Perguntou Taylor colocando uma bandeija com o meu pedido da lanchonete em que ela trabalha.

- Não. – Olhei para os pequenos brincando e rindo no mini playground.

- Eu acho que você não deveria se preocupar, ele não é louco de tentar alguma coisa. – Arin segurou minha mão. – E ela disse que ficaria tudo bem certo? Confie nela.

Ótimo, as duas maiores me mentiras da humanidade ditas em uma frase só. “Vai ficar tudo bem” e o “Confie em mim”. Como eu queria pular no pescoço deles e chorar feito uma criança que nunca pude ser. Desde que essas agressões começaram minha infância foi interrompida e tive que amadurecer rapidamente para cuidar dos menores. Agradeço todos os dias por ter conhecido os gêmeos porque é deles que tiro minha força e esperança de dias melhores, não sei o que faria se...

Escuto sirenes e me levanto de reflexo olhando elas passarem em frente a lanchonete. Viro meu corpo em direção a porta mas uma mão segura meu ombro.

- Calma amiga, não aconte...

- Dá uma olhada neles por mim, por favor. — A interrompi. Arin e ela se entreolharam mas assentiram.

Sigo correndo a viatura da polícia.

#Arin#

Sinto ódio de mim mesmo por Ariel ter conseguido me convencer que as coisas estavam bem e que deveria ir para a turnê com a banda. Sentados no sofá ela me conta o que aconteceu quando havia chego em casa no dia que encontrou sua mãe feita refém há três meses atrás. Quando a encontrou estava nua jogada na neve com o corpo cheio de cortes provocados por galhos de árvore. A denuncia havia sido feita por vizinhos que ouviram o gritos. Paul, pego em flagrante, foi condenado a 5 anos de prisão mas sua pena acabou sendo reduzida quando passou por um teste psicológico e constataram que tinha esquizofrenia.

Catarina depois de passar por diversas cirurgias por conta da hemorragia interna entrou em coma. Ariel teve que tomar a frente da casa e trabalhar mas mesmo assim não conseguiu manter a ordem então usou toda a sua poupança pra faculdade.

- Nunca achei que o dinheiro acabaria tão rápido. – Disse ela jogando a cabeça para trás. – Hipoteca, escola, comida, enfermeira particular... sabia que o seguro não cobre pós operatório?

- Quando ela acordou?

- Há umas 2 semanas. – Pausa. – Mas ainda está de repouso então contei o que está acontecendo. — Assenti.

– Se precisar de alguma coisa sabe que...

– Preciso de outro emprego. — Me interrompeu. — Pode me ajudar com isso?

#Ariel#

- Esses caras são barra pesada Ariel, não queria você envolvida com eles. – Me alerta assim que chegamos na frente de um bar.

- Eu não tenho escolha, tenho?

Entrando, seguimos em direção à porta dos fundos quando nos deparamos com um dos seguranças. Arin identificou-se e seguimos um corredor estreito até a sala onde haviam várias garotas vestidas de forma provocante com o mesmo corte de cabelo e um homem no meio delas fumando charuto.

- Pontual como sempre. – Disse ele levantando e vindo em nossa direção. – Confesso que fiquei muito feliz com a sua ligação.

Arin deu uma risada meio nervosa e passou a mão pelo meu quadril puxando-me pra perto de si.

- Ariel, este é Sebastian. Sebastian, esta é a garota de quem falei, Ariel.

Em um gesto de educação estendi minha mão para cumprimentá-lo, mas ao invés de devolver o aperto ele levou-a a boca me olhando

- Ariel, esse é um lindo nome. – Sorriu. – Já fez isso antes querida?

- Não. – Respondi balançando a cabeça.

- Ok... Coco. – Virou e um mulher negra linda com os cabelos curtos brancos levantou-se e veio ao nosso encontro. – Essa é sua nova pupila. – Vira-se para mim. – Você ficará com ela durante uma semana e aprenderá tudo o que for necessário mas, só trabalhará conosco se for aprovada.

Então, me despedi de Arin e segui minha “mestra” até um quarto mal iluminado.

Notas finais
~ ficou curto, mas era necessário :D
~ RELAXEM, vocês terão o que tanto querem.
não percam o próximo... KKKKKKK' PANTIE DROP HEE HEE HEE
beeijos e não se esqueçam dos reviews.