City Of Evil
15 Amusement Park
Notas iniciais
~ MUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA MESMO por todos os review's, recomendações, galera do twitter, é simplesmente maravilhoso escrever para vocês, dá força pra continuar :D
~ lembrando que quem tiver uma música que acha que combine com a fic, casal ou algum dos personagens é só mandar que eu coloco ok?
~ muito obrigada de novo ee... boa leitura :D
- Que. Merda. De. Filme. Não sei como as garotas gostam de romance. – Axl late e começa a me lamber. – Promete que você não vai arrumar uma namorada cocô, promete. — Sim, eu falo com meu cachorro.
De uns tempos para cá até meu Husky Siberiano tem se mostrado mais fiel que Taylor. Depois que ela e Matthew foram fotografados juntos, esqueceram que tem amigos, não tem tempo para mim e agora é um grude maior que a comida do Jimmy.
Vejo Yuri entrar na sala ajeitando o cabelo e a roupa, muito arrumadinhos por sinal.
- Ariel? O que tá fazendo acordada? – Pergunta nervoso.
- Ah, eu inventei de assistir Diário de Uma Paixão. Que na verdade, é uma merda. – Axl late concordando comigo.
- Você adorava esse filme. – Levanta a sobrancelha. – Isso tudo é ódio por não conseguir um namorado?
- Se fode garoto. – Bato uma almofada nele enquanto senta. – Onde você estava hein? – Analiso seu rosto. – VOCÊ TAVA BEIJANDO MULEQUE?
- Claro que não. – Levanta rápido e vai para cozinha.
- Lógico que estava. – O sigo. – Seu rosto tá vermelho e a boca inchada.
- Você viaja. – Abre a geladeira e pega uma garrafa com água. – Me empresta seu celular?
- Por que? Vai ligar pra vadiazinha?
- Ela não é vadia.
- Então admite que estava com uma garota? – Ri. Coitado, logo quando arruma uma namorada eu o torturo. – Pode pegar, está no sofá.
- Valeu. – Ri. — Hey...
- Não.
- Você me deve lembra? É amiguinha dos caras do A7X e nunca me apresentou a eles.
-O que você quer? — Resmungo baixissimo.
-Pode me levar no parque de diversões amanhã?
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- AAAAH DEMÔNIO, SOLTA DA MINHA MÃO. – Grita Yuri balançando o braço.
- É que eu estou TÃÃO animada. – Digo apertando sua bochecha. – Parece que alguém tá virando “hominho” .
- Aaah cara, eu to suando. – Passa a mão na testa. – Me empresta uma grana aí.
- ATÁ. Além de trazer, você quer que empreste dinheiro? Folgado hein...
- Mas você me de...
- AAH CARALHO. – Abro a bolsa brava e pego alguns dólares da carteira. – Eu te devo, eu te devo. – Resmungo. – TOMA AQUI E NÃO ME PEDE MAIS NADA.
- Achei ela. – Yuri segura minha mão e a aperta. – Droga, o irmão tá junto.
- Cadê? Não estou vendo. – Varro meus olhos por todo o lugar e vejo uma garota de cabelo roxo comprando algodão doce. – Olha, a Mckenna. – Pego sua mão e o puxo obrigando a vir comigo.
- De onde você conhece ela? – Pergunta nervoso.
- É irmã do GAYtes.
- O QUE? SYNYSTER GATES?
Andamos mais um pouco e paramos perto dela.
- Heey garota, tudo bem? – Pergunto e ela se vira me dando um sorriso largo.
- Oi Red. – Me abraça rindo. – Tudo bem sim, adorei o corte de cabelo. – Olha para Yuri. – Oi amor.
AMOR? MAS QUE PORRA TÁ ACONTECENDO AQUI?
Viro meu rosto incansavelmente olhando para um e outro ainda sem entender nada. Eles se aproximam e dão um selinho, aí a minha ficha cai. Uau, até que eles formam um casal bem fofo...
- EPA, pode largando ela seu filho da puta. – Brian puxa Mckenna e coloca seu braço em volta do seu ombro.
Ah... maravilha. Adoro a ideia de que meu irmão e ela estão juntos, mas tinha me esquecido do fator Brian Verme Haner
- Ah... S-Senhor S-Synyster. – Gaguejou Yuri me fazendo prender o riso. – É u-um prazer conhecê-lo. – Estende a mão para um aperto.
– Foi por causa disso que eu saí de casa? — Brian o encara e vira para a irmã.
Mckenna rola os olhos e sai dos braços de Brian abraçando meu irmão.
– Vamos? – Yuri assente e ambos caminham de braços dados pra roda-gigante.
- NÃÃO, VOCÊ NÃO VAI COM ESSE... – O interrompo segurando seu braço e arrastando comigo em direção oposta a deles.
- Não vou te deixar estragar a noite das crianças.
- Mas ele...
- CALA A BOCA HANER. – Deus, será que ele não consegue parar de ser imbecil com as mulheres?
- Eu preciso garantir a pureza da minha irmã. Vai que esse cara tem mão boba, porque a irmã... – Ri.
Solto e o encaro enquanto me devolve um sorriso malicioso.
– Otário – Dou as costas e começo a me afastar mas sinto ele correr atrás de mim e segurar meu braço.
- Desculpa, era brincadeira vai. – Sorri e tira o pequeno papel amarelo que serve como ingresso para os brinquedos. – Quer ir na montanha russa comigo?
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Risadas, cervejas, doces, brinquedos que fazem querer vomitar, risadas, cerveja, risadas, e se ainda não disse, risadas.
Infelizmente Haner é uma ótima companhia quando se trata de farra. Ele está disposto a tudo, desde entrar em um concurso de quem come mais cachorro quente, o que ele fez, até ir na xícara de barriga cheia, o que ele também fez. Sorte não ter vomitado porque se dependesse de mim... se limpava sozinho.
O problema é que me sinto estranhamente bem quando estou perto dele, é quase como se descobrisse uma parte do Brian que não conhecia. Claro, como toda fã eu fantasiava shows, jantares, bebedeiras e até que um dia fincaríamos juntos. Quando finalmente o conheci, todo encanto que me prendia foi destruído, mas agora... parece querer voltar e isso não é nada bom.
- Hey garota, segura aqui – Brian me entrega duas garrafas de Heineken, pega o cigarro e isqueiro do bolso, acende-o, traga e fecha os olhos jogando a cabeça para trás soltando a fumaça, o que lhe dá um ar de serenidade, como se aquele gesto fizesse todos os problemas do mundo desaparecerem e droga, ele fica incrivelmente sexy fazendo isso.
Existe algo que me prende nesse idiota... será cabelo todo arrepiado? Os olhos puxados e marcados com delineador preto ou o nariz levemente arredondado na ponta? Com certeza essa barba começando em baixo do queixo descendo pelo pescoço é... qual o problema dessa boca? Como pode ser pequena em cima e carnuda em baixo? Deus... quando ele passa a língua por ela e a morde deixando vermelha e altamente desejável eu... O que é isso? Estou no cio por acaso?
Brian me olha de canto e sorri percebendo que o encaro. Viro meu rosto e disfarço não estar reparando em nada.
- Hmm... Red. – traga o cigarro e solta virando para me olhar. — Michelle contou o que você fez por ela, obrigada.
– Não foi nada – Corei. DROGA, isso não é nada bom.
- Seria nada se você não estivesse com o canto da boca cortado e inchado. – Ri.
- Ossos do ofício. – Dou um leve sorriso e abaixo a cabeça.
- Como assim? Você... – Brian é interrompido por um alto som de sirene vindo de todos os cantos enchendo o local.
Assustada com a situação começo a me virar e procuro entender o que está acontecendo enquanto as pessoas a minha volta gritam e correm. O medo vai tomando conta do meu corpo e olho para Brian procurando uma resposta.
-TORNADO. – Grita para fazer que a voz sobreponha aos gritos. – TEMOS QUE SAIR DAQUI, AGORA. – Me segura pelo pulso puxando com ele.
Vejo Mckenna fazendo a mesma coisa com Yuri e grito seu nome várias vezes, mas ele não escuta. Tento me soltar mas Brian aperta meu braço.
- NÃO HANER, ME SOLTA, PRECISO FICAR COM MEU IRMÃO! – Me debatia tentando fazer ele me soltar.
- NÃO DÁ TEMPO RED. – Me puxa mais forte enquanto outros esbarravam em nossos corpos.
- O QUE? LARGA DE SER IDIOTA! SUA IRMÃ TAMBÉM CORRE PERIGO HANER.
- MCKENNA SABE SE CUIDAR RED, JÁ ENFRENTOU MAIS TORNADOS QUE EU, FICA TRANQUILA, MAS PRECISAMOS ENCONTRAR UM LUGAR SEGURO!
Olho para o horizonte ainda incerta do que fazer, o que foi uma má ideia porque uma enorme nuvem cobre o céu e ventos fortes trazem a chuva de granizo.
- Vamos. – Digo segurando sua mão e corremos para fora do píer.
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#Brian#
Enquanto a chuva cai forte sob nossas cabeças corremos pelas ruas contra o vento procurando abrigo tentando abrir todos os porões que encontramos, sem sucesso algum.
Ariel me cutuca apontando para uma velha casa abandonada. Vamos até o porão, mas quanto tento abrir ela parece emperrada. Subo a pequena escada até a porta da casa e ela está trancada. Sem tempo para procurar outro abrigo, a chuto com toda minha força até ela abrir. O cheiro de mofo e madeira podre invade minhas narinas, mas essa é nossa ultima esperança. Seguro o pulso de Ariel com força, algo que tornei um hábito, e a puxo comigo atravessando o hall, abro uma pequena porta embaixo da escadaria. O mofo parece amenizar aqui já que o vidro da janela está quebrado. Pego um pedaço de pano velho que encontro empoeirado no chão, e a cubro provisoriamente impedindo que o granizo passe por ela.
Mais tranquilo meus olhos varrem o local procurando pela garota a encontrando encolhida no canto do porão abraçando as pernas com a cabeça encostada no joelho. Sento-me ao seu lado olhando para seus cabelos vermelhos e sorrio com sua loucura de novo corte. Hmmm, não sabia que ela tem uma tatuagem... Parece recente... Capsule Corporation. Deve ser viciada em Dragon Ball. Coloco minha mão em seu ombro e ela assusta ao toque.
- Tudo bem, vai ficar tudo bem. – Sussurro tentando confortá-la.
- Não, não vai. Essa é a pior mentira do mundo. – Ri irônica levantando a cabeça.
Ariel pega o celular do bolso de short jeans encharcado e bate nele algumas vezes tentando recuperar a tela.
- Droga, tá sem sinal. — Bufa.
– Ah jura? — Ri. — Pensei que todos os celulares funcionariam durante um tornado. — Me olhou brava e cerrou os dentes. – Ok, vou checar o meu.
Levanto e ando pelo cômodo procurando sinal para pelo menos uma mensagem, nada.
Red se assusta com o barulho dos trovões e levanta alerta. Do outro lado do local ela me olha com medo e em seguida as vigas de madeira que tremem violentamente.
- Espero que elas não caiam. – Ri.
- Não tem graça Haner. – Diz nervosa.
O clarão de um raio invade o cômodo seguido pelo seu som. Red corre para perto de mim e me abraça forte enterrando seu cabeça em meu ombro. Seu doce cheiro de camomila toma conta do meu ser e me tranquiliza. A garota treme mais que o chão.
Me sinto bem com aquele contato e jogo a cabeça para trás encostando na parede. Afago seus cabelos molhados dizendo que logo as coisas vão melhorar e a escuto chorar baixinho. Quem diria, logo ela, alguém que ri em filmes de terror e sangue, fica tão vulnerável diante de uma chuva. Talvez essa Ariel que está em meus braços agora seja quem realmente é, só uma garotinha assustada desejando que alguém a proteja e a livre de toda a dor, e pra falar a verdade, eu não me importo em ser esse alguém.
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A chuva ao invés de diminuir, aumenta cada vez mais. Creio que tenha se passado uma hora desde que chegamos aqui. Ariel ainda está com os braços em volta do meu tronco, mas não fortes. Deve ter adormecido. Há tempos percebo que não está disposta como antes, constantemente aparecem olheiras em volta dos seus olhos, tenho medo de pensar no que está acontecendo.
Ela lentamente vai se mexendo e parece acordar. Solta de mim passando as mãos pelos olhos deixando eles um pouco borrados pela maquiagem e me olha.
Passa os dedos pela minha testa descendo até a bochecha e parando ali. Levanta um pouco o rosto e inesperadamente encosta seus lábios nos meus. Fico parado sem reação mas então ela volta a repetir o gesto várias vezes, um mais demorado que o outro e vou fechando meus olhos me entregando a pequena que estava protegendo.
Ainda relutante por medo de agravar o machucado em sua boca e por não entender o motivo daquilo não intensifico o beijo, então ela assume o controle e vai abrindo a boca e toca sua língua em meus lábios e a abro. Leva uma das mãos à minha nuca enquanto a mão livre segura a minha e leva até seu quadril.
Resolvo seguir seus passos e seguro-a apertando e trazendo o mais perto possível. Sinto uma enorme diferença entre o primeiro e esse. Naquele dia estávamos completamente bêbados, agora... é como se precisássemos com urgência provar um do outro novamente.
Sem desfazer o beijo a conduzo até uma pequena mesa e a sento. Para minha surpresa, novamente, Ariel deita me levando consigo, abraça-me com as pernas e desce as mãos de minha nuca até a camiseta a colocando-as por dentro e arranhando minhas costas.
Vou de sua boca até a orelha mordendo e passando a língua, beijo e mordo seu pescoço fazendo todo o caminho até a outra orelha e quando repito o processo ela crava suas unhas em mim gemendo. Volta os dedos para minha barriga e escorrega as mãos para dentro de minha calça acariciando meu membro por cima da boxer me fazendo delirar e arfar.
O desejo vai aos poucos me deixando inebriado mas recobro a consciência voltando a me dedicar a ela. Corro o zíper de sua jaqueta e subo para seus seios apertando o que faz ela parar o beijo para respirar. Confesso que sinto mais prazer em vê-la se rendendo a mim do que as caricias que me retribui.
Passo minhas mãos pelas suas pernas e em seguida a parte interna de suas coxas, perto da virilha. Ela me empurra e tento voltar a beijá-la mas coloca a mão a frente da minha boca e me empurra novamente descendo da mesa.
- O que foi? – Pergunto confuso. – O que fiz de errado? – Continuo sem resposta enquanto ela procura algo no chão. – Ariel... – Pega sua bolsa e sai do porão.
Eu a sigo sem entender o motivo e vejo ela parando na porta da frente da casa a forçando a abrir sem sucesso.
- Heey, o que aconteceu? – Toco seu ombro preocupado. Será que a machuquei de alguma forma?
Ela vira-se para mim e faz uma careta. – Ah droga – Volta a balançar a porta com mais força e a abre, correndo para chuva, fugindo mais uma vez de mim.
Notas finais
beeijos e até o próximo :*
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