Notas iniciais
~ demorei, mas postei u.ú
achei que tá uma merda, eu SINCERAMENTE não sei lidar com essas coisas de sentimentos então me desculpem se ficou meio vago.
beijos e bos leitura :*

#Brian#

ÓTIMO, PERFEITO, MARAVILHOSO.

#Flashback#

Sentados na xícara com mais dois caras, uma voz diferente me faz procurar o dono e meus olhos param em Ariel que ri de uma maneira engraçada por causa das piadas que o otário ao lado dela conta então, ela joga sua cabeça para trás e tudo parece se mover em câmera lenta. Seu pescoço rosado deixa exposta uma pequena veia provavelmente causada pelas suas risadas, o que é maravilhoso combinado as mordidas que dá em seu lábio inferior.

Lentamente pende sua cabeça para a direita, abre seus olhos em direção a mim dando um pequeno e doce sorriso, o suficiente para aparecer sua única covinha. Sinto meus olhos presos ao dela, como se nada mais importasse, até que a corrente é quebrada pelo barulho das engrenagens do brinquedo.

#Flashback#

É sempre assim, quando as coisas estão bem com meu mundo ela aparece e fode com tudo! Garota idiota, quem mandou ela tirar aquela merda de lente e me deixar ver seus olhos? Quem mandou ela aparecer nessa droga de parque e sorrir para mim?

Por mais que tente me manter afastado desses pensamentos flashes da noite passada invadem minha mente a todo o momento me lembrando do vento tocando seus cabelos, a altura deixando sua bochecha mais rosada, o sabor de sua boca na minha, sua risada invadindo todo meu ser e completando a parte morta deixada por feridas passadas.

Eu já me senti completo antes, com a Michelle, mas é algo que foi se perdendo com o tempo. Não que eu ache necessário estar junto de alguém para ser feliz mas... sinto falta da intimidade que um dia tive com ela. O calor que demorei mais de três anos para sentir foi facilmente derrotado em apenas alguns minutos de contato com aquela pirralha.

Quer saber... preciso resolver isso de uma vez por todas.

#Ariel#

Com certeza a melhor coisa que fiz naquela droga de madrugada foi fugir. Não sei o que deu em mim, não sei porque fiquei naquele maldito parque com ele, não sei porque o segui quando aquela loucura começou, não sei porque o beijei. Pior do que querer que aconteça, é precisar. Eu precisava sentir o que senti a primeira vez, essa mistura de desejo com proteção, algo que nem eu sei, o que talvez seja meu maior erro. Nem eu sei o que quero dele.

Ding dooong

- ALGUÉM ATENDE A PORTA POR FAVOR

Diing dooong

Desço as escadas irritada a procura de alguém. Vou até a sala e nenhum sinal de vida, a cozinha também não. Até que encontro um pequeno bilhete sob a bancada.

"Sai com as crianças, seu almoço está no forno

Beijos...

Mamãe"

A campainha não para de tocar.

- JÁ VOU TAYLOR. – Só ela pra apertar essa coisa mais de duas vezes.

Diiing doooog

- JÁ DISSE QUE TO INDO PORRA.

Diiiiing doooooong

Abro a porta e vou a passos pesados para a sala.

– Mas que porra de mania você tem Taylor de tocar essa merda toda hora.

- Hm, desculpa, estava começando a achar que não tinha ninguém em casa.

Estremeci ao som daquela voz. Não era nada parecida com a da Taylor. Olho para trás e vejo que é o Gates.

– O que você quer Brian?Bufo.

- As coisas ficaram confusas entre nós de uns tempos pra cá então queria conversar. – Entrou e foi em direção ao sofá se sentando.

- Pode ir falando. – Coloco as mãos na cintura e bato o pé no chão.

- Pessoas educadas ofereceriam uma cerveja.

— Pessoas educadas não entrariam na casa dos outros sem serem convidadas. — Rebato.

- Ah, que isso. – Dá um sorriso malicioso. – Abaixa a guarda pela primeira vez... Opa, terceira já que...

- Cala a boca. – O interrompo e abro a porta. – Pode sair agora.

- Não obrigada. – Levanta e vai para a cozinha. Eu o sigo o vendo abrir a porta da geladeira. – O que é isso? Como não tem cerveja nessa casa?

- Claro que tem, toda casa de fiéis tem muita cerveja. Sabia não? – Respondo irônica, ele dá uma risadinha de deboche e pega uma garrafa com água. — Você é muito folgado Synyster. – Tiro a garrafa da mão dele.

- E você é uma péssima anfitriã. – Toma a garrafa da minha mão.

Escuto o habitual solo de guitarra de Beast And The Harlot que a propósito é o novo toque do meu celular. E sim, eu troco de toque mais do que de roupa.

- E deveria tratar melhor seu guitarrista preferido. – Pega meu celular que está em cima do balcão e atende enquanto tento tirar de sua mão.

- Alô? Não, Brian. Sim, ela está, quem é?

Pulo em cima dele tentando resgatar meu celular.

– ME DÁ ISSO BRIAN, ME DÁ ISSO.

- Se você ainda não percebeu Erick Bolt. – Com voz de deboche. – Nós estamos um pouco ocupados aqui... Espera amor, vai com calma, eu tô no telefone, ah... assim... vai...

Consigo pegar o telefone das mãos dele e atendo.

– Erick?

- Ariel? me desculpe, não sabia que estava ocupada dessa forma, eu ligo outra hora.

- NÃO, não... eu não estou ocupada, era mentira dele, não estou fazendo nada.

Então você precisa de amigos melhores docinho. — Ele ri.

- Ele não é meu amigo. – Fuzilo Brian que ri na minha frente.

- Namorado?

- NÃO, não mas... tudo bem Eric? Está com problemas?

- Sim e não, eu apenas queria saber se você está bem.

– Ah, estou, obrigada. e o Senhor? Ah desculpa, você?

- Estou. Bom, preciso desligar, a garota que está no seu lugar é péssima com organizações. Preciso de você aqui urgente, boa noite docinho.

Coro.

– Ah, claro, só mais algumas semanas. Boa noite. – Desligo e encaro Brian. – Qual é o seu problema Haner? Era o meu chefe na linha. Aquele que meu deu uma moto e você fez o favor de explodir.

- Docinho? – Pergunta bravo. – É bem anti profissional ele te ligar durante suas férias.

- Como você sabe que estou de férias?

- Eu sou muito bem informado.

- E bem infantil também. – Saio da cozinha e ele me segue.

- Você é muito séria, precisa relaxar um pouco. – Senta no sofá, coloca os pés da mesa de centro e os braços atrás da cabeça. – E como eu sou um cara muito legal, vim te convidar para ir ao nosso show amanhã e...

– Eu dispenso. — Interrompo.

- Depois em uma festa na casa do Corey Taylor

- Co...Corey Tay...Taylor ? – Não, não posso cair em tentação, se controla Red, respira... inspira...

- É, eu sei que você curte o cara então...

- Não, eu dispenso. – Finjo não me importar e me jogo no sofá ao seu lado.

Brian joga a cabeça para trás e suspira.

– Eu me separei da Mich.

"Então é por isso que ele está aqui."

– E o que eu tenho a ver com isso?

- Sei lá. – Dá de ombros. – Só disse.

– Você acha que se separar dela eu vou ficar com você? — Sorri.

- Não foi o que quis dizer, olha...

Levantei e vou pra cozinha, mas ele me segue e segura meu braço.

- Que porra de mania você tem Haner.

- Cara, por que você é assim?

- Assim como? Assim de não cair aos seus pés ou assim de ficar brava com coisas importantes?

- Assim de estressar toda vez que falo sobre nós.

- Nós? Não existe nenhum nós Brian. Quer falar sobre a fogueira? Estávamos bêbados e foi um erro, no parque também foi um ERRO entendeu? Não vai acontecer de novo.

- Tem certeza? Porque toda vez que eu chego perto de você seu corpo reage de uma forma totalmente diferente.

Brian vai se aproximando deixando seu rosto ao nível do meu. Dou um tapa no seu rosto e ele solta meu braço

– É impossível ter uma conversa adulta com você pirralha. – Volta para a cozinha e o sigo.

- Não me chama de pirralha. – O empurro.

- Ah, e você age como o que? – Se vira para mim.

- Você age feito um cretino e eu nunca te chamei assim.

Ele bagunça o cabelo e suspira.

– Você me tira do sério garota.

- Olha quem fala, o cara desmaia de bêbado e trai a esposa. — Percebo que o atingi, o que me dá mais coragem para continuar. – Me diz Brian, o que te faz pensar que algum dia ficaria com você? – Ele deixa de olhar nos meus olhos e encara o chão. — Acha que pode me fazer de otária que nem fazia com o Mich? É tão difícil assim admitir que perdeu o próprio jogo?

Percebi que ele fica abalado com a minha pergunta porque sai da cozinha e vai em direção a porta. Ele a abre a para.

- Você deixou cair seu caderno de composições no trailer. – Disse sem olhar para trás. – Parabéns, você é muito boa – Sai.

Olho para o sofá e vejo meu pequeno confessionário, o único lugar do mundo em que posso ser eu mesma, ando até ele a passos pesados. Como ele pode abrir meu caderno de músicas sem pedir?

Abro ele pensando em todos os xingamentos possíveis mas me arrependo quando percebo as anotações que ele fez “mude para a terceira pessoa, fica mais informal” “muito agressiva até para você, mas ótima” “tenho um solo perfeito para essa” entre alguns refrões e pontes.

- Você foi bem grossa com ele, não acha?

Assusto com a voz que surge atrás de mim e me viro rápida pra ver quem é.

- O que? Foi mesmo.

- Mas que caralho James, qual é o seu problema? Da onde você saiu?

Ele ri e pula subindo no sofá

– Eu ouvi a briga e entrei pela janela do seu quarto.

Eu PRECISO colocar uma tranca melhor naquela droga de janela. Melhor, eu preciso colocar uma aranha lá.

- Não foi uma briga. – Deito no sofá e encosto minha cabeça em suas pernas enquanto ele afaga meus cabelos – Eu só...

Interrompe-me.

– Gosta dele mas não quer dar o braço a torcer. – Abro a boca pra protestar contra aquele argumento idiota mas ele a tampa – Gosta SIM, não adianta negar. – Começa a rir e tira a mão da minha boca. – Vou fazer uma análise psicológica sua.

- AAAH NÃO REV – Lá vem ele com essa merda de sentimento de novo, ODEIO quando faz isso.

- AAAAAH SIM, relaxa, vai ser rápido. – Bufo e ele me levanta para encara-lo colocando as duas mãos no meu rosto. – Você. É. Covarde.

O encaro esperando mais alguma coisa mas ele tira as mãos de mim e liga a TV.

- Eu... Eu não entendi.

- Simples, você tem medo.

- Jimmy, meu doce Jimmy, se eu fosse covarde não teria me tornado a maior traficante de HB.

- ROMANCE ARIEL, é disso que estou falando.

Hhmmm, faz sentido.

- Você se bloqueia pra relacionamentos, por isso não consegue ficar mais de 4 meses com alguém, confesso que foi uma grande surpresa namorar o Allan por um período maior, mas fora isso... É tudo medo de cometer os mesmo erros da sua mãe.

Aquilo me acertou como uma facada. Nunca, ou melhor, JAMAIS imaginei Jimmy falasse sobre isso de uma maneira tão natural. Mas, desde que o conheço ele age assim, sempre dizendo realmente o que pensava sem se importar se ficaria brava ou não. E na bem verdade, não sei porque contei sobre tudo, porque as pessoas costumam a se afastar quando você conta seus segredos mais íntimos, agradeço que tenha sido diferente com ele.

- Não é isso. – Digo baixinho encarando a tatuagem na minha mão direita. – Eu não posso ter mais alguém pra proteger.

- Deixe ser protegida por ele, você pode se surpreender com a facilidade que o Brian tem em fazer as pessoas se sentirem seguras. Experiência própria. – Ri.

Sorrio e olho para a pequena guitarra preta com vermelha que ele desenhou em uma das páginas do meu caderno de composições

- É bom eu conhecer o Corey, Gates.

Notas finais
~ mereço review's?