City Of Evil
17 Free Show
Notas iniciais
- ok, esse capítulo NÃO demorou. Maaaas... ainda estou chateada porque o último não teve muitos review's u.ú
ele ficou SUPER grande então é praticamente um presente pra vocês KKKKKKKK'
beijos e boa leitura :D
#Ariel#
- ESPERO QUE VOCE JÁ ESTEJA PRONTA TAYLOR – Grito da sala e ela sai do quarto descendo as escadas.
- Filha da puta... tá gostosa hein Blonde – Levanto e a rondo.
Ela está com uma minissaia jeans, botas overknees, blusa preta que deixa seu umbigo perfeito de fora, jaqueta do Avenged que ganhou do Matt, cabelo solto em cachos e maquiagem preta com glitter.
– Se eu não gostasse de garotos te comia fácil. – Dou um tapa na sua bunda rindo.
– Digo o mesmo pra você Red... Mas também, com a minha ajuda tudo é possível. — Rimos mais alto.
Eu estou com uma calça de couro preta, Ankle Boot preto, camisa do Waking The Fallen da Taylor que me deixava também com o umbigo de fora, colete jeans com tachinhas nos ombros, cabelo solto liso e a mesma maquiagem preta com glitter.
- Mas ainda acho o sapato um exagero. É um show, vamos ficar em pé, vou acabar tirando eles assim que chegar.
- Você nem sonha em desmontar o que eu demorei horas pra criar. – Alerta. – Eu mato você Ariel. Mato.
- Tá, você me ama vadia. – Saímos pela porta da frente dando de cara com o Vareta.
- NOOOOSSA, vocês mudaram de ideia sobre o show? Resolveram ir a algum clube de strip?
- HAHA – Riu irônica. – E você acha que tá abafando sem camisa não é?
- Tudo isso aqui baby. – Aponta para o corpo semi nu e dá uma reboladinha. – Chama as gatas. – Pisca.
-----#-----
- TÁ DOENDO PORRA. – Grito no ouvido da Blonde. – EU DISSE QUE IRIA DOER. – Levanto o pé. – VOU TIRAR.
- NÃO VAI NÃO. – Me dá um tapa. – ACABAMOS DE CHEGAR.
Solto um olhar fulminante para ela, mas depois acabo cedendo a sua incrível mania de controlar minhas roupas.
- VOCÊ DEVE TER MERDA NA CABEÇA PRA OUVIR A TAYLOR. – Grita Arin e o encaro também.
- Para de gritar porra, olha lá. – Aponta para um cara alto com o cabelo desgrenhado que julgo ser o Jimmy. – Vamos. – Segura minha mão e vai em direção a ele, mas é barrada pelos seguranças.
- Apenas com crachá. – Diz o grandão.
- Mas nós somos amigas deles. – Respondo.
- Sabe quantas groupies tem aqui dizendo que são amigas intimas?
- Você acha que esse magricela aqui serviria como grupie? – Aponto para Arin, mas logo vejo meu amigo. — JIIIMMY! – Grito. – JIIIIIIMMY! – Mais alto. – CARALHO, OLHA PRA MIM SEU VIADO DOS INFERNOS.
Ele, até que enfim, vira.
– SEREEEIA. – Olha para os seguranças. — Pode deixar elas passarem. – Eles nos soltam e corro para abraçá-lo.
- Achei que não viria pequena. – Me levanta.
- Eu jamais deixaria de assistir um show seu Jimmy — Ri. — Ainda mais de graça. – Ele me solta e eu apoio meus pés no chão sentindo um enorme dor. – Merda de sapato. – Reclamo.
- O que foi?
- Frescura dela Jimmy, não aguenta andar de salto. Só isso. – Fuzilo Arin. Essa coisa desnutrida não aguentaria nem 10 minutos em pé com essa coisa.
– Vem aqui – Me puxa rindo. – Vocês vão assistir de lá. – Nos aponta as barras de ferro que seguravam a cobertura do palco. – Sobe e senta. A melhor vista do show, depois da minha claro. Entre duas guitarras. – Ri mais alto.
— JUURA JIMMY? – Gritamos e o abraçamos.
- Uhum, agora eu preciso ir, o show vai começar.
-----#-----
Ele sai de perto, eu e os gêmeos trocamos olhares e gritinhos quando o show começa e eles começam com Critical Acclaim seguido de Second Heartbeat, Afterlife, Beast And The Harlot, Scream, Seize The Day, Walk, Bat Country, Almost Easy, Gunslinger, Unholy Confessions e A Little Peace Of Heaven. Cantamos todas as letras junto, ela claro morrendo de ver Matt ser assediado pelas garotas, eu rindo do Zacky que tinha um saco de batatas perto das caixas de som e Arin imitando todos os movimentos que Jimmy fazia na bateria.
Enquanto Rev faz um solo que deixa todos de queixo caído, como sempre, Johnny grita pelos outros e aponta para nós. Eles sorriem e nos mandam beijos que pegamos no ar e colocamos em cima de nossos corações. Eu sei, isso é muito gay mas... Tenha dó, são nossos ídolos nos acenando do palco, quem resistiria?
- Será que tem como esperar eles no backstage? – Pergunta Taylor.
- Não custa tentar. – Desço da barra e ela me segue.
- Vocês estão afim de serem tiradas daqui a pontapés, só pode. – Arin protesta mas acaba indo conosco.
Desviamos de alguns seguranças que pediriam nossos crachás e finalmente entramos escondidos no camarim. Vou direto ao frigobar e pego três cervejas enquanto Blonde passeia pelo local e Baqueta Man se joga no sofá.
- OLHA – Taylor grita. – As roupas deles, vem ver, vem ver.
Rolo os olhos levanto.
– Você tem sérios problemas.
- Três camisas? O Matt tem três camisas?
Ri
– E todas elas de bandas. Você deveria saber disso.
- Bom, não interessa, ele continua sendo gostoso.
Escuto a porta abrir e vejo que é Matt. Taylor corre e pula no colo dele, o enchendo de marcas de batom por causa dos beijos.
– Você estava lindo Matt, lindo – Afasta-se e olha para ele. – Está suado mas lindo. — Mais beijos, ele a gira e depois coloca no chão para outro beijo.
- DESENTOPE A PORTA PORRA. – Grita Zacky e eles saem.
- Vocês estavam ótimos, juro. – Ri e abraço cada um deles ignorando o suor que corre pelas faces e pescoço. Suas camisas estão encharcadas e com um cheiro muito forte mas, com o tempo aprendi a deixar essa parte extremamente nojenta de lado.
- Somos foda não somos? – Zacky se gaba e mostra os músculos do braço.
Ri e abaixo para pegar mais cervejas.
- DEUS, GAROTAS LOUCAS. OLHA SÓ, RASGARAM MINHA CAMISETA FAVORITA! – Risadas. – Esse é um lugar perfeito para um Deathbat. – Sinto dedos no final das minhas costas e viro rápido dando de cara com o Brian lindo, suado, com um sorriso malicioso e sobrancelha arqueada. – Você veio.
– Hm... é... vim agradecer pelo caderno – E dizer que te quero, seu gato.
- Ok, acredito. – Chega mais perto de mim pousando seus lábios em minha orelha. – Me deixa ver de novo. – Sussurra e passa a mão na tatuagem.
Ri.
– Sai Brian – O empurro e me deparo com cinco marmanjos e uma mulher me olhando com cara de “hhmm, Red safadinha”. – Então, vamos? – Digo tentando quebrar o gelo.
- Vamos aonde? – Pergunta Johnny.
- Na festa do Corey Taylor gente... Esqueceram?
Eles fazem uma careta e viro olhando para o Brian que bagunça o cabelo.
- É que...
O interrompo.
– Você mentiu. – Suspiro.
- Se você quiser, podemos ir a outro lugar e...
- Não, não quero. – Passo por ele indo em direção à porta.
Não acredito que o Gates mentiu pra mim, tudo bem que é de se esperar que aquele monte de estrume não faça nada certo mas, puta que pariu, logo agora que eu estava tentando fazer as coisas darem certo. Do meu jeito errado e torto, mas estava.
Escuto a voz de Jimmy ecoando na minha cabeça sobre a conversa que tivemos ontem “Sabe como é difícil pra ele admitir que te quer por perto?”
Paro no meio do caminho e volto a passos pesados até ele ficando frente a frente o encarando como se aquilo fosse uma batalha de gangues.
– Você acha que é legal ficar mentindo pra mim Gates? — Levanto a voz. — Sinceramente você é um... – Volto ao timbre normal. — Você é um puto se não pagar tudo o que fez indo no Johnny’s pra encher a cara comigo. – Sorrio. — Topa?
-----#-----
- Gostei de ver hein Red, reprimiu todo o seu animal interior e não xingou o Syn, estou orgulhoso. – Ri e bagunça meu cabelo.
- Ah, cala a boca Jimmy. – O empurro. – Cadê a Lea?
- Trabalhando, chega só mais tarde. – Dá de língua.
- É impressão minha ou esse bar tá cheio de malucas? – Diz Zacky sentando ao nosso lado na mesa e sinalizando ao garçom para trazer mais uma rodada.
- Por que malucas? – Pergunta Arin.
- Olha lá quem ta se dando bem. – Ele aponta para Johnny que está com uma mulher linda e bem mais alta que ele.
Todos riram.
– Você tá mal hein Zacky... — Zombo.
- Não entendi...
- Ele tá pegando mais que você cara, e é o baixista. – Diz Brian se intrometendo e todos riem de novo.
De repente o casal se levanta e vai em direção ao banheiro. Johnny olha para nós, dá um sorriso e um sinal de joinha.
- Olha lá. – Dá um tapa no Zacky.
— Se fode Briana.
-----#-----
Olho ao redor e vejo Jimmy abraçado com Leana, Matt e Taylor se agarrando, Zacky bêbado cantando um travesti, Johnny saindo do banheiro fechando o zíper da calça, Arin ainda sem camisa fazendo um solo imaginário para um grupode garotas e Brian dando autógrafos. Ótimo, estou sozinha de novo. Resolvo ir ao bar pegar mais uma bebida.
— Seus amigos te abandonaram? – Diz uma voz rouca no meu ouvido. – Olho em direção e vejo um homem de no máximo 24 anos, cabelo loiro comprido até o queixo, olhos verdes, camisa em gola v azul e jaqueta jeans escuro. Olho para os lados pra ter certeza de que ele estava falando comigo.
Ele ri.
- Por que não seria com você?
- Porque você faz mais o estilo patricinha peituda. — Aponto para o grupo de garotas dançando sensualmente perto de nós.
- De que adianta ter peitos grandes e nenhum cérebro?
- Ah, me desculpa, não sabia que você era gay. – Respondo irônica.
Ele ri de novo.
– Vou te provar que não sou gay.– Sorri. – Sou um péssimo dançarino. – Levanta e estende a mão.
Vejo Brian conversando com uma garota que está quase no colo dele e fico com... digamos que seja... raivinha
- Claro, porque não? – Viro a bebida e me levanto.
Enquanto vamos para o meio da pista, olho para Brian e percebo que está me encarando bravo. Sinto-me vingada e me viro ficando de costas para ele.
#Brian#
Agora se já não me bastasse ela começa a dançar com um estranho. Isso realmente é muito divertido, e você Brian Elwin Haner Jr. é o cara mais idiota do mundo, meus parabéns.
— E aí cara? – Zacky senta ao meu lado. – IIIIH, já vi que a coisa não tá muito boa.
- Ah jura? Porque eu acho muito legal ela ficar se esfregando naquele cover ridículo de Kurt Cobain. – Acendo um cigarro.
- De quem você está falando Gates? – Olha na direção em que eu olho – HHHHMMM entendi... Isso é porque disse que ela não era “nada demais”.
Ela nunca será “nada demais” pra mim.
- Por que você não vai lá e tira ela de perto do cara?
Dou uma tragada e suspiro encarando o teto espelhado do lugar.
- O que eu posso fazer com uma garota que se recusa a ser minha?
#Ariel#
- Sinto-me usado. – Sussurra.
- Porque?
- Tenho quase certeza que você esta tentando fazer ciúmes para o tatuado fumando atrás de você.
Olho de novo para Syn o vejo conversando com o Zaco, até que duas garotas aparecem e sentam no colo de cada um. Bufo e fecho minhas mãos em um punho.
- Talvez, algum problema com isso?
- Nenhum, mas vamos tornar as coisas mais interessantes. – Puxa minha cintura mais perto, sorrindo.
Sorrio de volta e voltamos a dançar mais colados devagar. Viro de costas a ele para possibilitar uma melhor visão do Haner. Levanto meu braços lentamente e pouso minhas mãos em sua nuca, ele passa as mãos em volta a minha cintura a acariciando.
Brian para de brincar com o cabelo da loira que está em seu colo para me olhar. Sua expressão é de tristeza e desapontamento.
Parabéns Ariel, mais uma vez você conseguiu fuder com tudo.
Mantemos o contato por um tempo mas o quebro saindo de perto do cara.
Ele segura meu braço com força.
- Achei que você queria fazer ciúmes naquele marginal ali.
- Ele não é um marginal, agora me solta. – Consigo tirar suas mãos de mim, mas ele me prende novamente e me puxa de volta.
Penso nos possíveis movimentos que posso fazer para deixar ele desgraçado sem um braço, mas começa a me puxar e tudo o que sai de mim é um tapa em sua cara. Ele torce meu braço e grito.
- SOLTA ELA SEU FILHO DA PUTA. – Sinto Brian me tirando dos braços do cara e me abraçando. – Tudo bem com você?
Assinto e ele fez sinal de que vai voltar, mas me coloco a sua frente.
– Não vale a pena Haner.
- Eu não vou fazer nada pirralha, relaxa. – Sorri e entrelaça seus dedos nos meus dando de costas ao babaca.
- ISSO MESMO, ATÉ PORQUE FOI POR CAUSA DO SEU “FAZER NADA” QUE ELA ESTAVA AQUI SE ESFREGANDO EM MIM.
Brian para, dá um sorriso com o canto da boca, vira e soca o nariz do cara, fazendo desequilibrar cair em uma mesa quebrando várias garrafas.
- Viu. – Vira para mim. – Não fiz nada. – Sorri.
- CUIDAD... – Antes de terminar, o outro quebra uma cadeira em Brian que cai no chão desacordado.
Matt chega junto com os garotos e o cara vai embora. Ajoelho no chão para checar o pulso de Gates.
- Relaxa, esse aí não morre tão cedo. – Diz Jimmy. – Desmaiou de bêbado. – Ri.
- Alguém precisa levar ele pra casa, e não serei eu. – Johnny.
- Muito menos eu, cansei de ser babá de bêbado. – Zacky.
Olho para Arin.
– Ah não, nem vem, não são nem 23h.
Depois para Matt, esperançosa.
– Não me faça essa cara moçinha, hoje eu não vou me render aos seus olhos fofos.
- Seus putos dos infernos, depois se dizem meus amigos. – Levanto. – Pelo menos levem ele no carro.
#Brian#
Acordo com uma enorme dor de cabeça e percebo que estou vestido deitado em meu quarto. Não tenho a menor ideia de como fui parar ali. Sinto a típica brisa de outono chegar e olho para o relógio que marca 1h da madrugada. Desço da cama e tropeço em uma coisa mole jogada no chão.
- Pirralha?
Será que? Não, eu estou com roupas. O que será que ela ta fazendo aqui? Bom, no chão é que não vai ficar, e tenho certeza que vai gritar assim que ver onde dormiu.
A pego do chão e ela resmunga, mas volta a dormir. Coloco na cama e se meche ficando de barriga para cima. Passo os olhos pelo seu corpo que está vestido com uma camisa branca minha, o que mais parece uma camisola, uma camisola bem sexy.
Ela se meche novamente, mas dessa vez a camiseta sobe mais mostrando sua lingerie preta. Aproximo-me conseguindo sentir seu doce cheiro de camomila, me controlo para não fazer nenhuma estupidez, então dou apenas um beijo em sua testa e saio do quarto.
#Ariel#
- Dando uma de Zacky? – Vejo Brian tirando alguns sanduiches prontos do congelador e colocando no microondas.
- É, lembrei que não comi nada e... – Vira-se me olhando de cima para baixo. Lembro que estou sem short e tento cobrir minhas coxas.
- Não adianta, te deitei na cama e a camiseta levantou bastante então... – Sorri. – A propósito... – Morde os lábios com seu melhor olhar pervertido. – Belas pernas.
Meu rosto queima de vergonha e tento disfarçar meu desconforto sentando na cadeira. Apoio as mãos no rosto e percebo Brian cerrando os dentes olhando para o que parece ser marcas de dedos em meu pulso.
- Nem vem com essa cara, você faz a mesma coisa.
Ele rola os olhos e murmura algo como “maldito”. O aparelho começa a apitar e tira o pacote de dentro sentando-se a minha frente em seguida.
- Red... O que aconteceu no Johnny’s? Me lembro de ver você dançando com aquele cara mas tudo depois é um borrão.
- Você bateu nele... – Digo baixinho. – Ele quebrou uma cadeira na sua cabeça, você desmaiou e eu te trouxe para cá.
Brian faz careta de pensativo e dá de ombros mordendo seu lanche. Ficamos em silêncio e o assisto-o devorar aquilo.
-Quer um pouco? – Nego. – Então porque você ta me olhando?
- É legal te ver comer. – Sorrio.
- Você é estranha. – Volta a comer mas logo para pra rir. — Por que você está sorrindo?
- Por que você está sorrindo?
- Talvez porque tenha uma doida me olhando comer – Toma um gole de cerveja.
- Não deveria beber tanto assim. – Tiro a garrafa de perto.
Reclama e mostra a língua com comida.
– Eu não tenho nojo Syn. — Rimos.
- Aaaaah sério? – Faz cara de desapontado. — A maioria das garotas gritaria ou sairia de perto.
- E eu ainda pareço como a maioria das garotas para você?
– Depois disso? Nenhum pouco. — Sorri.
Rimos e pego sua cerveja dando um grande gole.
- HEEEEEEEEEY.
- Xiu, não fui eu quem desmaiei de bêbado. – Ele bufa. – Bom...já que você está bem... Vou para casa. – Levanto e saio da cozinha.
Como já tinha ligado para o táxi antes de sair me apresso quando o vejo pela janela, apenas pegando as roupas e descendo pelas escadas.
Encontro Brian sentado no sofá com uma garrafa de uísque e uma mão e cigarro na outra.
- Quero minha camisa de volta, e limpa.
- Esse trapo? Eu te mando pelo correio. – Ri e vou até a porta girando a maçaneta forçando-a a abrir.
- Opa, parece que está trancada. – Diz irônico.
- Não tem graça Haner, pode abrir isso agora.
- Larga de ser idiota pirralha, tá afim de morrer? São 3h da manhã.
- Tem um táxi me esperando Brian, agora... – Gesticulo para a porta.
Ele me encara levantando uma sobrancelha e abre um lindo sorriso.
– Aaaaaaaah Não.
Não... Isso NÃO está acontecendo. Respira Ariel, vamos lá, 1... 2... 3...
Escuto o carro buzinar e depois pneus cantando. O filho de uma arrombada foi embora, que divertido.
- Qual é a sua Brian?
- A minha é que é perigoso sair assim. – Levanta e vem em minha direção deixando seu cheiro mais próximo.
- E desde quando você se importa? – Jogo minhas coisas no chão.
- Desde que você pisou nessa casa virou minha responsabilidade. – Ficamos frente a frente.
- Só há espaço pra UM bipolar nessa casa Brian, e essa pessoa sou EU. – Desvio dele e tento abrir qualquer janela, mas todas... trancadas.
Ele dá um sorriso vitorioso e levanta a garrafa em um brinde.
Olho para as escadas corro para elas subindo e entrando no quarto de Haner em seguida. Dou graças que a janela do quarto dele esteja aberta e vou passando por ela até que...
Notas finais
beeijos e até o próximo :*
Fale com o autor