City Of Evil
22 I'm a Fucking Hore
Notas iniciais
SEEGUINTE... como estou em muita falta com vocês, mandarei um hoje e outro amanhã ok? OK.
Tentem não me odiar pelo de hoje... Mas com certeza me amem pelo de amanhã :D
SEJAM BEM VINDAS NOVAS LEITORAS *-*
beeijos e boa leitura :*
Viro assustada em direção à voz que me chamou e vejo Zacky rindo com malícia. Desfaço-me do abraço de Sebastian pulando de seu colo e corro em direção a ele.
- Sua safadinha, sabia que tinha alguma coisa a mais rolando entre vocês. – Sussurra dando um leve soco em meu braço.
- Não é nada disso Gordo mas... – Olho para Sebastian que tem um sorriso de vitória e sai do local. — ... não conta pra ninguém, ok? Isso não é algo que eu vá me orgulhar depois.
Escondo minhas mãos para eles não notarem que estou tremendo de nervosismo. Não por causa do beijo, mas por achar que quem havia me chamado fosse o Brian.
- Ok, pode deixar, seu segredo está seguro comigo.
- O que é segredo?? – Pergunta Johnny entrando na academia.
- A Red estava dando uns amassos naquele amigo dela, o bonitão loiro.
- BAAAAAAAAKER!! – O fuzilo com os olhos.
- Ah é, desculpa. — Bagunça o cabelo sem graça. — tinha esquecido.
Dou as costas voltando até o boneco de luta.
- Então, o que vocês estão fazendo aqui? Vão me dizer que decidiram treinar?
- Sabe como é, quero perder umas gordurinhas. – Levanta a camisa e aperta a barriga.
Ficamos em silêncio durante alguns segundos, mas ele é quebrado pela risada alta de Johnny.
- Gordo, você me deve dez pratas.
- Posso saber porque? — Saio do tatame desatando as faixas.
- Apostamos que você me beijaria antes de beijar aquele cara. – Responde Zacky corando e sentando no chão. – Relaxa, eu não to afim de você, mas vai saber se você não tem uma quedinha por mim...
- Fala sério né Baker, você viu o naipe do cara. Ela jamais beijaria alguém como você, por mais que seja um guitarrista.
- SEWARD!! – O empurro rindo. – Isso foi muito grosseiro. – Sento sobre o calcanhar ficando de frente ao Zacky. – Qualquer garota do mundo teria sorte em beijar você, Gordinho. – Sorrio, dou um beijo em sua bochecha e saio da academia.
-----#-----
#Matt#
Rolo para o lado da cama tentando recuperar meu fôlego enquanto Blonde acende outro cigarro e senta novamente em cima do meu abdômen.
- Vamos lá garotão, vai me dizer que já cansou. – Sorri maliciosa e joga os cabelos para o lado beijando meu pescoço.
- Podemos fazer uma pausa? Cinco minutinhos. – Me olha com raiva – Pelo amor de Deus, EU NÃO SINTO MINHAS PERNAS MULHER.
- MATTHEW, você realmente está fora de forma. Foram só 4 vezes e já está assim. Antigamente aguentava muito mais. – Sai de cima de mim. – Vou tomar um banho e quando terminar é melhor que você esteja pronto.
Arrasto-me até a cozinha, pego uma cerveja e vou até a sala me jogando no sofá colocando uma perna para o alto tentando fazer com que ela volte a vida. Ouço um estralo na porta e ela se abre.
- MAS QUE PORRA É ESSA????? – Red deixa sua mochila cair no chão tampa os olhos virando. — ANDA, COBRE ESSA COISA AÍ. – Tateia o outro sofá até achar uma almofada e joga para mim.
Não consigo prender o riso e tampo o júnior como posso sentando direito no sofá. Ela tira as mãos dos olhos devagar voltando à cor original das bochechas.
- Hey Red... Já que você está aqui, pode me dar uma mãozinha?
Ela me olha enojada.
– Seu... tarado.
- O QUE? NÃO – Riu nervoso. – É que bom... A sua amiga está me dando muito trabalho sabe... na cama. Preciso que alguém me ajude com isso.
Sua expressão vai de enojada para raivosa.
– EU NÃO FAÇO MÉNAGE MATHEW.
AAH, POR FAVOR DEUS, tem como fazer essa garota entender o que falo??
- Não é nada disso Red, não que seja uma má ideia, mas não é nada disso. – Respiro fundo para tomar coragem de falar. – Eu tenho que usar Viagra pro júnior funcionar.
Ela arregala os olhos.
- Pois é... Tudo isso aqui e tenho que usar remédio pra ficar levantado. Nem cheguei nos 40 e já tenho que tomar Viagra. – Jogo a almofada na parede. – Sabe, eu faço de tudo que ela quer, nos lugares mais inusitados, e ainda sim, não se satisfaz.
Ariel não consegue manter seus olhos nos meus e desvia para o nada a todo momento.
- Eu com certeza não sou a pessoa mais apropriada para conversar sobre isso Matt.
- MAAAATHEEEEEEEEEW, VAMOS? – Grita Taylor.
- Por favor, me ajuda Red, eu não sei mais o que fazer.
– Foge. — Ri se jogando no sofá.
#Ariel#
Matt me olha de uma maneira estranha e levanta rápido pegando todas as suas roupas espalhadas pelo chão da sala. Será que ele realmente está pensando em fugir? DROGA. Olhei pra bunda dele. Deus, eu vou pro inferno por causa disso, sei que vou.
Ele inesperadamente me puxa para fora do sofá e me obriga a sair do apartamento. Corremos feito doidos tropeçando em nossos pés e esbarrando em alguns moradores horrorizados até o elevador onde sem surpresa alguma há um grupo de senhoras idosas que se abanam assim que o veem completamente nu.
- Boa tarde senhoras. – Diz Matt muito educado como se não estivesse totalmente pelado – Está um dia maravilhoso, não?
Entre sussurros de “Deus, que homem” “Olha o tamanho daquilo” e “Senhor, agora sim eu morro feliz” descemos todos os andares (já que Blonde teve uma infeliz ideia de querer morar no último andar) recebendo algumas críticas de homens que entravam e saíam do elevador. Quando finalmente ficamos só nós dois, ele se veste.
- Caralho, olha só isso aqui. – Matt abre a mão que está cheia de papéis com números de telefone, um deles em folha rosa com um nome masculino. – Eu bem que senti uma mão pesada e firme apertar minha bunda, mas achei que fosse você.
- HÁ.HÁ. — Rolo os olhos e me viro para a entrada onde vejo Zacky e Johnny. - Hey seus merdas, não eram para estar na academia agora?
- Esse negócio de ficar em forma não é comigo. – Responde Zacky .
- Ele fez 10 flexões e desistiu.
O som alto das risadas do Jimmy, Synyster e Arin invadem a recepção do prédio e a atendente nos olha com desdém, mas eles não ligam e continuam.
- O que aconteceu de tão engraçado? – Matt pergunta terminado de vestir sua camisa.
- Fomos expulsos de uma loja de lingerie porque eles estavam provando as peças. – Responde Arin e rimos alto.
- Vocês realmente devem parar com essas coisas homossexuais.
-----#----
Como de costume, andamos rindo escandalosos pela Pacific Coast entrando em todos os bares que encontramos para repor as cervejas e cigarros que compramos. É incrível como eles conseguem tomar doze latinhas em menos de quinze minutos e não ficarem bêbados, sem contar os maços de cigarros.
Por falar em cigarros e risadas... Brian não trocou nenhuma sílaba comigo. Tudo bem que estamos fingindo, mas mesmo antes ele sempre fazia algum tipo de piadinha sobre como meu corpo é desproporcional e agora... nada. Um olhar, um sorriso, uma provocação... Nada. Só espero que aquele Gordo ou o Gnomo não tenham deixado algo escapar.
Quando me dou por conta, estou sentada em um carrinho de supermercado sendo pilotado pelo Jimmy que grita o nome de cada seção em que passamos e pega chocolates, salgadinhos, Red Bull e...
- O que é isso? Que diabos vocês vão fazer com um desentupidor de pia?
- Você não sabe como a mistura de tudo isso afeta o estômago do Johnny. – Ri e olha para os lados procurando algo. – Já volto. – Manobra o carrinho e “estaciona” fazendo o som do freio com a boca.
Fico parada olhando para o nada quando sinto meu celular vibrar no bolso. Sorrio ao ver a foto que tirei como contato quando Brian desmaiou de bêbado e maquiamos seu rosto com sombra verde fluorescente e boca rosa.
Última seção, produtos de limpeza. Venha rápido.
Inteligente... um lugar onde eles jamais iriam. Desço do carrinho feliz em saber que ele não está bravo comigo e atravesso o Wal-Mart numa mistura de ninja/espiã tentando fazer com que ninguém me veja.
O encontro mexendo com alguns produtos e corro para abraça-lo. Quando escuta meus passos vira-se ficando de frente e passo meu braços em volta de seu pescoço e o beijo, mas ele não demostra reação alguma.
- Senti sua falta.
Brian faz uma careta de nojo e solta meus braços se afastando.
- Onde esteve a semana passada toda? – Cruza os braços em frente ao peito.
Engulo seco.
– Ocupada.
- A ponto de não dizer onde está ou fazer uma simples ligação?
- Eu... eu liguei. Para a Taylor. Achei que vocês todos sabiam, agora para com isso... – Me aproximo novamente, mas ele me empurra.
- Eu fiquei preocupado, comecei a achar que alguma coisa séria tinha acontecido Red, e pra que? Pra ficar sabendo que você estava o tempo com aquele tal de Sebastian!!
- O que eu posso fazer se ficar perto dele faz parte do meu trabalho??
- Uma coisa é ficar perto dele por trabalho, e outra é por opção!! – Grita. — Zacky contou para todo mundo que te viu beijando ele.
MALDITO GORDO.
- E ele por acaso sabe os meus motivos para ter feito isso?
Brian ri sarcástico.
- Isso não é obvio? – Caminha de um lado para o outro e para em minha frente aproximando nossos rostos. – Eu deveria saber que você não passa de uma putinha drogada.
Seu rosto vira bruscamente como resultado ao tapa que lhe dei. Ele volta a me olhar com raiva e o empurro fazendo bater com força na prateleira e derrubar várias garrafas.
- VOCÊ REALMENTE ACHA QUE EU FIZ AQUILO POR OPÇÃO?
- A não? Então me explica porque você estava praticamente dando pra ele.
- Ok, quer saber a verdade? A última vez que recusei algo dele alguém acabou se machucando. Então me desculpe se...
A voz falha mas me obrigo a não chorar.
– Se prefiro você aqui comigo do que um corpo sem cabeça jogado em algum beco de Huntington Beach.
-----#-----
Depois da minha conversa nada agradável com Brian, procuro os garotos pelo supermercado mas não encontro nenhum. Provavelmente foram embora sem mim. Idiotas.
Pego um maço de um cigarro qualquer, uma garrafa de vodka e me dirijo até o caixa dando de cara com minha mãe e Phillip. Ótimo, tudo o que eu mais precisava.
- Ariel? O que esta fazendo aqui? – Levanto as garrafas, os cigarros e ela dá um gritinho abafado. – Você não pode comprar essas coisas, não tem idade pra isso.
- E quem disse que é ela quem esta comprando? – Viro e vejo Arin com minha cavalaria.
Jimmy passa as mãos em volta do meu ombro, Zacky segura minha cintura, e os outros ficam ao lado deles encarando a mulher a nossa frente.
- Meninos minha mãe, mãe The Reverend, Zacky Vengeance, M. Shadows e Johnny Christ. – Sabia que ela acharia sacrilégio então...
- É um prazer conhece-la senhora Bohrer. – Jimmy estende a mão, mas minha mãe não corresponde. – Então, acho melhor nós deixarmos elas conversarem. – Eles saem de perto me deixando a mercê de outro possível exorcismo.
- Então é assim que você decidiu viver, bebendo e fumando com esses drogados.
- Eles não são drogados. – Minha voz saiu como um sussurro.
- E qual era a sua explicação pra gente como eles?
- Com certeza são pessoas bem melhores que você. – Respondo dessa vez com mais alto e apoio com força as garrafas na mesa do caixa.
- Claro, vender drogas te torna uma pessoa melhor. – Responde irônica.
Que porra tem de errado com hoje? Eles combinaram o dia para fazer acusações sem ao menos conhecer as razões?
- Qual o seu problema? Você nem sabe o motivo que me levou a fazer essas coisas.
- Simples, você é uma garota perturbada pelo Satã. – Provoca Phillip.
- Cala a boca. – Falamos ao mesmo tempo e Phillip sai de perto.
- Por que filha? Por que tanto desgosto?
Respiro fundo tentando me controlar, mas tudo o que consigo é ficar com mais raiva, por pensar novamente em todas as coisas pelas quais passei pelo bem estar da minha família. Não me arrependo, mas com certeza merecia mais respeito.
- Pode não parecer mamãe... – A última palavra saiu como uma ironia — ... mas com você definhando em uma cama, era eu quem segurava as pontas. Como você acha que tínhamos o que comer, pagar as contas, manter todos aqueles equipamentos caros, hospital e enfermeiros particulares?!
Ela arregala os olhos e encara o chão.
- Precisávamos de dinheiro extra. Com o pouco que ganhava na rádio só dava pra comprar a comida.
- Sempre achei que seu avô me mandava todo aquele dinheiro. – Disse em um sussurro.
- E depois que ele morreu, achou que fosse algum banco celestial? – Grito e ela se assusta com meu tom de voz.
Passo as mãos pelo rosto e suspiro tirando algumas notas do bolso para pagar pelas bebidas.
– Escuta, eu não estou afim de brigar, meu dia já está fodido o suficiente. – Abro a garrafa e dou um grande gole. – A gente se vê.
Notas finais
beeijos ee... reviews?
Fale com o autor