City Of Evil

23 Drive-in


Notas iniciais
Eu sei, disse que postaria um dia depois, mas como sou ÓTIMA em cumprir promessas, não postei kkkkkk'
BOOOOOOOOOOOOOM... aqui o novo capítulo, espero que gostem, ficou bem engraçado euacho
LEMBRANDO QUE: qualquer dúvida meninas, perguntem no meu ask http://ask.fm/TocaAvenged ok? OK.
BEEEIJOS e boa leitura :D

#Ariel#

— 98...99...100.

Assim que termino a contagem Arin solta da barra e eu pulo para alcança-la e fazer a mesma sequência.

- AAH NÃO, DE NOVO NÃO. – Grita Taylor assim que entra na sala. – Qual é o seu problema? Quer ficar com corpo de homem?

- Preciso ficar em forma.

- Ficar em forma pra quem? – Pergunta Arin com uma voz maliciosa.

Ignoro a provocação e continuo meus exercícios.

- Eu ainda não acredito que você está com o Sebastian.

- Eu não estou com o Sebastian! Quantas vezes vou ter que repetir Taylor?

- Até me convencer. – Se joga no sofá e liga a TV. – Eu não gosto dele Ariel. Aquele homem me dá medo.

- Você tem medo de tudo Blonde. — Volto ao chão.

- Ele matou um homem na minha frente!

- Ele matou vários homens na minha frente e nem por isso eu fiquei assim.

- Aquelas pessoas tinham família Red, você não se importa com isso? – Pergunta Arin.

- A culpa não é minha se elas se meteram com as pessoas erradas. – Eles me olham espantados e desejo não ter falado aquilo. – Escuta... – Desço da barra. – Vocês não precisam mais se preocupar com ele ok? Sebastian está morto.

- MORTO? CO-COMO ASSIM? – Perguntam ao mesmo tempo

- Digamos que alguém tenha mexido seus pauzinhos para isso acontecer.

- A Deus, foi você não foi?? – Dou de ombros e ela deixa o queixo cair, espantada. – Você matou um homem Ariel.

- Bom, não fui eu. Tinha muita gente na corporação querendo tirar ele do caminho. A única coisa que fiz foi colocar sonífero em sua bebida.

- E como ele morreu? – Arin pergunta de uma maneira tão animada que juro ter visto um brilho em seus olhos.

- Não sei, mas também não me importa.

- Eu não vi nada nos noticiários.

Ri.

- Por favor Taylor, somos profissionais. – Levanto e volto para a barra.

- Mas e agora? O que acontece?

- Bom, vou voltar para a casa da minha mãe Palito.

- Logo agora que eu estava acostumando com a ideia de morarmos juntas.

Solto-me novamente da barra e pulo no sofá a abraçando.

- Vou fazer isso pelos meus irmãos, eles sentem a minha falta. – Passo a mão na testa tirando o suor e esfrego na cara dela. — Preciso ir, prometi um jantar em família. – Levanto rápido, pego a última mochila com roupas que falta e vou em direção à porta.

- Me ligue caso tenha um padre, incenso e água benta lá. – Ri.

- Pode deixar. – Giro a maçaneta e olho para trás. – Eu amo vocês, vadios.

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Espreguiço-me na cama e abro lentamente os olhos estranhando o lugar em que acordo. Meu quarto está totalmente diferente da última vez que o vi (com coisas jogadas, quebradas e rasgadas pelo chão). Aquele cenário macabro havia dado lugar agora a paredes totalmente cobertas com figuras de meus músicos favoritos e vários álbuns de vinil, aqueles que você jamais encontraria em uma loja normal por ser edição de colecionador.

Alguns clássicos que vão de 1940 até 2000, painéis do Elvis, Jimmi Hendrix, Beatles, Deep Purple, Motor Crüe, Motorhead, Sex Pistols, e até (não como conseguiu) uma foto autografada do Gene Simmons.

Luzes pisca-pisca ao redor da janela e nas extremidades das paredes dão ao quarto um ar mais “feminino”. O painel que ficava atrás da cama foi substituído por uma maior ainda, mas com as mesmas fotos que tiveram de ser reveladas novamente. As roupas... Bom, as roupas ela disse que ficaria por minha conta, isso eu agradeci. E MUITO.

Sei que fui praticamente comprada mas... Mamãe deve ter gastado uma fortuna para conseguir essas coisas e não posso negar que senti falta dela, além do mais, eu seria um monstro se recusasse depois que ela chegou ao apartamento da Taylor chorando e implorando para que voltasse. Claro, algumas regras foram impostas como jamais mexer nas minhas coisas sem permissão, mas fora isso... as coisas estão iguais.

Bom, quase, tirando o fato de que não tinha o Phillip para dizer como nos comportar. Parece que a minha volta custou a saída dele, mas confesso que não está fazendo falta, para nenhum de nós. Minha mãe parece mais solta, mais liberta e até chegou a falar um ou dois palavrões quando as torradas queimaram. De inicio todos ficamos olhando assustados para ela, mas depois caímos na risada com aquilo.

Com a vida familiar no lugar em que sempre deveria, subo quase saltitando para o quarto e assusto ao ver que Brian está deitado em minha cama com um livro em mãos.

- PORRA BRIAN! – Lembro que todos ainda estão em casa e resolvo abaixar o tom de voz. – O que você tá fazendo aqui?! – Fecho a porta e a tranco.

– Heey não grita pirralha. Primeiro, adorei seu baby-doll. – Ri sem graça. — Segundo, eu fui um idiota e admito. – Atravesso o quarto e sento na beirada da cama.

- Foi mesmo. – Puxo a coberta que está em seus pés e começo a dobrá-la.

- Você estragou tudo Ariel. Era para dizer que a culpa não foi minha, me encher de beijinhos e depois... você sabe. – Ri malicioso, mas depois para quando percebe que não achei graça.

- Você foi um idiota... mas eu também fui. – Sorri triste com o canto da boca. — Acho que os dois somos culpados.

Agradeço solenemente a minha falta de romantismo, por mais que ela ande falhando muito desde que o conheci, mas depois do acontecido tive dificuldade em ocupar minha mente com algo que não fosse Brian, Brian e mais Brian. Confesso que passei algumas noites com o travesseiro molhado pensando naquela maldita conversa, mas com certeza isso não será algo que eu vá contar para alguém. Talvez ao Jimmy... se ele soubesse de alguma coisa sobre nós.

Brian ri e me puxa para deitar na cama com ele.

- Como você soube que estava aqui?

Ele dá de ombros e sorri.

- Passei na casa da Taylor e ela me contou. Inclusive sobre o triste triste TRISTE fim do seu ex-patrão mafioso. Uma pena ele ter sido encontrado morto.

UFA! Achei que ela tinha contado que eu tive participação naquilo.

- Que diabos você está fazendo em casa?

- A mulher chegou lá no apê chorando pedindo para que voltasse, eu sou uma manteiga então... E que porra você esta fazendo aqui? Achei que a turnê fecharia em 1 mês.

- Já deu um mês garota. – Se curva para me dar um beijo. — Você precisa de um calendário aqui. – Olha em volta do quarto – Uau, isso ficou muito bom. Bem melhor que aquela coisa...

- Gay? – Ele acena rindo com a cabeça — Você não é o primeiro a me dizer isso. – Faz uma careta – Jimmy já veio aqui.

- Aaaaaah... O Jimmy já veio aqui é? – Morde minha mão me fazendo rir de leve. — E porque o Jimmy já veio aqui?

- Me chamar pra aquele pseudo acampamento.

— E porque ele subiu aqui? Não existe uma sala na sua casa?

- Você queria que minha mãe o visse e chamasse um exorcista?

Brian ri.

– É, faz sentido. Mas bom... tô afim de sair hoje.

- E pra onde você quer ir Mr. Haner?– O beijo.

- Em um Drive-In.

- DRIVE-IN? – Sento na cama. – Tem Drive-in aqui?? Eu AMO Drive-In.

- Claro que tem. Se soubesse que você gostava tanto já teríamos ido. – Ri. – Viu, se nós fossemos um casal normal, soubéssemos coisas pessoais um do outro, eu saberia. – Olha para a parede como se estivesse pensando e segura forte minha mão. – Isso pode contar como um primeiro encontro Red, já que não tivemos nenhum. Pelo menos decente. – Ri.

- É uma boa ideia. – Sorrio, mas lembro que essas coisas são a caráter. — Eu não tenho fantasia Brian. – Levanto e vou para o banheiro.

- Aah... – Aparece na porta e pelo espelho posso ver que ele olha pra minha bunda. – Eu tenho... E várias – Suspira, vira e volta para a cama. – Não precisa se preocupar, o traje é simples. Vista-se como uma colegial dos anos 60.

- Começo a achar que isso deve ser algum tipo de fantasia sexual estranha sua.

- Pode até ser, mas não tem nada de estranho nisso.

- Claro que não. Eu, vestida como uma garotinha de 14 anos é super normal. – Volto para o quarto e pego uma toalha limpa — Se bem que... Lembro-me de ter lido em algum lugar que você prefere elas.

- Gosto de carne fresca. – Dá de ombros.

Levanto uma sobrancelha e cruzo os braços.

- Pedófilo.

- O que? Não fui eu quem inventou isso, foi o Matt. Não que seja mentira, eu gosto delas. Pele macia, corpo firme, ingênuas e muito fáceis de agradar.

Pigarreio alto. Será que ele esqueceu que estou aqui?

- Mas relaxa. Sou muito mais a sua experiência.

O olho desconfiada e percebo que ele está falando sério. Não consigo segurar e acabo rindo alto enquanto entro debaixo do chuveiro.

- Não é? – Pergunta espantado. – Mas nas duas vezes que nós transamos, você parecia saber bem o que estava fazendo.

- Foi só o que eu aprendi com livros e filmes querido.

Ele ri alto.

– Você vê filme pornô?

– Claro que não. Mas eu leio e assisto filmes melosos. É um saco, mas a Taylor me obrigava dizendo que deveria aprender a agir feito menina.

- Mas aquilo é só a teoria... Se você quiser um professor pra te mostrar na prática... Estou disponível.

Abro a porta do banheiro e pego a primeira coisa que vejo pelo chão para jogar nele. Droga, é minha blusa.

– Joga o short agora, jooga... – Mostro o dedo e volto a me trocar.

Quando saio do banheiro e o vejo deitado na cama novamente com as mãos atrás da cabeça, olhos fechados e as botas encostando no lençol.

- Tira essa porra suja da minha cama. – Dou um tapa em sua perna e arregala os olhos.

- Ca... ralho.

- Que? Tá feio? – Uso um vestido de alças amarelo rodado, jaqueta preta e sapatilhas com fitinhas que amarram no tornozelo, também preta.

Brian dá um sorrisinho malicioso e olha de baixo pra cima mordendo os lábios. Bufo e me viro para fazer a maquiagem.

- Você vai hoje não vai? – Segura meu quadril, coloca meus cabelos de lado, se curva e beija minha nuca, o que me faz rir.

– B, para, isso faz cócegas. – Ele continua. – Claro que eu vou. – Ri de novo porque sua barba me faz arrepiar. – É serio, isso faz cócegas.

- Ok então... – Muda os beijos para meu pescoço. – Assim fica melhor?

Ri.

– Faz cócegas do mesmo jeito.

- Mas que coisa garota. – Ri. – Vou fazer mesmo assim. – Beija de novo e fico quieta. – Hm... agora sim né?

– Uhum... – Ele puxa meu quadril pra mais perto e o aperta.

Me viro, ele levanta meu braços e os coloca em seus ombros, descendo as suas mãos por eles, passando pela minha cintura até meu quadril e aperta minha bunda.

– WOOOW, agora não garotão. – Tiro suas mãos rindo.

- Aaaaah... Assim você tira toda a graça. – Morde minha orelha e volta a olhar com um ar de curiosidade. – Posso fazer uma pergunta pessoal? – Aceno a cabeça. – Que número eu sou da sua lista?

Rolo os olhos e o empurro fazendo cair sentado na cama.

- Sério isso Brian?!

- Relaxa, é só uma curiosidade. Ok, vou falar primeiro, você é minha trigési...

- HEEEEY – Tampo sua boca com as mãos. – Não quero saber. – O encaro espantada. – Sério que já chegou nas 300? – Ele dá de ombros. – Deus, nem cheguei no 3.

- SÉRIO? Só dois??

- Por que? Queria que eu desse pra qualquer cara que chegasse na minha frente?

- Credo, foi sói uma pergunta. – Silêncio. – Eu conheço esse outro cara?

- Isso também não se pergunta Brian. – Bato repetidamente os pés no chão. – E sim, você conhece.

- E que é? – Rolo os olhos e o encaro. – Vamos, eu não vou ficar bravo. – Arqueio a sobrancelha fazendo uma careta de “bem óbvio”. – Se for aquele porra do Sebastian por favor, minta para mim.

Suspiro e me curvo dando um leve beijo, mas demorado o suficiente para ele entender.

- HÃ?? MAS... CO-COMO A-A-ASSIM? – Gagueja e começo a rir. – Ariel... Eu fui seu primeiro?? – Dou uma risadinha. – Mas... Mas... Você tem 19 anos... E é linda e.... Deve ter tido vários namorados e...

Percebo que ele fica espantado com a notícia porque me evita olhar nos olhos e suas mãos e pernas tremem visivelmente.

- Sei... Sei lá... Aquela noite não foi muito romântica... – Segura minhas mãos e sinto que além de tremerem, elas estão suadas. – Se tivesse me contado eu teria feito diferente... teria feito algo especial. Você merecia algo... perfeito, desculpa.

- Heey... – Sento de pernas a pernas em seu colo e seguro seu rosto – Foi perfeito. Eu não mudaria nada naquela noite Brian. – Sorrio. – O importante é que foi com você ok?

Ele acena com a cabeça e sorri triste com o canto da boca. Bagunço de leve seu cabelo e ele apoia a testa em meu colo me abraçando forte.

- Você pode me levar para o trabalho? Aposto todas as minhas fichas que a Taylor está com o Matt então...

- Claro. – Responde ainda com a cabeça abaixada. Arranho sua nuca com o pouco de unha que tenho e consigo fazê-lo soltar uma risadinha.

- Quer ver algo engraçado? Entre pela porta da frente.

- É serio isso? – Me encara assustado.

- Uhum, vai lá e diga que veio me buscar pra levar ao trabalho.

- Mas... Mas se ela me esfaquear?

- Se isso acontecer faço que nem em A Little Piece Of Heaven. Te remendo e enterro. Você volta dos mortos e me mata, me remenda, me enterra, eu volto dos mortos e aí vivemos felizes pra sempre.

Ele ri alto.

– Você tem problemas garota.

-----#-----

#Brian#

Desço pela janela do quarto da Red, vou á porta da casa e aperto a campainha.

Merda, minha mão está suando.

Limpo as mãos na calça e escuto a maçaneta girar.

– Ah... Oi Sra. Bohrer, eu vim buscar a Ariel pra levá-la ao trabalho.

Ela me olha de cima a baixo desconfiada e foca nas tatuagens em meus braços, mas logo muda totalmente de expressão.

- Ah, claro querido entre e fique a vontade. – Entro um pouco relutante e fico em pé ao lado da porta – ARIEL, SEU NAMORADO ESTÁ AQUI.

PORRA, ELA CONTOU.

- Já vou mamãe.

Ela sorri pra mim e sorrio de volta.

- Aceita alguma coisa? Talvez uma xícara de café?

Claro, se não estiver envenenado.

- Ah, claro Sra. Bohrer.

Passado alguns minutos percebo que volta a me olhar e dessa vez me sinto desconfortável. Cadê aquela garota???

– Você toca em uma banda, certo? – Pergunta quebrando o silêncio.

-Sim, eu sou um dos guitarristas.

- Não acha que está muito velho pra ficar fazendo isso? Não quer arrumar um emprego de verdade?

Ri nervoso e tomo mais um gole de café.

- A banda não é meu emprego Sra. Bohrer, a banda é minha vida.

- E quanto você ganha nessa sua brincadeira?

- Depende do show... mas a base é 15.000 por apresentação. – Ela arregala os olhos em uma careta de surpresa, o que me faz rir um pouco mais descontraido. – Fazemos em torno de 20 shows por mês, em uma época ruim claro, mas dá pra imaginar um pouco. – Ela abre a boca e deixa o queixo cair. – Ah fora os festivais e turnês, porque aí o cachê é mais alto. – Os olhos dela brilham, acho que a qualquer instante vai voar no meu pescoço e implorar pra que eu case com sua filha.

- Bom diiiia Brian. – Red diz descendo das escadas fingindo surpresa. – Cadê a tensão do lugar? Achei que vocês se matariam.

- Claro que não querida... Ele é um rapaz maravilhoso, muito inteligente e interessante.

HÃ? OK, CADÊ AS CÂMERAS??

Ri nervoso.

– Obrigada. – Viro para Ariel. — Vamos? – Ela concorda. — Até mais Sra. Bohrer.

- Até mais querido. – Sorri. — Você deveria vir jantar aqui algum dia.

- Claro, obrigada pelo convite. – Seguro a mão da Red e saímos.

- Que porra foi aquela? – Pergunta entrando no carro.

- Contei a ela o quanto ganho.

Ela ri alto jogando a cabeça para trás.

– Velha interesseira.

Notas finais
reviews? diz que sim *-*