City Of Evil
1 Highway to Hell
Notas iniciais
o começo é meio chatinho mas importante.
espero que gostem
beeeeeijos.
Acordo em um pulo e escuto meu celular tocando
‘ Caught here in a fiery blaze, won't lose my will to stay ‘
– Droga, que dor de cabeça, preciso parar de beber tanto...
‘ I trie-ie-ied to drive all through the night, the heat stroke ridden weather, the barren empty sight ‘
Olho no visor e vejo a foto da loira desgraçada e linda que a propósito é minha melhor amiga.
– que é ? — disse
– noossa, bom dia amiga – ela respondeu
– ok Taylor, pula essa parte – já podia adivinhar o que viria
– nossa, bom dia pra você também – respondeu – tem ideia de como é bom ouvir a sua voz rouca e sexy pela manhã?
– ok, eu devo ter uns R$ 200 guardado, mas você terá que vir buscar
– creeeedo, e quem foi que disse que preciso de dinheiro ?
– sei lá né, você toda alegrinha e ainda por cima me elogiando...
– há há – riu irônica – mas não, eu não preciso do seu dinheiro
“Aham, não precisa” — pensei
– então o que foi ? qual é o motivo da ligação?
– eu queria saber como você estava
– ah, normal, com uma dor de cabeça dos infernos
– lógico né, depois de ontem... vem cá, me conta uma coisa, como você foi cap... – interrompi ela no meio da frase
– capaz do que? o que eu fiz ontem ?
– você não lembra ?
Respirei fundo
– ok, pergunta idiota. Você deu o maior show no club garota, dançou pra todo mundo.
Dei um gritinho abafado e ouvi as risadas dela ecoando pelo telefone
– e você ainda ri sua vadia desgraçada? Porque me deixou fazer isso?
– porque ganharíamos uma garrafa de Jack Daniel’s.
Éé, faz sentido, sou louca por Jack Daniel’s...
# Flashback #
Luzes fortes piscando freneticamente e um som extremamente alto me faziam querer fugir daquela música, se é que isso pode ser chamado de música, porque mais parece um várias cigarras no cio sem parar, mas fazer que, a Taylor tinha me pedido para acompanhá-la então eu fui.
Muita cerveja, uísque e vodca depois, fui tentar achar minha amiga que provavelmente estaria em algum canto do bar fumando com um carinha gostoso, e adivinhem só, estava certa. Mas não era simplesmente com um carinha gostoso, era com O CARINHA GOSTOSO.
– aquela puta sabe como deixar um cara maluco
Eles estavam sentados em um puff na área vip. Ela no seu colo, dava grandes tragadas no cigarro e assoprava pequenos anéis de fumaça em sua boca. Ele abriu um sorriso a cada vez que ela assoprava. E em menos de três segundos, eles estavam se beijando.
Eu olhava aquela cena desejando estar no lugar dela. Não me levem a mal, eu amo minha pequena problemática, mas que eu queria trocar uns amassos com o Sr. Gostoso, queria.
– e aí, esta afim de fazer melhor que eles gata ? – olhei para a direita e vi um cara baixinho com o cabelo colorido me comendo com os olhos
– hmf – dei um pequeno abafo de ‘ serio mesmo, cai fora ‘ mas ele pareceu não perceber.
– pô gata, me dá uma chance que eu te faço ver estrelas, sua linda
Não me contive e dei uma risada de deboche, e dessa vez, ele pareceu entender.
– aí, se não quer, tem quem queira falou? não precisa ficar me tirando.
Continuei rindo até que por fim, decidi dizer
– nossa gato, relaxa, eu te dou uma chance ok? Além de fazer melhor que eles, sou eu quem vai fazer você ver estrelas – vi que ele estava acreditando e continuei com a mentira – faz assim óó – sussurrei no seu ouvido – me espera no banheiro.
O colorido saiu cantarolando e eu rindo da cara dele até chegar no casal quente e acabar com a esfregação deles.
– o que foi agora Red ? – Taylor me perguntou brava
– aah nada, só passei mesmo – e sorri como se não tivesse estragado nada.
A loira me deu um olhar de "se você não sair daqui agora, te mando para o inferno" e estava desistindo de atrapalhá-la quando ouvi o DJ falando:
– eu desafio uma garota a vir aqui em cima e dançar a próxima musica e se a galera aprovar, ela ganha uma garrafa de Jack Daniel.
– vai lá gata, ganha essa pra gente fazer uma festinha particular em casa – disse o Sr. Gostoso
– meu amor, eu consigo fazer uma festinha particular com você só bebendo água – disse Taylor
VIIIIIISH MAANO, depois eu que to bêbada.
O Sr. Gostoso deu uma risadinha marota e voltou a grudar na Taylor. Juro que faria qualquer coisa pra me desviar daquela ceninha, até...
– EU ACEITO – gritei para o DJ – EU ACEITO DANÇAR – levantei em um pulo e me vi indo em direção ao palco enquanto todos gritavam escandalosos.
– ora, ora, ora, até que em fim alguém aceitou meu desafio – disse o DJ enquanto eu passava pela multidão e subia no palco – qual é o seu nome ruivinha ?
– Ariel
– hmmmmmmm, sua mãe gostava da Disney hã? — e riu enquanto o club ria com ele. Como eu odeio quando fazem menção do meu nome com aquela sereia estúpida.
– como eu gostei de você sereinha – continuou – vou colocar uma música relax, e você vai ter que dançar beleza?
– beleza – beleza o caralho, eu via tudo girando naquela porra
' I know you really want to move me, you know I like to see you try '
Porra, logo uma musica de strip ? fala sério.
– vamos, o que foi sereinha? Desistiu ?
– ahn, não, não desisti – éé, o que eu não faço por você Daniel...
– vou soltar de novo
' I know you really want to move me, you know I like to see you try, I've said it before and I'll say it again, you're not not trapped if you don't let me in '
Respirei fundo, fui acostumando meus quadris com o ritmo da música enquanto mexia meus ombros e colocava os braços para cima. A cada onda de gritos eu me soltava mais, até que joguei a cabeça para frente, rodei algumas vezes com ela me sentindo uma Pussycat Doll fajuta, mas bom, eles estavam gostando não é?
Quando voltei minha cabeça ao normal me desequilibrei e dei alguns passos para trás até que enrolei meus pés nos malditos fios e cai batendo a cabeça. Depois disso, é tudo um borrão preto.
# Flashback Off #
– porra, não acredito que fiz aquilo – levei minhas mãos ao rosto – mas e o meu Daniel? Cadê?
– então, pois é né amiga...
– Cadê. O. Meu. Daniel. Sua. Vadia?
– relaxa, tá meu carro.
– que alívio
– hein, tu leva jeito pra cois hein Red, deveria seguir carreira no strip – disse rindo
– há há – irônica
Riu – mas hein, agora é serio. Tenho uma surpresa pra você.
– ah, não fode Blonde. Ontem você disse que tinha uma surpresa pra mim e acabei com um galo gigante na cabeça.
– é serio porra, para de graça e desce aqui em casa.
– ok, te vejo em 1 hora.
–----#-----
Toc toc toc toc
Escuto uma batida leve na porta seguida de passos mansos.
– querida, é a mamãe, posso entrar ?
– ah, claro mãe – voltei em direção ao banheiro – pode ir falando
– ah, você acordou cedo...
– cedo? Que horas são?
– não passa das 10
– COMO É QUE É?? – disse quase escorregando no piso molhado pegando minha toalha – aquela filha da puta me acordou antes das 14h em um sábado ?
– Ariel Bohrer da Silva, que palavriado é esse? Foi assim que eu te criei?
Éé, eu sei, também não suporto esse ‘da Silva‘ no meu nome.
– não senhora, me desculpe, mas o que eu posso fazer se ela me tira do sério ?
– bom, sempre há uma solução pratica para tudo. Apenas diga que tal atitude te deixa enfurecida e com certeza ela entenderá.
– até parece que você não conhece a Taylor McKennedy não é mãe ?
– mas querida, você deve concordar que depois que ela veio para a Califórnia a atitude mudou completamente, falta Deus no coração daquela menina, e aliás....
– aaah, vai começar – a interrompi. Sabia que ela tocaria nesse assunto de novo.
– O que? Deixe-me terminar de falar e depois você protesta – disse arrumando sua camisa branca impecavelmente bem passada – terá uma reunião da família na nossa Igreja e quero que vá conosco.
Foi ela terminar de falar e eu cair derrotada na cama
– mas mãããããe.. – retruquei
– mais nada Ariel, você vai e ponto. Depois que nós mudamos de Chicago você anda estranha com relação a Igreja.
Estranha com relação a Igreja ela diz eu faltar os cultos durante 2 meses e falar alguns palavrões, e isso porque ela nem sabe que eu andei bebendo.
– eu não ando estranha mãe, já tinha saído antes de vocês resolverem mudar para o litoral, que aliás, foi contra a minha vontade. Sabe, eu tinha uma vida lá, um emprego, amigos, tudo! Foi uma baita sorte a Taylor conseguir mudar na mesma época.
– mas querida, nós já tivemos essa conversa tantas vezes, e você sabe que tivemos que vir porque seu padrasto foi elevado a Reverendo, era a vontade de Deus que nós viéssemos.
– tá mãe, ok, eu entendo. Não estou discutindo, só queria deixar as coisas bem claras. Eu não queria ter vindo. Fim – eu disse dando um sorriso e segurando sua mão – mas já que você quis, tudo bem.
– não fui eu querida, foi Deus
– tá tá, continua achando isso ok – beijei a sua mão – mas eu tenho que ir agora porque aquela loira burra tá me esperando – levantei da cama e saí do quarto.
A bem verdade é que ela pirou com isso depois que se separou do meu antigo padrasto, que a propósito, batia nela. Com sorte os pequenos não viam porque eu sempre tentava esconder levando-os ao parque, tomando sorvete ou inventava alguma brincadeira na parte mais distante da casa quando os ataques aconteciam a noite. Até que um dia cansou e separou de uma vez, mas isso não impediu que as crianças sofressem com a separação dos pais porque eram novos demais para entender. Nossa diferença de idade vem de 3 em 3 anos. Eu com 18 e Yuri com 15, filhos do primeiro casamento, Caleb com 12 e Rose com 9, do segundo casamento, com o traste.
Depois que ela se separou do crápula/ filho da puta/ demônio sem chifres conheceu um doce homem, Phillip, que implicava com o meu gosto por rock e constantemente dizia que era coisa do capeta, eu relevava porque era muito bom com a minha mãe, então eu abri uma brechinha. Meu pai? Por algum lugar na Europa. Acho que dessa vez está em Londres, bom pelo menos estava da última vez em que conversamos. Resolveu largar a vida pacata na cidade do interior para viver aventuras com sua esposa 20 anos mais nova.
– bom dia crianças – disse enquanto entrava na cozinha e os via revirando uma coisa grudenta e mole na pia – o que vocês estão aprontando hein?
– estamos fazendo massinha "manona" – Rose disse enquanto soltava gritinhos e pulava de alegria – quer brincar?
– antes de você perguntar alguma coisa Chatiel, ela deixou ok ? – Ri. Era bem engraçado ouvir os pequenos falando em português com o sotaque típico americano.
– e quem disse que eu falaria alguma coisa Caleb?
– aham, vai dizer que você não brigaria com eles depois de ver essa bagunça? – se intrometeu Yuri entrando na cozinha e abrindo a geladeira
– lógico que não. Não sou eu quem vai limpar – soltei uma risadinha malvada e ele protestou
– mais hey eu... – peguei a chave do carro e sai da cozinha acenando de costas torcendo para que ele fizesse birra. Dava para ouvir a sua voz da rua – mas mããããããããããe...
–----#-----
Dei uma olhada no retrovisor do lindo e novo Edge da minha mãe
– éé Dona Catarina, os negócios vão bem heim...
Lógico que ela não fazia ideia que eu o peguei emprestado para ir a casa da Taylor e sorri só de imaginar a fúria dela quando descobrisse. Bom, eu não sou uma filha má, mas hoje e sentia bem sabe? Me sentia, me sentia, sei lá, gostosa. Estava com a minha linda camisa do Jack Daniel's personalizada, é eu sei que é um vicio, short curto desfiado na barra, um típico all-star, meu Ray Ban Aviador preto e pra deixar a coisa mais rock ainda retoquei o vermelho dos meus cabelos que mosdástia à parte, ficou perfeito.
Nada poderia estragar meu dia, simplesmente nada, quando de repente...
Notas finais
quem quiser saber o nome da música que a Ariel dançou está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ziL2FyIg1_I
aaaaah... já tem uns 10 capítulos prontos, mas vocês sabem o esquema... comentem e eu posto o resto :D
Bixa Má.
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