City Of Evil

19 Burn In Hell


Notas iniciais
- OOOOI GENTE *-*
Primeiro de tudo, preciso agradecer a vocês. DEMAIS. Eu jurava que o pau ia quebrar por causa do último cap. Achei que vocês odiariam, mas não. Me deram uma SUPER força e ainda por cima gostaram KKKKK' vocês são doidos. Sério.
Agradecimento especial as minhas "LIMDAS" Pam que sempre quer mais romance e a Allison que me faz chorar mto com os review's.
Quem quiser me seguir no tt : @TocaAvenged
Perguntar algo sobre a banda ou a fic : http://ask.fm/TocaAvenged
Bom... chega disso. Aqui mais um capítulo, espero que gostem :D
Beijos e boa leitura.

#Brian#

- Eu tô dizendo Pai, ela fugiu de novo! É a terceira vez que faz isso, eu estou começando a ficar puto sabe? Corri atrás a primeira vez lá na árvore, a segunda no parque, mas a terceira não vai acontecer.

- Filho, eu não sei porque você me ligou no meio da gravação do meu novo clipe pra contar isso e na bem verdade, não estou entendo nada. De quem você tá falando?

- Pai por favor, cala a boca e só me escuta. – Me certifico que não tenha ninguém por perto. – To falando da Red.

- HMM, OK... Continuo sem entender mas... Prossiga.

- Eu acordei, olhei pro lado e ela não estava lá. Ontem depois que a gente transou ela começou a rir! Que tipo de garota começa a rir depois do sexo? Eu fiquei achando que a culpa era minha, que ela não tinha gostado, sei lá.

- VOCÊS TRANSARAM? – Riu tão alto que me fez tirar o celular de perto do ouvido. – Como assim? Em que mundo isso foi possível? Brian, eu já falei pra você parar de vez com essa história de só pegar menininha de 16, 17 anos...

- Pai ela tem 19 anos, já é bem grandinha. – Ri. – E bota grandinha nisso.

- AAAAAAAAAH, ESSE É MEU GAROTO. Mas o que acontece agora? Vocês não se dão muito bem.

- Sei lá... A gente tá meio junto, mas ela não quer que ninguém saiba. E me deixa terminar. Depois veio com um papo estranho de que não gostava de rosas. COMO UMA GAROTA PODE NÃO GOSTAR DE ROSAS?? E também disse que odiava café da manhã na cama, to começando a achar que ela disse isso porque não queria que eu acordasse mais cedo e a visse fugindo. E quer saber mais? Eu não to nem aí, ela que se foda.

- Brian, você deveria saber que ela odeia essas coisas fofas. Não é de se admirar que tenha te dito algo assim . Mas tem certeza que não a encontrou?

- Tenho, procurei por toda a casa.

- Bom, a culpa não é minha se você não procurou direito.

Viro meu rosto em direção a voz feminina e vejo Ariel encostada na porta com luvas amarelas nas mãos, cabelo presos e bagunçados, o que dava um tom sexy a ela, short jeans curto e camisa do Korn.

–Pai... não adianta procurar meu corpo porque vai ser perda de tempo. Faça apenas um túmulo simbólico. Eu te amo. – Tento parecer engraçado pra aliviar a bronca que vou levar mas ela bufa e sai para a cozinha.

Desligo o telefone jogando a cabeça pra trás e a sigo.

– Hey Red... – Seguro seu braço.

- ME SOLTA SEU FILHO DA PUTA MALDITO – Se debate.

- O que queria que eu fizesse? Acordei e não estava lá.

- Esperasse porra.

- Esperasse o que? Todas as suas roupas haviam sumido e não tinha nenhum bilhete.

- Já passou pela sua cabeça que eu não queria te acordar porque percebi que estava cansado? Eu levantei, peguei minhas roupas pra levar a lavanderia, comprei produtos de limpeza pra tentar limpar essa porcaria de casa porque quando os garotos chegaram de madrugada fizeram o maior auê. Ou você acha que a fada da limpeza com cheiro de limão veio aqui? E ainda por cima eu fiz se almoço querido – Vai até panela, enche a mão de macarronada e joga no meu rosto.

Cerro os dentes, conto até 10 e tiro o resto de molho com as mãos.

- Eu não pedi pra você limpar porra nenhuma. – Vou até a pia e encho as mãos de detergente para lavar meu rosto. Sei que isso vai deixar minha linda pele ressecada mas fazer o que... Não posso ficar com molho de tomate na cara.

- Idaí? Queria que eu visse essa zona e ficasse de cú pra cima?

- Nós pagamos empregada pra isso sua otária.

- Hoje é DOMINGO HANER, queria que ficasse assim até amanhã?

- Aah... Já entendi tudo... Tá brava assim porque ninguém veio te ajudar.

- Não Brian, não é por causa disso. Você contou sobre a nossa noite LOGO PRO TEU PAI. Não é nem pelo combinado que você fez questão de quebrar no primeiro dia.

- Idaí?

- Você contou sobre a nossa primeira vez. Isso não se faz Brian. – Vira para a pia.

- Eu só disse que você riu, só isso garota. – Bufo. – Maluca. — Susurro mais perto.

- Como é que é? Do que você me chamou? – Vira com uma faca na mão.

- Hm... Nada... – É melhor dizer que não foi nada, vai saber do que essa mulher é capaz com uma faca em mãos.

- Disse alguma coisa sim, você me chamou de maluca.

— Não chamei não e agora coloca a faca na mesa por favor. – Ignora meu pedido e continua se aproximando com a faca apontada para mim. – É sério porra. – Vou dando passos para trás a medida que ela se aproxima e acabo tocando a beira da porta. Viro e corro pela minha vida.

- VOLTA AQUI BRIIIIIIIAAAAAAAN! – Ela grita enquanto corre atrás de mim.

- NEM FUDENDO SUA LOUCA. – Vejo Bella correndo na minha direção. – SAI DA FRENTE PORRA. – Encontro uma luz, passo por ela indo em direção aos fundos da casa e pulo na piscina de roupa e tudo.

- VOCÊ NÃO VAI FICAR AÍ PRA SEMPRE HANER, EU VOU TE PEGAR, É SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO. E PODE APOSTAR QUE VOU CORTAR ISSO QUE VOCÊ CHAMA DE PINTO! – Move a faca de um lado para o outro como uma psicopata esperando o momento certo para matar.

- Graças a Deus ela não pulou na água. – Falo comigo e passo as mãos no rosto retirando a maioria da água. – Eu to tremendo porra. – Olho para as mãos e depois pra Ariel que ri ajoelhada e deita no chão segurando a barriga.

- Heey putinha. – Ajoelha novamente parando de rir e aponta a faca para o pulso. – Eu não acredito que você fez aquilo Brian. – Que droga é essa? Ela está chorando? Mas ela acabou de cair no chão de tanto rir. – Você me traiu, você contou sobre a gente. Eu não aguento mais essa dor.

- Red, para com essa porra, você vai se machucar. – Ela treme os lábios e os morde, passa a faca no pulso e faz uma cara de dor enquanto se curva ao chão.

- PARA PORRA! – Grito saindo da piscina e seguro seu braço a levantando desesperado. Olho o pulso a medida que o ódio vai tomando conta de mim ao ver que não tem sinal de sangue.

Ela levanta a faca e coloca o dedo na ponta balançando.

- Você correu de uma faca de brinquedo. – Ela se contorce de tanto rir. – Otário. – Olha para mim e vai parando de rir aos poucos. – B, que cara é essa? Foi só uma brincadeira. – Vou me aproximando. – Desculpa, não sabia que ia ficar bravo. — Solta a faca e coloca as mãos em meu peito tentando impedir de aproximar. – O que você vai fazer?

Arqueio minha sobrancelha e dou um grito alto, ela se assusta e grita junto. A seguro enquanto se debate e protesta, dou alguns passos e pulo na piscina.

- BRIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAN SEU FILHO DA PUTA. – Me enche de tapas quando retornamos a superfície.

– Ah, era só uma brincadeira amor, — Ri. — você não ficou brava não é? – DROGA. Chamei ela de amor.

- Meu cabelo Brian, eu pintei ele essa semana.

Ufa, graças a Deus ela não percebeu. Olho para a piscina que agora tem uma mancha vermelha grande

– Tá vendo o que você fez? Minha única camiseta do Korn, ela estava autografada merda. – Tira a camisa, a torce e joga para fora da piscina ficando apenas com o sutiã preto rendado tomara que caia de ontem. É, eu sei... sou um hábil conhecedor de roupa íntima feminina.

- A culpa não é minha se você é burra o suficiente pra querer limpar a casa e depois fazer graça com a minha cara usando ela. – Seguro sua cabeça e a forço para afundar.

- O negócio é que... – Forço de novo e ela engole água. – AAAAH, ÁGUA DE BUNDA. ECA, ECA ECA. – Pula em cima de mim distribuindo cascudos. – Eu estava com ela quando encontrei o J. Devil no supermercado.

- Hmm... Que legal... Ele está na cidade.

- EU ACHO QUE ISSO NÃO IMPORTA AGORA NÉ SYNYSTER.

– Não mesmo. – Ri me jogando para trás boiando. – Você tá muito fodida quando o Matthew ver isso. – Bom, ele não vai fazer nada mas é legal deixa-la com medo.

- COMO ASSIM? A culpa não foi minha Haner, foi você quem começou com isso.

Olho para ela e sorrio dando de ombros. Ariel pula em cima de mim me fazendo engolir água.

- Relaxa, a gente quase não usa essa piscina. – Chego mais perto para abraça-la mas ela me afasta. – Marrentinha.

- Eu ainda não esqueci daquilo Haner. Foi muito vacilo seu. – Levantou o tom de voz. – E olha pra gente, brigando de novo.

- Estranho seria se isso não acontecesse. – Ri e seguro sua mão. – Desculpa, você está certa, eu não deveria ter contado pra ele.

Ela olha ao redor se certificando de que não tem plateia e se aproxima colocando a mão livre no meu braço fazendo o contorno das minhas tatuagens.

– Só te perdoo porque não to com saco pra ficar brigando hoje. – Faz um bico extremamente fofo e com certeza irracional.

- Uhum, sei. – A abraço e dou um selinho

Ela abaixa a cabeça agora brincando com a corrente em meu pescoço.

– Heey, você realmente ficou preocupado comigo quando fingi cortar os pulsos?

Você não sabe o quanto...

- Lógico, a culpa da sua morte cairia em cima de mim porque né... Meu sêmen em você e... AH MEU DEUS. – Levo minhas mãos a cabeça bagunçando meu cabelo e esfrego elas em meu rosto. – Eu não fiz isso cara, não acredito que fiz isso.

- Brian, o que aconteceu?

- CAMISINHA. A GENTE ESQUECEU A CAMISINHA PORRA. – Ela começa a rir de mim. – ISSO É SÉRIO RED.

- Calma Brian. – Continua rindo. – Eu não posso ter filhos. Mas pensando bem, foi um erro não ter usado porque transando com você corri um enorme risco de não pegar alguma doença venérea. – Ri alto.

- Pera... Você não pode ter filhos?? – E os meus planos de ter uma família com você? Eles ficam aonde? HAHAHAHAHA, vi isso em um filme, foi tão engraçado.

- É. Não é que eu seja estéril, mas tenho aquele aparelho sabe, o DIU. Phillip encheu tanto a cabeça da minha mãe com aquele surto de gravidez do ano passado que ela acabou mexendo os pauzinhos e me fez colocar um.

- Mas é proibido pra mulheres da sua idade.

- Eu sei. Nunca duvide do diploma daquela mulher. Ela consegue fazer tudo.

Ri da careta que ela fez e acabo lembrando que se não corre o risco de engravidar quer dizer que...

- Isso quer dizer que podemos transar muito. – Ela completa minha frase segurando para não rir e olha para o lado ficando vermelha.

Ri.

– Deus... que mulher perfeita. – Passo a mão pela sua bochecha e a beijo.

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#Ariel#

Para não levantar suspeitas recuso o pedido de Brian a me levar em casa e acabo indo de taxi mesmo. Chegando a esquina escuto gritos de Aleluia e louvor bem alto imaginando que só pode vir da minha casa, só que não me importo muito porque é bem normal eles tirarem um dia no mês para fazer algo assim mas... em uma segunda feira?

Abro a porta ainda relutante e encontro minha mãe em um círculo de mãos dadas com várias outras mulheres. No centro desse circulo há foto de jovens, vários pertences como colares e mechas de cabelo.

- Ariel que bom que você chegou querida. – Me abraça. – Onde você dormiu? — Todas as mulheres me olham estranho, como se estivesses visto o próprio demônio.

- Na casa da Taylor, eu deixei um recado na secretária eletrônica. – Olho novamente para a mesa de centro onde estão os objetos e vejo uma foto minha no meio — Hm... Mãe... O que tá acontecendo aqui?

- Estamos fazendo um circulo de oração, não está vendo? – Aponta para as mulheres.

- Aham... Mas porque minha foto está nisso?

Ela suspira.

– Tem algo que você deseja me contar querida? Algo que esteja escondendo? – Ignora minha pergunta.

- Aah, não. – Atravesso a sala indo em direção as escadas.

- NÃO MINTA PARA MIM ARIEL! — Grita e me viro. – Olha o que eu achei na sua gaveta. – Balança um saquinho com meus comprimidos de Anfetamina.

Aaaah merda, merda, MERDA.

- Desde quando você se droga Ariel?

Bufo e dou de ombros tentando disfarçar.

- É remédio.

- Sim, é um remédio bem forte usado pra dopar pessoas em clinicas psiquiátricas. – Diz a loira á minha frente. Droga, tinha esquecido que era médica.

Quer saber... cansei de tudo isso. Cansei de tentar esconder que sou a filhinha perfeita dela. Preciso me libertar. Preciso mostrar quem realmente sou.

- Tá, quer saber? Eu me drogo sim. Quer mais? Bebo pra caralho, raspei minha cabeça. – Jogo o cabelo para o outro lado expondo o corte — E tenho uma tatuagem de caveira com asas de morcego na bunda. – Me viro, abaixo o cós da calça e escuto os gritinhos das mulheres. Em seguida vejo meu padrasto me encarando bravo. – Algum problema Phillip?

- Saia da minha casa. – Responde frio.

- O que?

- AGORA – Grita.

Não, isso não pode estar acontecendo.

– Mãe?

- Você não ouviu garota? Saia da minha casa agora.

- Querem que eu saia? ÓTIMO, vou pegar minhas coisas e...

- Suas coisas? Quem comprou tudo aquilo pra você fui eu sua vadia. Anos e anos tentando criar uma moça com amor e carinho e tudo o que você me devolve é desgosto. Eu não consigo nem olhar na sua cara.

- Você me deve isso por todos os anos que tive que ser adulta por você. – Meu nariz começa a queimar e sinto as lágrimas chegando. – Ah, não se preocupe, só vou pegar o que EU comprei com o dinheiro do meu tráfico. – Todos me olham mais espantados ainda. – Ah eu não contei? Além de usuária, eu sou traficante. – Sorrio sarcástica. — Viro e subo as escadas.

A primeira coisa que faço é ligar no celular da Taylor, mas ele só cai no correio de voz, provavelmente está com o Matt, então eu desisto. Ligo para Jimmy, Arin, Johnny e Zacky, mas com todos obtenho o mesmo resultado então... Decido ligar pra ultima pessoa que queria... Brian.

Tento conter meu choro ao ver novamente o que ela fez com todas minhas roupas, CD’s e Vinis relacionados com rock. O grande painel da parede que continha fotos com os garotos e outras bandas ou amigos, autógrafos, palhetas, ingressos agora dá lugar a uma frase grande escrita com tinha vermelha e em inglês “BURN IN HELL”.

Isso só pode ser coisa de Phillip. Por mais que minha mãe estivesse com ódio, jamais faria algo assim. Pelo menos na parte da escrita.

- Quem é você? – Ouço minha mãe gritar no andar de baixo. – Foi você quem fez isso com a minha filha?

- Não encosta nele Catarina, olha seus braços, ele é filho de Satanás.

- O que? Você não vai chegar perto dela demônio. Phillip, não deixa ele subir.

- Catarina, quanto mais rápido eles saírem, mais rápido poderemos fazer a limpeza da casa.

Uma batida fraca na porta me faz virar.

- Red? O que acon...

O interrompo e corro em sua direção me jogando em seus braços o abraçando. Desisto de bancar a durona e lá se vai minha promessa de não chorar na frente de ninguém, ainda mais do Brian. As lágrimas caem rápidas o suficiente para fazer molhar todo seu ombro em questão de segundos. Quem diria... Antes o demônio que me atormentava é aquele que hoje me abraça forte e afaga meus cabelos prometendo que tudo vai ficar bem.

Notas finais
:D