Circulo de Sangue- o Beijo do Imortal
1 A mudança de vida.
Notas iniciais
eu e minha compulsão por postar...
ok! ta eu fiz com muito carinho pra vcs, espero que vcs gostem!!!
deixem reviews ate mesmo se não gostarem.
A vida sempre correu normalmente em toda aquela região. Era um lugar bonito, uma pequena e pacata cidade. Tudo era lindo naquela época, neste exato minuto eles estavam em pleno século XIV; precisamente falando estavam em 1348.
Claramente em um período de muito terror na população de uma pequena cidade, a peste negra estava matando milhões e poucos sabiam o que fazer; as pessoas morriam em grande quantidade.
Em sua casa um menininho de sete anos chorava já sabendo que a morte se espreitava pela porta de tua casa; ele estava realmente a beira da morte.
O jovem Timothy ou simplesmente Timmy havia contraído a peste negra brincando com um amiguinho; Timmy pensava nos pais nesse momento, tudo que ele queria era que seus pais pudessem estar ao seu lado nesta hora; mas eles não podiam, qualquer aproximação podia ser perigosa, Timmy não queria matar seus pais.
Ele tossiu cobrindo a boca com a mão; como já era de se esperar sangue saiu.
O pequeno menino estava com várias machas azuladas espalhadas por todo o corpo e estava muito fraco; era uma grande injustiça o que lhe acontecera aos olhos de seus pais; seria uma injustiça se não fosse o curso da vida. Seria terrível e maldoso se fossemos avaliar pela idade do menino; mas não era, era o ciclo da vida se completando. Isso nada poderia mudar...
Talvez nada pudesse mudar, mas também não é assim que funcionava a situação. Tudo isso, todo esse sofrimento, toda essa fragilidade poderia ser quebrada, mas era uma questão tão delicada tanto para se falar quanto para se agir.
Desde a eternidade vampiros vagam por estas terras; eles chegaram pouco depois dos humanos. Este sempre foi um assunto conhecido pelos mais providos de fontes de pesquisas, era algo quase comum pessoas morrem com as duas conhecidas feridas no pescoço.
“Talvez se todos os humanos fossem transformados em vampiros esta dor, e este sofrimento acabassem...” Thomas pensou.
Talvez para que todos entendam o que se possa eu deva explicar desde o começo...
Desde sempre anjos andam por estas terras, o mesmo com os vampiros. Ninguém sabe ao certo como os primeiros surgiram, só se sabe que inicialmente existiam oito vampiros. Estes eram Anthony, Noah, Edward, Pierre, Cammylah, Aisha, Thomas e Stefan, estes foram os que deram inicio a toda a espécie.
Pela cultura vampírica se um deles morde um humano automaticamente esse humano passa a ser o filho de quem o mordeu; por isso com os tempos foram surgindo famílias.
Quanto mais vampiros nasciam mais comuns eram as guerras entre vampiros, cada vez era mais fácil acabar no meio de uma dessas guerras.
As duas principais famílias eram a Soul’s Moon e a Nightmare. Na Soul’s Moon antigamente os representantes eram Anthony, Edward, Noah, Aisha e Stefan; na Nightmare eram Pierre, Cammylah e Thomas.
Com o tempo Stefan se cansou de seguir a Soul’s Moon e implorou por sua vida na Nightmare; infelizmente para ele isso foi o fim. Stefan foi morto por Pierre.
Com os anos a quantidade de vampiros foi diminuindo por um fator o qual ninguém sabe explicar...
Para os transformados a contagem de idade é simples; após a transformação a contagem de dias e anos começa. Como exemplo poderia usar Roberta que vocês conhecerão mais tarde, ela tinha vinte e três anos quando foi transformada, mas quando isso acontece é como se sua idade fosse zerada, então automaticamente ela tinha começado do zero novamente.
O grande problema é que antigamente a idade era zerada mas a pessoa tinha uma experiência de vida um tanto considerável, mas com o passar dos anos os recém transformados se tornaram quase que bebes.
Os recém transformados se tornaram frágeis como bebes humanos, a coisa mais fácil para qualquer vampiro era matá-los; os instintos dos recém transformados logicamente lhes diziam que eles deviam caçar e beber o sangue da caça, mas esse instintos ficaram muito mais aguçados, isso ao ponto de não serem mais controlados.
Os “bebes” não tinham a menor condição de sobreviver sozinhos. Por isso se formulou uma pequena lei, a partir do momento em que o vampiro transformar o humano, ele deve levar este humano para que seja um “aprendiz”. Com a lei os vampiros mais experientes eram obrigados a cuidar dos humanos que deixassem vivos, isso era uma tarefa árdua e cansativa para qualquer vampiro; mas era assim que era para ser.
Após o tratado muitos vampiros decidiram não deixar mais as presas viverem, conseqüentemente o numero de vampiros diminuiu.
Haviam milhares de regras para o “consumo” de humanos. Com o passar do tempo se tornou uma coisa muito rara ver recém transformados por ai.
Thomas olhou pela janela vendo o frágil menininho a beira da morte. “Poderia salvá-lo, mas não estou com animo para aprendizes”. Assim Thomas deu as costas para o menino e seguiu o seu caminho.
Dentro do quarto o pequeno Timmy começava a dar sinais de que a hora chegava. Suas tosses eram mais freqüentes e mais sangue saía.
O corpo de Timmy doía, era algo que poderia ser injusto.
Os olhos castanhos do menino se fecharam. A morte o levou em seus braços acolhendo-o em seu berço.
O sofrimento acabara.
Circulo de sangue- O beijo do imortal..~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
− Tem certeza que é isso que quer? − Jensen perguntou confuso e chateado.
− Sim − Eliza respondeu com os olhos marejados.
Jensen abaixou a cabeça sentindo as lágrimas queimarem em seus olhos. A dor penetrava em cada músculo fazendo ele tremer. O amor era cruel com ele, ele dava tudo de si para fazer Eliza feliz e era isso que recebia em troca.
Esta havia sido a maior decepção de sua vida.
No dia anterior Jensen havia pedido Eliza em casamento. Eles já namoravam a um ano e meio, era mais do que o bastante para que o amor de Jensen pela moça fosse intenso e tão imenso quanto o mar. Eliza por sua vez apenas achava Jensen uma graça; ela gostava dele mas não o amava... se sentia terrível por nunca ter dito a Jensen que seus sentimentos por ele eram diferentes dos dele por ela.
− Jensen você não deve ficar assim, tem um milhão de moças loucas para se casarem com você, isso vai passar eu só...
− Eu não quero outras; quero você.
Então Eliza passou a mão pelos longos cabelos castanhos.
Eliza era linda, tinha longos cabelos castanhos puxados para o mel; seus olhos eram verdes e brilhantes; sua pele, alva e imaculada; ela era exatamente perfeita para Jensen.
Eles formavam um casal perfeito; os dois se completavam.
Jensen tinha o cabelo negro como a mais escura noite; feições dignas de um rei; olhos azuis escuros como o intenso mar; ele era alto e forte comparado a outros homens; a pele não era nem clara nem escura, era um tom bronzeado e perfeito. Ele era tão perfeito que parecia ser feito de cera, esculpido por um deus e destinado aos céus.
− Jensen eu não estou pronta para um casamento.
Se fosse por Jensen ele esperaria a eternidade ate que Eliza se sentisse pronta. Seu amor era tão intenso... Porem o problema era que ele já não era tão jovem, estava na hora de ele se casar. Sua família o pressionava para que o casamento acontecesse o mais rápido o possível.
− Por favor, Eliza... Você sabe que eu te amo, sabe que se fosse possível eu esperaria ate que se sentisse pronta. Por favor...? − Ele disse desesperado.
− N... Não posso... − Então Eliza se foi deixando Jensen sozinho com sua mente.
Naquela noite Jensen chorou pedindo para deus que Eliza se casasse com ele; em vão...
Fazia alguns dias desde o acontecimento, Jensen saiu de casa naquela manhã torcendo para se encontrar com Eliza. Ele andou pelas ruas da pequena e pacata cidade observando o quanto a época era bonita. Eles estavam no século XVII, no ano de 1666. Era época de paz na cidade que a muito tempo havia sido aterrorizada com a peste negra.
Andando calmamente Jensen reconheceu Eliza, esta que andava graciosa pela rua, ele falaria com ela se não fosse por um pequeno detalhe... Ela estava acompanhada de um forasteiro.
Jensen reconheceu o homem que acompanhava Eliza, era um cara que aparecia a cada ano lá; seu nome era... seu nome era Pierre.
Uma dor intensa percorreu o corpo de Jensen, aquilo era desanimador. Ela havia arrumado outro.
Os dias que se passaram foram como uma tortura para Jensen. Pierre e Eliza andavam juntos e as vezes a mão dele tocava em lugares indevidos na concepção de Jensen.
Irritado e muito triste pelos acontecimentos Jensen resolveu ir beber esta noite, umas taças de vinho não lhe fariam mal. A noite seria boa, ao menos ele não sentiria a dor.
Ele saiu pela porta da simples casa e foi indo em direção ao bar. Ouviu a conhecida risada; esforçou um pouco sua visão e conseguiu distinguir na escuridão a figura de Eliza e Pierre.
“Juntos a essa hora?” Jensen se perguntou estranhando tudo que estava acontecendo ali. Pierre guiava Eliza que ia inconscientemente para um beco.
Jensen resolveu não atrapalhar, estava nervoso com Eliza e não ligava para ela; ou pelo menos ele tentou não ligar para ela, isso ate o momento em que ouviu um baixo gritinho de sua amada. Como que instantaneamente ele correu atrás de Eliza. Desesperado ele entrou no beco e viu a aterrorizante visão.
Pierre imprensava Eliza na parece enquanto seus dentes perfuravam na pele alva deixando o sangue escorrer; Eliza estava com os olhos arregalados.
Jensen envolvido em puro ódio e desespero pulou em cima de Pierre o derrubando.
Eliza caiu inerte no chão. Nada dali em diante saiu como nos planos.
Ao cair no chão a cabeça de Eliza fez um som abafado, o sangue escarlate banhou o chão deixando-o em um tom escuro quase preto.
− Parabéns idiota você matou ela!!! − Pierre gritou animadamente.
− O que você estava fazendo? − Jensen perguntou ingênuo.
− Já ouviu falar de vampiros? Eu sou um, e te odeio porque eu passei um mês e meio correndo atrás dessa presa e você me atrapalhou!!! Vai pagar por isso.
Então com uma velocidade inumana Pierre pulou em Jensen. Rapidamente ele imobilizou Jensen e não hesitou; ele foi rápido e mordeu o pescoço de Jensen.
Os dentes afiados como navalhas perfuraram a delicada pele de Jensen fazendo duas pequenas feridas no pescoço do garoto. Se Jensen não tivesse se contorcido tanto a dor não seria tão intensa; mas ele se movimentava tentando em vão gritar, ele sentiu o sangue sendo puxado por uma criatura nojenta.
− Isso é um belo presente − Pierre sussurrou no ouvido de Jensen antes de desaparecer nas sombras.
A visão de Jensen ficou bem escura, ele estava com muito sono... fechou os olhos e se deixou o sono levá-lo.
− Ele vai melhorar. − Anthony concluiu olhando para o garoto recém transformado jogado no chão.
− O pai dele o abandonou, quem vai ensiná-lo? − Aisha perguntou.
− Eu o adotarei. O ensinarei sobre a vida.
.::~Fim do primeiro capítulo~::.
Fale com o autor