Circulo de Sangue- o Beijo do Imortal
2 Lilly sem segundo nome
..:~ Capitulo 2 ~:..
Lilly sem segundo nome02/09/2010
“ Era estranho a forma como a vida passava.
Era injusta a dor que cada um sentia.
Mas ninguém pode viver melhor na morte.”
Esse era o pensamento mais verdadeiro de Lillian.
A garota Lilly era extremamente Jovem mas já havia passado por maus apuros. Lilly atraía problemas.
Aos quinze anos a menina já havia se metido em grandes problemas. O primeiro problema que ela arranjou foi quando nasceu; Lilly matou sua mãe.
A menina se culpava por algo que na verdade nem era do controle dela; sua mãe havia morrido no parto do menina por ser muito jovem, Diane sabia dos riscos de continuar aquela gravidez.
Diane a mãe de Lilly havia engravidado muito cedo; ela tinha apenas dezesseis anos quando ficou grávida do namorado, John. John também era jovem, para ele aquilo havia sido o maior erro da vida dele.
John na realidade não estava interessado em Diane, ele estava interessado no que Diane tinha a oferecer. John era um dos garanhões da escola; ele era popular, idiota e inconseqüente. Por motivos desconhecidos pela ciência garotos com tais quesitos são os que fazem mais sucesso. Por tais motivos Diane se apaixonou por ele.
Após dois meses de namoro, John começou a pressionar Diane para que ela aceitasse ter relações sexuais com ele. Diane ingênua como qualquer menina da idade dela acabou aceitando e se colocou ao dispor de John. As conseqüências todos já devem saber; a menina terminou grávida e o garanhão fugiu como uma galinha.
Talvez esse fosse um dos motivos pelo qual Lilly tenha problemas com meninos. Aos quinze anos Lilly nem se quer sentiu atração por nenhum menino; o que era estranhamente engraçado considerando os hábitos das mulheres que vieram antes dela em sua família. Lilly vinha de uma linhagem de meninas que começaram a namorar cedo.
Devido as conseqüências da morte da mãe e do abandono do pai a menina foi mandada para um orfanato. Por muita má sorte ela não foi adotada quando bebê. Então como não é do feitio dos pais da atualidade adotar crianças maiores, a pequena Lilly foi ficando abandonada dentro de orfanatos.
Enjoada de ficar no telhado observando as nuvens, Lilly se levantou e agilmente pulou para dentro de seu quarto.
Nos últimos tempos a menina estava com muitas dificuldades para dormir; isso gerava um grande transtorno para as coordenadoras que já não sabiam mais o que fazer com a menina. Então elas já aborrecidas com a situação de Lilly, deixaram de dá-la remédios para dormir com a desculpa de que estavam sem dinheiro para pagar. Resultado: Lilly não dormia bem a noite e no dia seguinte ficava dormindo. Isso ainda era pior, pois como ela só estava conseguindo dormir de dia acabava não indo as aulas.
Entediada a garota caiu na cama como que implorando para que o sono chegasse. Então como ela costumava fazer em últimos casos, ela se levantou e pegou os livros e cadernos para fazer as tarefas.
Olhou as paginas e nervosa resmungou que odiava ter que fazer tarefas.
− Queria nunca mais ter que fazer tarefas! − Balbuciou estressada. − Oooops, cuidado com o que deseja querida Lilly− Ela disse para si mesma com tom de reprovação.
De repente aquele tão esperado sono a invadiu furtivamente. Feliz ela deitou sua cabeça sobre o travesseiro; seus cabelos negros formaram um leque sobre o travesseiro. O sono a envolveu em seus delicados braços. E então a menina fechou os olhos e adormeceu se sentindo segura.
Lilly acordou assustada com os murros dados em sua porta; provavelmente era a coordenadora do orfanato fazendo com que a menina acordasse. Ela odiava isso, ainda mais quando se tratava de acordarem a menina cedo no sábado.
Nervosa ela se levantou e foi em direção do banheiro. Pegou o minúsculo e se olhou quase morrendo de preguiça de pentear os cabelos, estes que estavam um tanto desgrenhados. Preguiçosamente ela pegou a escova e passou pelo cabelo. Pentear o cabelo de Lilly nem era tão difícil assim, seus cabelos eram lisos e desembaraçavam facilmente.
Então ela abriu a torneira e lavou o rosto.
Lilly era sem duvida uma menina linda. Seus cabelos eram lisos longos e negros; seus olhos eram castanhos claros, estes que contrastavam com o cabelo extremamente escuro.
Lilly correu para a cozinha onde o café estava sendo servido. Lilly era uma garota delicada e refinada; tinha hábitos certos e era muito diferente das outras meninas daquele lugar. Ela era graciosa; Lilly era uma princesa, porem era uma princesa falida.
Ela pegou um guardanapo e tirou um pedaço do bolo de cenoura que estava acima da mesa. Puxou a cadeira e se sentou; olhou despreocupadamente ao redor e mordeu o bolo. Distraída a menina começou a observar os sulcos na mesa de madeira na qual ela se sentara; haviam muitos nomes escritos na madeira, estes que provavelmente foram feitos por meninos sem nada de melhor para fazer.
Annabelle, a coordenadora chegou e pediu para todos fazerem silencio; Lilly olhou para ela já imaginando que provavelmente ela falaria de uma família que queria adotar alguma criança.
− Crianças, hoje de tarde uma família vai vir aqui, eles querem adotar algum de vocês. Então já sabem, vão se arrumar; vistam as melhores roupas e dêem sorrisos. Hoje provavelmente um de vocês ganha uma bela casa e uma família. − Disse Annabelle animada com um sorriso de orelha a orelha.
Ao fim da mensagem todas as crianças começaram a cochichar coisinhas animadas. A maioria começava a enfiar o café da manhã goela a baixo para poder ir para o quarto se arrumar. Lilly olhou ao redor desanimada.
Para Lilly se era para alguém adotá-la que fosse pelo que ela era no dia a dia; ela não conseguia entender por que essas crianças corriam dessa forma. Ela até queria ter uma casa, mas ela não teria; ela já era velha, ninguém adotaria ela, ela já sabia disso. Diante de tais circunstancias, ela nem se arrumava quando algum casal aparecia lá; ela ficava no meio de todos os outros normalmente; mas nunca se arrumava.
Ela se levantou e foi para seu quarto.
Escovou os dentes e andou pelo quarto.
Ela queria uma casa, queria ter pais, queria ter uma casa. Ela queria; o que não significava que ela podia ter. Lilly tinha aprendido da forma mais dura o possível que as coisas não aconteciam da forma que nós desejávamos; ela havia aprendido que as vezes a vida podia ser dura, injusta talvez; mas ela também tinha aprendido que nenhuma dor é em vão, ela tinha aprendido que nós só sofríamos como conseqüência de atitudes anteriores, ela sabia que nada do que ela passava era em vão. Era tudo um teste para ver a resistência e a força que ela tinha.
A menina parou no quarto e começou a pensar em como seria bom ter uma casa, ter irmãos. Ela queria aquilo mais do que qualquer coisa no mundo. Ela ficou estática vendo o quanto era burra.
− Quando se quer uma coisa, lute para conseguir... − Ela concluiu validando sua suspeita sobre a própria burrice.
Ela tirou a roupa e correu para o banho. Agora que decidira o que faria ela tinha que correr, logo a família chegaria e talvez ela ainda estivesse no banho.
A menina tomou um banho rápido e foi para o guarda roupa. Pegou aquele perfume que tinha ganhado de um voluntario que trabalhara no ano anterior no orfanato, e o usou. Pegou a escova de cabelo e penteou o cabelo o deixando mais bonito que nunca. Vestiu sua melhor roupa, e calcou aquele sapato bonito que tinha.
A sua produção poderia ser bem melhor, mas era essa a melhor que podia fazer.
− Quando se quer uma coisa, lute para conseguir. Eu vou tentar! − Disse ela sorrindo por dentro pela primeira vez em vários dias.
Ela estava pronta para tentar achar uma casa.
..:~ Fim do segundo capítulo ~:..
Notas finais
Gente eu sei que ainda ta meio tedioso mas a história só começa a ficar boa a partir do 3º cap.
reviews?
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