Notas iniciais
Amores, quero fazer uma pequena brincadeira. O que ela vai valer? Capítulos especiais. Quando a Fic chegar a 100 comentários ou a Fic chegar a 100 Leitores, eu vou liberar um capitulo especial POV contando alguma parte da historia, mas diretamente do passado. Vai ser assim: Vocês comentam com qual POV vocês querem, e no fim, eu vou contar os votos e postar o capitulo. Pode comentar mais de uma vez? pode sim. pra chegar mais rápido ao coment 100, mas só vai contar como um voto para o POV (sendo justo). Os POV'S são os seguintes: -> Como Stiles quase morreu quando Derek o abandonou ( POV STILES) -> Quando Malia descobriu que Peter é seu pai ( POV MALIA) -> O primeiro treinamento de Stiles com Yuke ( POV STILES) -> Primeiro sonhos de Derek com Stiles (POV DEREK +18) -> Passado do caçador Thommy ( POV THOMMY) Que os jogos comecem! A contagem está : 58 comentários e 75 acompanhamentos.

Circulo de fogo

"Primeiros raios de sol."

Mortes, gritos, fogo, essas são as imagens que passaram pela minha mente durante horas antes que eu pudesse abrir os olhos pela primeira vez.

Devagar sinto minha visão doer e se adaptar a pouca iluminação do local. Ainda estávamos no templo, eu reconheci os desenhos nas paredes e a sensação de calor que eu sentia quando estava lá. Uma pequena pressão no meu abdômen logo me chamou a atenção, era a cabeça de Stiles apoiada em meu tórax, ele estava dormindo sentando ao meu lado.

Tento mover as mãos para chamá-lo, mas percebi que não consigo, meus braços estavam enfaixados e ainda doíam muito, tentei falar, mas tudo o que saiu da minha garganta foi um chiado seco, o suficiente para ele abrir os olhos.

– Derek. — sussurra. — Por deus, você finalmente acordou.

Tento mover meus lábios, mas era impossível pronunciar qualquer coisa.

– Shii, não tente dizer nada. — Diz passando levemente a mão pelo meu rosto. — Você ainda está muito ferido, sua cura está muito lenta e você quase morreu.

Logo outros curandeiros se aproximaram de mim com uma jarra que eu lembrava bem o que era, unguento quente, o mesmo que puseram em Stiles.

– Infelizmente eu não posso aguentar essa dor por você Derek. — Diz Stiles. — Você vai ter que ser forte.

Abro bem meus olhos quando percebi o que ele quis dizer, os curandeiros iriam por aquilo em mim para acelerar minha cura, mas pelo que eu me lembrava, aquilo queimava.

Aos poucos Stiles e os outros foram removendo as talas e faixas do meu corpo, olhei para mim mesmo por alguns segundos e não me reconheci.

Meu corpo inteiro estava roxo, cheio de coágulos, hematomas e feridas abertas. Devagar os monges foram despejando o óleo em mim, saia fumaça do óleo ao tocar em minha pele, eu não conseguia gritar, mas aquilo doía terrivelmente, Stiles segurava uma de minhas mãos como quem tentava tirar de mim aquela dor, mas nada acontecia.

– Segurem-no. — Mandava um dos curandeiros.

Meu corpo queimava e se mexia sem minha vontade, Stiles e os outros me seguravam para poder terminar o tratamento.

Alguns instantes depois eu sinto meu corpo reagir, a cura estava acelerando, ainda era devagar, mas agora eu sentia que estava melhorando, quando um deles despejou o óleo sobre minha garganta, eu não resistir e apaguei mais uma vez.

Não sei quanto tempo se passou novamente, abri meus olhos, ainda estava no mesmo lugar, Stiles descansava em uma cadeira próxima, ergo um de meus braços a frente do meu rosto, e estava bem, logo levo a mão a minha garganta, ela estava quase sarada, arfo um pouco de ar e tento gritar algo para Stiles.

– A...ag... Água — Gaguejo.

Stiles rapidamente abre os olhos e se levanta em minha direção com uma pequena garrafa, ele curva meu corpo para frente e encosta a boca dela em meus lábios ressecados, dou alguns goles antes de pegar na mão de Stiles e virar a garrafa em meu rosto.

Olho para cima respirando pesado, Stiles se apressa em passar os braços por meu corpo.

– Calma. — Sussurra. — Você está bem, está seguro.

– Stiles. — falo.

– Sim Derek. Estou aqui, estou bem, respire devagar.

Sinto meu coração bater contra meus pulmões de forma feroz, mas as mãos e a voz de Stiles logo começam a me acalmar, em alguns minutos eu já estava controlado.

– Quanto tempo eu fiquei apagado?

– Cinco dias. — respondeu. — Fiquei esse tempo todo ajudando os médicos com a sua cura.

Mexo meus dedos, observo meu corpo, ainda estava cheio de hematomas, mas as feridas estavam quase fechadas.

– Onde estão os outros? — pergunto.

– Estão ajudando a reconstruir o templo e levantar algumas barreiras, não sabemos se outros demônios podem atacar.

– Onde estamos?

– No subsolo do templo. — Responde. — Em uma tenda de repouso.

Ergo meu corpo e sento na cama, respiro um pouco antes de encostar os pés no chão.

– Não se levante Derek. — Diz Stiles se apressando.

Assim que toco no chão, sinto minhas pernas falharem, sou amparado por Stiles que tenta me levar de volta para a cama.

– Não. — Digo. — Não podemos ser atacados de novo.

Stiles da um pequeno sorriso, passa meu braço por seu pescoço e devagar me leva para o exterior, a luz do sol atinge meu corpo que rapidamente esquenta, só agora eu vejo a real situação, muitos monges e caçadores estavam carregando pilhas de madeira e outras coisas para a reconstrução parcial do local.

Olho para Stiles e vejo realmente como ele estava, lábios cortados em vários lugares, um olho parcialmente roxo, supercílio com alguns curativos, pontos na cabeça e no pulso, abdômen e perna enfaixados.

Eu não era o único ferido, todos ali estavam, mas ainda assim, se apressaram em reconstruir o lugar, vendo todos trabalhando e eu ali, impotente, me senti um inútil.

– Eu deveria estar ajudando. — Digo.

– Você já fez muito Derek. — Responde um monge. — Se não fosse por sua atitude estúpida e corajosa, Amaimon teria matado um dos seladores, e nós estaríamos todos mortos agora.

Logo começo a me lembrar do que fiz, eu dei um soco no demônio, que fez parar por alguns instantes, mas isso quase custou minha vida.

Logo Stiles me leva para dentro de volta, para um salão onde outros caçadores debatiam o que tinha acontecido.

Segundo Stiles, caçadores de todos os distritos do Japão vieram para cá depois do ataque, montaram estratégias e reforçaram as defesas para caso algum dia outros reis decidisse aparecer.

– Para onde levaram Amaimon? — Pergunto.

– Junto com os seladores, ele foi para a nossa sede em Shinkaku. — Responde um caçador alto e moreno.

– Porque Amaimon nos atacaria? — Indaga outro, dessa vez jovem, parecia ter quinze anos, tinha uma cicatriz sobre o olho direito.

– Ele é um demônio, não é? — Indago.

– Sim. — Responde uma caçadora ruiva. — Mas Amaimon nunca nos atacaria assim.

– Como assim? — Pergunto.

–Olha Derek, — Começa Stiles. — mesmo ele sendo um demônio, Amaimon é um Rei, e reis nunca atacam, somente quando algo realmente grande acontece.

– O que levou o Rei da terra nos atacar? Qual foi o propósito?!

– Aquilo nem pode se considerar um ataque — Diz a caçadora. — Amaimon é muito mais poderoso que aquilo, ele não estava normal.

– Como assim muito mais poderoso? — Pergunto. — Ele quase nos aniquilou!

– Era isso que deveria ter acontecido! — Brada a caçadora. — Amaimon é o caçula dos Reis, por isso ele tem a forma de uma criança, mas ainda assim, o poder é descomunalmente destrutivo, e nós nunca seríamos páreo para ele.

– Nem com um exercito de caçadores nos teríamos conseguido derrotá-lo. — Diz o jovem caçador com a cicatriz.

– Então como? — Pergunto confuso.

– É isso que estamos tentando descobrir. — Responde Stiles. — Querendo ou não Derek, foi fácil demais aprisioná-lo.

– Fácil demais... — Penso relembrando os caçadores e monges que morreram no campo de batalha.

– Isso tem alguma ligação com a morte do mestre Yuke? — pergunto.

Vejo todos se calarem, respirarem fundo, como se ainda estivessem digerindo o fato dele está morto.

– Talvez. — Responde o moreno. — Ainda estamos tentando entender quem teria matado o nosso mestre.

– Se era alguém que estava dentro da barreira, então era interno. Usou o ataque do Rei para agir na surdina e matar Yuke. — Afirmo.

Olho todos eles me observarem espantados, eu estava claramente acusando um monge ou caçador de ter matado o mestre.

– O que um lobo como você sabe sobre a nossa união! — Grita o moreno. — Você não sabe nada sobre nossa fidelidade ou sobre nossos corações!

Assim ele vem furioso em minha direção, mas é imediatamente impedido pela caçadora.

– Simon! Pare! — Brada. — Obedeça a tenente dos caçadores.

Ele me olha furioso, para e dá a volta para perto da mesa com alguns mapas.

– Desculpe o Simon. — Afirma. — Me chamo Andrea, sou a tenente dos caçadores, represento a ordem dos lideres maiores na hierarquia.

Ela era imponente, cabelos vermelhos, sem nenhuma maquiagem, olhos escuros como a noite e um pouco musculosa.

– Este é Simon. — Diz apontando para o moreno. — E este é Thommy.

O Jovem caçador com cabelos loiros acena para mim com um sorriso.

– Então lobo, quer dizer, Derek. — Chama Andrea. — Me conte o que você acha.

– Eu acho que esse ataque foi apenas uma distração para matarem o ancião.

– Uma distração? Você está insinuando que alguém mandou Amaimon aqui para nós distrair.

– Sim. — Afirmo.

Vejo eles entreolharem.

– Derek. — Chama Stiles. — Nós Caçadores somos fieis a doutrina, e nunca trairíamos a ordem dos caçadores, um dos nossos pilares é a união.

– Stiles, eu confio em você, e confio nos caçadores, mas não existe ninguém na terra que não possa ser corrompido.

– Isso é uma acusação séria, Derek. — Diz Andrea.

– Eu sei Tenente. — concordo. — Mas não há outra forma de pensar nisso.

– Mas para mandar Amaimon aqui, significa que alguém estava controlando ele. — Diz Stiles. — Isso é possível?

– Controlar um Rei é impossível. — Afirma Andrea. — Ainda mais um Rei como Amaimon.

Era mesmo loucura o que eu estava pensando, como alguém conseguiria controlar um demônio Rei? Quem ganharia algo matando mestre Yuke? Mas porque essa ideia não saía da minha cabeça?

– Então, o que vai acontecer daqui pra frente? — Pergunto.

– O velório do mestre será amanhã — Diz o jovem Thommy. — Os outros caçadores do país vêm se juntar aqui para prepara um plano de defesa.

– Vocês acham que outros Reis podem aparecer? — Pergunto.

– Talvez sim Derek. — Responde Stiles. — Os Reis não são muito unidos sabe, apesarem de serem oito irmãos, eles vivem brigando entre si, mas nós pegamos o caçula da família, não sabemos como os outros irão reagir.

Assim terminamos a "reunião" e Stiles me leva de volta para o quarto, mas no meio do caminho somos parados pela tenente Andrea.

– Derek. — Chama Andrea. — Não nos leve a mal, nós apenas levamos a doutrina muito a sério, e quando um levanta algo contra outro, tendemos a achar estranho.

– Entendo Tenente. — Digo. — Me perdoe por ter desconfiado.

– Não peça perdão Derek. — indaga — Você pode está certo, e eu não posso ignorar as suas palavras, não importa se você é um lobo ou um humano.

Me sinto um pouco mais aliviado com as palavras da tenente.

– Você agora é um de nós Derek. — Continua. — Não importa se você é novato, suas palavras têm importância, afinal, você é um de caçador.

– Obrigado pela confiança.

– Outra coisa. — Diz Andrea enquanto se afasta. — Obrigado por ter ajudado, sem você, não teríamos pego Amaimon.

Aceno com a cabeça e assim Andrea se afasta, Stiles me leva para o quarto e me deita na cama.

– Fique ai, vou buscar algo para você comer. — Diz Stiles.

Sinto minha barriga roncar com aquelas palavras.

Stiles sai do quarto, apoio minha cabeça no travesseiro, observo o teto, os desenhos dos deuses em suas batalhas e suas glórias. Ainda tento imaginar como alguém poderia controlar aquela coisa, a cada segundo a minha ideia parecia mais absurda, mas eu não deixava se pensar nela.

Em poucos instantes Stiles se aproxima de mim, tem uma bandeja nas mãos com uma sopa, pães e suco, ele volta para a porta e a tranca, se aproxima de mim novamente, sobe na cama e deita a cabeça no meu ombro.

Sinto seu cheiro entrar por minhas narinas e relaxar meu corpo, começo a comer o que ele me trouxe.

– Vamos ficar bem Derek. — Afirma.

– Vamos sim. — Concordo.

Ponho uma das mãos em sua nuca e aproximo nossos lábios, damos um beijo lento e discreto, Stiles ainda tinha alguns pontos nos lábios e se eu o beijasse com força, ele sentiria dor nos cortes.

Ele se aninha ao meu corpo e respira fundo próximo ao meu pescoço, sinto seu corpo relaxar, talvez ele não dormisse bem há muito tempo, então o deixei descansar sobre mim, termino de comer e cubro a nós dois com lençóis brancos.

Um dia se passou, consegui contar cerca de quinhentos caçadores que chegavam a cada hora para o velório do ancião, muitos lamentavam e choravam, outros se mantinham firme, mas eu sentia que por dentro, eles estavam com um pedaço de seus corações morto.

Todos vestidos de preto esperavam enquanto o caixão com o corpo dele era passado entre os monges, cada um depositava uma flor sobre o mesmo, logo o caixão dele estava sendo enterrado com inúmeras inscrições para impedir que ele fosse possuído, usado ou algo do tipo.

Parado próximo a sua lápide, estava um caçador mascarado, Yuke, ele se ajoelha e deposita flores e honras no túmulo de seu avô, em momento algum ele tirou sua máscara, talvez pelo luto ou outra coisa, mas pra mim, parecia mais uma falta de respeito com o mestre.

Diferente dos outros, eu sentia o coração de Yuke um pouco acelerado, mas ele não exalava perda e nem sofrimento, até Stiles parecia sentir mais com a perda dele do que o próprio Yuke.

Ele vira a mascara em minha direção, olha no fundo dos meus olhos de forma ameaçadora.

– Stiles. — Chamo. — Você pode me levar no local que mataram o velho?

– Pra que você quer ir lá Derek? — Indaga Stiles.

– Preciso ter certeza de algumas coisas.

– Não podemos, os outros caçadores fecharam o local. — Responde.

– Por favor, Stiles — Peço olhando para ele com olhar penoso.

– Que droga! Se eu ceder toda vez que você fizer essa cara, — Sussurra Stiles. — eu tô fudido!

– Isso é um sim? — Pergunto.

– Tudo bem. — Diz Stiles. — Vamos aproveitar que todos os caçadores estão aqui e entrar na surdina.

Discretamente eu e Stiles saímos do velório em direção a pequena cabana agora quase destruída, passamos pela fita de isolamento e entramos no lugar.

Estava tudo destruído, mas ainda era possível ver as marcas de sangue no chão.

Observo cada detalhe do lugar, passo as mãos pelas paredes de madeira e vejo marcas de cortes, no pilar central e em alguns móveis também.

– Houve luta aqui. — Afirmo.

– É, parece que mestre Yuke lutou por sua vida. — Confirma Stiles. — E pelas marcas, ele lutou muito.

Tento sentir alguns cheiros, mas tudo o que sinto são sangue e queimado, nenhum outro odor.

– Já achou o que queria Derek? — Pergunta Stiles.

– Não. — Respondo.

– O que exatamente veio procurar?

– Cheiros. — Respondo. — Alguma coisa que nos leve ao assassino do mestre.

– Entendi. — Responde.

– Mas não achei nada. — respondo. — Quem quer que tenha matado ele, sabe muito bem se ocultar, até mesmo de lobisomens.

Saímos do local na surdina, passamos pelo velório novamente, nos despedimos de alguns caçadores e monges, passamos no quarto e pegamos nossas coisas, tínhamos que ir pra casa.

Pouco depois de passarmos pelos muros fomos abordado pelo jovem caçador Thommy, que insiste em ir conosco até a nossa casa.

– Vocês dois estão feridos. – alegou. — Se algo atacar vocês, será difícil saírem vivos.

Stiles concorda e eu não faço protesto. Subo na moto de Stiles e vamos em direção a nosso apartamento, sendo seguido pela moto do jovem caçador, mesmo achando que um garoto tão novo não deveria está pilotando uma moto daquela potência.

Chegamos em casa finalmente, subimos pelo elevador até nosso andar, entramos em casa e notamos a poeira em boa parte das coisas.

– Uma semana fora de casa e já tem toda essa poeira? — Diz Stiles frustrado.

– Eu ajudo vocês com a limpeza. — Diz Thommy enquanto seus olhos sondavam o local. — Suba e tome um banho Derek. — Continua o jovem. — Depois Stiles também irá.

Olho um pouco confuso do porque eu estava recebendo ordens de uma criança, mas o olhar de Stiles me dizia apenas para obedecer.

Thommy se aproxima de mim com um sorriso e encosta em meu peito.

– Vai ficar tudo bem. — Afirma. — Apenas vá.

Rapidamente percebi o que ele esta tentando fazer, imediatamente subo as escadas em direção ao banheiro, entro e tranco a porta, passo a mão no peito e sinto dentro do bolso da camisa um pequeno papel, que Thommy deixou escrito.

“Apenas ouça.” Era o que dizia o bilhete.

Imediatamente me concentro em ouvir o que eles estão falando.

– Toda a Ordem está comprometida Stiles. — Diz Thommy. — Vocês estão em perigo.

– Mas o que é? O que está acontecendo? — Pergunta Stiles.

– Eu não sei exatamente, mas isso tudo está ligado à morte do velho. — Afirma Thommy. — Minha casa e a casa dos outros caçadores foram todas grampeadas, incluindo a sua.

– Grampeadas? Por quem?

– Pela Ordem! Algo está acontecendo e ela está se corrompendo exatamente como Derek disse.

– Então o que faremos? — Indaga Stiles.

– Eu não sei, mas estamos formando uma resistência por baixo dos panos da ordem dos caçadores, apenas aqueles que realmente confiamos.

– Então porque está me dizendo isso? — Pergunta Stiles.

– Você e Derek são cruciais agora. — Responde. — Eu o mandei subir para que ele não escutasse essa conversa, o lugar inteiro esta sendo vigiado nesse momento.

– Você é do tipo sensorial, não é?! — afirma Stiles. — Por isso sabe de tudo isso.

– Sim. — Confirma. — Eu achei os grampos em todos os locais, não podemos confiar em mais ninguém.

– Quem mais faz parte da resistência? — Pergunta Stiles.

– Eu não posso dizer, mas você descobrirá logo. — Diz Thommy. — Temo que eles já saibam sobre mim.

– Se esse lugar está com escutas, porque esta me contando? — Indaga Stiles.

– É uma de minhas habilidades. — Responde. — Tenho um transmissor que afeta as escutas, mas só funciona se estivermos perto como estamos agora.

– Derek está escutando, não é?

– Sim. — Confirma.

– Apenas hajam naturalmente, eu posso bloquear as escutas, mas não os observadores, por isso mandei Derek subir, para tentar não levantar suspeitas.

– Suspeitas sobre Derek?- Indaga Stiles.

– Sim. — afirma. — Quando ele acusou de ter um traidor na ordem, ele fez isso na frente de quem não deveria, e por isso, ele esta sendo vigiado também.

– Ele não sabia. — Diz Stiles.

– Eu sei disso, por isso estou aqui, para avisá-los — Diz. — Tenho que voltar Stiles, cuide de Derek e se protejam os dois.

Com isso, ouço os passos de Thommy em direção a porta e a batida, logo ouvi os passos de Stiles escada acima, ele entra no banheiro e me encara.

Não precisávamos dizer nada, sabíamos o que tinha que fazer, agir naturalmente e fingir que não sabíamos de nada.

– Deixa eu te ajudar com as ataduras. — fala e se aproxima do de mim.

Ele tira minhas roupas e começa a tirar as bandagens que cobriam meu corpo, logo fiz o mesmo com ele, ligamos o chuveiro e deixamos a água quente tirar a sujeira de nossos corpos, Stiles me abraça forte, sentir o corpo dele completamente nu colado ao meu de novo era muito bom.

Depois de longos minutos entre ensaboadas e beijos sobre a ducha quente, nos enxugamos e vestimos roupas limpas, sacudimos os panos da cama que ainda estavam do mesmo jeito quando fomos atrapalhados na nossa noite.

– Temos muitas coisas pra limpar ainda. — Digo.

– Deixa isso pra outra hora. — Responde. — Quero aproveitar e descansar com você.

Pegamos lençóis limpos e nos deitamos na cama, dessa vez eu me apoiei no pescoço de Stiles que fazia pequenos círculos com os dedos em meu cabelo, eu dava leves mordiscadas em seu pescoço e ouvia ele rir.

Stiles começa a fazer movimentos em meu abdômen e ao mesmo tempo olhava sério no fundo dos meus olhos, logo entendi aquilo, era uma mensagem.

Observo atento aos movimentos de sua mão em meu corpo, a palavra "mensagem".

Stiles então ergue meu corpo e deixa sobre o dele, pega o lençol e nos cobre, bate devagar os dedos em meu peito com um pequeno papel.

Então eu cubro a cabeça com o lençol e desço dando pequenos beijos em seu corpo, pra quem estivesse observando, aquilo pareceria uma típica preliminar de sexo, eu iria fazer sexo oral em Stiles.

Stiles põe a mão sobre minha cabeça por cima do pano para dar mais realidade, não que eu não quisesse chupá-lo de verdade, na verdade, eu estava com muita vontade, mas a ocasião não permitia, abro o pequeno papel e com a mesma letra de Thommy leio o que está escrito.

"Procurem um dos membros da resistência, Kylie, ele é confiável."

Amasso o papel e escondo, e ainda fico dando beijos no abdômen de Stiles, que remove o pano que me cobre e "confirma" para os olheiros o que aparentava acontecer.

Se bem que ter dois caçadores homens transando não fosse algo muito bom de se ver, e ainda mais quando um deles é um lobisomem.

Eu sabia como deixá-lo excitado, e ele estava, meus beijos e pequenas mordidas em seu corpo o arrepiavam e a pressão em meu peito deixava claro que ele estava excitado, e eu estava na mesma situação.

Olho para o rosto de Stiles e ele move a cabeça para os lados.

“Droga.” — Pensei.

Vou subindo com as carícias até parar em seu pescoço, Stiles puxa minha cabeça para próximo da sua e dando alguns selinhos em meus lábios.

Paro por alguns instantes, os olheiros estavam nos observando, mas no quarto a única forma de ser observado era pela janela, então eu me levanto, tiro completamente a roupa, ando nu pelo quarto até o guarda roupa, pego algumas camisinhas e jogo para Stiles que me olha confuso.

Ando até a janela e fecho, logo também solto as cortinas, tornando o quarto completamente escuro, provavelmente eles ainda podiam nos ouvir, mas não podiam mais nos ver.

Acho que Stiles não tinha coragem de transar sabendo que tem pessoas nos vendo e ouvindo, eu também não me sentia muito bem com isso, por isso dei razão a ele, e é claro, ele estava ferido, se fossemos fazer algo como da ultima vez que tentamos, eu poderia matá-lo ou ele me mataria, nunca tinha imaginado que entre nós rolaria algo tão selvagem.

Tudo o que eu pude fazer foi arrancar suas roupas e me deitar agarrado ao seu corpo completamente nu, pelo menos ou ainda podia tirar minhas casquinhas dele, beijava sua nuca e lábios, minhas mãos viajavam por cada centímetro do seu corpo, dos peitos ao seu pênis, onde eu o massageava lentamente.

Stiles forçava nossos corpos, meu membro duro em suas costas contra meu abdômen.

– Derek. — Sussurrou. — Você vai me enlouquecer.

– Você ainda não viu nada. — Sussurro de volta.

E assim, aos poucos fomos pegando no sono, confortáveis no corpo um do outro.

Notas finais
Mandem comentários sobre os jogos, me mandem mensagens privadas se vocês querem algum POV especial, eu faço tudo por vocês mesmo! Pra ajudar é claro, divulguem a Fic.. e estou pensando em fazer outras coisas legais... futuramente. Beijos e até o próximo!