Notas iniciais
Bom, meus amados leitores... aqui está a contagem dos votos até esse momento! -> Como Stiles quase morreu quando Derek o abandonou ( POV STILES) +3 -> Quando Malia descobriu que Peter é seu pai ( POV MALIA) +1 -> O primeiro treinamento de Stiles com Yuke ( POV STILES) -> Primeiro sonhos de Derek com Stiles (POV DEREK +18) +4 -> Passado do caçador Thommy ( POV THOMMY) Estamos com 71 comentarios e 82 acompanhamentos. O que chegar primeiro a 100! UHUU o/

Circulo de Fogo.

"Stiles, você quer ter um filho comigo?"

Ouço passos rápidos subindo a escada em direção ao quarto, Stiles ainda dormia em meus braços, não tive tempo nem de me mexer quando ele abriu a porta.

Nos pegando completamente pelados na cama.

– Mas que... Droga! Eu não precisava ter visto isso! — Brada Thommy com as duas mãos no rosto e completamente vermelho.

– Você poderia tentar bater na porta antes sabia. — Retruco procurando algo para vestir.

Stiles abre os olhos devagar e vê Thommy parado de costas na porta.

– Ai droga. — Disse. — Ele viu não foi?

– É eu vi sim! — Reclamou. — Eu não sabia que vocês dormiam juntos!

– Mas você não é um tipo sensorial?! Poderia saber se estávamos juntos ou não. – Derek resmungou.

– Olha, eu não sou do tipo que fica ligado 24H por dia sabe! Usar minha técnica me deixa muito cansado. — Explica.

Depois de alguns minutos, nos vestimos e descemos com Thommy para a sala, ele fecha os olhos por alguns segundos e quando abre, eles estão completamente negros, suas pupilas estavam tão dilatadas que tomavam totalmente o cristalino dos olhos.

– Pronto. — Diz. — Agora eu posso sentir tudo em um raio de meio quilômetro.

– Tudo isso? — Digo abismado.

– Thommy é o nosso melhor rastreador, e também um dos caçadores mais jovens.

– É, eu sou muito bom. — Afirma. — Agora podemos falar, os sinais dos grampos estão alterados.

– Então, como vamos nos organizar? — Pergunta Stiles.

– Primeiro temos que falar com Kylie. — Diz. — Ele é um dos lideres da resistência e também é um sensorial como eu.

– Onde nós o encontramos? — Pergunto.

– Um pouco longe, mas vou dar a vocês as coordenadas. — Responde. — Inventem algo para viajar, luto, Spar, ou lua de mel, o que for para irem.

– Entendemos. — Responde Stiles.

– Não posso bloquear os grampos por muito tempo, eles podem perceber que eu estou fazendo o sinal falhar. — Continua. — Eu disse que viria aqui ajudá-los com a limpeza.

– Disse a quem? — Pergunto.

– A todos os outros caçadores e monges. — Responde. — Não confio em mais ninguém e aconselho vocês ao mesmo.

Com isso, ele fecha os olhos e quando abre, suas pupilas estão normais, dando lugar aos seus olhos castanhos quase verde.

– Como ganhou essa cicatriz? — Pergunto tocando ao lado do seu olho.

– Há muitos anos — Diz com semblante baixo. — Quando minha casa foi invadida por demônios e meus pais foram mortos.

– Eu sinto muito. — Respondo. — Não deveria ter perguntado.

– Não tem problemas. — Diz. — Eu já superei, e também, foi por causa disso que virei caçador, eu tinha só dez anos.

Sinto o coração dele bater mais rápido, ele estava escondendo algo.

– Mais algo em relação a isso? — Pergunto semi cerrando os olhos.

Ele então desabotoa a camisa e mostra a tatuagem no peito, um pouco diferente da de Stiles.

– Eu fui possuído e... Eu não quero falar sobre isso. — Sussurra com os olhos brilhando. — Quando tiraram ele de mim, eu acabei ficando com um de seus poderes, por isso sou tão bom como rastreador.

– Uau. — Diz Stiles. — Você realmente deve ser muito bom, um humano com poder de um demônio.

– É, talvez Kylie seja melhor que eu, mas ainda assim, eu sou muito bom. — Responde sorrindo. -Bom, tomem café logo, quero esse lugar limpo antes do meio dia. — Brinca.

Tomamos café e trocamos de roupa, começamos pelo quarto, Thommy apontava para onde tinha cada microfone, em todos os cômodos, dezenas deles, eu, Derek e Thommy contamos mais de cinquenta.

Depois disso, Stiles teve que ir ao seu trabalho levar o atestado médico de uma semana que ele forjou para justificar a falta naquela semana, assim, ficamos só eu e Thommy o restante do dia, ele é um garoto legal, hiperativo e totalmente sem noção, me lembrava um pouco o velho Stiles.

Treinamos também, todos os caçadores eram ótimos em combate, ele não tinha tanta força como eu ou Stiles, mas por ser pequeno, era muito rápido, e por mais que eu fosse ágil, ele conseguia desviar e me acertar com muita facilidade.

Também brincamos um pouco com nossas habilidades, eu transformado e ele em seu modo sensível, disputávamos quem conseguia ouvir, enxergar e sentir cheiros mais longe, nosso olfato era equivalente, minha audição era um pouco melhor, pouco mesmo, mas a visão, ele conseguia simplesmente me humilhar.

Eu ainda estava intrigado como ele conseguia enxergar coisas a quase trezentos metros mesmo estando de costas.

Ele me disse que era um tipo raro de sensor, só existiam outros dois como ele, Kylie e Yuke, o neto do ancião.

– Então um sensorial pode mapear um lugar e ao mesmo tempo se ocultar nele? — Pergunto.

– Sim, — Responde. — podemos apagar nossa existência, e fazer coisas como se nunca estivéssemos lá.

– Até mesmo ocultar seu cheiro?

– Sim. — Responde. — Na verdade, ocultar o cheiro é muito fácil, não tanto quando se trata de lobisomens, mas ainda assim, podemos enganá-los.

Espera, então a minha ideia maluca ainda podia ser verdade!

Eu desconfiava que Yuke tinha matado o mestre, comecei a desconfiar quando ele ficou estranho no velório, não sentiu remorso ou nada do tipo pela morte do avô, e se ele era um sensorial, poderia muito bem ter ocultado sua presença quando matou o velho.

– Por isso eu não pude senti-lo. — falo baixinho.

– Não pode sentir quem? — Pergunta Thommy.

– Nada não Thommy, deixa pra lá. — Respondo.

Logo estávamos com fome, decidi levar o garoto para comer fora, e mesmo que ele fosse um caçador experiente, ainda era uma criança, e eu sabia como agradar uma.

Levei ele para uma Pizzaria no distrito, ele adorou a ideia e pediu vários sabores de pizzas, não conseguia conter as pequenas risadas quando estava perto dele, e por um leve momento, me imaginei sendo pai, eu e Stiles criando uma criança, talvez ele fosse como Thommy, um garoto hiperativo, mas forte, inteligente e ao mesmo tempo ingênuo, fiquei alguns instantes imaginando como seria ser pai.

– Derek. — Chama Thommy. — Você me fez muitas perguntas, agora eu posso fazer algumas?

– Claro. — Respondo. — O que quer saber?

– Você sendo um lobisomem, como é transar com um humano? E ainda mais com um humano homem?

Aquela pergunta fez com que eu engasgasse com o pedaço de Pizza, eu agora tirava da minha cabeça a parte do ingênuo.

– Co... como assim você quer saber esse tipo de coisa!

– É só por curiosidade. — alega. — Eu quero entender como funciona a relação de humanos com outros seres.

– Você não é muito novo pra querer saber esse tipo de coisa? — Indago desviando a conversa.

– Apenas responda. — Pressiona o jovem. — Eu respondi a todas as suas perguntas sem pestanejar, espero o mesmo de você.

– Bom, hã, sabe, é diferente. — Digo um pouco confuso com as palavras.

– Diferente como?

– Bom, é a primeira vez que isso acontece comigo. — Continuo. — Eu nunca namorei um garoto, essa é a primeira vez.

– Há, estou entendendo. — Afirma. — Como você se sente quando está com Stiles?

– Como eu me sinto? Bom, me sinto bem. — Começo. — Amado, desejado.

– Então é como uma relação normal entre pessoas humanas e não gays?

– De onde você tira essas perguntas Thommy?

– Apenas responda.

– Não, não é como uma relação de pessoas "não gays". — Afirmo fazendo aspas com as mãos. — É um pouco mais intenso, pelo fato de sermos homens.

– Então vocês já transaram?

– Você está passando dos limites Thommy — Chamo a atenção dele.

– Você sabe que se eu quiser, posso vigiar vocês e ver tudo não é? — Pergunta levantando uma sobrancelha.

Aquele pestinha estava ameaçando nos vigiar?

– Tudo bem, nós não transamos. — Respondo. — Ainda.

– Por que não?

– Nós estamos namorando a pouco mais de uma semana Thommy, e quando estávamos tentando, aconteceu o acidente no templo.

– Ahh... — Suspira fazendo expressão de compreensão.

– Mais alguma pergunta íntima senhor curioso?

– Não, por hora essas informações me bastam. — Responde sorrindo. — Obrigado pela sinceridade.

– Bom, termine sua pizza, já está quase na hora de irmos buscar Stiles no trabalho.

– Certo. — Responde enfiando um pedaço inteiro de pizza na boca.

– Calma, tente não se engasgar. — digo dando risadas.

Paguei nosso jantar e quando já estávamos de partida ele decide ficar apertado.

– Quero muito fazer xixi Derek. — Diz pondo a mão na calça.

– Tá me achando com cara de banheiro?

– Quer que eu faça na sua cara?

– Porque não vai em uma dessas arvores ai. — Aponto para as varias arvores na rua quase deserta.

– É crime fazer isso aqui no Japão. — Responde ainda desconfortável.

– Há, deixa de frescura, uma vez só não vai matar. — Digo pegando-o pela gola e arrastando a uma arvore próxima.

– Agora faça. — Ordeno.

Ele anda um pouco desajeitado em direção a parte escura, observa o movimento da rua e me olha.

– Não temos a noite toda. — Apresso.

Ele me estira a língua, mas vai para a árvore, posso ouvir o som dele fazendo xixi, e logo depois, voltar aliviado.

– Pronto? — Pergunto. — Morreu por causa disso?

– Não, mas não gosto de quebrar regras. — Diz.

Dou uma pequena risada do seu jeito e puxo pelo ombro e o encosto em mim, ele passa a mão pela minha cintura e vamos andando em direção ao trabalho de Stiles, agora eu realmente parecia pai dele.

Paramos em frente ao Banco nacional, como sempre, dava para ver Stiles descendo as escadas e saindo pela porta giratória, alguns segundos e nossos olhares se cruzavam.

Ele vem em nossa direção, passa a mão nos cabelos do pequeno Thommy e me dá um selinho.

– Eca! Não se beijem perto de mim! — Brada Thommy.

– Por quê? Não era você que há poucas horas queria saber tudo? — Pergunto.

– Tem algum problema com isso? — Pergunta Stiles.

– Não, não é nada disso, é que beijo é uma coisa nojenta. — Diz fazendo careta. — Os adultos são tão estranhos!

Rimos um pouco das falas dele e continuamos andando em direção a nossa casa.

– Thommy. — Chamo. — Quantos anos você tem?

– Eu tenho quatorze. — responde. Paro e olho assustado para ele.

– Apenas quatorze? Ai meu deus, eu estou sendo uma péssima influência para ele, Stiles!

– Thommy não é nenhuma criança Derek. — Diz Stiles rindo.

– É que eu pensei que ele tinha quinze ou dezesseis. — Afirmo.

– É! Eu não sou nenhuma criança. — Afirma Thommy. — Sou um caçador veterano.

– Isso é verdade Derek. — Diz Stiles. — Nós somos os novatos aqui.

Minha cabeça fica um pouco dolorida quando eu tento conciliar as coisas, decido deixar pra lá, no caminho para casa passamos novamente na pizzaria apenas para comprar uma para Stiles.

Chegamos ao apartamento que agora estava bem arrumado, eu não sabia onde Thommy dormiria, então tornei a fazer do sofá uma cama.

Depois que Stiles terminou de comer, nos sentamos no sofá que agora era uma cama para assistir um pouco de TV, não demorou muito para Thommy pegar no sono com a cabeça no meu colo.

– Você parece ter gostado dele. — Diz Stiles mexendo nos cabelos do jovem.

– Gostei sim. — Respondo. — Ele não tem mais família e cresceu sem um pai, acho que hoje eu fiz esse papel.

– Papel de pai dele?

– Sim. — Respondo. — Sabe, até imaginei nosso futuro.

Stiles se aproxima e me dá um beijo.

– Nosso futuro?

– É, imaginei daqui a alguns anos, nós dois em uma casa criando nosso filho.

– Criando nosso filho? Você quer ser pai Derek?

– Mas claro! — Respondo. — Acho que nos dois seriamos bons pais.

– Então você imaginou como se Thommy fosse nosso filho?

– Sim.

– Ser pai. — Repete Stiles com um olhar vago. — Pode ser uma boa idéia.

– Você nunca pensou em ser pai?

– Não. — Responde Stiles. — Mas eu também nunca imaginei namorar um homem, muito menos Derek Hale, e olha hoje.

Rimos um pouco, Stiles cobriu Thommy com um lençol e se aninhou ao meu corpo.

– Você teria um filho comigo? — Pergunto.

– Claro. — Responde. — Não sei se posso engravidar, mas nós podemos tentar bastante.

Stiles dá uma piscadinha para mim e logo me beija, mas não nos mexemos muito para não acordar o garoto.

Rimos da sua piada e logo ficamos com sono, mas não voltamos para a cama no quarto, dormimos ali mesmo, nos três com o garoto deitado entre nos dois, por um vago momento, parecíamos uma família normal.

Notas finais
Espero vocês nos comentários. Aqueles que ainda não votaram, por favor, votem. Até o próximo!