Circulo de Fogo - E.N.D
11 Sangue quente
Notas iniciais

Circulo de fogo
"Fugir?"
Stiles e eu apenas adiávamos aquela conversa, ele ia embora para terminar o treino.
Com um assassino.
Eu não tinha provas de que Yuke era mesmo o assassino do mestre Ancião. Ainda.
Ter na minha mente a imagem de Stiles viajando com ele para algum lugar isolado fazia com que eu estremecesse.
Stiles e Thommy ainda estão dormindo no sofá, faltavam algumas horas para amanhecer, não sei o que me deu para levantar tão cedo.
Talvez fosse o pânico dos meus pesadelos, sim, naquela noite eu tive vários deles, o que era incomum, não que eu nunca tivesse, mas era muito raro e nunca tinha acontecido quando eu estava com Stiles.
Foi com ele que eu sonhei, teria sido algo maravilhoso sonhar com Stiles, se ele não estivesse enfiando uma adaga de prata banhada em Wolfsbane em meu peito.
Aquela dor era tão real.
Subo as escadas lentamente para não acordá-los, vou ao banheiro e decido tomar um banho quente, deixei a água lavar meu corpo na expectativa que ela também levasse consigo as minhas dúvidas.
“Ele quer levar Stiles pra longe de mim.” — Penso. “Eu não posso o deixar fazer isso.”
Não sei bem, mas algo me diz que se eu permitisse que Stiles fosse com ele, eu nunca mais o veria, mas o problema é que se eu tentasse impedir, ou Yuke me mataria, ou Stiles me mataria.
– Ele seria capaz de me matar? — Indaguei para mim mesmo.
Bom, mesmo me amando, ele me deu algumas surras, mas, é como eu digo: “surra de amor não dói”, não é?
Eu sabia que Stiles iria, eu querendo ou não, ele não sabia das minhas dúvidas a respeito de Yuke, e se eu dissesse, ele primeiro iria me bater, depois me dar um sermão sobre ciúme e outro por Yuke ser o mestre dele.
Eu não podia contar minhas dúvidas, e agora depois da morte do ancião, com a Ordem da Caça enfraquecida pelas baixas do último ataque, eu temo que Stiles fique cego, busque apenas o poder para fortalecer o grupo, mesmo que isso signifique me deixar.
Saio do box com o corpo relaxado pela água quente, enrolo uma toalha na cintura observo meu reflexo no espelho.
– Espera o que é isso?- Sussurro.
Uma pequena marca próximo ao meu peito. Aquilo era impossível, minha cura certamente teria removido qualquer cicatriz que eu tivesse no corpo.
Passo a mão por ela tentando me lembrar como ela foi feita.
– Droga. — Falo dando uma risada baixa. — Stiles seu desgraçado.
Na noite do ataque, quando estávamos nos conhecendo mais intimamente, ele me mordeu várias vezes em vários lugares, mas a mordida no peito foi a mais forte, eu me lembro dela ter doído muito, mas não me lembrava de ter ficado uma cicatriz.
– Porque ela não sumiu como todas as outras? — Pergunto a mim mesmo.
Logo tenho noção do que pode ter acontecido.
– Talvez eu não queira perder essa marca. — Afirmo.
Aquela coisa psicológica que fez perder meus poderes quando Stiles se foi e quando Scott pensou que eu tinha morrido, mas dessa vez, era algo bom, aquela marca era aprova de que meu corpo pertencia a Stiles, e o que estava abaixo dela também.
O meu coração.
Aquela marca agora era mais do que apenas um sinal de que transamos de maneira selvagem, também era um lembrete para mim, de que eu nunca o deixaria, nem que me custasse à vida.
E pra piorar, a Ordem estava em crise interna, eu não sabia bem o motivo, mas para algo abalar a união deles, tinha que ser algo bem sério.
Poucos raios de sol começam a atravessar nossa grossa cortina, dou alguns passos dentro do quarto e abro a janela, deixando a luz e o calor da primavera entrar.
Algo me chama a atenção.
– Derek. — Ouço um sussurro semelhante ao de Stiles
Ponho o rosto para fora da janela e ouço mais uma vez.
– Derek, aqui.
Olho para a direção da voz, uma pessoa encapuzada próximo de uma arvore a poucos metros do prédio.
Olho para os lados para ter certeza que não tem ninguém na rua e dou um salto.
Caio por alguns segundo até atingir a grama, pulo o muro e vou em direção à pessoa. Surpreendo-me com quem era.
– Tenente Andrea?! — Digo.
– Sou eu Derek. — Diz tirando o capuz e mostrando seus cabelos ruivos. — Preciso de sua ajuda.
– Minha ajuda? — Pergunto. — Para que?
– Thommy já deve ter falado algo para você. — Afirma.
– O que ele deveria ter me falado? — Indago.
Thommy me disse para não confiar em ninguém, então se ela falava a verdade, teria que dizer, eu saberia se ela estivesse mentindo. Lembro-me que ele também disse que poderiam estar desconfiando dele, então decido tomar todas as cautelas.
– A resistência. — Sussurra.
Sinto o seu coração acelerar levemente.
– Não sei de nada sobre isso. — Respondo dando de ombros.
– Acho que Thommy está em perigo. — Diz Andrea pondo a mão em meu ombro.
– Sinto o cheiro da sua mentira. — Digo.
– Derek me ouça, por favor — Suplica Andrea. Eu vim desarmada para conversar com você.
De fato, ela estava desarmada, mas isso não fazia dela menos perigosa, se Stiles me deu uma surra no outro dia, o que uma Tenente não seria capaz de fazer apenas com as mãos limpas?
– Stiles pode está em perigo também! — Afirma à caçadora.
Eu não sabia até onde poderia ir, ela poderia me matar, mas eu tinha que tirar minhas dúvidas.
Imediatamente eu me viro para ela, ponho uma mão em sua garganta e ergo seu corpo do chão, apoio em uma arvore e aperto.
– Se você ou qualquer outro encostar um dedo que seja nos meus meninos, — Digo expondo as garras no seu pescoço — eu mato você e todos que estiverem no meu caminho.
Porque ela não reagia? Ela era uma tenente, certamente sabia sair dali, mas por mais que eu apertasse, ela apenas me olhava nos olhos, somente quando seus lábios começam a ficar roxo, eu me dou conta de que ela não estava mentindo e solto.
Andrea cai no chão de joelhos e inclinada para frente tossindo e arfando rápido.
– Me desculpe. — Imploro. — Eu precisava saber se você estava falando a verdade ou não.
Ela me olha com olhar de reprovação.
– É assim que você testa os outros? — Pergunta ainda tossindo.
– Não. — Respondo. — Mas é assim que eu certamente agiria com qualquer um que tocasse neles dois.
Logo me dei conta de que eu também estava falando de Thommy. Aquela criança atrevida e curiosa já tinha ganhado um espaço em mim?
Vejo ela me olhar por alguns instantes antes de se levantar, limpar a roupa dá um ótimo soco na minha cara.
– Isso é pra você aprender a testar os outros, seu lobo desgraçado. — Brada.
Dou alguns passos para trás e ponho a mão no queixo.
– Quites? — Pergunto.
– Quites. — Responde.
– Então, o que você tem para falar comigo?
– Você já sabe sobre a resistência, temos que nos preparar, estamos sendo caçados dentro da Ordem.
– Como assim? Vocês não estavam agindo nas sombras? — Indago.
– Sim, mas existem muitos caçadores realmente bons que são conservadores da doutrina. — Fala. Eles descobriram sobre a resistência e estão tentando nos calar silenciosamente.
– Sem chamar a atenção dos outros caçadores e nem a atenção dos superiores da Ordem?
– Dos outros caçadores sim. — Responde. — Mas a ordem de extermínio veio justamente dos superiores.
– Deles? Mas eles não tinham que ser sábios ou coisa do tipo?
– Derek, lembra que você disse que ninguém no mundo é incorruptível? — Diz. — Pois é, isso também se aplica aos superiores.
– Como você tem essas informações? — Pergunto.
– Estou em um serviço duplo. — Explica. — Rastreio os da resistência e tento como posso, oculta-los, mandando os caçadores assassinos em outras direções.
– Você corre muito risco assim. — Afirmo.
– Eu sei! — Diz. — Mas estou disposta a morrer pelo bem da Ordem.
– Porque está contando isso para mim? Porque não para Stiles?
– Eu temo que ele esteja em perigo, vocês sabem que estão sendo vigiados, se desconfiarem dele, matam.
“Matar Stiles?” Aquele pensamento veio em minha mente.
– Que tente. — Afirmo. — Mato todos que ousarem encostar um dedo nele ou em Thommy.
– Não subestime os caçadores Derek, muitos ali certamente te matariam com muita facilidade.
– Que tentem! – Afirmo novamente. — Assim como você, estou disposto a morrer por ele.
Dou as costas para a tenente e corro de volta em direção ao prédio.
Pulo novamente o muro do prédio e subo pelas escadas de incêndio até o meu andar, entro pela janela do quarto e fecho novamente, solto as cortinas escuras e saio do quarto.
Paro por alguns segundos próximos ao sofá, eu sempre me impressionava vendo Stiles dormir tão frágil e inocente, e agora com Thommy deitado em seu peito.
Era engraçado, mesmo eu sabendo que a ultima coisa que Thommy é, era ser uma criança, eu não sentia ciúmes ou coisa do tipo, e Stiles também não, pelo menos eu acho que não, nos tornamos amigos em tão poucas semanas.
Faltava pouco para amanhecer, ou seja, pouco para Stiles levantar, ele tinha o costume de fazer meu café quando acordava, mas hoje, eu que iria fazer uma surpresa para ele.
Vou para a cozinha, pego algumas coisas no armário tentando não fazer muito barulho; preparo algumas panquecas com mel e café, eu sei que Stiles adora panquecas.
Faltava meia hora para o celular de Stiles despertar, eu então fui até o sofá, pus Thommy nos braços e levei para nossa cama no nosso quarto, lá ele ficaria mais confortável e não ficaria fazendo drama com o que eu ia fazer.
Desço as escadas, espero por mais algum tempo, apenas observo ele dormir, era uma visão tão, mágica.
Cinco minutos para seu despertador. Decido que é hora dele levantar, me aproximo devagar e subo no sofá apenas de cueca, removo os lençóis do seu corpo e aos poucos vou tirando sua pouca roupa: uma camiseta negra e um calção de dormir também negro e feito de seda.
Deito meu corpo sobre o seu e cubro com os lençóis, passo minha barba por sua barriga e sinto seu corpo dar os primeiros sinais de atividade.
Ele já estava excitado, como normalmente acordava todas as manhãs, começo a beijar sua nuca devagar até a orelha, ponho minha mão em seu membro em movimentos leves.
– Stiles — Sussurro no canto de seu ouvido. — Acorda.
Sinto seu corpo reagir ao meu toque, ele abriu os olhos devagar, mas logo fechou novamente, pôs a mão em minha nuca e arqueou a coluna, movido pelo prazer.
Eu tentei manter movimentos controlados, mas Stiles estava torcendo os dedos dos pés de tanta excitação, então pôs sua mão sobre a minha e acelerou o movimento que em pouco tempo deu seu resultado, sujando ambas as nossas mãos, eu tinha um Stiles ofegante e suado em meus braços, meu trabalho estava feito, eu estava me sentindo satisfeito.
– Hora de acordar. — Sussurro.
– Ótimo jeito de me acordar. — Sussurrou de volta.
Tornamos a nos beijar, mas dessa de forma calma e tranquila, nada comparado como das ultimas vezes que fizemos tudo como dois selvagens, hoje eu estava disposto a pagar o estilo Derek romântico.
Como eu tinha feito o café, Stiles teve um pouco mais de tempo e decidiu que iria me acompanhar no banho. Tornamos a nos tocar de forma íntima, mas dessa vez, era Stiles que insistia em me proporcionar prazer, sem muito barulho para não acordar o garoto que dormia tranquilamente na cama.
Abraçando-me por trás com uma das mãos em meu membro e outra apertando e levemente arranhando meu abdômen, ele me masturbava de forma compassada e relaxante, beijando minha nuca e ombros.
Logo ele acelera o movimento com as mãos, fazendo meu corpo arrepiar mesmo sobre a água quente que caia em nossos corpos, quando atingi meu ápice, não controlei e soltei um gemido alto, Stiles rapidamente põe a mão em minha boca para abafar o som, e eu sem querer, acabo mordendo, mesmo que um pouco, sua mão, deixando cair algumas gotas de sangue.
– Me perdoe Stiles. — Suplico enquanto beijo sua mão no local da mordida.
– Se acalme Derek, foi só uma mordidinha. — Responde. — Não vai me fazer mal.
– Mas eu te machuquei. — Brado indignado comigo mesmo. — Merda!
– Ei, relaxa. — Diz encostando a cabeça em meu peito. — Sei que não fez por mal, eu que não deveria por a mão na boca de um lobisomem quando está gozando.
Ouço Stiles da uma risada gostosa, aquele som sempre me controlava.
Respiramos ofegantes por alguns instantes antes de Stiles me beijar novamente e desligar o chuveiro para finalizarmos o banho.
Enxugamos-nos e trocamos de roupa ainda no banheiro, ao abrir a porta, vemos o pequeno relaxado na cama, parecia não ter ouvido nada.
Ainda bem.
Voltamos para a cozinha, Stiles se delicia com o café que preparei e após um beijo de bom dia, ele sai do apartamento em direção ao trabalho.
Ainda estava bem cedo, eu podia aproveitar mais um pouco e descansar, subo às escadas, volto para o quarto e me deito ao lado de Thommy, que instintivamente se agarra ao meu braço.
Dou um sorriso frouxo para ele e cubro seu corpo com um lençol. Depois de alguns minutos, acordo com um grito.
– Não! — Ouço a voz de Thommy gritando desesperadamente e passando as mãos pelos braços.
Abro meus olhos assustado e vejo-o mais assustado ainda, seu olhos cheios de lagrimas e o corpo completamente suado. Apresso-me em abraçá-lo.
– Calma. — murmuro. — Foi só um pesadelo, já passou.
– Não foi um pesadelo. — Responde Thommy pondo sua mão sobre a minha e apertando um pouco o choro. — Foi uma lembrança.
– Do seu passado? — Pergunto.
– Sim.
– Quer conversar sobre isso? — Pergunto.
– Talvez eu precise contar para alguém um dia. — Diz.
– Conversar sempre é bom. — concordo. — Stiles me ensinou isso.
– As únicas pessoas que sabem disso são os líderes da Ordem. — Continua.
– Sim? — Incentivo ele a falar.
– Quando eu era mais novo, — Começa. — alguns demônios do Rei da carnificina invadiram minha casa e...
– Se não quiser falar, não precisa. — falo. — Mas quem é o Rei da carnificina?
– Eu quero falar. — Responde. — Eu não lembro o nome dele, mas ele é irmão de Amaimon e controla todos os espíritos possuidores de cadáveres.
– Igual os cães que aparecem de vez em quando?
– Esses mesmos. — Responde. — Ele se alimenta do caos nos corações, quando mais uma pessoa tem rancor, mais fácil ela ser...
– Possuída?
– Exato.
– Mas se espíritos daquele tipo só podem possuir coisas mortas, como...
– O Rei... — Responde me cortando. — Ele é o único que pode possuir um humano vivo.
Logo comecei a ligar os pontos, ele deve ter sido...
– Eu fui possuído pelo próprio Rei. — Responde com lágrimas nos olhos.
– Mas ele não possui somente quem tem rancor e ódio? — Pergunto. — Essas coisas não parecem vir de você.
– Não mais. — Responde. — Mas eu odiava meu pai, ele batia em minha mãe e minha irmã, e tentou abusar de mim varias vezes.
Por um momento eu prendi a respiração, ele estava abrindo uma parte obscura da sua vida para mim.
– Mas ainda assim eu os amava. Eu não queria que eles tivessem morrido.
– Não foi culpa sua — Digo tentando o acalmar.
– Eu os matei. — Sussurrou. — Matei meu pai, minha mãe e minha irmã com minhas mãos.
Sinto uma pontada acertar de cheio o meu peito.
– Aquele demônio conseguiu meu corpo porque eu tinha muito ódio. — Afirma agora soluçando. — E me fez matar meus pais.
Agora eu entendia o que ele queria dizer, o porquê era tão torturante, o porquê doía tanto, abracei seu corpo com os dois braços e o aproximei de mim, ele enfiou a cabeça na curva do meu ombro e se pôs a chorar violentamente.
– Depois disso. — Continuou baixinho. — O demônio me fez andar por quilômetros floresta à dentro, ferido, largou meu corpo quase morto no meio do nada, eu quase fui devorado por animais que estavam no local, os monges me acharam quase morto, cuidaram de mim, e desde então, me tornei caçador.
– Entendo. — Respondo. — Mas não deixe isso atormentá-lo — Peço. — Vamos, tente dormir.
Assim eu encosto seu corpo ao meu e deixo que ele chore, aos poucos vou notando o soluçar parar, as lagrimas secarem, e em pouco tempo, ele ressonar baixinho.
Novamente nos mantivemos na rotina, pelo menos até a partida de Stiles, eu não sabia bem quando seria, mas provavelmente quando os outros caçadores fossem embora.
Enquanto Stiles trabalhava, eu e Thommy ficávamos o dia juntos, agora ele era meu companheiro de passeio e treino, juntos fortalecemos nossas habilidades de rastreador, era bom ter alguém que poderia me ensinar e ao mesmo tempo aprender comigo.
Mesmo que fosse uma criança.
Todos os dias, treinávamos, e todas as noite íamos buscar Stiles no trabalho.
Thommy me disse que logo iria partir também, assim que terminasse a reconstrução do templo ele teria que voltar para seu posto em (...) junto com a tenente Andrea, eu certamente irei sentir falta dele.
Falamos pouco sobre a resistência, já que não podíamos, e éramos breves quando tínhamos a oportunidade, tentando despistar os contra-caçadores e não levantando mais suspeitas do que as que já tínhamos sobre nós.
Nessa noite Thommy tinha ido montar guarda no templo, tivemos noticia de alguns Oni's andando nas redondezas, Stiles e eu tivemos uma folga, então quando fui buscá-lo no trabalho.
– Preciso conversar com você.
As mesmas palavras, eu logo percebi que à hora tinha chego, Stiles ia-me dizer que partiria, e eu sinceramente não estava pronto para ouvi-lo.
Andamos de mãos dadas por algum tempo até chegar a uma praça pequena próxima da nossa casa, nos sentamos num banco de mármore.
– Derek. — Começa. — Você sabe por que estamos aqui, não é?
– Você vai dizer quando irá. — Respondo.
– Exato. — concorda. — E sei que você não vai me deixar ir embora.
– Exato — Respondo.
– Você sabe das consequências, não é? — Pergunta Stiles.
– Não me interessa os riscos. — Respondo.
Stiles da uma risada seca.
– Lobo estúpido. — Brada Stiles.
– É essa a sua tentativa de me afastar? Criar uma briguinha comigo?
– O antigo Derek cairia nessa. — Responde.
– Mas felizmente, para você, eu não sou mais o velho Derek. — Digo. — E não vai ser qualquer ofensa sua que vai me afastar.
– Entendo. — Diz.
Durante alguns instantes houve apenas silêncio.
– Amanhã você vai ficar de guarda no templo. — conta.
– Quem decidiu isso?
– Nossos superiores. — Responde.
– Você vai também? — Pergunto.
– Sim — Responde.
– Então por mim tudo bem. — Afirmo. — Vamos?
Levanto-me e estendo a mão para ele. Stiles me olha por alguns instantes e devagar levanta a mão em direção a minha.
– Qual é Stiles, não vamos tornar isso mais difícil do que já está sendo. — Digo. — Vamos não brigar tudo bem.
– Tudo bem. — Responde com um sorriso no canto do rosto.
Voltamos para cara, concordamos em não dizer nenhuma palavra sobre a sua partida.
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