Circulo de Fogo - E.N.D
4 Humano
Notas iniciais
Circulo de fogo
"Stiles, você é um exorcista?"
Onde estou? Abro meus olhos lentamente, era um pouco escuro, O lugar era iluminado apenas por velas, as paredes de madeira, e uma enorme estatua de Buda sentado sobre uma flor de lótus me fez entender que eu estava dentro do templo.
Me levanto devagar, ponho a mão em meu abdômen e sinto o curativo, a minha cura estava funcionando, o wolfsbane não estava mais no meu corpo, observo mais uma vez o ambiente, meus pés descalço tocaram o chão de madeira, e estava quente, o local inteiro era aquecido, nas paredes tinham desenhos e escrituras japonesas.
Os desenhos narravam à criação do mundo físico e espiritual, desenhos de monges lutando contra muitas criaturas, raposas, Onis, mamodos, uma enorme variedade de monstros sobrenaturais, até mesmo werewolfs, os deuses estavam todos retratados, Amaterasu e Tsukuyomi, os deuses do sol de da lua, e até Susanoo, o deus dos mares, eu já tinha ouvido Kira me contar sobre eles, eu não me interessei, mas agora, me arrependo de não ter dado ouvidos a ela.
Parei próximo a estátua de Buda, enorme e dourada, penso em mil coisas sobre o que aconteceu; como Stiles fez aquilo? O que ele tinha se tornado?Onde ele estava?
Ouço um grito desesperado ecoar pelo ambiente.
– Stiles. — Grito. — Onde você está?
Corro desesperadamente pelos quartos do lugar, chego a uma sala onde Stiles esta deitado em uma mesa cercado de curandeiros.
– O que estão fazendo? — Digo. — Vocês estão machucando ele.
– Não se aproxime lobo. — Responde um monge. — Nós estamos ajudando ele.
– Ele esta sentindo dor! — Falo exaltado.
– Apenas faça silencio lobo, nós deveríamos ter matado você. — Responde o Monge.
– Me matado? Por quê? — indago.
– Você é uma criatura do sobrenatural, e nos eliminamos a sua espécie, mas foi um dos nossos que o trouxe pra cá, vamos esperar ele acordar e nos explicar por quê.
– Deixe-me ajudá-lo — Peço.
– O que você pode fazer?
– Ajudá-lo a suportar a dor.
O monge me observa por uns instantes e abre caminho para que eu me aproxime.
Tinham quatro monges segurando o corpo dele enquanto outro despejava um ungüento em suas feridas, outro se aproximava com linhas e uma agulha.
– Segurem-no firme. — diz um dos curandeiros. — Ele esta sangrando muito e temos que costurá-lo.
Vejo os monges lutando para conte-lo, o óleo que jogavam nele fumaçava quando entrava em contato com sua pele.
– Deixem-me ajudar. — Suplico.
– Derek? — Ouço a voz de Stiles em meio a gemidos de dor.
– Se acalme Stiles. — Peço.
Os monges abrem espaço para mim ao lado de sua cama, pego em uma de suas mãos e me concentro, não sabia se meu poder iria funcionar, mas eu tinha que tentar, eu não podia deixar que ele morresse.
Logo sinto dor tomando conta de mim, entrando pelas minhas veias, Stiles agora estava se acalmando, parou de se debater e fechou os olhos, ele agora estava calmo e respirava devagar.
– Vamos começar. — diz um dos monges.
Rapidamente eles começam a costura de seu corpo, cada vez que ele atravessava a pele de Stiles, eu sentia a dor, eu tinha que suportar, como uma forma de agradecimento pelo que ele fez por mim.
– Nós nunca vimos um lobo agir assim com um humano. — Ouço um dos monges.
– Porque ele considerou sua vida lobo? E porque você esta fazendo isso por ele? O que vocês são?
– Nos éramos...
Aquela palavra que eu nunca pronunciei agora vinha na minha mente.
– Amigos. — Respondo. — E eu o magoei, o feri de todas as formas e por isso ele fugiu de mim.
– Fugiu de você?
– Sim, nos somos do mesmo bando.
– Um bando? Um humano em um bando de lobisomens?
– Não só um humano. — Respondi. — Entre nós também tem caçadores, uma kitsune e uma banshee.
Observo os monges olharem espantados entre si.
– Como isso é possível? — indaga um deles.
– Criaturas espirituais diversas e humanos trabalhando juntos? — Ouço outra voz.
Vejo todos os monges olharem para a porta e demonstrarem respeito curvando o corpo.
– Isso é raro, mas não é impossível. — continua o monge mais velho.
– Este é nosso líder. — diz um dos jovens ao meu lado. — Ele é a nossa ligação com nosso Deus.
– Ligação com seu deus? — observo o velho, que deveria ter quase cem anos.
– A Historia — continua o ancião. — É repleta de relatos.
Ele então aponta para as imagens nas paredes.
– Homens e seres sobrenaturais trabalharam juntos durante os séculos. — continua o velho ancião.
Presto atenção aos desenhos, vejo monges, cavaleiros, arqueiros ao lado de lobos, kistunes e vampiros.
– Existe mesmo uma sacerdotisa entre vocês? — pergunta um dos homens.
– Sim — Respondo. — Uma banshee, ela se chama Lydia, e foi graças a ela que eu soube onde Stiles estava.
Vejo-os entreolharam-se.
– Terminei. — Responde um dos curandeiros.
Olho para Stiles, ele estava agora cochilando, não estava mais sentindo dor, e isso era ótimo.
– Por hora, vamos deixá-lo descansar — Responde o ancião. — Me acompanha em um passeio, jovem lobo?
– Claro. — Respondo tentando demonstrar gratidão.
Sigo o senhor por alguns corredores do templo até um lago nos fundos do templo, com um belo jardim, repleto de bonsais e árvores cheias de folhas verdes.
– Mas como é possível? — olho espantado. — Estamos No inverno, como pode aqui ainda está tudo verde?
– Somos um povo abençoado jovem lobo.
Não me dou conta que já estava amanhecendo, senti meu estômago roncar, e o senhor logo me chamou para sentar a sua mesa, e comer algo, em troca, ele queria ouvir minhas histórias sobre o nosso bando, sobre a união do nosso grupo improvável.
Depois de algum tempo, eu já estava satisfeito, e agora, era a minha vez de fazer perguntas.
– Como posso chamá-lo?
– Sou Yuke, e você é Derek não é?
– Sim, como sabe?
– Stiles chamava seu nome enquanto carregávamos vocês para dentro.
– Yuke-sama. — Me dirijo ao ancião. — O que vocês fazem? Quem são? E como Stiles conseguiu fazer aquilo com o Oni?
– Somos como vocês ocidentais chamam de caçadores, mas diferente de vocês, lutamos contra os espíritos a séculos da forma mais ancestral, aqui, o Japão, é o lar dos deuses antigos e espíritos muito poderosos.
– Como ele se tornou um de vocês?
– Força de vontade. — Responde o senhor. — Ele veio até nós, machucado, muito ferido, ele nos contou a sua história e então o aceitamos aqui.
– Então ele contou o que fiz?
– Sim, mas se você veio até aqui enviado por uma banshee, você deve ter algum propósito.
– Se você já sabia da historia, porque me perguntou?
– Queria saber se suas palavras eram verdadeiras. – Responde simplesmente.
– Mas como ele conseguiu fazer aquilo com o Oni?
– Deixarei que ele mesmo responda isso. — Diz o Senhor apontando para o outro lado do lago, aonde alguns monges colocavam Stiles em uma cadeira a mesa, para seu café.
Sinto minha feridas acelerar a cura, meu corpo estava se recuperando, levantei-me e fui ao encontro de Stiles.
– É bom ver que está bem. — Digo me aproximando.
E como resposta, tenho o silêncio.
– Stiles, obrigado pelo que fez.
Ele me observa de forma gélida antes de proferir algumas palavras.
– Não me agradeça Derek, não fiz isso por você. — Diz Stiles sem olhar para mim.
– Como você conseguiu enfrentar aquele Oni?
– Os monges me ensinaram a arte da caça, e nossas marcas. — Diz Stiles apontando para o símbolo nos muros. — Elas nos protegem, a minha tatuagem nas costas impede que eu seja possuído novamente.
As coisas estavam começando a clarear em minha mente, por isso o Oni não pode ter o corpo dele da forma que o Nogitsune teve.
– O que você estava fazendo ontem de madrugada? Pelo que eu li, não é normal saírem daquela hora por aqui.
– Eu sai do trabalho muito tarde, fiquei resolvendo coisas no banco e eu não sei por que estou te dando satisfações.
– Stiles, porque você decidiu vir para um lugar de espíritos tão poderosos? Sendo que você foi possuído por um.
– Eu cansei de ser fraco Derek, cansei de depender de você ou de Scott ou de qualquer um, eu vim para cá justamente para isso.
– Para se tornar forte? — Indago.
– Para ser capaz de proteger os outros também, fortalecer o bando.
Olho para Stiles daquela forma, completamente machucado, mas com o espírito de um samurai, ri de mim mesmo por dentro, Stiles estava fazendo tudo aquilo para nosso bem, me senti egoísta.
– Derek. – Stiles me chama. — Por que justamente você veio atrás de mim? E como me achou?
– Porque eu fui o culpado. — Respondo. — E foi Lydia que me disse onde você estava. Você vai voltar comigo Stiles?
– Lydia. — Suspira. — Eu não posso voltar com você.
– Porque não? Você está forte, capaz de lutar.
– Eu tenho uma missão aqui, e não vou embora até completá-la, e não me pergunte nada a respeito.
Dou um suspiro de alivio e ao mesmo tempo preocupação.
– Então eu ficarei aqui com você. — Digo.
– Não, você tem ir para Beacon Hills, o bando esta enfraquecido sem você.
– Eu não sirvo de nada lá, estou sem meus poderes. — Respondo amargurado.
– Como perdeu seus poderes Derek?
– Eu não sei exatamente, mas todos nós ficamos fracos sem... Você — Suspiro.
Ele me observa por algum tempo, nossos olhares travam um no outro por alguns segundos.
– Me deixe descansar Derek, logo iremos embora. — Finaliza.
Com isso, deixei que ele descansasse e voltei para o Yuke-sama, passamos o resto da manhã conversando, ele me contou toda a história da criação e as gerações de caçadores no Japão, e dessa vez, ouvi atento a qualquer detalhe.
Estava quase anoitecendo quando nos despedimos dos monges e saímos do mosteiro, nos agasalhamos bem, a neve caia intensamente do lado de fora, em poucos minutos, estávamos nas ruas em direção a casa de Stiles, pego suas coisas e carrego comigo, acho que ele não estava em condições de carregar nenhum peso.
– Então, Derek, para onde vai?
– Para sua casa. — Respondo.
Ouço ele engasgar.
– Para minha casa? Você está louco?
– Stiles, já está decidido, você está ferido, e eu posso ajudar você a se recuperar.
– Eu posso me virar sozinho Derek.
– Eu sei que pode, mas tem outra coisa. — falo um pouco envergonhado.
– E o que seria? — indaga Stiles arqueando a sobrancelha.
– Eu não sei se consigo me virar sem você agora. — Digo ficando avermelhado.
Ouço Stiles tentar segurar a risada.
– Você dependendo de mim? — Diz Stiles Rindo muito.
– Pare com isso. — Digo fechando a cara. — Estou sem poderes e não conheço os perigos por aqui.
– Basta você ficar dentro de alguma construção antiga e ficará bem.
– Como assim?
– Veja Derek — Diz apontando para vários prédios pelas ruas. Quase todos os prédios aqui têm inscrições e talismãs poderosos que protegem as pessoas.
No caminho para seu apartamento, Stiles me explicou que por ser tradição aqui o uso de talismãs, as pessoas se protegem e nem sabem, omamoris, tatuagens, quadros, assim como o templo, quase todas as casas tem símbolos de proteção para todos os tipos de criaturas.
Depois de um tempo andando, chegamos em frente a um prédio no centro da cidade, acompanho ele até as escadas, mas quando vou entrando, sou barrado por uma barreira invisível.
– O que é isso? — pergunto para Stiles.
– Madeira de Nemeton não é a única coisa que impede a passagem de lobisomens.
– Então abra o selo. — peço.
– Não, eu disse que não quero você comigo, volte para seu hotel.
Com isso, Stiles me deixou do lado de fora e entrou sozinho no prédio, ele olhava pela janela e ria, vendo que eu estava sentado em um banco na frente do apartamento.
As horas foram passando e a noite foi caindo sobre mim, eu estava a seis horas sentado num banco, a neve estava me enlouquecendo, frio, muito frio. Stiles ia ate a janela e me observava de hora em hora, achando que talvez eu tivesse ido embora.
Depois de longas horas, ouço o portão abrir e a voz de Stiles.
– Porque não foi embora Derek? Você é estupidamente teimoso!
– Eu disse que não posso, não sei me virar aqui. — Respondi.
Vejo ele dar um suspiro longo, se aproximar da soleira da porta e arrancar um pequeno selo de papel.
– Entre — ele pede. — Você vai acabar morrendo de frio ai fora.
Caminho devagar em sua direção, estendo a mão e sinto que a barreira sumiu.
Subimos para o seu andar, era um apartamento pequeno, feito para uma pessoa só, era aconchegante, muitos moveis, mas o que me chamou a atenção, foi a foto que estava na sua parede.
Uma foto que tiramos em um passeio há alguns anos antes, todos estavam lá, Scott, Lydia, Jackson, Isaac, Allison, Boyd, Erica... Todos, o nosso antigo bando.
– Tome um banho Derek. – Stiles fala me tirando da nostalgia. — Ele me entrega uma toalha branca feita de algodão e aponta a direção do seu quarto.
Durante o banho, deixei que a água quente varresse meu corpo, o ferimento no abdômen agora parecia apenas um arranhão, fiquei pensando nos últimos acontecimentos, me senti um lixo por ter demorado tanto tempo pra perceber algo simples e muito valioso, ter por quem lutar tornava a pessoa mais forte, Scott tinha todo o bando, Stiles tinha Malia e Lydia, Kira tinha a Scott, mas eu? Não lutava por ninguém, talvez por Scott, por ser o alfa e líder do bando, entretanto, percebo que no fim das contas, eu lutava apenas pra mim mesmo.
Agora eu estava tendo uma estúpida crise existencial, parecia que eu estava lutando para ter a amizade e o companheirismo de Stiles, que tinha mudado muito, e bem diferente de mim, fez tudo o que pode pra ajudar nossa alcatéia, tudo o que estava ao alcance.
É claro que eu também estava fazendo isso para ter minhas habilidades de volta, minha cura tinha se acelerado e eu estava voltando a sentir as sensações do ambiente, talvez fosse por causa da presença de Stiles.
Saio do banheiro e me deparo com algumas roupas sobre a cama enquanto ele está na janela, observando o trânsito.
– Vista. — Disse ele. — Você não trouxe nenhuma roupa, é melhor que amanhã você pegue algumas suas.
– Obrigado.
O menor olha rapidamente para mim e volta sua visão para a janela.
– Você não precisa ficar nervoso toda vez que esta perto de mim Stiles.
– Eu não estou nervoso. — Diz um pouco sem jeito.
– Eu posso sentir seu medo, você não tem que ter medo de mim.
– Eu não tenho mais medo de você Derek.
– Então porque seu coração bate mais forte sempre que me aproximo de você?
– Ainda é estranho pra mim, essa nossa atual proximidade, eu não conheço você Derek.
– Como assim Stiles, nos conhecemos há anos. — Respondo.
– Não Derek, nós nos vemos há anos, mas eu não tenho ideia de quem é você!
– Não seja ridículo Stiles.
– Ridículo? Me diga quantas vezes saímos juntos que não fosse pra ir em missão? Nem mesmo quando fomos te buscar no México!
Parando pra pensar, ele tinha razão, de todas as vezes que estivemos juntos, nunca nos divertimos, sempre tinha perigo envolvido, quando o Kanima nos atacou na piscina da escola, quando o Isaac foi transformado, quando os Onis atacaram, nunca tivemos um tempo para a gente.
– Então vamos concertar isso, isso e tudo o que eu fiz de mal para você — Digo me aproximando.
Ouço ele suspirar baixo, eu sinto o cheiro de medo nele, talvez ele estivesse com medo de confiar em mim.
– Tudo bem. — Concordou. — Vamos tentar, mas a condição é a seguinte, aqui, você segue as minhas regras.
– Tudo bem. — Respondo.
Dou um sorriso de leve e volto para pegar as roupas na cama, tiro a toalha e começo a me vestir.
– Ei! Espera eu sair do quarto antes de ficar pelado! — Brada Stiles completamente envergonhado.
– Desculpe. — Peço sem entender.
Stiles por as duas mãos no rosto e cora levemente, anda em direção a porta e para.
– Eu pedi a nossa janta, não demore pra descer, amanhã eu tenho que voltar para o trabalho.
– Tudo bem. — respondo.
Visto a calça leve de algodão e uma camiseta regata de seda, ficaram um pouco apertadas, Stiles não tinha o meu porte físico, mas elas ficaram muito confortáveis, sinto o perfume doce que sai de suas roupas e me pego sorrindo.
“Está tudo dando certo” — penso comigo. “Ou pelo menos, está dando, queria que você visse isso Scott.”
Olho a neve mais uma vez caindo janela a fora, saio do quarto e vou em direção a cozinha, onde Stiles me esperava na mesa com um de meus pratos favoritos, Pizza.
Ele vestia algo parecido com um kimono preto com o desenho de um dragão, não contive o riso quando o avistei.
– Pare de rir. — disse irritado. — É muito confortável.
Levanto as duas mãos em sinal de rendição.
– Não esta mais aqui quem pensou. — Brinco.
– Ótimo. — Retruca enquanto pega alguns pratos no armário.
– Então Stiles, o que você tem feito por aqui além de matar demônios?
– Eu não mato demônios. — Responde. — Demônios não podem ser mortos, apenas enviados ao mundo espiritual ou aprisionados.
– Então aquela coisa ainda está viva?
– Sim, eu não o matei, apenas espantei, veja.
Stiles tira da mochila no canto da mesa de mármore uma arma, a que ele usou para atirar na criatura.
– Os monges preferem usar arcos ou espadas, mas eu preferi algo mais atual.
– Uma arma de 50mm? — Indago. — É, realmente bem atual.
– Não é a arma em si. — Continua. — É o conjunto.
– Conjunto?
– Sim, observe.
Ele me mostra, a arma e as balas são feitas de prata, mas não somente isso, as balas têm a mesma inscrição de sua tatuagem.
– As balas de prata e o selo formam um conjunto bem eficiente — completa.
– Entendi, e aquele papel que você enrolou nela, o que era?
– Um Omamori, uma oração que fortalece qualquer ataque contra espíritos.
– Você virou um exorcista Stiles?
– Não, nem algo do tipo. — Responde em uma risada curta.
Continuamos conversando sobre várias coisas, seu trabalho no banco, ele me disse que não fez nenhum amigo. Conversando assim, nem parecíamos mais aqueles dois que estavam morrendo mais cedo, que se odiavam, parecíamos algo que já deveríamos ter sido:
Amigos...
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