Notas iniciais
Faltam poucos caps para o fim da fic... Já estou até com saudades :'(

E.N.D — Capítulo 3

demônios

::: Inácio::: — Oito dias antes.

Eu e Rafael estamos de joelhos no meio da rua, muitas armas apontadas para nossa cabeça.

– Faltava tão pouco! — Penso. — Não acredito que vou ter de fazer isso!

Respiro fundo e olho para Rafael que arregala os olhos e discorda com a cabeça.

– Não faça isso. — Vejo os lábios de Rafael se movimentarem. — Por favor.

– Desculpa. — Sussurro.

Olho para os atiradores e chamo a atenção deles.

– Vocês vão morrer. — Digo. — Todos vocês.

– Não está em posição de dizer esse tipo de coisa, renegado. — Fala outro caçador.

– Vocês são tão estúpidos, servindo a essa Ordem corrupta e falsa, como puderam estar a serviço deles?

– Fomos feitos para isso Caçador. — Diz o soldado. — Nossa fé na doutrina, nossa união, você sabe tudo isso, não entendo por que da sua rebelião.

– Vocês não entenderiam. — Digo. — Mas não importa mais, vocês vão todos morrer aqui.

– Não tente nada, acha que é tão rápido quanto uma bala? — Diz o caçador puxando uma pistola 9mm e apontando para minha cabeça.

Fecho meus olhos e respiro fundo, sinto o sangue do tiro que levei mais cedo escorrer por meu braço.

– Tarde demais pra vocês. — Digo. — Já estão mortos e nem sabem.

Sinto minha visão escurecer e meus olhos ficarem negros como a madrugada.

– Não faça isso Inácio! — Grita Rafael. — Usar a arma vai acabar te matando!

Sua voz vai ficando distante à medida que o sangue de meu braço atravessa minha tatuagem na palma da mão e logo em seguida tocando no chão.

Tudo ficou muito rápido ao meu redor, o chão se escureceu e um demônio saiu da terra, levando consigo vários Contra, a criatura destruía tudo que via, e se eu não fosse forte o bastante para segurar a invocação, ele iria me consumir.

Antes que o demônio viesse me destruir, tudo explodiu em uma luz branca, a criatura se desfez em fumaça negra, os poucos Contra que restaram caiam um a um a cada som de tiro que eu ouvia, um corpo veio em minha direção e me arrastou por alguns metros para dentro de alguma coisa e logo em seguida pegar Rafael, então minha visão escureceu e eu apaguei.

**** Dias atuais ****

Acordo com as batidas na porta de nosso quarto, mas quando abro meus olhos, Stiles estava em pé frente ao espelho com uma toalha na cintura, ele tinha os cabelos molhados, deveria ter tomado um banho, ele manda entrarem e então Caio aparece na porta.

– Algum problema? — Pergunto bocejando.

– Problemas não. — Responde Caio. — Inácio pediu para que eu os acordasse, em uma hora teremos uma reunião, eles dirão o plano.

– Obrigado por avisar. — Diz Stiles.

Caio acena com a cabeça e fecha a porta.

– Por que não me acordou também? — Pergunto.

Stiles da um sorriso curto.

– Você estava dormindo tão tranquilo que eu não quis te acordar.

Ele da alguns passos até a janela e abre as cortinas, deixando a luz forte entrar no quarto, fazendo meus olhos doerem um pouco.

– Mas já que acordou, levante-se. — Diz. — Você ouviu Caio, vamos comer algo e depois, reunião.

– Ta bom .pai– Digo.

Tomei meu banho enquanto Stiles trocava de roupa, era engraçado nos ver com roupas normais, passamos tanto tempo usando quimonos e uniformes da Ordem que vestir bermuda e regata era uma sensação estranha.

Passamos pela sala onde Kylie e Ícaro conversavam, Caio estava recarregando alguns pentes com balas e Inácio estava cozinhando.

– Bom dia flores do dia. — Diz Ícaro. — Como se sente Derek, está melhorando da infecção?

– Bom dia Ícaro. — Respondo. — Estou melhorando, minha cura esta normal, mas esta expulsando a radiação devagar.

– Isso é bom — Diz. — Espero que melhore logo e... Obrigado mais uma vez.

– Não foi nada. Você valia o esforço.

Observo todos no local, evoluímos tanto, não éramos mais aqueles de um ano atrás, Kylie estava mais humano apesar de sua enorme força, Stiles não era mais tão cabeça dura, estava ficando tão forte que ainda imagino que ele possa me da uma surra a qualquer hora, e eu? Nem se fala, de psicopata cruel a defensor do mundo, é, muita coisa tinha mudado.

– Onde está Ramon? — Pergunta Stiles. — Não estou vendo por aqui.

– Ele esta demorando. — Responde Caio. — Ele foi comprar algumas coisas no mercado próximo daqui ,mas já devia ter voltado.

– Não se preocupem. — Diz Inácio. — Ramon é provavelmente o mais forte aqui, não vai ser qualquer coisa que vai derrubar ele.

De fato, Ramon praticamente sozinho matou um ser mítico, o Fenrir, lutou em inúmeras guerras e tem a benção de seu Deus Thor.

– Ele pode ter se perdido. — Diz Caio. — Derek, vem comigo atrás dele.

– Eu? — Indago. — Por quê?

– Por que eu estou pedindo? — Rebate. — E também eu nunca vi um lobisomem de perto, queria fazer umas perguntas.

Olho para Stiles e ele parece não se importar.

– Tudo bem pra você? — Pergunto a Stiles.

– Tudo bem, pode ir. — Responde.

Dou um selinho em seus lábios e acompanho Caio até o elevador. Descemos até o térreo caminhamos em direção ao centro da cidade.

– Nossa como aqui é quente!

– É o clima tropical e a alta umidade. — Diz Caio. — Às vezes me sinto cozinhando.

Dou uma risada curta.

– Então, o que queria me perguntar?

– Tantas coisas Derek! Eu sempre achei que estivesse preparado para tudo o que o mundo fosse me mostrar e olha a onde estou agora! Metido numa guerra!

– E o que quer dizer com isso?

– Não sei exatamente, quando Inácio me mostrou como o mundo era, todos os monstros, demônios e a Ordem, eu fiquei tão assustado, tão perdido.

– E o que te fez entrar nessa? — Pergunto.

– Inácio é claro. — Responde. — Ele é meu melhor amigo e eu faria tudo por ele, quando ele precisou de mim em São Paulo, eu tive que ajudá-lo, mesmo sabendo que iria morrer.

– Mas não morreu, esta aqui agora não é, vivo e com ele.

– Sim, mas eu tenho medo Derek, pode ser ridículo, ele é um caçador, um líder, mas o meu medo é de não conseguir protegê-lo.

Dou algumas risadas.

– Entendo perfeitamente Caio. — Digo. — Era assim que eu me sentia quando me apaixonei por Stiles, eu estava sem meus poderes e mesmo ele sendo um caçador, eu queria protegê-lo.

– Como você conseguiu lidar com isso?

– Ele me ensinou. — Respondo. — Ele me protegeu também, então decidimos que iríamos ajudar um ao outro, acho que você e Inácio deveriam fazer o mesmo.

– Talvez. — Diz Rindo. — Mas...

– Espera! Silencio! — Sussurro para Caio.

Ele me olha como quem entendeu a mensagem.

– Estamos sendo seguidos, não é? Observados.

Afirmo com a cabeça em concordância.

– Mas não é humano. — Sussurro.

– Como assim não é humano? Tem algum espírito nos seguindo ou coisas do tipo?

Antes que eu pudesse afirmar, vejo distante uma figura em mantos negros, mas quanto foquei meus olhos nele, ele se dissolveu na sombra.

– Temos que avisar os outros agora! — Diz Caio. — Vamos achar Ramon e da o fora daqui!

– Ali está ele. — Digo.

Ramon estava parado em frente a uma loja com varias sacolas nas mãos.

Corremos em sua direção.

– Ramon! O que está fazendo! Você já deveria ter voltado! — Brada Caio.

– Eu me perdi. — Responde. — Estava perguntando como chegar no prédio de Inácio.

– Temos que da o fora daqui agora. — Digo. — Estamos sendo observados por algo não humano, temos que avisar aos outros.

Ramon confirma com a cabeça e disparamos para nosso apartamento, mas quando chegamos perto, eu sinto vários cheiros saindo do nosso andar, Ícaro, Inácio, Kylie e Stiles pulam da janela do ultimo andar e logo em seguida, uma explosão toma conta de tudo.

Eles tocam no chão deixando marcas aonde caíram, logo percebi que Stiles estava com a armadura de Ethan, Kylie também, e eles apoiaram Inácio e Ícaro para que não sofressem os impactos da queda.

– O que houve! — Grita Caio.

– A polícia! — Diz Kylie. — Eles nos acharam! Invadiram nosso andar e arremessaram varias granadas!

– A polícia esta a serviço do Governo, e eles são aliados da atual Ordem. — Diz Inácio. — Temos que partir imediatamente!

Logo a rua é tomada por carros de viaturas, disparamos para frente do nosso prédio e pegamos o carro de Inácio, Stiles estava com a mochila repleta de armas e munição, cada um tinha a sua, disparamos pelas ruas de Natal, perseguidos pela policia.

O som das balas ricocheteando na lataria do carro chamou minha atenção, eles estavam atirando em nós.

– O carro tem blindagem! — Diz Ramon. — Mas se eles usarem artilharia pesada, não vai adiantar muito!

Policiais nas janelas das viaturas atiravam em nós com seus fuzis, tínhamos que da um jeito neles.

Pego uma arma na mochila de Stiles.

– O que vai fazer? — Pergunta Stiles.

– Abra o teto solar, vou tentar atirar nos pneus deles. — Respondo.

– Tudo bem. — Diz.

Assim que o teto solar abre, me levanto e atiro neles, que não se intimidam, continuam atirando como se fossem feitos de aço.

– Tem algo errado com eles! — Grito.

Kylie pega suas armas e se apóia na janela da nossa caminhonete e começa a atirar neles também.

– Esta vendo isso Kylie?! — Pergunto.

– Sim, sinto que eles não estão normais.

Continuamos atirando enquanto cortávamos as ruas, as pessoas se assustavam com os tiros e corriam, raspávamos em alguns outros carros, mas eles simplesmente batiam nos outros veículos como se não se preocupassem com nada.

Aguço minha visão e observo os policiais, e seus olhos completamente vermelhos, como se fossem feitos de sangue.

– Entendi! — Digo. — Kylie! Eles estão possuídos!

– Eu temia que fosse mesmo isso! — Brada. — Ícaro! Pode nos levar para aonde tenha poucas pessoas?

– Posso! Estamos próximos da zona hoteleira, não tem muita gente perto das dunas!

Ícaro dirige com muita velocidade para a zona das dunas enquanto somos seguidos por meia dúzia de viaturas.

Um policial tira um objeto grande do carro.

– Essa não! — Grita Kylie. — Eles têm uma lança foguetes!

Ao ouvir isso, Ícaro passa a fazer ziguezagues na pista, evitando ser atingido, o carro era blindado, mas um lança foguetes fazia um enorme estrago.

Eles lançaram o primeiro foguete e por pouco não fomos pegos, os estilhaços do asfalto ainda atingem meu rosto, deixando um corte na testa que logo começou a fechar.

– Derek! — Grita Stiles.

– Estou bem! — Respondo. — Não foi nada.

Tivemos a sorte de escapar do primeiro, mas o segundo disparo atingiu em cheio a traseira do carro, Ícaro perde o controle e saímos da estrada, despencamos um barranco em direção a água da praia, minha visão ficou embaçada, vi o carro virando, senti o cheiro de sangue por todo lugar, o sangue de todos, não sabia de estavam bem, meus sentidos estavam confusos, e minha ultima visão foi o passo dos policiais em direção ao nosso carro completamente destruído.

Notas finais
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