Circulo de Fogo - E.N.D
8 Cerejeiras em fogo azul
Notas iniciais
Circulo de Fogo
"Derek? Você está disposto a morrer por mim?"
– Derek, eu tenho que conversar com você.
Com essas palavras, Stiles me chama para ir a avenida principal na capital Tokyo, fomos até o parque central, o mais bonito, arborizado e colorido lugar da capital do Japão, o sol radiante daquela manhã de primavera deixava tudo perfeito, depois de andar por alguns instantes, nos sentamos na grama sobre uma flor de cerejeira vendo as outras pessoas se divertindo no parque, crianças correndo com seu animais de estimação, casais de namorados trocando caricias discretas, depois de ouvir o que ele tinha a dizer, eu certamente iria me declarar.
– Então, o que você tem pra me dizer? — Pergunto ansioso.
– Lembra quando nós falamos que iríamos ser sinceros um com o outro?
– Claro, isso foi logo que eu cheguei. — Respondo.
– Então, eu queria te dizer algo, mas não sabia como — Diz virando o rosto.
Sinto seus batimentos acelerar e seu corpo começou a exalar tensão e ansiedade, será que ele queria se declarar também?
– Então o que é, Stiles?
– Bom, é que... Eu não sei dizer bem isso, mas vamos passar um mês sem nos ver.
Aquela notícia simplesmente me pegou de surpresa, como assim um mês sem nos ver! Eu não conseguia mais ficar um minuto longe dele, quem dirá um mês!
– Co... Como assim um mês sem nos vermos, o que quer dizer.
– É que... Meu treinamento ainda não acabou e ele requer atenção absoluta.
– Eu posso ficar com você durante seus treinamentos e aj...
– Não Derek! Você não entende, você não pode ir comigo! – disse me cortando e se levantando enquanto balançava as mãos rapidamente.
Eu sentia o cheiro do seu medo e da sua ansiedade.
– Então me explica! — peço segurando seu braço.
– Eu tenho que terminar o treinamento, mas você não pode ir comigo por...
– Yuke?
Ouve silêncio por alguns segundos.
– Sim, ele é meu mestre e ele jamais permitiria que você fosse comigo.
– Você não precisar ir Stiles! Nós podemos treinar juntos! Não me deixe sozinho! — Peço abraçando Stiles.
– Derek, calma. — pede Stiles. — É só por um mês, eu vou voltar e...
– Stiles, me escuta, eu tinha uma coisa pra te contar hoje também e eu não posso, mas deixar isso engasgado.
– O que é Derek, você está me assustando.
Seguro uma de suas mãos e puxo para perto de mim e o levo para dentro do bosque, andamos por alguns minutos até estarmos bem longe dos outros, ele se solta de minha mão e me puxa pela jaqueta.
– O que é isso Derek! Me diz logo o que está acontecendo!
– Eu te amo Stiles! — Falo direto e sem rodeios.
– O que? — Pergunta Stiles. — Você o que?!
– Eu te amo seu idiota! — Grito. — Eu quero ficar com você!
Vejo ele dar um passo para trás, trêmulo, mas rapidamente mudar sua feição para raiva, logo em seguida avançar sobre mim, me jogando no chão e fica por cima de mim.
– Seu idiota! — Grita enquanto levanta um dos punhos.
Rapidamente ele me dá um soco forte no rosto.
– Eu te amo. — Repito enquanto levo outro soco.
– Eu te amo! — Grito enquanto continuo recebendo golpes.
Sinto meu rosto doer e logo os punhos de Stiles estavam cheios de sangue, do meu sangue, e mesmo com rosto doendo muito, torno a pronunciar as palavras.
– Eu te amo. — Repito, mas dessa vez, como um sussurro.
Ele levanta a mão mais uma vez, mas dessa vez não acerta em mim, ele se levanta e se afasta, olha para os lados desorientado e grita.
– Como assim você me ama?! — Brada. — Passamos esse tempo todo juntos e você não me disse!
– Eu não disse?! — falo me levantando e limpando o sangue do rosto. — O que mais você queria que eu fizesse? Eu dormi com você, andamos de mãos dadas e até tentei te beijar uma vez! O que mais queria que eu fizesse?
– Deveria ter dito essas palavras! — Grita agora com os olhos cheios d'água.
– Era preciso? Stiles, eu praticamente me arrastei por você esses últimos meses!
– Derek, eu notei as suas brincadeiras ou o que quer que você estivesse fazendo, mas não achava que era sério!
– Notou minhas brincadeiras? Não eram brincadeiras Stiles! Você que nunca correspondeu e nem mesmo me deu um ponto final, você me deu expectativas!
– Derek — diz Stiles tentando se acalmar. — Eu não sabia o que fazer, eu não sabia se era sério ou alguma brincadeira sua, eu não dei ponto final porque eu estava gostando e não correspondi porque eu tinha medo!
– Você... Você estava gostando?
– Você acha que eu deixaria você dormir na minha cama se eu não gostasse? Nós andamos de mãos dadas Derek!
– Então por... Eu estou confuso!
– Se você está confuso Derek, como acha que estou me sentindo? Agora você achar que pode simplesmente vir aqui e dizer isso? Quando eu estou para ir embora?
– Você não pode ir! — Digo enquanto pego seus meus braços e passo por seu corpo. — Stiles, eu preciso que você fique comigo.
– Derek, eu gosto de você! Eu não sei o que está acontecendo comigo, muito menos o que eu estou sentindo, ao mesmo tempo em que eu quero te matar eu quero ter você por perto.
– Então fique aqui comigo, me bata se ainda tiver vontade. — suplico.
O silêncio se fez presente entre nós, era como a primeira vez que nos encontramos no Japão, era possível ouvir o vento, os pássaros, o doce aroma das flores que caiam com cada sopro de vento.
– Vamos ser sinceros agora Stiles. — Peço. — A minha verdade é essa, eu estou apaixonado por você a muito tempo, é isso que eu sinto.
– Derek, a minha verdade é essa. — Diz. — Eu também gosto de você, gosto desde o dia que dormimos juntos, quando você cuidou de mim, mas estou confuso.
– Então me deixe tentar conquistar você Stiles — Digo segurando seu rosto.
– Você já fez isso Derek. — Respondeu me olhando nos olhos.
– Então porque não...
– Yuke. — Responde. — Ele vai matar nós dois se eu não for.
Sinto a raiva crescendo dentro de mim, aquele nome, aquela pessoa, aquele desgraçado.
– Não podemos ficar juntos. — Diz Stiles.
– Como assim não podemos ficar juntos? — Indago. — Você acabou de dizer que eu te conquistei e...
– Derek, você entendeu o que eu acabei de dizer? — Indaga. — Yuke vai matar nós dois, nos não podemos ficar juntos, e é o certo a fazer.
– O certo? Você acha que ignorar isso é o certo?
Com essa pergunta, Stiles se solta de meus braços e dá alguns passos na direção oposta, enquanto eu fico parado, apenas vendo-o partir.
Alguns instantes depois ele para, olha para o alto, respira fundo e fecha os olhos.
– Quer saber Derek. – diz virando o rosto em minha direção. — Que se dane o certo.
Assim Stiles da meia volta e corre disparado em minha direção, passa as mãos por meu corpo e encosta nossas testas.
– Que se dane o certo. — Torna a repetir.
E assim, ele encosta nossos lábios, lento e quente, por segundos eu não soube o que fazer, mas não deixaria aquele momento passar apenas com aquilo.
– Stiles. — sussurro.
– Não diga nada. — sussurra Stiles.
Logo ele leva uma das mãos ao meu rosto e intensifica o beijo, rapidamente dou passagem dos meus lábios aos seus em um beijo calmo, nossas línguas brincavam em perfeita sincronia.
Separo nossos lábios devagar quando nos falta ar, passo a beijar o canto de sua orelha descendo até o pescoço, arranco pequenos suspiros de Stiles que aperta sua mão contra minha cintura, colando nossos corpos.
– Eu te amo Stiles. — Sussurro no canto de seu ouvido.
– Isso é perigoso Derek. — fala suspirando.
– Estou disposto a correr o risco. — Respondo.
Continuamos nos beijando por algum tempo ali, entre as árvores de cerejeira, o tapete rosa em nossos pés e o aroma agradável, ter Stiles me beijando, eu não podia querer coisa melhor, parecia que meus sonhos finalmente estavam se realizando.
Algum tempo depois voltamos para o centro do bosque, ficou decidido que aproveitaríamos o dia juntos, mas dessa vez, Stiles era meu, meu amigo, meu amor, meu amante, minha esperança, minha âncora.
Passamos a manhã trocando algumas carícias e discretas declarações, qualquer duvida que tínhamos em nosso coração foram respondidas por algum tempo, não deixávamos que outros pensamentos atrapalhassem o momento.
Stiles ainda ficava um pouco envergonhado quando eu o tocava mais intensamente, mas logo se deixava sentir. Seguimos o nosso programa do dia, mesmo não tendo em mente que isso aconteceria.
Fomos em um bom restaurante, almoçamos e depois ao cinema, escolhemos um filme qualquer para assistir, se bem que, não assistimos muito dele, ficamos as poucas horas apenas nos beijando e sorrindo um para o outro como dois adolescentes tolos.
A noite se aproximava e nós tínhamos que voltar para casa, pegamos o metrô de Tokyo para o distrito de Shibuya, e não demorou muito para estamos em casa.
Stiles foi tomar banho enquanto eu guardava algumas coisas que tínhamos comprado, logo depois eu fui tomar banho, troquei de roupa fui para a minha cama no sofá, deixei Stiles na cama dele depois de um beijo de boa noite, mesmo querendo estar com ele eu não queria parecer forçado, decidi esperar até que tudo se resolvesse para tentar algo mais íntimo com ele, não queria que as coisas rolassem rápido de mais, eu não queria assustá-lo.
Eu já estava deitado há alguns minutos quando.
– Derek, eu sei que pode me ouvir. — escuto o sussurro de Stiles vindo do quarto.
Ele sabia que eu escutaria seu sussurro com a minha audição.
– Não quero ficar sozinho. — Continua o sussurro.
Abro um sorriso, suspiro ansioso e me ponho de pé rapidamente e vou andando até seu quarto, onde o vejo sentado na cama apenas de cueca, aquilo me pareceu uma grande provocação da parte dele, e ele iria aguentar as consequências.
Me aproximo dele e dou um beijo calmo. Por alguns instantes Stiles olha para mim.
– Não quero desperdiçar essa noite. — Diz Stiles.
Nesse instante, ele puxa meu corpo para o seu sobre a cama, em beijos ferozes e vividos gemidos, ele beija meu pescoço dando algumas mordidas fortes, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar violentamente, rolo pela cama ficando por cima, continuo descendo meus beijos agora por seu abdômen e pelo peito.
Ele rapidamente gira nossos corpos mais uma vez ficando por cima agora, ele ergue meu corpo e começa a beijar a base da minha orelha enquanto passa as unhas em minhas costas.
– Você gosta disso? — Pergunta.
– Gosto de tudo que vier de você. — Respondo ofegante.
Novamente me ponho por cima, Stiles agora puxava a gola da minha camiseta e puxou até rasgá-la, e sem nenhuma delicadeza, removeu meu calção fino, me deixando apenas de cueca, era impossível conter a excitação, eu já estava a ponto de explodir, principalmente quando Stiles deslizava sua mão sobre meu volume.
Mais uma vez ele me vira, mas dessa vez, caímos no chão, e ali mesmo continuamos, em meio a beijos ferozes e altos gemidos de prazer, sinto a mão de Stiles deslizar para dentro da minha cueca, não contenho o suspiro de prazer que senti naquele momento, giramos o corpo novamente.
Stiles agora estava por baixo, ele prendeu suas pernas na minha cintura enquanto me encarava com um olhar muito sacana e extremamente excitante, tiro seu corpo do chão e apoio na parede, Stiles com as pernas em minha cintura, eu pressiono seu corpo contra o concreto e faço ele soltar gemidos, e também sinto o seu membro rígido contra meu abdômen. Stiles agora aperta suas pernas e me puxa para seu corpo, agarra meu pescoço e morde novamente, com força, eu estava me controlando para não mostrar minhas presas.
Em um movimento rápido, ele me joga e vira as posições, agora eu estava sendo pressionado contra a parede, ele pega em minha na bunda e me levanta, me forçando a prender as pernas em sua cintura, põe as mãos em minha cueca e a arranca em um puxão, deixando meu membro agora duro como pedra a mostra, Stiles morde os lábios, mas antes de fazer qualquer coisa, eu puxo seu corpo, agora estávamos totalmente colados, levanto um dedo com minha garra exposta, passo devagar pela sua cintura até a cueca, e vou rasgando-a devagar, logo nos dois estávamos completamente pelados.
Assim, continuamos nos beijando e nos amassando de forma um pouco violenta, Stiles não parava de morder meus lábios e pescoço, e eu estava adorando aquilo, jogo ele na cama e fico novamente por cima, passo minha língua por seus lábios e vou descendo até o pescoço, mamilos e barriga, e a cada local eu dava uma leve mordiscada, o que fazia Stiles se contorcer de prazer.
Logo cheguei onde queria, passo meus lábios por sua virilha, seguro seu pênis com uma das mãos em um leve movimento apertando a glande devagar, encosto minha língua nela e faço movimentos leves, olho para Stiles que não conseguia se controlar, a todo momento ele dobrava o corpo e apertava os lençóis com as mãos.
Olho bem no fundo dos seus olhos, ele leva a mão até meus cabelos negros e diz:
– Faz logo, antes que eu exploda. — Geme.
Dou um sorriso sacana e começo a introduzi-lo dentro da minha boca, devagar e com ritmo, mas a mão dele que agora apertava os cabelos de minha nuca me incentivavam a ir mais depressa e mais fundo, logo, ele já estava completamente dentro da minha boca, em movimentos agora rápidos e vorazes.
Solto seu membro quando me falta ar, aquilo era realmente incrível. Stiles puxa meu corpo com as pernas, sinto nossos membros se tocarem, ele puxa minha cabeça para mais um beijo, gira nossos corpos e fica por cima novamente, senta em meu colo, inclina o corpo e começa a beijar meu peitoral, a cada passada de sua língua por meus mamilos era um grito de prazer que eu dava, eu já sentia uma transformação parcial, minhas garras já estavam expostas e meus sentidos aguçados.
– Se controle Derek. — Sussurra Stiles.
– É muito difícil com você fazendo isso. — Respondo arfando.
– Você ainda não viu nada. — provoca sussurrando.
Passo minha mãos por seus cabelos escuros, aperto e o forço a olhar para mim.
– Então me mostre. — Mando olhando nos seus olhos.
Imediatamente Stiles desce com seus lábios por meu corpo, passando em cada ponto sensível, com uma das mãos ele apertava meu pênis e com a outra apertava meu corpo, eu não sabia onde sentia mais prazer.
Logo ele encosta os lábios em meu membro, devagar e terrivelmente provocador, quando ele começa a passar a língua em mim, devagar, da base a cabeça em um movimento enlouquecedor eu perco uma parte do controle, meus olhos brilhavam azul e minhas garras arranhavam a lateral da cama quando eu tentava me segurar em algo sólido na superfície da mesma.
Ouço Stiles arfando, percebi que ele tem dificuldade em por todo meu membro na boca, mas ainda assim, ele ia mais fundo a cada segundo, eu não estava aguentando.
Rapidamente e com muita força, pego Stiles pela cintura e pulo da cama novamente em direção a parede, sinto seu coração a mil por segundo, passo minhas presas por seu pescoço o fazendo arrepiar, estava tentado a mordê-lo com muita força, sabia que o machucaria, mas era muito tentador, quando me preparo para apertar meus dentes em sua pele, somos interrompidos por uma luz azul extremamente ofuscante entrando pela janela, e logo em seguida, o som de uma explosão.
Stiles para e rapidamente corre para a janela, olha assustado para o que vê.
– Temos que ir Derek. — Diz com a voz trêmula. — Agora!
“Justo agora?!” — penso.
– O que está acontecendo? — Pergunto me aproximando da janela.
– Problemas. — Responde Stiles apontando para algo um pouco distante.
Olho assustado para o que vejo, como era possível ser algo tão grande?
– Um demônio? Daquele tamanho? — Indago.
– É porque não é um demônio qualquer. — Responde. — Vamos, temos que ir para lá imediatamente.
Mesmo extremamente frustrado com a nossa pausa, corremos e vestimos nossas roupas de caçador, Stiles pega suas maiores armas e algumas lâminas, pego minha espada Kurikara e alguns selos poderosos, disparamos para o estacionamento e logo estávamos na estrada, em direção a enorme criatura que ameaçava destruir tudo em seu caminho.
Stiles se desespera ao ver a onde a criatura estava, bem sobre o templo dos caçadores, batendo na barreira, que logo começou a trincar.
– Mas o que ele é? — Pergunto a Stiles.
– Um demônio dos mais poderosos. — Responde. — Um dos oito reis demônios.
– Reis demônios?
– Sim, aqueles que têm autoridade sobre todos os outros. — Diz ainda espantado. — Este é Amaimon, o Rei demônio da Terra.
Logo nos juntamos aos outros caçadores e monges, usamos selos para tentar reforçar a barreira que trincava a cada segundo, a enorme criatura mais parecia um robô feito de terra, pedras e raízes, uma coroa de plantas em sua cabeça e olhos azuis que brilhavam como brasa.
– Essa coisa grande não é o demônio. — Grita Stiles na barreira.
– Onde ele está?
– Olhe atentamente para a cabeça dele! — Grita de volta.
Me concentro e uso minha visão de lobo, na testa da grande criatura tinha algo, na verdade, alguém, parecia uma criança que estava sentada entre os olhos do monstro.
– O que é aquilo? — Pergunto.
– É o verdadeiro Demônio. — Responde um dos caçadores.
A criança que parecia ter quatorze anos usava uma roupa totalmente marrom, mas tinha uma nevoa negra ao seu redor e seus olhos eram azuis da mesma cor dos olhos do gigante de pedra.
Stiles e os outros caçadores se apressavam em atirar nos braços e pernas da criatura, que tornavam a se refazer, os monges rezavam orações que fortaleciam a barreira, eu e outros caçadores que não usavam armas defendíamos os atiradores das pedras e raízes que cresciam dos braços de Amaimon.
Com minha espada eu rapidamente cortava as grandes raízes que avançavam e nossa direção, não que eu não me importasse com os outros monges e caçadores, mas a segurança de Stiles era prioridade para mim.
– O que veio fazer aqui Rei Amaimon? — Grita um dos monges.
– O que vim fazer? — Indaga o Rei. — Destruir todos vocês é claro.
Depois de alguns minutos a mais forçando a barreira, vi que ela ia estourar a qualquer momento.
Amaimon pula da testa do gigante e se aproxima da barreira, encosta sua mão e a estoura sem o mínimo esforço, logo o gigante começou a atacar o templo, arvores e raízes se erguiam de todos os lugares, e algumas liberavam substâncias tóxicas, incluindo Wolfsbane.
Alguns caçadores desmaiavam e outros sangravam por toda as partes, olhos, ouvidos e boca, corro para a direção de Stiles e o agarro, disparo para o interior do templo, ele tossia e gemia.
– Meus olhos. — Reclamou Stiles. — Estão ardendo!
Sinto os meus pulmões queimarem por dentro, inalei um pouco da wolfsbane que fazia meu corpo inteiro se contorce.
– Calma, estamos quase lá. — digo para Stiles.
Logo chegamos nos fundos do templo, nos arrasto até o lago e aproximo Stiles dela, pego um pouco da sua água e dou para ele beber e bebo também.
Começo a sentir meu corpo melhorar e Stiles abre os olhos, estavam muito vermelhos, mas agora ele podia enxergar. A água do lago do templo tinha propriedades medicinais poderosíssimas, eu sabia que ela ajudaria.
Em poucos minutos os demais caçadores chegavam à fonte para se limparem, outros davam cobertura para os feridos, era possível ver caçadores e monges mortos, sangue por toda parte, e a cada segundo o local era mais e mais danificado.
– Como é possível vencer essa coisa? — Grito.
– Aguente só mais um pouco. — diz um dos monges. — Logo os outros estarão aqui com o selo de Rei.
– Selo de Rei? — indago.
– Sim. — Responde Stiles — É um selo para reis demônios, mas são muito poderosos e uma pessoa só não consegue dominar.
Algumas raízes começam a crescer sobre nossos pés, Stiles ainda estava um pouco tonto e atirava na grande criatura, retardando seu avanço, uso minhas garras para rasgar as plantas que cresciam, sempre tomando cuidado para não tocar em uma wolfsbane.
Me junto aos outros monges, tentando o máximo possível evitar que o monstro chegasse ao lago, e Amaimon estava sentado na testa dele, com uma expressão séria.
Finalmente a ajuda chegou, seis homens em vestes puras, tão brancas que pareciam nuvens, eles cercaram o gigante de pedra e ergueram as mãos.
– Protejam os portadores do selo. — Gritou um dos caçadores.
Notei que agora as raízes e pedras só iam em direção aos caçadores de branco, ignorando totalmente a nossa presença.
– Por quanto tempo? — Pergunto.
– Apenas alguns segundos, Derek. — Responde Stiles. — Vamos da cobertura a eles.
Imediatamente Stiles levanta sua guarda e começa a atirar nas pedras que iam em direção aos que faziam o selo, que nem sequer se mexiam, mesmo com os tremores que abalavam todo o local.
Amaimon não parava de atacá-los, ele parece ter aumentado o poder para impedir a oração, poucos caçadores tinham se recuperado a ponto de poder lutar, eles não iriam conseguir defende-los, e na minha intuição, se apenas um deles fosse morto, o selo não valeria de nada.
Corro para as costas do gigante, uso minhas garras e cravo elas nas pedras do monstro, começo a escalar ele, que ainda ignorava minha presença e atacava apenas os monges, depois de poucos segundos eu cheguei a sua coluna, cravo minha Kurikara na base do pescoço e a enorme criatura grita de dor, levanta a cabeça, deixando o próprio demônio exposto.
Eu deveria ser muito louco, eu sabia que os caçadores não conseguiriam segurar a tempo suficiente, as raízes já estavam a poucos metros dos monges, então eu salto, transformado, fecho o punho e acerto o rosto de Amaimon, que me olha com surpresa.
Por alguns segundos as plantas pararam de se mexer, era todo o tempo que eles precisavam.
O Demônio segura minha mão que imediatamente começa a queimar, usa a outra mão e aperta meu pescoço que também começa a queimar.
– O selo está pronto. — Grita um dos caçadores.
Ao ouvir isso, Amaimon me olha nos olhos, apóia o pé em meu peito e chuta, me fazendo voar por metros e atravessar dois jogos de paredes de madeira templo a dentro e parando apenas quando minhas costas atingem a enorme estatua metálica de Buda.
Sinto meus sentidos enfraquecendo, quase todos os meus ossos estavam quebrados e algumas fraturas eram expostas.
– Ele nos deu tempo. — Grita um dos monges.
Ao erguer as mãos, os monges imediatamente fazem o monstro parar de se mexer e se desfazer em pedregulhos, Amaimon que estava na testa dele cai ao chão com as duas mãos no ouvido. Olhando de certo angulo, era possível ver uma pequena barreira verde sair das mãos dos monges brancos ao redor do Rei demônio, que agora, parecia impotente.
Levanto meu rosto e vejo a enorme estatua em minhas costas, não consigo mexer nenhum membro, a minha cura estava terrivelmente lenta, eu sangrava muito e meus ossos ainda não estavam se refazendo.
Observo Stiles se aproximando desesperado, tudo o que consigo fazer é acompanhar sua imagem com os olhos, não consegui dizer nenhuma palavra, minha garganta estava dilacerada pelas mãos do Rei Amaimon, naquele ritmo, eu certamente morreria.
Stiles tinha lágrimas nos olhos, eu tentava pronunciar alguma coisa, tentei dizer que estava bem mesmo que fosse mentira, tentei pedir para ele não chorar, mas nenhuma palavra saiu dos meus lábios.
Sinto meu corpo sendo carregado por Stiles e outros dois caçadores, eles entram dentro do lago comigo e Stiles abraça meu corpo por trás, e devagar vai mergulhando dentro do lago, meus ossos pareciam está voltando para o lugar, mas dentro de mim aquilo significava apenas uma coisa, dor, muita dor, tudo o que fui capaz de fazer ao sentir minha pele queimar e voltar para o lugar foi olhar para a lua que brilhava no céu.
Quando pensávamos que tinha finalmente acabado, a pequena construção nos fundos no templo explode, fazendo madeira e labaredas irem por todas as partes.
– Mestre Yuke. — Grita um monge.
Imediatamente vejo muitos caçadores se dirigirem para o local, eu ainda não conseguia falar, e mesmo que minhas pernas estivessem quebradas, me esforcei para junto com Stiles, me aproximar, apesar do resto do meu corpo ainda está em pedaços.
Sou arrastado por Stiles até a entrada do local em chamas, fogo, madeira quebrada e sangue estão por toda parte, no fundo do lugar, está o mestre Yuke, de joelhos, com uma espada atravessava em seu coração.
Mestre Yuke estava morto.
Sinto Stiles fraquejar e ser amparado por outros dois caçadores, todos choravam e lamentavam a morte do ancião do templo, mesmo sem poder me mexer direito, eu sentia a tristeza no coração de cada um, inclusive no meu, lagrimas brotavam dos olhos de Stiles e logo nos meus também.
Stiles cai de joelhos no chão levando meu corpo consigo, começo a perder a consciência tendo como ultima visão Stiles, chorando em meio ao fogo.
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