Notas iniciais
Então:::::: Aproveitem!

E.N.D — capítulo 2

Anarquia

Inácio

:::::Oito dias antes:::::

– Preciso escapar daqui o mais rápido possível! — penso.

A sede em São Paulo está tomada, os Contra conseguiram nossa localização e iniciaram uma guerra sem precedentes, o governo os ajudou, fomos traídos, e agora, a arma não estava mais em segurança.

A batalha se estendeu em todos os lugares, não ficou apenas na fundação da Ordem, as ruas estavam em chamas, carros, ônibus, lixo, tudo queimava, cada passo que eu dava em direção a saída eu sentia sobre meus pés o sangue que formava um longo caminho por todos os andares, de companheiros e inimigos, mas eu ainda assim me sentia mal por matar outros caçadores, meu coração tremulava a cada cadáver que eu via.

Estou com outros três caçadores, Horácio, Rafael e Bruno, meus fieis aliados, e provavelmente dos poucos sobreviventes.

Travando batalhas a cada corredor que atravessávamos, ainda faltavam três andares até a saída, mas o fogo tornava tudo muito difícil, não tivemos muita escolha se não nos atirarmos da janela do segundo andar quando um cilindro de oxigênio explodiu.

Mesmo caindo na grama, a dor era muito forte, por pouco não quebrei o tornozelo, corremos desesperados até o portão de saída, mas tinham muitos Contra na guarita, fomos obrigados a iniciar uma nova batalha.

Levantamos armas e disparamos, a Ordem no Brasil não é do tipo que luta corpo a corpo como a Japonesa ou Russa, nossos métodos são: Atirar na cabeça ou explodir tudo, tentava não ser pego na cabeça pelas balas de 9mm e os tiros de fuzil, mas mesmo que eu estivesse com colete, todo o impacto dos tiros ainda dificultavam e muito o caminho até a saída.

Numa tentativa muito desesperada, Horácio teve um plano arriscado.

– Inácio! — Grita Horácio. — Vou tentar abrir passagem pelo muro com uma explosão, quero levar a guarita junto!

– Não faça isso! Se você tiver perto será pego pelo impacto! — Grito. — Vamos pensar em outra coisa!

– Inácio! Esse é seu problema! Você pensa demais!

– O que está...

Horácio se aproxima de mim e encosta em meu ouvido.

– Leve a arma daqui Inácio, vença essa guerra por todos nós.

– O que está dizendo Horácio! — Brado.

Antes que pudesse fazer algo, Horácio disparou para o portão dando tiros para chamar a atenção dos caçadores, em poucos segundos ele foi pego, mas estava próximo ao portão, tudo o que ele fez foi apertar um botão e "BOOM"! Explodiu em centenas de pedaços, levando consigo o portão e a guarita.

Ele se matou na minha frente, meu amigo se sacrificou em nome da resistência, para que pudéssemos salvar o mundo.

Eu não deixaria sua morte em vão.

Sem tempo pra pensar, Rafael e Bruno me pegaram pelo braço e me forçaram a correr portão a fora aproveitando da cortina de fumaça que a bomba formou.

– Temos que chegar a praça central — Digo com lagrimas nos olhos. — Meu amigo virá para nos tirar daqui.

– Um caçador? — Indaga Bruno.

– Não, um civil — Respondo.

– Um civil! Você ta pondo nossa missão nas mãos de um qualquer!

Puxo Bruno pela gola da camisa.

– Eu colocaria minha vida em risco por ele! — Digo. — Ele virá, eu sei disso, então se concentre na sua função!

– Gente — Chama Rafael. — Parem de brigar e prestem atenção! Olhe ao redor! O que está acontecendo?

Paro por alguns instantes, o que Rafael queria dizer era claro, as ruas estavam em chamas, carros virados, marcas de tiro e explosões por toda parte, o que estava acontecendo com São Paulo era sem duvida o Inferno.

Grupos anárquicos brotavam em cada esquina, quebrando patrimônios e atirando em qualquer coisa que se mexesse, deveríamos ter cuidado, o palácio da Ordem ficava a quatro quadras do parque "Ibira", nosso ponto de encontro.

– Não vejo muitas pessoas — Diz Bruno. — Sampa é uma cidade muito populosa, mas o que vejo são anarquistas e caçadores, não vejo civis.

– Eles devem ter estabelecido um toque de recolher. — Digo. — Não sei exatamente o que está acontecendo, mas eu ouvi rumores disso antes de explodirem o parlamento, o palácio da Ordem e os Contra começarem a nos caçar.

– Tudo o que podemos fazer agora é seguir com o plano e esconder a arma.

– Os telefones estão sem sinal. — Afirma Rafael. — Como seu contato vai nos achar?

– Apenas confiem. — Digo. — Eu assumo a responsabilidade!

Corremos o mais rápido e discreto que pudemos, nos aproveitamos da escuridão, quase não tinha energia elétrica e a pouca luz nas ruas eram dos focos de incêndio.

Só não passou pela minha mente que eles estavam com visão noturna.

Senti apenas a queimação no meu braço e Bruno caindo logo em seguida.

– De onde veio esse tiro! — Sussurra Rafael.

– Não sei! Eles estão usando silenciadores! E sabem onde estamos! Vamos acabar mortos!

Dito, eles nos cercaram em poucos instantes, faltava pouco para chegarmos ao parque, mas agora, provavelmente morreríamos aqui.

Os Contra nos levaram para o meio da rua, balbuciavam coisas e xingamentos, apontavam armas para nós, mas eles deviam saber quem eu era, porque se eu morresse ali, todos morreriam também.

*********** Dias atuais *******

– Então aquele é Inácio — Penso.

A julgar pelos hematomas, cortes e coágulos espalhados pelo corpo, eu supunha que ele tivesse passado por maus bocados.

– Não precisam ficar com essa cara perto de mim — Diz Inácio. — Não vou morder.

Kylie e Ícaro vão ao encontro do amigo dando-lhe um abraço.

– Vamos nos reunir logo — Diz Ícaro. — Eu, Kylie e Inácio vamos bolar o plano de retirada, vocês descansem, amanha teremos um longo dia.

Com isso fomos para meu quarto, eu e Stiles, tiramos nossas roupas e entramos no chuveiro.

A água escorria por nossos corpos em harmonia, Stiles deslizava seus dedos por meu corpo e eu tentava resistir a ele.

– O que esta acontecendo Derek?

– Eu... Estou com medo Stiles. — Digo.

– De?

– Você pode não ter notado, mas Kylie sim, mesmo meu corpo estando em processo de cura...

– O que? Aconteceu algo com você? — Indaga.

– Eu estou Radioativo. — Digo. — Tenho medo até mesmo de beijá-lo e te contaminar.

Stiles suspira um pouco e apóia a cabeça em meu peito.

– Entendo — Diz. — Sei que quer me proteger, então o que quer fazer? Já que não podemos transar sem que corra risco de ficar doente e ainda não criaram camisinha de chumbo.

Dou uma risada curta.

– Seu senso de humor é deprimente. — Digo.

– Ha Derek! — Diz Rindo. — Eu sinto falta dos nossos dias como dois caçadores que faziam sexo louco e tudo mais.

– Eu também sinto Stiles. — Digo. — Mas essa guerra, a correria, as mortes...

O silêncio se faz presente por alguns instantes.

Stiles desliza seus lábios por meu pescoço até minha boca em um beijo calmo.

– Stiles... — Alerto.

– Eu sei Derek, não vou me arriscar muito. — Diz. — Mas ficar sem me aproveitar de você é quase impossível pra mim.

– Quando meu sangue voltar ao normal, e meu sêmen não for mais radioativo. — Digo com malicia. — Vou te mostrar o que posso fazer de melhor.

Passo meu braço por seu corpo e pressiono nossos corpos, sinto ele ficar excitado com meu toque.

Deslizo meus dedos até seu pênis e o movimento devagar.

– Eu sentia falta disso. — Sussurra mordendo os lábios.

Aproveitando o momento, raspo minha barba por seu pescoço, eu sabia o quanto Stiles adorava aquilo.

Fecho meus olhos e respiro fundo, ouço devagar a respiração ofegante de Stiles a cada movimento que da com minha mão em seu membro.

Seus dedos fazem força em meu peito, não contenho minha excitação e Stiles logo se aproveita para fazer o mesmo comigo.

Em movimentos e gemidos baixos, Stiles goza forte e logo em seguida solta um gemido; sorrio de forma maliciosa para ele, mordo devagar sua nuca, Stiles força minha cabeça até a dele e morde meus lábios, e em seguida um beijo.

Ele aumentava a velocidade à medida que minha respiração ficava mais pesada, mordendo os lábios e sussurrando algumas palavras sacanas para me deixar mais excitado só que eu já estava, poucos segundo antes de meu ápice eu tiro sua mão de mim e gozo em direção a parede.

– Não pode tocar em você lembra? — Digo. — Tá radioativo.

Stiles acena com a cabeça e respira fundo, passa seus braços por meu corpo e se ajusta, deixando a água fazer seu trabalho.

– Isso foi ótimo. — Diz Stiles.

– Foi sim.

Nos beijamos por algum tempo antes de sairmos do banheiro, visto apenas um calção escuro e Stiles um cueca branca.

Andamos a sacada do apartamento, mesmo a cidade sendo úmida, a noite fazia frio, então nos embrulhamos e sentamos, observando o movimento da cidade, podíamos ver um shopping que pelo mapa se chamava Midway, víamos uma longa avenida e milhares de pessoas caminhando lá em baixo.

Stiles estava entre minhas pernas, suas costas apoiadas em meu peito, eu dava leves beijos em sua nuca e com meus braços atravessados em seu corpo, meus dedos deslizavam do peito a sua virilha.

Não nos demos conta, mas adormecemos ali, sentados na sacada do quarto.

A pouca luz logo iluminava o céu, o dia amanhecia e Stiles ainda adormecido em meus braços, minha audição notava que todos ainda estavam dormindo, deveria ser cedo, então carrego Stiles em meus braços até a cama, quando me afasto devagar, sua mão aperta meu pulso.

– Fica. — Sussurra.

Dou um meio sorriso, passo minha mão por seus cabelos agora um pouco cumpridos, seu corpo com alguns machucados e um pequeno corte nos lábios.

Ele estava tão lindo, ele sempre fora, eu sempre o admirei, e mesmo sendo meu namorado há quase um ano, eu ainda não me cansava de fazer as mesmas coisas do começo, observá-lo dormir.

– Por você eu fico eternamente — Sussurro de volta.

Deito na cama e encaixo meu corpo no seu.

– Eternamente...

Notas finais
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