Circle Elementary - HIATUS por tempo indeterminado
2 Capítulo 2 - Como uma granada.
Notas iniciais
Capítulo 2 – Como uma granada.
New Orleans | Two weeks later | The Antidote – St Vicent
*coloquem a música quando eu pedir ♥*
Eu sou o antídoto
Eu vou chupar seu veneno
Mostre-me onde realmente dói
Eu vou te mostrar onde realmente dói
Deveria ter parado para o vento
Deveria ter parado para o amor
Deveria ter parado para o vento
Deveria ter parado para o amor

– Precisamos mostrar a Tessa para Marcel. – Garantiu Klaus. – Precisamos mostrar a ele do que ela é capaz de fazer. – Virou-se para o irmão.
– Como tem certeza ‘do que ela é capaz’? – Perguntou Elijah levantando-se da cadeira.
– Eu não tenho. – Sorriu o híbrido, diabólico. – Isso ela nos mostrará hoje à noite.
– O que terá hoje à noite? – Indagou Elijah estreitando os olhos e cruzando os braços.
– Marcel sempre faz festas de sábado. – Klaus respondeu gesticulando com a mão. O híbrido cruzou os dedos e apoiou seus cotovelos em cima da mesa de mármore. – E Theressa fará o show, é claro. – Klaus abriu um enorme sorriso cheio de malícia.
Tessa encostou-se ao batente da porta cruzando os braços e erguendo a cabeça. Pigarreou na intenção de fazê-los olhá-la. A garota vestia uma camisola branca transparecendo sua pureza. Suas longas pernas eram impossíveis de serem notadas. Os olhos de Klaus percorreram seu corpo enquanto os de Elijah desviaram para as cortinas azuis. O híbrido sorriu no canto da boca e se levantou aproximando-se dela.
– Como assim “Theressa fará o show”? – Perguntou a jovem suspirando e colocando seu peso em sua perna esquerda.
– Nos mostre do que é capaz, sweetheart. – Disse quase num sussurro. Klaus tocou sua bochecha de um jeito provocador e sorriu olhando-a nos olhos. – Não nos decepcione. – Deixou claro saindo do cômodo com as mãos atrás das costas.
Elijah suspirou voltando a olhá-la enquanto Tessa revirava os olhos. O original se virou para a janela, admirando a vista que tinha do campo, a garota o seguiu tornando sua posição a mesma que a do vampiro. O sol iluminava sua pele bronzeada e seus olhos estavam mais brilhantes do que o normal.
Seus olhos se encontraram, mas ambos não ousaram mudar de posição ou desviar o olhar. Tessa enrubesceu, seus batimentos cardíacos estavam acelerados devido ao nervosismo que Elijah causara nela. Os pelos de sua nuca se arrepiaram quando o vampiro se virou novamente para a janela, desviando dos pensamentos sobre o que poderia fazer com a jovem.
Elijah era um vampiro honrado, nobre e encantador. Seu cheiro amadeirado era inalado por Tessa.
– Conte-me sua história. – Pediu Elijah sem tirar os olhos da bela paisagem.
O sol nascendo fazendo as cores se mesclarem no céu azul. Tessa se perguntou se deveria contar sua história para o vampiro que mal conhecia. Ela suspirou cansada brincando com a barra de sua camisola.
– Não tem muito que falar sobre mim. – Admitiu a jovem dando de ombros. – Nasci no Brooklyn. Meus pais biológicos me deram para o clã Deveraux assim que nasci, pois descobriram uma marca em minhas costelas então eu vivi até meus dezoito anos com os Deveraux, mas um imprevisto aconteceu e fui expulsa do clã... Desde então vivi com meu salário de garçonete. – Riu junto com Elijah. – Eu gostava. Sabe? Da minha vida como garçonete... Eu me sentia outra pessoa, uma pessoa normal, mas – Elijah a interrompeu.
– Mas não podemos fugir do que realmente somos. – Completou agora admirando Tessa que engoliu em seco ao sentir seu olhar nela. – Por que foi expulsa?
– E-eu fui condenada por ser diferente das bruxas comum. Elas achavam que eu era obra da magia negra. – Respondeu Tessa segurando o choro. – Fui odiada, desprezada por – Uma voz feminina a interrompeu.
– Elijah? – Indagou a loba surpresa do outro lado do cômodo.
– Salva pelo gongo. – Comentou Elijah sorrindo para Tessa. A jovem riu e caminhou para sair do cômodo. – Tessa, podemos nos falar mais tarde?
– Claro. – Ela respondeu retribuindo o sorriso e então saiu da sala de jantar deixando Hayley e Elijah a sós.
– “Tessa”? – Perguntou Hayley com um tom de deboche e rindo. – Quem é a vaca?
– Ela é nossa única chance tomarmos a cidade de Marcel. – Respondeu Elijah e logo o sorriso saiu do rosto de Hayley. – Diga.
– Eu queria saber se gostaria de ir comigo à festa de Marcel. – Respondeu Hayley um pouco nervosa. Seu sangue ferveu quando ele aceitou.
✖ ✖ ✖
Na frente do espelho estavam Rebekah e Tessa admirando o vestido que a mesma usava. O vestido era curto, justo e preto; com mangas rendadas que davam mais charme ao vestido sexy. Nos pés Tessa calçava um scapin roxo; seus cabelos estavam soltos como uma cascata, ondulado. A maquiagem preta estava marcante e a deixava encantada aos olhos de qualquer um.
– Você está linda, Tessa. – Elogiou-a Rebekah.
– Se não fosse por você eu nem iria com roupa. – Disse Tessa brincando, e ambas riram.
– Que assim fosse, mas minha irmã sempre foi estraga prazeres. – Comentou Klaus na porta do quarto do quarto de Rebekah arrumando sua gravata azul-marinha. – Estamos atrasados, que maravilha!
– Isso não seria algo ruim? – Perguntou Tessa franzindo o cenho e seguindo Klaus até sua BMW.
– Gosto de chegar atrasado e deixar os convidados comovidos com minha presença. – Respondeu dando seu melhor sorriso.
– Onde está Elijah? – Indagou procurando Elijah, com os olhos, pelos cantos da entrada da enorme mansão.
– Não vai acha-lo, sweetheart. Ele está com Hayley, os dois foram na frente. – Respondeu. Klaus observou minha expressão decepcionada e riu debochado.
– Do que está rindo? – Me virei para ele enquanto o mesmo abria a porto como um cavalheiro.
– Do seu ciúme. – Respondeu ajudando Tessa a entrar no carro.
– Não estou com ciúme! – Gritou Tessa mesmo de dentro do carro. O grito saiu abafado, mas Klaus conseguia ouvir devido à sua habilidade vampírica.
– Pode negar o quanto quiser, amor. – Klaus disse entrando no carro e sorrindo para si mesmo enquanto ria. – A propósito, você está linda.
– Obrigada. – Agradeceu Tessa se encolhendo no banco de couro.
O carro parecia menor a cada segundo que os dois passavam juntos. Tessa sentia o olhar de Klaus em suas pernas nuas. De repente o carro parou e a garota deu se conta de que haviam chegado ao destino. Klaus saiu primeiro, logo abrindo a porta para a jovem sair. Ela tateou o chão com os saltos, Klaus estendeu a mão para a jovem que no mesmo momento aceitou a ajuda do híbrido e os dois caminharam até a entrada do estabelecimento.
~The Antidote – St Vicent~
Era como um paraíso escuro. Tessa mal conseguia ver as pessoas presentes. Quando ela e Klaus entraram na festa, todos os olhares vieram para ela e para ele. Seus braços estavam entrelaçados como os de um casal. Ele sorriu ao ver que as pessoas estremeceram ao vê-los.
Os olhos de Tessa procuraram Elijah, e quando o encontrou ele estava sozinho tomando um Martini e a admirando. Seus passos foram até ele automaticamente. As luzes em neon iluminavam alegremente a festa. A música tocava conforme os passos da garota. Olhos perversos caminhavam pelo corpo esbelto de Tessa, assim como os de Elijah que primeiramente se recusaram a olhar sua cintura, pernas e traseiro.
– Não veio nem cumprimentar-me. – Comentou Tessa. Elijah sorriu ainda com a taça em seus lábios. – Pensei que você fosse mais educado, Elijah.
– Não se esqueça de que quem veio atrás de mim foi você, Theressa. – Rebateu molhando os lábios singelamente com a língua.
– E você teria vindo atrás de mim? Por que você deixou bem claro que não. – Rebateu Tessa enquanto pedia um Martini.
– Conversaremos sobre isso mais tarde, se você quiser. – Deixou claro e Tessa assentiu balançando a cabeça e levando a taça até seus lábios avermelhados. – Você está linda. – Elogiou-a.
– E você não está nada mal, Elijah. – Tessa admitiu mordendo os lábios timidamente e abaixando a cabeça.
– Veio acompanhada por Klaus? – Perguntou retoricamente. – Pensei que tivesse bom gosto.
– Pensei o mesmo sobre você. – Rebateu friamente Tessa deixando o original sentir apenas o rastro de seu perfume no ar.
– Theressa Deveraux? – Alguém a chamou no meio da multidão dançante. Logo, um rapaz moreno com corpo robusto e sorriso largo, se aproximou. – Sou Marcel Gerard. Ouvi muito a seu respeito. – Contou ainda sorrindo.
– Espero que você tenha ouvido coisas boas. – Sorriu amigavelmente Tessa.
– Pois é. – O sorriso encantador dele abandonou seu rosto. – Soube que está trabalhando com Klaus. – Disse por fim.
– O que Klaus e eu fazemos não é da sua conta, Marcel. – Rebateu firmemente Tessa e arrumando a postura.
– É sim, quando se trata de mim. – Rosnou entredentes. Marcel trincou a mandíbula com raiva e serrou os punhos.
– Me to theó Enlíl dynámeis epikaloúntai to ischyrótero tyfóna. – Murmurava Tessa tão baixo que nenhum vampiro pôde ouvi-la.
Logo, seu globo ocular tornou-se apenas uma bola branca, seu pescoço arqueou para trás. A jovem que aparentava ser um anjo transmitiu uma fumaça preta através da boca, essa fumaça transformou-se em um pequeno redemoinho. Depois de uns segundos ele aumentou deixando os convidados assustados.
Elijah a pegou pelos braços, a chacoalhando e pedindo para ela parar. E quando parou seus olhos voltaram ao normal, ela observou as expressões das pessoas presentes e elas estavam assustadas, tanto os humanos quanto os vampiros e lobisomens presentes. Klaus sorria vitorioso para Marcel que ainda serrava os punhos.
✖ ✖ ✖
Eu estava em uma floresta, correndo sem rumo algum e sem me importar no que estava pisando. Eu apenas queria fugir delas, das quatro bruxas.
– Precisamos de você! – Gritou a ruiva.
– Não! – Tessa gritou de volta.
A garota sentou-se na cama, assustada e ofegante. Sua testa estava molhada assim como suas costas. Ela deu se conta de que ainda estava no quarto de hóspedes e então olhou em volta. Ainda era noite. Tessa suspirou cansada e apoiou a testa na mão.
A lua iluminava serenamente – através da cortina transparente — o quarto escuro e polido. E em fração de segundos alguém bateu em sua porta. Era Elijah. Ele abriu a porta pondo apenas a cabeça para dentro.
– Theressa, ouvi seu grito. Está tudo bem? – Perguntou rápido demais para ela processar.
– Entre. – Ela pediu ainda sonolenta.
.O original obedeceu; entrou e fechou a porta atrás de si. Elijah caminhou até à cama e sentou em seguida fazendo o pé da cama afundar e Tessa percorrer com seus olhos o corpo robusto de Elijah. Ele não vestia nada além da calça preta de moletom. Seu tórax estava despido transparecendo seus músculos e seu peito forte.
– Entre essas duas semanas que eu estive aqui, eu nunca achei que te veria assim: com uma calça de moletom e ainda por cima, sem camisa. – Admitiu rindo consigo mesma.
– Não é por que só ando de terno, que eu durmo de terno também. – Brincou Elijah e ambos riram. – Com o que sonhava? – Indagou mais sério.
– Com quatro bruxas. Elas corriam atrás de mim e uma delas disse que precisavam de mim. Tenho tendo esses sonhos desde quando me mudei para New Orleans. – Explicou Tessa encolhendo os ombros nus.
– Estranho. – Comentou Elijah franzindo o cenho. Tessa engoliu em seco abaixando a cabeça. – Tessa. – A chamou e ela levantou a cabeça encarando-o. – Você ia me dizer algo antes de ser salva pelo gongo. – Sorriu Elijah um pouco.
– Ah! – Se lembrou. – Não me julgue, por favor. – Pediu
– Não tenho direito de julgá-la, de modo algum. – Disse relaxando Tessa. – Prossiga.
– Fui expulsa por que matei alguém. – Respondeu rapidamente. Elijah arqueou as sobrancelhas, surpreso. – Eu juro que não foi por que eu quis. Ela debochou de mim dizendo que eu era uma bastarda então perdi o controle e retirei o ar que havia em seus pulmões, e ela morreu.
– Nunca pensei que você mataria alguém. – Disse Elijah debochou com um sorriso e dando ênfase em “você”.
– Acho que já provei para você o quanto sou poderosa, não é? – Perguntou mordendo os lábios nervosamente.
– É, mas você ainda precisa de aulas de como não ter piedade. – Disse Elijah brincando. Tessa deu um tapa no ombro de Elijah, ambos cairam na gargalhada.
– Posso te mostrar uma coisa? – Pediu Tessa sentando em cima de suas próprias pernas, Elijah fez que sim com a cabeça.
Ela pegou sua mão. Em um singelo toque vários significados surgiram na mente dos dois. Deixando seus pensamentos importunos de lado, Tessa deslizou os dedos magros na mão do vampiro fazendo com que sua mão abrisse. Elijah admirava a tensão da moça à sua frente.
Tessa fechou os olhos no mesmo tempo que a mão de Elijah — dentro da pequena mão dela. Em um pequeno movimento, a mão de Elijah se abriu. A garota soprou novamente a fumaça, agora, em pequena quantidade e na mão áspera do original que agora mantinha o olhar vidrado no mini-furacão na palma de sua grande mão.
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