Circle Elementary - HIATUS por tempo indeterminado
3 Capítulo 3 - Você sabe o que eu quero?
Notas iniciais
Capítulo 3 – Você sabe o que quero?
New Orleans | Do you wanna know? – Arctic Monkeys
(Eu quero saber?)
Se este sentimento flui nos dois sentidos
(Triste vê-lo ir)
Eu estou meio que esperando que você ficasse
(Baby, ambos sabemos)
Que as noites foram feitas principalmente para dizer coisas que você não pode dizer amanhã dia
Rastejando de volta para você
Já pensou em chamar quando você teve alguns?
Porque eu sempre faço
Talvez eu sou muito ocupado sendo sua a cair para alguém novo
Agora eu tenho pensado sobre isso
Rastejando de volta para você

3:14 AM
Um barulho de vidro sendo atingido contra o chão fora o suficiente para o vampiro e a bruxa acordarem. Tessa se encontrou abraçada com Elijah, mas não deu importância. A garota tirou rapidamente seu braço do peito do Original e ambos se apoiaram sob os cotovelos e encarando um ao outro com certa preocupação.
Ainda era noite, estava tudo escuro e não dava para ver quase nada. A única iluminação que tinham era da lua, nada mais. Elijah e eu? Tessa e Elijah se perguntaram a mesma coisa.
– Você e eu, eu e você, não transamos, não é? – Perguntou Tessa, inocentemente. Elijah franziu o cenho desviando seu olhar em um ponto fixo no chão de madeira.
O Original se levantou lentamente tateando seus pés nus no chão frio. Ele parecia muito concentrado, tentando ouvir algo e conseguiu, ouviu um pescoço sendo quebrado, seus olhos encontraram os de Tessa, que agora, estavam assustados.
– Fique aqui, e não saia. – Ele ordenou sussurrando, Tessa se encolheu abraçando os joelhos nervosamente e assentiu trêmula.
Som de passos se aproximando do cômodo foram ouvidos por ambos, Elijah olhou para a garota e pôs o dedo indicador sob a boca transparecendo confiança. A porta do quarto se abriu, havia uma silhueta masculina à frente da porta. Elijah estreitou os olhos e os arregalou.
– Tyler? – Franziu o cenho. Nada mais fora dito pelo Original, pois caiu com o pescoço quebrado no chão.
Tessa deu um grito ao ver o corpo sem vida sendo jogado cruelmente no chão, ela levou a mão à boca abafando o grito. A sombra negra se aproximou rapidamente cravando suas presas no pescoço nu da bruxa, que apagou no mesmo instante.
✖ ✖ ✖
A garota de cabelos castanhos abriu os olhos vagarosamente vendo em sua frente o mesmo homem que tomou seu sangue. Tyler, ela lembrara o nome. Sua boca estava suja por um líquido preto, que agora já estava seco – parecia piche. Ela se perguntou se aquele líquido era o sangue dela.
Tessa estava com seus braços e pernas amarrados por correntes com uma magia que tornara sua magia inútil. Ele a analisava com certo interesse.
– Sabe isso? – Perguntou Tyler apontando para o líquido preto seco em volta de sua boca. – Isso é seu sangue! – Ele revelou rosnando para a garota. – Depois que te mordi senti meu estômago revirar e engasguei com o seu sangue! – Exclamou gritando e dando ênfase em “seu”. Ele parecia julgá-la seu sangue ser um veneno. – Que diabos você é? – Perguntou estreitando os olhos.
Sem sucesso em conseguir uma resposta, Tyler se levantou do colchão velho e rasgado – que se encontrara dentro da cabana velha de madeira. Tessa olhou em volta procurando por Elijah, mas só encontrou um balde no canto do lugar, uma pequena mesa de metal e algumas prateleiras quase caindo.
– Onde estamos? – Perguntou Tessa observando o híbrido, que arrumara a postura e admirava a margem do rio.
– Estamos no Bayou. Aqui vivem lobisomens que só se transformam em humanos na lua cheia. – Explicou mais tranquilo.
– Como? – Perguntou a garota franzindo o cenho e notando as veias do pescoço de Tyler ficarem medonhas em tons de azul, preto e roxo, parecia uma mordida de lobisomem no corpo de um vampiro, mas sem a mordida, é claro.
– Longa história. Talvez Klaus possa te contar se salvar você. –Concluiu Tyler pigarreando e tossindo repentinamente.
– Conhece Klaus? – Perguntou Tessa tentando, discretamente, tirar as correntes que a prendia.
– Claro. – Respondeu sem rodeios. – Ele transformou-me em híbrido, matou a tia de uma amiga minha, depois matou meus amigos, roubou minha namorada e matou minha mãe. Estou apenas me vingando. – Explicou. Klaus tinha sido bem cruel em relação à Tyler. – Vou arrancar tudo dele. Começando com Hayley e o bebê que ela carrega.
– Você teria coragem? – Perguntou Tessa desistindo de se soltar e se intrigando mais no assunto.
– Claro. Hayley carrega a máquina de fazer híbridos, ou seja, o bebê. – Explicou gesticulando com a mão. – Klaus a engravidou para refazer seu exército de híbridos ambulantes, como um dia eu fui.
– Como tem tanta certeza de que Hayley merece morrer? – Perguntou Tessa.
– Por que ela foi quem ajudou a matar meus amigos híbridos. – Explicou revelando. – Hayley, Klaus e um professor para lá de esquisito, planejaram esse massacre. Tive tempo de fugir como um covarde, mas não vou decepcionar-me nunca mais, eu vou lutar com ele. – Tessa arregalou os olhos ao saber sobre o massacre que Hayley planejara. – Você deve estar se perguntando “Hayley seria capaz de fazer um massacre”? Sim, seria. – Respondeu à sua própria pergunta. – Tudo para achar sua família real perdida.
– Por que está falando isso para mim?
– Por que vou te matar, e você levará esse segredo ao seu túmulo, é claro. – Revelou sorrindo como Klaus.
– Você se parece com ele. – Tessa o acusou com certo desdém. – Você é igual ao Klaus, não negue.
Tyler a olhou de cima para baixo e caminhou com passos largos e pesados até a porta, olhou uma última vez para Tessa e saiu batendo a porta fortemente atrás de si. A jovem não perdeu chance e tentou arrancar a corrente então porta se abriu rapidamente, ela achou que fosse Tyler então se ajeitou rapidamente. Mas era Elijah, ele vestia um sobretudo preto, um jeans claro e botas marrons.
– Elijah! – Gritou ao ver o vampiro. – Você veio! – Tessa sorriu ao vê-lo, mas ele correu rapidamente em sua direção e sentou na cama à sua frente arrancando as correntes com suas próprias mãos.
Ela não sabia onde estava com a cabeça, foi automático. Ao soltar os braços ela o abraçou se aconchegando no peito forte do vampiro, ele se assustou, mas a envolveu com seus braços enormes a confortando. Ela suspirou aliviada, seu coração estava batendo rapidamente sob o peito. As enormes mãos do vampiro em suas omoplatas a faz sentir segura uma vez em toda sua vida. Elijah segurou seu rosto com as mãos e a olhou nos olhos.
– Precisamos esclarecer algo com Niklaus. Ele aparenta esconder algumas coisas. – Ele explicou se levantando e Tessa se levantou em seguida.
– Quem te contou? – Perguntou o seguindo.
– Hayley.
– Falou com ela, ela está bem?
– Aparentemente, sim. – Ele respondeu caminhando ao lado de Tessa.
Ela colocou a mão sob o peito e suspirou aliviada ao saber que Hayley já estava segura em sua casa com Rebekah.
Ambos caminharam até onde Klaus estava com as mãos atrás das costas, queixo levantado e um sorriso orgulhoso nos lábios carnudos e avermelhados. Elijah não havia entendido o contato visual, mas Tessa sim, era em relação ao sangue da garota. Ela abaixou a cabeça quando o Original seguiu o olhar perverso de Klaus nela.
– Está feliz com isso, irmão? – Perguntou Elijah quebrando a tensão entre os três.
A bruxa olhou em volta admirando a margem do rio, as árvores antigas e acabadas. Havia folhas secas onde pisavam os três, mas à beira do rio as folhas estavam úmidas. O vento gelado soprava os cabelos da moça, ela envolveu-se em seus próprios braços, sua perna despida estava com os pelos ralos arrepiados contra o pedaço de pano que ia até a metade da coxa. Ela estava descalça sentindo as folhas roçarem entre os dedos de seus pés.
Elijah percebeu o frio que a garota passava mesmo com a luz do sol os aquecendo minimamente, então ele tirou seu casaco colocando sob os ombros da garota com frio, como um cavalheiro honrado.
– Claro que sim. Nossa querida Theresa tem um sangue venenoso, eu vi com meus próprios olhos o pescoço de Tyler Lookwood, e o melhor é que eu nem precisei matá-lo, pois o sangue dela... – apontou com o indicador na direção de Tessa. – o afetou intensamente. – Ele riu diabolicamente.
Elijah se virou para a garota com um olhar confuso e com seu cenho franzido.
– Tyler ingeriu meu sangue depois que você caiu no chão com o pescoço quebrado. Eu senti que ele era uma ameaça então meu sangue se tornou venenoso ao seu organismo. – Ela explicou mostrando os furos de dentes cravados em seu pescoço nu. A ferida não havia se curado, estava em carne viva.
O Original suspirou desapontado, arregaçou a manga de sua camiseta azul e mordeu o próprio pulso levando até a boca de Tessa. Ela segurou o braço de Elijah sem escolha, o gosto de ferrugem desceu por sua garganta a rasgando. A ferida já estava começando a se curar, Elijah recolheu o braço com gentileza e se voltou para o irmão.
– O sangue do bebê pode criar híbridos. – Elijah revelou e Klaus arregalou os olhos com interesse. – Mas é claro que você sabia disso. – Elijah o acusou cruzando os braços no peito. O olhar do híbrido se tornou fatal contra o do irmão.
– Quem te contou? Hayley... – Respondeu sua própria pergunta. – Você acha mesmo que eu conspiraria contra minha família? Contra meu filho? – Rosnou Klaus abrindo os braços em rendição. – Olha o que Hayley está fazendo com você, Elijah! Colocando-te contra mim! – Apontou seu dedo em riste.
– Eu realmente não sei mais quem você é, Niklaus! – Gritou Elijah, mas Klaus o interrompeu mordendo seu pescoço e o jogando longe contra o chão. Elijah tateou a mordida e Tessa se agachou ao lado do Original examinando-o.
– Isso foi por não confiar em mim. – Ele disse saindo como um vulto num piscar de olhos.
✖ ✖ ✖
Elijah estava deitado sob o colchão velho que antes estava Tessa. Ele estava sem camiseta devido ao calor da febre. Sua pele estava molhada pelo suor, sua respiração estava ofegante, Tessa torcia o pano úmido no lado de fora da janela enquanto o vampiro soava frio. Ela caminhou até Elijah e se sentou na beira da cama tateando a testa do vampiro com o pano fazendo a febre baixar um pouco.
– Talvez Klaus tenha mudado. – Comentou Tessa.
– Conheço meu irmão o suficiente para saber disso, e acredite, ele não mudou nada. Mesmo que tivesse mudado isso não é da sua conta, Theressa.
Aquelas palavras foram como lâminas atingindo fortemente seu coração, Tessa engoliu em seco e o olhou com o olhar triste, segurando-se para não chorar. Elijah mantinha o olhar sério, então ela largou o pano ao lado do vampiro.
– Estou me perguntando por que ainda estou aqui. – Tessa pensou em voz alta, quando a garota resolveu levantar para ir embora, Elijah a pegou pelo pulso com sua mão quente e afez sentar novamente.
– Me desculpe, é o efeito da mordida de lobisomem. – Desculpou-se colocando o pano sob sua testa.
Uma lágrima solitária e teimosa deslizou no rosto de Tessa, Elijah levou sua mão ao rosto da jovem e limpou a lágrima com seu dedão, sorriu amigável e pigarreou e seguida.
– Por favor, Celeste. Não chore. – Ele pediu chamando por outra moça, mas Tessa sabia que era alucinação.
Ele continuava a falar sobre assuntos sem nexo, algumas lembras, mas começou a se debater contra a cama dizendo “Mikael”. Tessa se deitou ao lado do vampiro rapidamente e o abraçou fortemente tentando acalmá-lo, mas só piorou. *coloquem a música da playlist* Ele a prendeu contra a parede com sua enorme mão no pescoço da garota que arfava tentando se soltar, seus pés não alcançavam o chão. As veias abaixo dos olhos de Elijah saltaram, e os dentes afiados rasgaram com força a gengiva dele, como um predador.
– Elijah... – Dizia Tessa com a voz abafada tentando falar. Ela tocou o rosto do vampiro. – Você está alucinando e não quer me matar, sabe disso. – O relaxou. Os olhos do vampiro voltaram ao normal assim como seus dentes, a alucinação havia ido embora mais cedo, mas ele mantinha o olhar fixo nos de Tessa.
Ambos não tiveram escolha. Elijah agarrou a cintura de Tessa em um movimento rápido, apertando com prazer. O gesto fez com que os pelos da nuca da garota se arrepiassem intensamente, ela o envolveu com seus braços envolta do pescoço dele, levantando na ponta dos pés para alcançar os lábios entreabertos do vampiro. Elijah colou seu abdômen nu no corpo da garota, olhou uma última vez para seus lábios e em seguida a beijou. Nada mais importava, apenas eles. O momento fora único.
A língua quente do vampiro pediu passagem para a boca de Tessa, e ela cedeu. Suas línguas exploravam cada canto da boca um do outro, o beijo lento se tornou rápido e intenso. Borboletas voavam dentro de Tessa enquanto suas mãos faziam a festa nos cabelos de Elijah. Ele desceu suas mãos até a coxa da garota e subiu suas mãos fazendo a camisola fina levantar. O vampiro a pegou pela coxa ainda nos beijos e a colocou delicadamente sob a cama. Tessa descolou seus lábios dos dele e o olhou fixamente.
– Não posso fazer isso. É melhor irmos embora. – Declarou saindo de debaixo do vampiro.
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