Circle Elementary - HIATUS por tempo indeterminado
1 Capítulo 1 - Pega de surpresa!
Notas iniciais
Capítulo 1 – Pega de surpresa! | Prólogo
New York

Andando pelas ruas desertas de Nova York, a garota de cabelos castanhos e olhos verdes amendoados, cambaleia tropeçando em seus próprios pés após sair de uma boate lotada.
Seu justo vestido preto de lantejoulas estava cheirando a álcool devido ao tombo de levou de um garoto com bebida. Em suas mãos ela carregava seus sapatos, os segurando pelo longo salto preto de camurça. Com a mão na testa ela ria de seu estado, uma risada alta que ecoava nos becos.
Um vento incomum a fez paralisar e mudar sua postura. A garota se virou, mas encarou o vento. Logo, sentiu uma mão forte coberta por um pano branco a apagar. Ela fechou os olhos por completo então o homem de cabelos ondulados e louros a carregou para sua BMW preta, colocando a moça adormecida no banco de trás do carro.
O louro entrou no carro e encarou em seguida seu parceiro. Seu parceiro então disse:
– Não seria mais fácil termos tido uma conversa civilizada com a moça, Niklaus? – Gesticulou com a mão.
– Sinceramente, Elijah... Seus planos sempre fracassam. E eu aposto que ela não aceitaria seu acordo. – Apontou seu dedo em riste arqueando as sobrancelhas.
– Duvido que ela aceite sua proposta depois de tê-la sequestrado. – Suspirou pensativo diminuindo seu tom.
– Não seja tolo, irmão! Ninguém resiste ao meu sotaque. – Sorriu Klaus vitorioso.
✖ ✖ ✖
O sol iluminava serenamente o quarto em que a moça de cabelos castanhos dormia. Seu peito descia e subia conforme sua respiração, sua pele delicada e aveludada a fazia parecer um anjo. Os olhos borrados pela maquiagem forte descansavam num sono profundo, ela ainda trajava o vestido preto e rasgado. Tão jovem e bonita.
Na frente da cama estavam Elijah e Rebekah observando a jovem dormir.
– Por quanto tempo ela vai dormir? – Pergunta a loura para Elijah.
– Não sei, mas acho que depois do que ela deve ter passado ela deve descansar. – Garantiu o Original.
– Você quer dizer ‘depois de ter transado com alguém’. – Corrigiu Rebekah.
– Controle-se, irmã. Talvez virem amigas. – Sugeriu cruzando os braços no peito robusto e suspirando fortemente observando os traços da jovem bonita.
– É, talvez. – Rebekah disse dando de ombros e mudando o peso para sua perna direita.
– Quando ela acordar: dê a ela algo para vestir e leve ela para algum banheiro para que ela possa tomar banho, depois a leve para falar com Niklaus e eu. – O vampiro saiu do cômodo, desceu a escadaria da enorme mansão e caminhou para sala-de-estar.
O híbrido estava observando a paisagem através da janela. Levou o copo com uísque até os lábios e bebeu deixando a bebida queimar sua garganta.
– Como ela está? – Perguntou Klaus sem nem mesmo olhar para o irmão que se acomodava na poltrona branca e polida.
– Aparentemente bem. Ela ainda está dormindo. – Respondeu Elijah.
A garota secava os cabelos castanhos em uma toalha seca que Rebekah a entregou. Os penteou deixando-os secar naturalmente como ondas. A jovem vestiu o short jeans claro e rasgado, e uma camisa xadrez em tons de vermelho e bege – que estava perdida pela casa – que a loura a emprestou. E nos pés ela calçava uma sapatilha preta comum.
Após sair do banheiro abafado, o ar gelado entrou em contato com sua pele morna que no mesmo momento se arrepiou ao sentir o vento soprar seus cabelos quase secos. O cheiro de morango ao leite tomou conta do quarto. Rebekah sorriu satisfeita ao ver que a garota saiu finalmente do banheiro, e se levantou pegando a garota pelo pulso a levando para conversar com seus irmãos.
Ao entrarem na sala os quatro pares de olhos encontraram os da jovem. Suas bochechas enrubesceram ao sentir os olhares em seu rosto. A garota se sentou ao lado de Rebekah no grande sofá de couro branco.
– Presumo que seja Theressa Deveraux. – Disse primeiro Elijah. Ele se acomodou no encosto da poltrona cruzando as pernas cobertas pelo jeans escuros.
– Prefiro 'Tessa'. – Corrigiu a garota.
– Tanto faz! – Disse Klaus dando de ombros e se aproximando da garota. – Sabemos que você é a bruxa que controla o ar. – Soltou por fim.
– Eu previ isso. – Admitiu Tessa. – Sabia que vocês viriam atrás de mim. – Ela arqueou as sobrancelhas, indiferente.
– Que maravilha! – Klaus disse batendo palmas com sarcasmo. – Então vamos chegar ao ponto... Ou você se une à mim, ou fica contra mim. – Disse firmemente.
– Devo lhe dizer o mesmo. – O desafiou. Klaus estreitou os olhos e Tessa se levantou o encarando. – Mas como faz tempo que não entro em uma guerra, eu estou com tédio. Aceito me aliar a você, Klaus.
– Não foi tão difícil. – Comentou Klaus para Elijah. Elijah deu de ombros.
– Com uma condição. – Tessa apontou seu dedo em riste. – Não gosto de ser pega de surpresa então não abuse da minha bondade.
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