Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi

22 Capítulo 22: Como Tudo Começou


Notas iniciais
YO! Espero continuar com minha cabeça! hauehauhea xD *****PEÇO QUE LEIAM AS NOTAS FINAIS...

Capítulo 22 – Como Tudo Começou

A cratera aumentava cada vez mais, e tudo ao redor ia sendo engolindo por ela. O chão tremia como se um terremoto dos mais poderosos estivesse acometendo a região. O chão se abria, criando fendas enormes que engoliam as gigantescas rochas e árvores que haviam por perto. O cenário era horrível e alimentava as esperanças de um próximo apocalipse. Era simplesmente aterrorizador.

No centro da cratera, sentindo o sangue vazar por todos os poros do corpo, enquanto os olhos iluminavam a escuridão do ambiente em meio a destruição, estava Uzumaki Naruto. O jovem estava acordado, mas não conseguia pensar ou fazer qualquer movimento por vontade própria. Seus ossos se deslocavam e voltavam sozinhos para o local correto, em meio a gritos agonizantes do rapaz. Seu corpo se destruía e regenerava novamente apenas para repetir o processo mais uma vez. Era uma tortura desumana, que nem mesmo Naruto pensaria em fazer. Não enquanto não precisasse dela.

O monte dos sapos havia sido evacuado por Fukasaku, que ao notar o incrível terremoto que se formava, agilizou rapidamente tudo que era necessário para manter todos os habitantes em segurança. Notou também que o foco estava na casa perto da sua, onde o jovem Uzumaki deveria estar ainda desacordado. Ele não conseguiu de forma alguma se aproximar dali, devido a gigantesca pressão de chakra. Infelizmente não havia nada que pudesse fazer, a não ser se matar sem nem chegar perto. Como todo líder deve fazer, voltou sua atenção a salvar seu povo.

Todos os sapos se retiraram do local, com os mais velhos dirigindo as ações sob a liderança dos Sennins. Assistiram de muito longe a destruição, ainda sob o forte tremor, horrorizados e, a maioria, imaginando o que diabos estava acontecendo ali. Poucos realmente sabiam que era tudo culpa do Nidaime Rikudou.

Felizmente, no meio de tudo ainda havia uma presença que havia conseguido, por sorte e estratégia, ter sobrevivido até o momento e arriscaria sua existência para contornar a situação. Meishu, que desde que o Rikudou havia acordado pela primeira vez, ficava sempre a dormir por fora do local, por vontade própria. Ele tinha consciência de que agora eles precisariam de privacidade. Não se importava de dormir no tempo frio, e nem sentia frio. Como havia se acostumado um pouco a vida humana, no momento em que Naruto começou a sentir os efeitos da transformação, dormia profundamente e quando notou a situação já não tinha movimentos livres para se mover.

Aos poucos tudo foi ficando aterrador, a pequena casa e a área próxima iam se tornando uma cratera. Meishu não conseguia se mover, e sentia a consciência se esvaindo aos poucos, juntamente com o sangue que saia de seu nariz, boca e orelhas devido a pressão. Porém antes de desmaiar teve uma ideia, que com sorte poderia funcionar. Esforçou-se como nunca, e conseguiu, com seus últimos suspiros, criar minúsculas senbons de chakra. Escorou-se, derramando muito sangue ao chão, e conseguiu chegar à beira da gigantesca cratera. No momento em que colocou seu rosto para observar a destruição, levou uma enorme pancada de chakra, e por milésimos de segundos desmaiou. A cratera formava uma bacia, de onde o corpo de Naruto, contorcendo-se em dor, exalava uma pressão monstruosa, de forma que o chakra saia de dentro da “bacia” e subia aos céus, espalhando as nuvens do local. Meishu esforçou-se novamente e conseguiu mirar em Naruto.

– Meishu: Desculpe-me por isso, Rikudou-sama. – Em seu último suspiro, atirou duas senbons de chakra nos olhos de Naruto.

As senbons ficaram nos olhos do Uzumaki, fazendo descer o sangue e a pressão de chakra dobrar em questão de segundos. O que antes estava sendo partido ao meio, agora simplesmente virava migalhas. As pequenas pedras começaram a virar fragmentos de terra, juntamente com tudo ao redor. Já não havia mais ninguém para interceder por quem estava ali por perto. Meishu, Hinata, Madoka e Tsunade morreriam ali mesmo, vítimas do gigantesco poder de Naruto, que nem mesmo se controlava.

Porém a pressão começara a diminuir a medida que Naruto se quietava e em segundos tudo parou de tremer. Os olhos de Naruto, esbugalhados agora exibiam o forte azul, com um brilho diferente. Ele estava acordado, mas não conseguia pensar em nada mais. Sua razão foi voltando aos poucos, junto com os flashes de memória de tudo que havia acontecido. Seu desespero aumentava ainda mais, a medida que se lembrava de tudo que via, enquanto seus olhos queimavam e seus ossos se moíam e curavam instantaneamente.

Só de imaginar Hinata, Madoka e até Tsunade mortas, o jovem loiro sentia seu corpo voltar ao mesmo processo de antes, se torcendo de tanto aperto no coração. Seu resto de vida estaria acabado caso algumas delas morresse por suas mãos. Sabia que não houve como controlar seu chakra naquele momento, mas mesmo assim se culpava. E era culpa dele, não?

Caso aquilo se confirmasse, ele destruiria aquele mundo completamente. Não haveria mais nada sobre paz ou acordos. Tudo seria destruído, levado ao pó. Não sobraria nada. Não sobraria ninguém. Apertou os pulsos e criou coragem. Piscou seus olhos algumas vezes, sentindo dores no processo. Ele notou que alguem havia ferido seus olhos, e só então tentou localizar alguma presença usando sua percepção de chakra. Sentiu Tsunade, Hinata e Madoka próximas, mas muito fracas. Seu desespero aumentou ainda mais. Sentiu também o chakra de Meishu, também muito fraco.

Completamente atordoado, levantou-se, ainda tonto devido as dores e também pelo desespero de talvez ter alguma de suas garotas ferida. Como era uma cratera, todas estavam também no fundo. Mesmo estando em completo desespero, não pode deixar de pensar pela lógica. Primeiro iria até Tsunade, para que, se necessário, ela pudesse curar as outras. Andou alguns metros e pôde ver a cabeleira loira jogada em meio a destroços. Viu sangue escorrendo por entre as pedras e seu peito apertou. Correu, meio desequilibrado e jogou-se em cima da terra e destroços que a cobriam. Jogou com brutalidade tudo que estava ali até vê-la desacordada, com metade do corpo debaixo da terra.

Já com lágrimas nos olhos, pegou-a carinhosamente pelo ombro e cintura, puxando-a para seu colo. A Senju tinha toda a parte de cima do corpo com sangue preso, como se tivesse recebido pressão de algum peso enorme. Naruto sabia que havia sido a pressão do chakra dele, e se Tsunade estava daquela forma, com certeza as outras estariam piores. Pegou no pulso da garota e sentiu-o fraquejando. Ele tinha certeza que se caso algum Deus existisse, ele não se cansava de fazê-lo sofrer. Passou as costas da mão carinhosamente pelo rosto pálido da garota e chamou-a carinhosamente, tentando acordá-la de alguma maneira.

– Naruto: Tsu-chan! Tsu-chan! – Ele se lembrava de que Jiraya a chamava assim, e ela fingia irritação, mas no fundo gostava. Com certeza também gostaria de escutá-lo chamar assim e de qualquer forma ele gostava de chama-la assim. – Por favor, Tsu-chan, responda! – Apertava-a contra si, derramando lágrimas sobre o peito da garota. Não aguentaria perde-la novamente.

Teve um ideia estranha, mas que poderia funcionar. Juntou chakra senjutsu e entrou no modo Sennin. Respirou fundo e tentou passar um pouco de chakra para ela, para fazê-la acordar. Deu certo, e ele tirou um fardo gigantesco das costas. Tsunade acordou de uma vez, virando para o lado e cuspindo muito sangue. Estava muito ferida internamente devido a pressão que levou.

– Naruto: Que bom, Tsu-chan! – Naruto novamente a apertou contra si.

– Tsunade: Ahh! Naruto-kun, está me machucando! – Arfou, irritando-se, porém quando viu o rosto de Naruto com lágrimas e extremamente preocupado se emocionou. Naquele momento, devido a emoção de vê-lo bem depois do sofrimento por qual passou, nem percebeu com ele a havia chamado. – Eu estou bem, eu estou bem. – Sorriu docemente para ele, mas logo gemeu de dor.

– Naruto: Isso é ótimo! – Sorriu novamente, mas sentiu o chakra de Madoka oscilar um pouco. – Desculpe-me, mas preciso de sua ajuda. Por favor, se cure e trate de Hina-chan e Madoka-chan! – Mudou sua face para séria e Tsunade confirmou.

Pegou uma pedra de tamanho médio e encostou as costas de Tsunade na mesma. Enquanto ela tratava a si mesma, Naruto foi pegar as outras garotas. Criou um bunshin e mandou-o socorrer Madoka, pois sentia Hinata mais fraca. Correu desesperadamente do fundo da cratera para mais acima, onde viu uma gigantesca rocha. O chakra de Hinata vinha debaixo dela, e o loiro novamente controlou-se para não se desesperar. Hinata ficava cada vez mais fraca e o loiro não iria esperar mais nenhum segundo para tê-la em seus braços. O coração se contorcia de medo e nem sequer ousava pensar que ela pudesse correr risco de morte. Bateu na gigantesca rocha, fazendo-a virar migalhas e viu Hinata com o corpo coberto de sangue, com a perna esquerda visivelmente quebrada.

Pulou em cima da garota, trazendo-a para seus braços, enquanto tirava os cabelos que espalhavam em seu rosto. Era uma dor maior do que havia sentido antes. Ter Hinata ferida daquela maneira em seus braços. Logo ela, tão linda e alva que chegava a parecer uma boneca. Acariciou a bochecha da garota com o polegar, lembrando-se de quando ela corava. Incrivelmente, naquele momento, Naruto sorriu. Saiu de seu transe vendo que a bochecha da garota estava vermelha sim, mas de sangue por fora, não por dentro. Acomodou-a com extremo cuidado em seus braços, cuidando da perna para que não a machucasse mais e correu velozmente para Tsunade, sem movimentos bruscos.

O bunshin chegava no mesmo momento com Madoka. A Uchiha era a menos ferida das três. Havia apenas os mesmos ferimentos que Tsunade tinha sobre a pele devido a pressão de chakra. Ao menos uma notícia boa para Naruto, pois claramente ela não corria riscos. Tsunade ainda se curava, arfando pelo cansaço.

A loira levantou-se, com o Byakugou no Jutsu ativado, completamente curada. Como sua idade havia voltado no tempo, seus conhecimentos ainda permaneciam, mas seu chakra não era o mesmo. Havia diminuído consideravelmente, junto com outras habilidades que dependiam de seu condicionamento físico.

– Tsunade: Primeiro curarei Hinata. Por favor, coloque-a aqui. – O loiro colocou Hinata no chão, com cuidado.

Tsunade abaixou-se, desfazendo o byakugou para poupar chakra. Condensou chakra nas mãos e iniciou o tratamento de Hinata, curando-a aos poucos. Em minutos Hinata já estava completamente curada, e deixava suas pequenas luas expostas aos poucos. A primeira coisa que pode ver depois de desembaçar sua visão foram duas safiras olhando-a com felicidade em vê-la bem. Lágrimas desceram dos olhos da garota, e ela pulou nos braços de Naruto, encostando a cabeça do peito nu do rapaz.

– Hinata: Naruto-kun! Que bom que está bem! – Hinata falou levantando a cabeça e olhando-o nos olhos. Naruto gargalhou alto. Como aquela garota podia ser daquele jeito? Era incrível! Havia acabado de escapar da morte e primeiramente se preocupou com ele.

– Naruto: Hina-chan, você não existe! – Segurou o rosto dela com as duas mãos e seu um selinho. Hinata corou e sorriu. – Sente-se bem?

– Hinata: Hai! – Falou docemente, mas mudou rapidamente sua face. Naruto até se assustou por dentro. – O que foi aquilo? Você parecia que estava sendo destruído por dentro!

– Naruto: Eu não sei! Eu não conseguia pensar em nada, apenas sentia aquela dor horrível. Desculpe preocupa-las com isso. – Falou meio sem graça. – Irei falar com Shinju-chan. Temos que descobrir o que aconteceu de errado. – Deixou escapar, mas Hinata não.

– Hinata: EHH? Errado? Quer dizer que Shinju-chan não sabe o que aconteceu? – A Hyuuga mostrava irritação e olhava para Naruto intensamente, fazendo o rapaz sentir-se ameaçado.

– Naruto: C-calma, Hina-chan. Nós iremos resolver tudo, não se preocupe! – Abanou as mãos. Hinata sabia como pressioná-lo. Naruto não sentia medo, mas Hinata era tão lindinha com seu rosto corado, calmo e sereno, que quando a via irritada fazia de tudo para trazê-la ao normal.

– Hinata: Assim eu espero. – Sorriu para ele. Naruto franziu o cenho. Hinata era bipolar por acaso?

Virou-se para o lado e Tsunade tratava de Madoka. A Uchiha não estava ferida tão seriamente e por isso a loira terminou rapidamente o tratamento. Madoka pulou de uma só vez, assustando todos ali.

– Madoka: Naruto-kun! – Pulou nos braços do rapaz, beijando-o vorazmente, inserindo sua língua na boca dele e sugando. Ele, claro, retribuiu agarrando-a e apertando contra si. A garota tinha as pernas cruzadas da cintura dele. Hinata pigarreou.

– Hinata: Se você quer tanto ficar de cama, pode deixar que eu dou um jeito! – Levantou o punho para Madoka, apertando e ativando seu byakugan. Madoka descruzou as pernas e desceu do colo de Naruto, sorrindo e coçando a nuca.

– Madoka: HAHA! N-não precisa! Eu já estou muito bem, não é Naruto-kun? – Piscou o olho para ele. O chakra de Hinata oscilou de tanta irritação.

– Naruto: Hai, Hai! Parem com isso! – Falou seriamente, olhando para toda a destruição que havia ali. Só então todos pararam para olhar o local.

A cratera deveria ter no mínimo cinquenta metros de profundidade e com certeza mais de cem de circunferência. Naruto trincou os dentes e apertou seu punho. Sentia raiva e desgosto de si mesmo. Quase matou as garotas que amava e certamente destruiu toda a vila dos sapos no Monte Myoboku. Será que nunca pararia de fazer idiotices?

– Naruto: Meishu! Quanto tempo demorará em se recuperar? – O loiro falou baixo, notando o gigantesco dragão tampar o clarão que a lua emitia. Naruto sentiu pelo seu chakra que ele estava muito fraco.

– Meishu: Demorarei dois dias para me curar totalmente, Rikudou-sama. – O dragão possuía chakra da Natureza, e como tal, possuia a habilidade de regenerar seu chakra, e por consequência, se curar. Como seu corpo era gigantesco, a demora era justificada. Não podia usar suas habilidades totalmente, incluindo sua própria cura, estando em forma humana.

– Naruto: Muito bom! Obrigado por salvar a todos nós! – Falando isso Naruto pôs a mão no coração e curvou-se levemente para Meishu. O dragão ficou totalmente surpreso pelo ato, pois como servo do Rikudou, não havia feito mais do que sua obrigação. E ainda por cima o Rikudou o agradecia curvando-se mesmo que levemente. Ficou satisfeito consigo mesmo por seu desempenho.

– Meishu: Estou aqui para servi-lo, não fiz nada mais que minha obrigação. – Estendeu suas asas abertas cobrindo uma grande área, enquanto curvava-se para Naruto. O loiro confirmou acenando com a cabeça. Meishu era realmente um servo fiel.

– Naruto: Vejo então que todos estão bem, certo? – O loiro virou-se para as garotas. Todas confirmaram. – Temos agora que corrigir o tremendo estrago que fiz aqui! – Ele franziu o cenho e apertou os punhos. – Mais uma vez. – Hinata tentou chegar perto dele para falar algo, mas ele se movimentou primeiro. – Meishu poderá descansar mais um pouco por aqui, e quando estiver melhor irá nos ajudar, certo? – O dragão apenas confirmou respeitosamente.

Sentou-se ao chão, em silêncio e entrou no Modo Sennin. Ao levantar olhou para as garotas e elas afirmavam com a cabeça. O loiro saiu dali em alta velocidade, sendo acompanhado pelas três. Tsunade começou a arfar rapidamente, em menos de um minuto de corrida. Ela estava abismada com o nível daquelas crianças. Como poderiam ter evoluído tanto e tão rapidamente a ponto de fazê-la pedir para parar tão rápido?

– Tsunade: Ah... Por favor... – Parou de uma vez, apoiando-se numa das árvores, arfando forte. – E-eu não consigo...

– Naruto: Tsunade? Você está bem? – O loiro praticamente desapareceu da frente de Hinata e Madoka, aparecendo de uma vez na frente dela. Ela tomou um susto, mas manteve-se firme.

– Tsunade: Estou sim, mas não consigo acompanhar vocês. – Ela parecia triste.

– Naruto: Entendo. – Virou as costas para ela e se abaixou. – Suba! – Falou sorrindo para ela.

– Tsunade: EH? EHHH? – Corou fortemente.

– Naruto: Desculpe, Tsunade, mas não temos tempo. – Ainda sorrindo, tentou apressá-la, pacientemente.

Infelizmente não havia alternativa. Ajeitou-se, subindo um pouco a saia e subiu nas costas do loiro, abraçando o pescoço do mesmo. Hinata e Madoka apenas observaram a situação uma do lado da outra, enciumadas. O loiro passou as mãos para trás, apertando fortemente as nádegas dela, pervertidamente. Ele não valia nada mesmo.

– Hinata/Madoka: NARUTO-KUN! – Gritaram de trás, de onde os seguiam, completamente vermelhas de raiva.

– Naruto: Desculpe! Desculpe! – Gargalhou alto, mas fechou a cara logo após. – Agora poderemos ir com toda a velocidade. – Falou baixo, imaginando o tempo que haviam perdido.

– Tsunade: O-o quê? Ainda mais? – Perguntou mais para si mesma. Naruto ficou calado. – Quer dizer que já estavam indo devagar? – Sussurrou. Naruto ouviu.

– Naruto: Não se preocupe Tsunade, você também passará pelo mesmo treinamento delas. Ficará tão forte quanto as duas. – Sorriu para ela, a reconfortando. Deveria ser horrível para ela estar em um nível totalmente diferente das outras duas. – Por favor, não fique triste. – Piscou para ela, que corou.

Acelerou os passos, assumindo uma enorme velocidade. Atravessavam a floresta já com raios solares surgindo no horizonte, fazendo tudo aquilo assumir uma grande beleza. De onde estavam podiam observar uma montanha absurdamente grande, e quanto mais se aproximavam, mais se impressionavam. Dada uma certa distancia, foi possível ver a entrada para uma caverna enorme, de onde Naruto sentia a presença dos sapos do Monte. O loiro sentia profundamente tudo que havia feito, mesmo que indiretamente, para prejudicar os sapos que o ajudaram no momento em que precisou. Com certeza os recompensaria depois.

Chegou na entrada da caverna e viu a bagunça que se amontoava com todos os sapos lá dentro. Como eram gigantescos, ficava um pouco mais complicado para se arrumarem para terminar a noite e deixarem descansar os que haviam se machucado. Estava uma confusão tão grande que ainda nem haviam escalado os guardas. Com certeza havia pouquíssimo tempo que haviam chegado ali, e nem haviam percebido a presença do Uzumaki. Naruto estava se odiando por dentro, e resolveu tomar uma atitude.

– Naruto: Venham para perto de mim! – Falou seriamente, olhando para trás. As garotas viram os olhos de Naruto azuis opacos novamente. Ele estava arrasado. Não era momento para questioná-lo e muito menos tentar ajuda-lo. Chegaram para perto dele, encarando-o. – Tsunade, por favor, desça. – Assim ela fez. – Preparem-se. – Não entenderam, mas por pouco tempo.

O loiro concentrou chakra nas duas mãos e pôs uma sobre as garotas, criando uma espécie de barreira sobre elas. Ergueu a outra e impulsionou uma grande descarga de chakra, fazendo com que as pequenas pedras levitassem e o chakra ao redor condensasse. Não era intensão machucar os sapos ali, mas sim chamar a atenção de todos para ele. Não demorou muito e os sapos sentiram a dificuldade em respirar. O loiro então soltou a pressão e fez um simples rasengan, jogando-o perto da caverna. Toda a atenção foi voltada para o impacto e por consequência no jovem loiro que erguia a mão sobre três lindas garotas.

– Gamabunta: — Nar... R-Rikudou-sama? – Falou surpreso o grande sapo guerreiro. Ele era um dos que já sabia que toda a destruição havia sido direta ou indiretamente por culpa do Uzumaki, mas jamais iria cobrar alguma explicação do Rikudou. – Então já está bem...

– Naruto: Sim, eu já estou muito bem. Quero a atenção de todos aqui! – Falou seriamente e em tom baixo, mas mesmo assim toda a bagunça infernal localizada ali cessou de maneira que só se ouvia o barulho do vento. – Toda a destruição do Monte Myoboku foi causada por mim. – Houve alguns sussurros por entre a multidão de sapos, mas logo Naruto continuou. – Não foi intencional, eu apenas perdi o controle de meu chakra, o que não vai voltar a acontecer. Não estou aqui para dar explicações e sim para avisá-los que não ficarão desamparados e que irei recompensá-los em breve. – Primeiramente houve a surpresa de todos os sapos ali, até mesmo os que já sabiam das proporções dos poderes do Rikudou. Acabar com o Monte Myoboku apenas por um descontrole de chakra era surreal. Porém também conheciam Naruto, e sabiam que o loiro jamais faria algo assim com quem fosse inocente. Era um equívoco, pois Naruto já não era mais assim. O loiro expressava uma aura intimidadora naquele momento, que sufocava as garotas próximas dele, não acostumadas a presenciar tal olhar e postura.

Soltou o escuto de chakra que havia feito para as garotas, e começou a andar sentido contrário a caverna, sem falar nada. As garotas ficaram confusas. Era lógico que ele havia ido ali para descansar também, mas não era a intensão dele.

– Tsunade: Para onde vamos agora, Naruto-kun? – Foi a primeira a se pronunciar.

– Naruto: Voltaremos até Meishu e visitaremos outro lugar. – Olhou para o céu já radiando um sol no horizonte. – Finalmente irei conhecer Uzushio.

Sakura ficou perplexa, não sabendo muito o que pensar. Era óbvio que ali um dia havia existido uma gigantesca vila, pois era notável, mesmo destruída, toda sua glória. Olhou novamente ao redor, e finalmente viu o tão glamoroso brasão da Vila do Redemoinho. Porém conforme seu pensamento avançava analisando tudo aquilo, ia completando raciocínios temíveis. Raciocínios quais Sakura queria estar certa para que pudesse evitar.

– Sakura: S-sasuke-kun, mas se Naruto resolver vir aqui? – Sakura temia. Sabia que Sasuke era poderoso, mas Naruto era muito mais nos tempos da guerra e o ataque a Konoha apenas mostrou o quão distante estavam os dois poderes em termos de comparação. Assustou-se ao escutar uma tremenda gargalhada de Sasuke. O Uchiha ria, perdendo a compostura.

– Sasuke: O quê? Você acha que ele pode me vencer? – Falou ainda rindo, mas viu o rosto de Sakura sério e mudou o seu também. – Eu não sou mais o mesmo! – Falou com seu olhar sério de sempre. – Eu já sei do ataque feito a Konoha, aliás, todo o mundo shinobi sabe. Não tenho medo, pois da próxima vez irei acabar com ele. Pelo que vi, ele não fez grande coisa. Eu seria capaz de fazer o mesmo e com proporções maiores. – Sustentou seu olhar sério em Sakura, que ao invés de ficar mais tranquila, temeu ainda mais.

A rosada voltou seu olhar ao passado, onde as disputas infantis de Naruto e Sasuke sempre acabam em luta entre os dois. A situação de agora era um pouco familiar, não fosse a diferença de que a batalha seria mortal. Sakura também se impressionou por Sasuke afirmar ser mais forte que Naruto. Como poderia existir alguem com tal poder?

– Sasuke: E mesmo que nos encontre, não conseguirá passar pelos selamentos de Uzushio. – Resolveu tranquiliza-la um pouco. Não podia culpa-la por temer um confronto com o loiro, pois ele mesmo temia, mesmo afirmando ser mais forte. Era um tremendo blefe, confiando na barreira. – Não se preocupe, Sakura. – Abriu os braços, e a rosada pulou nele, como se buscasse segurança. – Eu irei lhe proteger. – Beijou a testa da garota, que sorriu.

Sasuke estava nervoso por dentro. Lógico que estava infinitamente mais poderoso, mas não havia possibilidades de ganhar uma batalha contra Naruto. O melhor que tinha a fazer era sair de Uzushio o mais rápido possível, mas com um pretexto bem convincente para sustentar seu orgulho. Já Sakura temia por tudo que era sagrado um confronto com Naruto. Acreditava em Sasuke, mas o trauma de ter perdido uma luta contra Hinata em segundos a levava a dúvida sobre qual era o nível de Naruto, que logicamente era mais forte que Hinata. A Uchiha então, com Rinnegan. Aquele era um trio digno de contos históricos de terror. Moer toda aquela situação não a levaria em nada, então resolveu apenas curtir o momento ao lado do amado Uchiha. Abraçou-o, buscando aconchego, e achou. Sentia-se feliz por finalmente Sasuke se mostrar carinhoso e preocupado com ela. Aquilo a fazia esquecer a traição a Konoha.

Naruto, Hinata, Madoka e Tsunade corriam em meio a floresta, rumando Meishu que havia ficado para descansar. O loiro estava visivelmente sério, mas por dentro estava eufórico. Visitar a terra de sua mãe que havia sido destruída anteriormente era por um lado bom, mas por outro o fazia sentir-se triste. Seu conceito em busca da paz estava totalmente errado. Não havia possibilidade de acabar com o ódio perdoando ou ajudando. Arrependia-se amargamente por ter lutado contra Nagato, mas também tinha consciência da necessidade e frutos que colheu após aquela batalha.

– Shinju: Naruto-kun! – Chamou-o calmamente em seu consciente. Naruto fechou os olhos.

– Naruto: O-o quê – Assustou-se com o que viu. – Como isso voltou a ficar assim? – Tomou sua postura séria novamente.

– Shinju: Esqueceu que agora é oficialmente o Nidaime Rikudou? – Perguntou a ele com um sorriso doce. Ela esbanjava bom humor. – Parabéns, Naruto-kun! – Abraçou-o, encostando a cabeça no peito do rapaz. Naruto ficou surpreso pelo ato, mas também feliz. Ele gostava muito de Shinju. Devolveu o abraço, apertando-a contra si. Sentiu-a tremer em seus braços e sorriu. A garota era realmente tímida. Porém escutou uma fungada dela e afastou-a carinhosamente pelos ombros, olhando para o rosto dela. A linda garota chorava, com o rosto vermelho e os olhos cor de mel. – Eu fiquei tão preocupada com você! Pensei que fôssemos morrer! – Ela soluçou, limpando um pouco das lágrimas que caíam. – Doeu aqui! – Apontou para o peito, indicando o coração. – Doeu demais. Por favor, não deixe doer de novo! Eu não quero ver uma cena como aquela de novo! – Abraçou-o novamente.

O loiro ficou perplexo e não conseguiu esconder por trás de sua face séria fria. Ele estava sofrendo horrores, mas lembrava-se da preocupação de Shinju para com ele naquele momento. Sorriu de lado, feliz. Abraçou-a novamente, mas com mais carinho. Após um tempo daquela forma, Shinju se recompôs, afastando-se de Naruto, sorrindo fracamente. O loiro abriu seu sorriso, dos mais bonitos, de quanto era criança.

– Naruto: Não se preocupe! Nós não vamos morrer! – Beijou a testa dela, que corou forte. Naruto sorriu. A bijuu era tão fofa.

– Shinju: H-hai! – Gaguejou. Naruto teve vontade de mordê-la. – B-bem, temos um assunto mais importante! – Mudou sua face instantaneamente. Naruto até se assustou. Shinju agora estava séria demais, e sustentava sua pose imponente como bijuu suprema.

– Naruto: Hai! – Afirmou, assumindo uma pose séria também. – Eu me recordo que você estava confusa sobre o que estava acontecendo. O que estava errado?

– Shinju: Eu sinceramente não sei! Aquilo não era pra acontecer, e você despertou um doujutsu totalmente diferente do que o Rikudou possuía. Você não possui o Rinnegan! – Falou, mudando seu olhar para os olhos azuis do loiro, que mostrou surpresa.

– Naruto: Como assim? – Ele estava tão perdido que até sorriu. Que conversa hilária.

– Shinju: Tente concentrar chakra nos olhos. – Falou calmamente. – Mas com muito cuidado, e tente controlar seu chakra. – O loiro confirmou.

Naruto fechou os olhos. Vagarosamente e com cuidado, concentrou chakra em seus olhos. Tudo começou a tremer novamente e aquilo assustava Shinju. O ambiente começava a trincar e a intensidade de chakra começava a fugir do controle do loiro, que já sentia dores e exibia suas veias dilatadas, revelando o grande fluxo de sangue.

– Shinju: PARE! PARE, NARUTO-KUN! – Gritou desesperada, ao vê-lo cair ao chão, perdendo o controle sobre si. Ao ouvir a voz tão desesperada de Shinju, Naruto tentou retomar seu controle.

Aquilo era como ser possuído, pois ia perdendo o controle sobre o próprio corpo e chakra de uma maneira intensa e rápida. Em um momento estava quase conseguindo e no outro já estava no chão, com Shinju gritando desesperada para ele. Não perderia para aquilo novamente. Esforçou-se, forçando seu próprio corpo a diminuir o chakra, e aos poucos tudo foi voltando ao normal. O loiro agora arfava, cansado como nunca, no colo de Shinju, que o segurava sentada ao chão, enquanto sustentava a cabeça dele em suas pernas.

– Shinju: Bom, eu tinha dois caminhos para seguir dependendo do resultado desse teste, e, infelizmente, o caminho menos indicado no momento é o que precisaremos seguir. – Falou calmamente. Apesar de tudo, Naruto estava bem e ela se sentia confortável com ele ali, perto dela e em contato físico. Não sabia bem o que significava, mas sentia-se muito bem.

– Naruto: E qual seria esse caminho? – O loiro havia se acostumado com os mistérios que rondavam o Rikudou e seu doujutsu.

– Shinju: Seu treinamento começa a partir de hoje! Hoje lhe contarei tudo sobre o Rikudou e como tudo começou desde o inicio dos tempos. – Tomou uma pose séria novamente. Aquele assunto seria complexo. – Mas primeiramente avise a suas mulheres e a Meishu!

O loiro fechou seus olhos e os abriu novamente. A primeira coisa que notou era que, novamente, havia destruído boa parte da floresta. Estava deitado no chão, em meio a destroços de árvores sobre seu corpo. Levantou-se vagarosamente, sentindo seu corpo doer, e novamente caiu. Três garotas haviam pulado em cima dele, perguntando-lhe como ele estava, se estava doendo, se havia quebrado algo. Ele riu carinhosamente para elas.

– Naruto: Hai hai! Eu estou bem! Desculpem-me pelo susto. – Abraçou Hinata, que visivelmente era a mais transtornada. – Porém meu treinamento como Rikudou começará imediatamente. Isso que vocês presenciaram foi apenas um teste de Shinju-chan. – Falou seriamente.

– Madoka: M-mas... E Uzushio? – Perguntou preocupada.

– Naruto: Ficarei insciente por um tempo. O treinamento se dará mais com Shinju-chan, dentro da minha mente, então podemos fazer a viagem com Meishu. – Falou tranquilamente. – Vamos indo! – Pôs-se a correr para onde Meishu havia ficado. As jovens o seguiram.

Passados alguns minutos finalmente chegaram onde Meishu havia ficado para se restaurar. O gigantesco dragão estava dormindo, enquanto seu chakra trabalhava para se recuperar, então Naruto resolveu começar seu treinamento logo e quando o dragão acordasse, eles finalmente partiriam para Uzushio.

– Naruto: Irei começar agora. Quando Meishu acordar, vão imediatamente para Uzushio. – Sentou-se escorando em uma árvore, mas logo Tsunade sentou-se do seu lado.

– Tsunade: Deite-se aqui, Naruto-kun! – Ofereceu suas pernas para que Naruto pudesse ficar confortável. O loiro sorriu pervertidamente para ela, que corou.

– Naruto: Obrigado, Tsu-chan! – Sussurrou ao ouvido dela. Madoka e Hinata aproximaram-se e viram tudo com uma cara emburrada. – Só me chamem a atenção se correrem algum perigo. Acredito que não me fará bem interromper o treinamento, seja lá qual for ele. Novamente: Se correrem algum risco, não hesitem em me chamar! – Falou com a face fria, impondo sua palavra.

– Tsunade/Madoka/Hinata: HAI! – Assustaram-se um pouco pela expressão dele, mas concordaram.

O rapaz fechou os olhos e viu novamente Shinju, sentada na pequena varanda que sua humilde casinha possuía. Sim, Shinju agora podia transformar a mente de Naruto no que quisesse, a menos que ele não quisesse. O controle era total.

– Naruto: Podemos começar! – Falou já chegando perto de Shinju.

– Shinju: Pois bem! – Respirou fundo. – Primeiro irei lhe contar sobre tudo, desde o início, para que possa entender sobre tudo.

– Naruto: Certo! Mas me tire somente uma dúvida? – Shinju confirmou. – Como você pode moldar minha mente para voltar a exibir esse cenário? – Aquela pulga estava o incomodando desde a outra visita.

– Shinju: Agora que você completou seu DNA como Rikudou, nós fundimos nosso chakra. Sendo assim, eu também o controlo e faço parte de sua consciência. Lembre-se que seus olhos se curaram imediatamente quando Meishu os feriu para nos salvar. – Naruto ficou surpreso, mas não se pronunciou. Com certeza havia coisas muito mais complexas. – Preste muita atenção a partir de agora! – Naruto deitou-se ao lado de Shinju, que estava sentada na varanda da casa, totalmente vidrado no que ouviria. – Você já conhece a história de Izanami e Izanagi? – Naruto abriu seus olhos azuis.

– Naruto: Sim, sim. Eu conheço! – Estava eufórico. O garoto gênio já imaginava inúmeras coisas.

– Shinju: Tudo começa com a separação de Izanagi e Izanami, no começo dos tempos.

Notas finais
Bom, eu tive vários problemas durante essa semana, mas foram sobre a fic. Criei várias raízes com futuros diferentes, e isso me levou a escrever e apagar esse capítulo inúmeras vezes. Hoje, peço para que vocês me deem sua visão sobre Haruno Sakura e Uchiha Sasuke. Quero deixar claro que não estou pedindo opiniões sobre futuro ou o que devo fazer com eles (Isso é para os fracos haehuaea). Peço apenas que me digam o que acham deles NESTA FIC, pois mesmo sendo personagens secundários aqui, mudam totalmente o curso da história dependendo do que eu ler nos comentários :D. Obrigado! Outra coisa: Para os autores, foi adicionada uma nova função. Agora é possível ver a quantidade de visualizações em cada capítulo. E eu fiquei muito triste, pela primeira vez desde que comecei. É lógico que continuarei a escrever e não perdi minha vontade nem um pouco, pois gosto demais desta história. Porém, ver que existe cerca de 100 a 120 visualizações a cada capítulo, e apenas 15 ou 20 comentários é triste. Eu jamais pedi comentários e continuarei a não pedir, pois é uma opção do leitor, mas de qualquer forma saber que poucos "valorizam" verdadeiramente a história me deixa triste. Por isso, hoje, agradeço de todo coração a quem comenta, deixando opiniões, críticas, idéias e toda "poha loka" que já li ali hauehauhae. Agradeço muito também a todas as recomendações, pois elas dão a ideia de como a história é para o leitor novato. - Meu sincero obrigado a todos que já interagiram comigo pelos comentários e recomendações!