Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi
38 Capítulo 38: O Trovejar das Nuvens
Notas iniciais
Capítulo 38: O Trovejar das Nuvens
Era madrugada e mais uma vez dois pés davam largas passadas pesadas para o canto do quarto. Da cama três pares de olhos piscavam sonolentamente em busca de uma nova posição confortável para a continuação do gostoso sono que foi interrompido pelo choro de Yumi. A gêmea mais velha acordou chorando estridentemente e logo após fez sua irmã mais nova acordar também. Agora haviam duas mini Naruto, com fios loiros já um pouco grandinhos de maneira que já não dava mais para conta-los, como o rapaz ficava por horas fazendo. Os olhos tremendamente e brilhantemente azuis já o reconheciam como Pai, mesmo que ainda não pudessem falar ou fazer uma demonstração de carinho mais abrangente.
– Naruto: Minhas princesas... – Disse alegremente e baixinho, chegando perto das duas garotinhas que dormiam do mesmo berço, o qual Naruto havia mandado fazer maior que os normais para que coubessem as duas e sobrasse espaço para brincarem durante o dia, quando ficavam ali sendo observadas por Hinata e Hanabi, nos dias que a olhos perolados mais nova também colocava Ushio ali para se divertir com as irmãs. Hinata, que ainda estava sonolenta, mas atenta aos movimentos de Naruto, sorriu ao vê-lo tão coruja e desperto em plena madrugada onde ainda nem haviam sinais do sol ao horizonte.
Era sempre assim. As meninas sonhavam em chorar durante a noite e Naruto já estava aos pés delas. Era incrível como até mesmo levantava às pressas e corria ao quarto de Hanabi, acordando as outras que dormiam com ele e somente depois escutavam o choro do garotinho. Não houve uma vez sequer onde Naruto deixou de levantar nas madrugadas dentre aqueles três meses que aqueles bebês já tinham. O pai mais coruja da história, pela concepção de Hanabi e Hinata. Tsunade deu um pequeno sorriso, levando uma mão ao ventre e acariciando a barriga já com quatro meses. A olhos perolados fechou os olhos e relaxou, ainda escutando os cochichos de Naruto perto das gêmeas, provavelmente contando alguma história engraçada que ele mesmo inventava, não se importando de elas não entenderem.
– Naruto: ...Então apareceu uma abelha ninja gigante, querendo beliscar a mamãe. Mas ela não deixou e fez a abelha feia dormir... – Falava o loiro com o peito dolorido de tanto amor pelas crianças. Naruto imaginava que não poderia amar alguém mais do que amava Hinata, Madoka e Tsunade, mas estava tremendamente enganado. Não podia escolher de peito aberto sua preferência, mas de uma coisa tinha certeza: Sacrificaria tudo de si por aquelas crianças.
↨ País da Terra, Esconderijo de Uchiha Madara.
Estava completo! Na escuridão do laboratório de Orochimaru, o mesmo ria descontroladamente enquanto olhava sadicamente o corpo estirado na maca. O corpo de Otsutsuki Hagoromo finalmente havia sido desvendado. Não havia entendido completamente como funcionava o metabolismo daquele monstro. Algo totalmente sobrenatural e que o Sannin Orochimaru jamais havia visto em toda sua vida repleta de incontáveis experimentos e corpos abertos com órgãos expostos. Finalmente!
O corpo de um shinobi se diferencia de um civil pelo fato do chakra ter sido treinado. Todas as pessoas possuem chakra, porém o mesmo funciona como músculos, e se não for treinado, não evolui. A diferença entre shinobis de grande porte e shinobis comuns é pelo fato de um treinamento mais intensivo, dedicação, e, lógico, pelo fato de alguns terem linhagens mais fortes, que provavelmente descendem do Rikudou ou de miscigenações entre clãs com estruturas de treinamento já fortes.
Hagoromo era diferente. Era como se possuísse apenas um lado da moeda. A parte Yin do chakra era muito menos que a Yang, deixando Orochimaru por meses analisando todas as possiblidades para que aquilo tivesse acontecido. Era surreal que alguém não tivesse tudo equilibrado, cinquenta por cento Yin e cinquenta por cento Yang. Hagoromo possuía trinta por cento Yin e setenta por cento Yang. No fim, o Sannin desistiu de descobrir o porquê daquilo e concentrou-se apenas em resolver, e conseguiu.
Teve que remodelar a criação do selo amaldiçoado para que o mesmo acumulasse setenta por cento Yin e trinta por cento Yang, fazendo com que o usuário equilibrasse as duas metades, balanceando o corpo e ao juntar-se as células de Hagoromo, a própria e o selo amaldiçoado, tudo seria equilibrado. O problema foi resolvido, porém ainda não haviam conseguido implantar o selo amaldiçoado com sucesso. Havia testado em inúmeros shinobis com Kekkei Genkai e Kekkei Touta e nada havia funcionado. Os corpos não suportavam a pressão da mistura de genes altamente poderosa e os canais de chakra começavam a corroer e derreter-se para logo após infectar as artérias e órgãos. O shinobi cobaia morria em minutos.
Orochimaru mais uma vez sorriu de maneira sádica, lembrando-se de quantas vezes havia falhado para finalmente ter conseguido acertar a composição mais perfeita que havia feito e também imaginado. Há um mês exato foi realizado o teste com os genes Uzumaki e Uchiha e finalmente havia conseguido êxito na mistura. Um corpo morto de um shinobi, já que a cobra não poderia arriscar implantar tanto poder em um shinobi vivo, reagiu à mistura dos genes e, com um jutsu de revitalização de células feito por Orochimaru, conseguiu aderir e multiplicar suas células e por assim absorver e começar a produzir o chakra do Rikudou.
Finalmente iria incluir tal mistura no corpo de Sasuke, fazê-lo forte o suficiente para lutar contra Naruto e então poderia roubar o corpo do Uzumaki para si mesmo. Mais uma vez os dentes ferinos se mostravam no sorriso sádico do velho Sannin. Mesmo que Sasuke não pudesse dar conta de Naruto sozinho, não havia como ser derrotado facilmente e isso seria suficiente. Enfraquecer Naruto já seria o suficiente. Afinal, ainda haveria Madara e ele mesmo para interferirem e ajudar o Uchiha. Havia passado tanto tempo visando um corpo Uchiha e agora surgia à sua frente algo mais perfeito ainda: Um corpo Uzumaki. Fechou o corpo do Shodaime Rikudou com uma capa e aplicou o jutsu que mantinha o corpo com características de vitalidade, fazendo-o manter as células como se tivesse morrido há pouco tempo, não exalando odor algum e também não entrando em decomposição. Pela manhã falaria com Sasuke e iniciaria o processo de implantação dos genes.
↨
Amanheceu e os olhos verdes já encaravam os olhos negros deitados de frente um para o outro, com os corpos cobertos apenas um por um fino lençol branco. O típico frio da época do ano não interferia no calor dos corpos que reagiam com tanto êxtase um ao outro. Hoje Sakura aproveitaria a ereção matinal do amado como raramente conseguia fazer. Sasuke na maioria das vezes estava de pé antes mesmo do sol aparecer pelo horizonte, treinando sua resistência física para que pudesse suportar a pressão do chakra puro que receberia. Se tornaria também um descendente do Rikudou de maneira direta, assim como Óbito havia sido, porém não queria de maneira alguma perder o controle do próprio corpo nem por um instante.
Sentiu Sakura passar para cima dele, beijando o peitoral atlético para logo após ir para para a orelha, chupando o lóbulo e caminhando com a língua até chegar à entrada do orifício, sentindo o Uchiha finalmente se livrar de sua frieza habitual e arrepiar-se, envolvendo suas costas com os braços fortes, levando uma das mãos pelas costas finas até chegar ao meio das nádegas de Sakura. A garota arfou, mas afastou-se levemente, fechando o cenho.
– Sakura: Sasuke-kun! – Olhou-o feroz. – Não tão rápido. – Meio bipolar, sorriu manhosa para ele assim que o mesmo subiu novamente com as mãos e agarrou um dos seios, escutando o gemido da garota.
Beijou ferozmente a boca de Sakura e girou, ficando por cima da garota e penetrando-a mesmo sem a intimidade da garota estar preparada, fazendo-a dar um grito agudo de dor e ranger os dentes, para logo depois sorrir. Jamais diria para Sasuke, até mesmo porque ele sabia, que adorava sofrer nas mãos dele. A penetração seca, desprovida do “molhado” fazia a garota sentir dores tremendas, mas não menos adorar aquilo. Apertou as costas de Sasuke contra si e cruzou as pernas por sobre as costas dele, puxando-o e fazendo-o entrar mais profundamente em si, sentindo o Uchiha ofegar em seu ouvido e beijar seu pescoço.
– Orochimaru: Lamento atrapalhá-los a essa hora da manhã, dez, mas já esperei demais. – Disse o Sannin transformando o clima quente tropical em gelo nórdico de um segundo para outro ao bater na porta do quarto. Sakura bufou e Sasuke apenas fechou a cara, voltando à sua frieza. O Uchiha saiu de dentro da Haruno e virou-se para o lado, ponto os pés no chão ao lado da cama e vestindo-se rapidamente.
– Sasuke: O que quer? – Perguntou aparentemente indiferente, mas por dentro estava a ponto de uma convulsão de tanto ódio por ter seu momento interrompido.
– Orochimaru: Está tudo pronto. Podemos realizar o processo agora mesmo. – Disse um tanto quanto indiferente, como se não importasse, porém ardia por dentro na ânsia de ver Sasuke largar a sua forma fria. Sorriu quando viu a máscara de gelo derreter.
Sasuke petrificou, esbugalhando os olhos e entreabrindo a boca. Não que fosse uma notícia surreal, pois ele já a aguardava. Porém, agora enfeitava sua mente com imaginações e suposições para tudo aquilo. Havia chances de dar errado. Caso desse, nem mesmo sabia se ficaria vivo. Até agora os shinobis que tiveram os genes implantados morreram instantes depois, porém ele era um Uchiha, um descendente direto do Rikudou. Iria dar certo e ele seria, finalmente, forte o suficiente para acabar com Naruto e despejar o papel de coadjuvante de toda aquela história. Poderia, finalmente, tomar as rédeas de suas próprias vontades e enfrentar tanto Orochimaru como Madara e Naruto.
– Sasuke: Não saia daqui até eu voltar, Sakura! – Disse firme e olhou sério para a garota enrolada nos panos da cama. Ela assustou-se pela forma também assustada que Sasuke a olhou, mas confirmou com um menear de cabeça afirmativo.
Caminharam em silencio, lado a lado, até chegarem ao laboratório. Entraram e logo Sasuke notou que tudo estava limpo. Não havia mais centenas de corpos estirados ao chão ou sobre macas e muitos utensílios também não estavam mais no local. Vasculhou tudo e notou apenas o corpo do Rikudou em uma maca suspensa a noventa graus com três tubos similares a mangueiras que tinham um agulha bem grossa na ponta. Entendeu logo que deveria se colocar na maca ao lado e que as agulhas iriam penetrar suas veias. Não foi necessário que Orochimaru dissesse mais nada para ele, que logo acomodou-se no local lógico que deveria ficar e esperou que o Sannin lhe desse as dicas.
– Orochimaru: Como você já sabe, as chances de sucesso não são de cem por cento. Irei adicionar o próprio sangue do Rikudou em suas veias e logo após inserir DNA puro no selo em sua nuca. – Disse sério, encarando Sasuke profundamente. – Você irá obter os genes direto do Rikudou e pequena parte do chakra de todos os bijuus que ele ainda possui no corpo, já que é impossível um Jinchuuriki deixar de sê-lo e perder tudo. Você terá os mesmos poderes que ele tinha antes de largar de ser Jinchuuriki. É apenas uma teoria, já que você absorverá apenas o chakra dos bijuus e não eles em si. O máximo de ruim que pode acontecer, mesmo dando certo, é você se tornar algo parecido a um bijuu ou até mesmo o Juubi. – Ainda sério, disse as últimas dicas e informações para Sasuke. O Uchiha abriu os olhos e encarou friamente a cobra.
– Sasuke: Prossiga. Eu sei muito bem dos riscos e benefícios. Faça seu trabalho e deixe que eu me viro com as consequências. – Falou arrogante e Orochimaru o olhou com um sorriso no canto dos lábios.
Executou um complexa sequência de selos e tocou com uma mão o peito de Hagoromo e com a outra o peito de Sasuke, que vestia apenas a parte de baixo de sua roupa. As enormes seringas encontravam fixas no pescoço, uma entre as costelas de Sasuke, em direção ao coração e a outra entrava pela cintura em direção ao cóccix. Inseriu uma pequena quantidade de selos nas mãos para tão logo escutar o grito de Sasuke ecoar por todo o local.
O jutsu fazia o coração de Hagoromo bombear levemente o sangue em suas veias e jogá-los nas seringas, que passavam para o corpo de Sasuke. O sangue traria a codificação genética suficiente para atrelar-se ao DNA de Sasuke e então dar início à mutação planejada. O Uchiha vibrava o corpo e o mesmo deixava que os poros jogassem suor e chakra para fora, como se fosse um balão cheio de furos (N/A: Quem assistiu a Saga Majim Boo de Dragon Ball deve se lembrar de quando o Majim Boo ficava com raiva e soltava aquela fumaça pelos buracos. Algo parecido com aquilo mas de efeito bem menor.). Orochimaru deixou-o sentir as dores e gritar à vontade, já com os olhos totalmente brancos. Fez outra sequência de selos e novamente tocou o peito de Hagoromo, deixando sua mão ficar totalmente negra, praticamente igual a um pedaço de carvão. Levou a mesma mão em direção ao selo amaldiçoado e fez uma outra sequência de selos, tocando novamente e nesse instante Sasuke desmaiou, enquanto seu selo absorvia o negro da mão de Orochimaru.
Cinco segundos se passaram após Orochimaru deixar sua mão novamente pálida, passando totalmente o que havia absorvido de Hagoromo, e Sasuke abriu seus olhos surpreso, como se tivesse tido o pior dos pesadelos. Orochimaru afastou-se do lado e ficou diante de Sasuke e sentiu seu corpo tremer devido a surpresa. Os olhos do Uchiha exibiam o tão almejado e poderoso Rinnegan. Havia sido mais fácil do que imaginado e o Sannin sorriu novamente, passando a língua pelos lábios.
– Sasuke: Em que ano estamos? – Perguntou com uma voz mais grave, já quebrando os ferros que o prendiam à maca. Pisou no chão e desequilibrou-se, apoiando com os dois braços. Usou a força dos braços e pôs-se em pé novamente. Olhou para todo o local e então focou atentamente para Orochimaru e finalmente para o corpo da maca. Estreitou os olhos e olhou novamente para Orochimaru. O olhar era duro, frio e extremamente avaliativo, mesmo que fosse apenas a imagem do Rinnegan à sua frente. Orochimaru sentiu um calafrio por todo seu corpo. Aquela não era a aura extremamente fria e mortal que Sasuke lhe emitia. A aura de Sasuke era como uma espada que lhe ameaçava partir ao meio por uma simples palavra errada. Porém a que o Sannin tinha o desprazer de sentir agora era como uma foice que lhe convidava à morte, e lhe convencia de que seria melhor levar sua jugular ao encontro dela do que deixa-la vir à jugular. Era bem complexo de entender e chegar a alguma conclusão. – Diga-me o que estás a fazer com este corpo, uma vez que tu não és a criatura escolhida para ser o Nidaime Rikudou.
– Orochimaru: M-mas que merda é essa? – Sussurrou por um fio, um tanto quanto atordoado com a situação. Aquele não era Uchiha Sasuke. – Otsutsuki...
– Sasuke: Hagoromo. – Concluiu a frase que sairia da boca do Sannin. – Responda a questão imposta, criança. – Deixou seus olhos crescerem um pouco, intimidando profundamente Orochimaru. O Sannin estava tão perplexo que não conseguia organizar seus pensamentos e suas ideias, porém seu interior lhe dizia para obedecer de bom grado tudo que aquele ser lhe ordenasse.
– Orochimaru: D-do que você está falando? – Tentou desconversar, mas seu instinto de sobrevivência era bem treinado pelo simples fato de ter sido demasiadamente usado. Já havia sobrevivido tantas vezes à causas praticamente impossíveis que era difícil rejeitar a ele no momento. Porém o raciocínio era devagar devido ao extremo medo e impacto daquilo. Como assim Hagoromo havia possuído do corpo de Sasuke? Ele não estava morto na maca ao lado. Neste momento Orochimaru desviou o olhar para a maca, mas se arrependeu profundamente de tê-lo feito. No outro segundo Sasuke (Hagoromo) segurava fortemente seu pescoço de tal forma que o ar não conseguia penetrar em suas narinas. Olhou nos olhos da cobra ameaçadoramente e sua voz arrastou-se feito um vento gélido pelos ouvidos do Sannin.
– Sasuke (Hagoromo): Revele-me agora onde se encontra o Nidaime Rikudou! – Falou tranquilamente, mas sua voz feria ao cérebro de Orochimaru psicologicamente. Era como ouvir ordens da própria existência. Apesar disso, Orochimaru começou a sorrir e em segundos gargalhava abertamente. Hagoromo estranhou a reação e achou aquela pequena criatura interessante. Soltou-o do aperto no pescoço e Orochimaru ficou em pé novamente, passando as mãos pelo pescoço e engasgando em meio aos sorrisos. – Vejo que herdou a petulância de seus antepassados Uzumakis... – Exibiu um meio sorriso alegre, como se aquele ser lhe lembrasse seu filho mais jovem. – Apesar de sentir uma certa felicidade batendo em meu peito, não lhe permitirei outra chance. Responda-me agora, filho! – Novamente fechou a cara e encarou profundamente Orochimaru, que nesse momento apenas o encarava.
– Orochimaru: Foi muito bom saber de onde vim, mas me desculpe, não irei colaborar com você. Tenho meus próprios interesses... – O olhar arrogante e debochado irritou profundamente o Rikudou.
– Sasuke (Hagoromo): Quanta insolência! – Sumiu e apareceu em milésimos de segundos na frente de Orochimaru, que sustentava seu sorriso. Infelizmente a velocidade do Rikudou não foi superior ao único selo que Orochimaru necessitava. Hagoromo parou seus movimentos no mesmo instante, com o punho a centímetros do rosto do Sannin. – Essas crianças estão cada vez mais irritantes. Só me surpreende que você vem das duas linhagens que cuja paz era a maior ambição. Indra sentiria inveja de sua determinação.
– Orochimaru: Como esperado do grande Rikudou Sennin. Percebeu então o meu truque... – Sorriu à sua maneira clássica, como se debochasse de Hagoromo.
– Sasuke (Hagoromo): Superestimei este corpo. Apesar de descender de Indra, não se compara ao meu primogênito. – Decepcionado com seu próprio desempenho, Hagoromo sabia que não teria chances de se soltar devido ao fraco poder que o corpo atual sustentava. – Acho que já estamos resolvidos. Poderia agora me dizer como irão ameaçar a paz deste mundo?
– Orochimaru: Não será necessário... – Fez uma pequena sequência de selos e Hagoromo piscou os olhos vagarosamente, os abrindo novamente e mostrando apenas os olhos negros. – Bem-vindo de volta, Sasuke-kun!
– Sasuke: Quer dizer que agora eu sou o Jinchuuriki do Rikudou... – Falou para si mesmo, apertando os pulsos e dando um sorriso de satisfação.
– Orochimaru: Exatamente... – Confirmou enquanto fechava novamente a capa que portava o corpo de Hagoromo. – É exatamente como um Jinchuuriki. Agora basta esperar seu corpo se acostumar e esperar que o poder cresça dentro de você.
– Sasuke: Agora é apenas treinar e esperar pelo dia de me livrar do Naruto. – Sorriu novamente enquanto se retirava do local.
– Orochimaru: Agora é apenas treinar e esperar pelo dia em que eu tomarei você sobre controle e ganharei o Naruto-kun... – Sussurrou após Sasuke se retirar. A cobra Sannin tinha total controle sobre o Rikudou dentro de Sasuke. Poderia a qualquer momento libertar ou controlar o velho Hagoromo. Sasuke era agora o seu mais novo brinquedinho.
Por outro lado, Sasuke sabia muito bem daquilo. Seria o maior imbecil da face da terra se confiasse nas palavras daquela cobra. Além disso, tinha total percepção do estado do seu corpo. Havia notado que ele não tinha controle sobre Hagoromo. Apenas Orochimaru poderia “ligar” ou “desligar” Hagoromo da forma que quisesse. Mas esse seria um problema bem fácil de se resolver. Apenas se livrar de Orochimaru seria o suficiente, já que não haveria mais quem pudesse libertar o Rikudou além dele mesmo. E com o tempo aprenderia a comandar o seu “bijuu”.
↨ 4 Anos Depois. Kumogakure no Sato
Havia passado todos aqueles anos criando o mesmo selo naquele mesmo local. O último seria feito agora. Concentrou chakra nos trêmulos braços e mãos, executando novamente o maldito selo. Bateu fortemente a mãos no local e tudo brilhou. Levantou-se com dificuldade e caminhou alguns metros no longo carpete vermelho que ostentava o palácio Kage da vila.
– Karin: Todos os cento e vinte mil selos já foram postos. Pode dar o próximo passo. Tantos selos seriam capazes de segurar até mesmo Kami-sama. – Disse ofegante e o Raikage lhe olhou friamente.
– A: Está dispensada. Seus serviços foram úteis e mais uma vez afirmo que se algo referente ao seu trabalho aqui for dito a alguém, você morrerá. – Olhou-a seriamente e viu a garota engolir a seco. Karin tinha Sasuke ao seu lado, mas fugir sozinha do Raikage seria impossível. Ainda bem que tudo isso estava sendo encoberto e que finalmente se via livre daquele local. Poderia, finalmente, ter Sasuke para si. Saiu rapidamente do local e tomou o caminho para o país da Terra.
Kira A levantou-se de sua imponente poltrona e dirigiu-se para a área externa, entrando em uma porta subterrânea e logo vendo dois guardas Chuunin de prontidão. Ambos o cumprimentaram e ele seguiu adiante naquele corredor. Pôde enxergar ao longe uma gigantesca cabeleira branca, que chegava até os joelhos da bela mulher que estava escondida por trás dos trapos e toda aquela sujeira. Fora os quilos a menos e olheiras que a assolavam.
– Mabui: Como ele está? – Perguntou desesperada. – Por favor, deixe-me visita-lo! – Implorou já em lágrimas ao pé da grade.
– A: Não se preocupe. Ele está muito bem e bem acompanhado também. Aposto que nem mesmo sente falta de você! – O que não deixava de ser verdade. O coração de Mabui apertou também sabendo que isso aconteceria. – Você deve se alimentar corretamente, Mabui. Está magra, pálida. Deste jeito até parece que não estamos lhe tratando de uma maneira aceitável. – Tinha pena no olhar. Sempre havia gostado do trabalho de Mabui e sabia que no fundo ela não era uma pessoa ruim. Porém aquilo era necessário. Era por um bem maior e felizmente logo poderia deixa-la livre daquele fardo. Passou a gigante mão que possuía pelo pequeno rosto da mulher, limpando o rastro lágrimas e sentindo a maciez da pele dela. Não a desejava como mulher, mas admitia que era bela fisicamente e de caráter. Tudo havia sido um acidente, como ela mesmo falara antes. – Cuide-se. Em breve poderá sair e vê-lo novamente. Quem sabe até podem recuperar o que perderam a tanto tempo... – Disse já de longe, fazendo com que a mulher ajoelhasse ao chão novamente em lágrimas. O que daria ou quanto pagaria para ver novamente aquela cabeleira loira e os olhos tremendamente azuis daquele garoto...
Ao sair pela porta, o Raikage acenou para os guardas e lhe deu a ordem que eles já sabiam como cumprir. Algumas semanas atrás, quando foram colocar baldes de água, juntamente com alguns acessórios femininos para ela, deixaram propositalmente uma kunai “cair” em um canto da cela. Tudo fazia parte do plano do Raikage. Afinal, não poderia simplesmente soltá-la, mas tinha a intensão de deixa-la livre. Desde então foi notada uma movimentação estranha nos fundos da cela. A mulher passava grande parte do dia quebrando parte do concreto que dava para o lado de fora, local onde entrava ar para que pudesse respirar e também alguns raios solares para que ela pudesse absorver calor. Apesar de tudo, A gostava da garota e fazia o máximo para que ela sofresse o mínimo ali. A partir de agora, segundo os guardas, faltavam apenas mais uns poucos dias para que ela completasse a fuga. A ordem do Raikage era para simplesmente ignorarem os poucos sons que vazavam dali e permitissem a fuga dela quando ela finalmente conseguisse terminar de orquestrar seu plano. Dois ou três dias no máximo para ela fugir do local e procurar ajuda nos braços da pessoa culpada por tudo: Uzumaki Naruto. E então... Atraí-lo para a armadilha.
↨ Dois Dias Depois. Império Akatsuki, Vila Oculta da Névoa.
– Hinata: ONDE ELE ESTÁ? – Gritou furiosa de dentro da sala do senhor feudal. Naruto novamente tinha sumido e por coincidência, ou não, Ushio também. Era algo rotineiro daqueles dois.
– Shinju: Ele sumiu novamente? – Perguntou e viu Hinata possessa. O Byakugan ativado e as veias dilatadas iam até o pescoço tamanha fúria que a meiga mulher sentia naquele momento. Shinju logo entendeu e bateu levemente a mão na testa. – De novo?
– Hinata: AQUELEEEEEEEEEEE BAKAAAAAA! – Gritou tremendamente irada. – Eu vou mata-lo! – Sussurrou friamente, estralando uma mão com a outra e derrubando a parede da sala do senhor feudal, sumindo pelas ruas da agora bela Kiri.
Tudo havia mudado drasticamente. A vila da Névoa parecia ter sido montada inteira para turistas. Todos os locais eram belos. Os hospitais da mais alta qualidade. Escolas shinobi e civis com altos índices de aprendizagem e shinobis extremamente úteis. Os Jounnin de Kiri poderiam facilmente sobreviver a uma batalha com um shinobi de nível Kage. Os Chuunin possuíam um nível igual aos Jounnin de outras vilas e os Gennin eram iguais aos de nível Chuunin de outras vilas. Tudo graças a ideia que Naruto teve de separá-los por afinidade de elementos. Assim seria mais fácil de controlar o chakra e dominar jutsus mais avançados treinando apenas os que tinham mais facilidade.
A economia era considerada a mais avançada dentre todo o mundo. Os dois anos de investimentos massivos em tecnologia e produção agrícola foram o diferencial. Os cursos preparativos e treinamentos para o trabalho eram perfeitos e rápidos, fazendo com que os trabalhadores possuíssem instrumentação melhor para trabalharem e produzirem mais. Tudo, ou melhor, praticamente tudo havia mudado para melhor. O que não havia mudado era a personalidade ero e idiota que Naruto às vezes tinha, e isso era o motivo de Hinata estar possessa mais uma vez pelo mesmo motivo em mais um dia.
Os olhinhos pequenos vasculhavam aquele universo incrível com toda potência. O pequeno Byakugan trabalhava intensamente todos os detalhes que poderia perceber. A carne brilhosa e macia. Os mamilos e seios incríveis que aquelas moçam tinham. O pequeno pintinho ereto por baixo do short que usava deixava Naruto orgulhoso do moleque que estava sob seu ombro.
Ambos tinham sorrisos tremidos e mãos no queixo enquanto um fio de sangue descia das narinas de ambos. Estavam escondidos sob uma árvore ao lado do mais famoso banho termal feminino daquele local. Acabara de entrar uma majestosa mulher entre as outras no banho. Aquilo fez descer mais uma enxurrada de sangue dos narizes de ambos, que tiveram que usar o pano que sempre andava com eles quando iam naquele lugar. Estavam preparados, claro!
– Naruto: Ei Ushio... O que acha daquela ruiva? – Perguntou concentrado nas curvas da linda mulher.
– Ushio: É uma beldade, papai. Peitos A, cinquenta e oito quilos, noventa e oito centímetros de quadris... Ela é incrível. – Disse o garoto completamente vidrado. Dentre todas as vezes que havia ido ali com seu pai, aquela era a mulher mais linda que havia visto fora as esposas de seu pai e sua mãe.
– Naruto: Que linda! Papai também quer casar com ela... – Deixou-se dominar por um sorriso sonhador, imaginando as loucuras que poderia fazer com uma mulher daquelas. – Será que Hinata-chan deixaria? – Sussurrou para si mesmo, absorto e como se existisse apenas aquela mulher naquele mundo. – Acho que o Naruto-kun Júnior jamais ficaria mole enquanto eu olhasse para ela... – Disse para o filho ouvir, mas ele nada pronunciou.
– Hinata: É mesmo? – Disse com uma veia gigante dilatada na testa. Ver Naruto daquela forma lhe lembrava exatamente como era Jiraya. Salvo que Naruto era muito pior que ele.
– Naruto: Sim...! Olha aquelas curvas! – Não percebeu que havia sido Hinata a responder, o que fez a garota ir no inferno tamanha irritação. Apertou os pulsos e rangeu os dentes.
– Ushio: P-p-papai...!? – Disse com um fio de voz.
– Naruto: Hãm? – Resmungou focando no meio das pernas da garota, que acabara de abri-las para testar a temperatura da água.
– Hinata: A ÚNICA COISA MOLE QUE VAI TER AQUI SÃO OS SEUS DENTES! – Socou fortemente o olho de Naruto, deixando-o atordoado e fazendo-o cair da árvore. O rapaz passou a mão pelo nariz limpando o excesso de sangue e olhou para cima, vendo um demônio olhá-lo como se ele fosse um pequeno pardal. Engoliu a seco. – Você é o único homem da face dessa imensa terra a ter quatro mulheres todo dia, transando com elas todo dia, e procurando por outras! – Vociferou para ele já de pé e com um pé sobre o Naruto-kun Júnior, como Naruto se referia ao próprio pênis quando brincava com elas.
– Naruto: M-Mas Hinata-chan! Toda criança gosta de brincar com os brinquedinhos dos outros... – Disse com um sorriso fraco. Hinata sentiu-se ser envolvida pelo manto de Izanami, que apodrecia no inferno. Estava possessa de ódio. Apertou com força o pé sobre o pênis de Naruto e viu o rapaz se contorcer.
– Hinata: Já é a terceira vez essa semana, Naruto! E hoje é quarta! – Retirou o pé e respirou fundo. Ignorou Naruto e virou-se para Ushio, que se tremia detrás da árvore. Sorriu dócil para ele e viu o garoto sorrir assustado, como se tivesse vendo um demônio converter-se em anjo de um segundo para outro. Ela abaixou-se e limpou o sangue no nariz do garoto. – Venha Ushio-kun! Não se importe com seu papai baka... – Pegou na mão do garoto e saiu caminhando tranquilamente enquanto Naruto agonizava no chão. Sorte dele que aquele local era um pouco escondido pela vegetação e ninguém poderia ter visto a esposa do grande Uzumaki Naruto ter acabado de lhe bater e dar sermão sobre espiar em fontes termais.
Naruto gemeu por mais alguns minutos e levantou-se do chão, sentindo os testículos latejarem, e pulou para sua sala usando o Hiraishin. Havia treinado muito durante esses anos. Seu nível era absurdamente mais poderoso do que jamais sonharam um dia ser capaz um shinobi alcançar. Se aquele não era o poder do Rikudou Sennin, com certeza era algo além. Porém ainda haviam problemas e um deles era o fato de Naruto não conseguir postar-se em uma luta por mais de cinco horas seguidas sem seu corpo se desgastar a ponto de desmaiar. Isso porque ainda sofria com o poder em excesso que tinha e seu corpo não suportava. O poder não cabia em seu corpo quando liberado e destruía completamente seu sistema primário e secundário de chakra, precisando horas de descanso para enfim poder lutar novamente. Mas isso apenas se ele usasse dois doujutsu diferentes de uma só vez. Caso usasse apenas um, no modo econômico, como Madoka apelidou, poderia ficar por no máximo oito horas em luta.
– Yumi/Yui/Nike: Papai! – Gritaram felizes ao vê-lo aparecer em sua cadeira de uma hora para outra. Nike era, para dor de cabeça futura de Naruto, outra linda garota. Era tão idêntica às outras que poderiam ser confundias como trigêmeas, não fosse a filha de Tsunade ser oito meses mais nova. Naruto sorriu de volta e abriu os braços, vendo as filhas pularem por cima da mesa e abrirem os braços delas. Porém as garotas pararam no ar e os sorrisos murcharam ao verem Hinata abrir a porta e segurá-las no ar com o Byakugan no Fan.
– Hinata: Não toquem no pervertido do seu pai! Ele está sujo das mulheres mundanas. – Falou a garota com um bico e virando o rosto de lado. Estava claramente exigindo um pedido de desculpas e não era fácil reconquistá-la. Pelo menos era o que ela achava antes das investidas do amado. Era muito fácil, segundo Naruto. A verdade era que ele não tinha intensão de ir para olhar outras mulheres. Lógico que não perderia a chance. O que ele queria era inserir o garoto cedo no mundo das lindas mulheres, pois ao ver dele, ele demorou demais para ver isso. Esse mundo apenas foi apresentado para ele quando Jiraya o levou para o treinamento fora de Konoha.
– Naruto: Solte elas, Hina-chan. – Disse calmamente. Hinata notou que ele não estava mais brincando, mas também não estava irritado. – Vão brincar por aí, minhas lindas! – Disse feliz, vendo-as se aproximarem novamente sorrindo e beijarem o rosto dele, cada uma de um lado. Ushio veio logo após e bateu na mão do pai, como dois amigos o faziam. – Não quebrem nada por aí. – Gritou depois dos garotos saírem fechando a porta com força.
Yumi era a mais velha, e por Yui ser exatamente como ela na aparência e no jeito estabanado, diferenciavam-se pelo corte de cabelo. Yumi possuía o cabelo loiro liso descendo como cascatas pelas costas até a cintura. Embora extremamente liso e sedoso, havia herdado o lado rebelde no alto da cabeça. Caso fosse cortado ao pé da nuca, ficaria igualzinha a Naruto. Yui era da mesma forma, mas usava dois rabos de cavalo nas laterais, tal qual quando Naruto fazia o Jutsu Sexy. Nike era exatamente como as duas gêmeas. Possuía os mesmos cabelos rebeldes em cima, e, também diferenciando das outras, tinha o cabelo curto nos ombros. Ushio era exatamente como Naruto era quando criança. Nada a retirar, nada a colocar. Uma cópia fiel. E, para completar, todos os quatro haviam herdado todas as características não só físicas como psicológicas e a personalidade de Naruto. O pai dos pestinhas já havia perdido a conta de quando havia gastado até agora pagando concertos de tudo que eles quebravam nas ruas.
– Hinata: Você precisa parar com essas manias feias, Naruto-kun! – Disse emburrada, sentando-se na cadeira em frente ao rapaz, que lia atentamente a um documento.
– Naruto: Vai dizer que você não gosta das minhas ero-habilidades? – Sorriu descadaramente para a garota, que corou violentamente, baixando os olhos para as mãos. – Viu? O garoto tem que aprender a se divertir com as mulheres cedo. – Disse ainda sorrindo, sabendo que Hinata estava tão envergonhada como irritada. Ela jamais mudaria aquele jeito inocente. – Mudando de assunto... Será hoje. Daqui a pouco estou indo à Konoha. – Ficou mais sério e colocou o papel novamente dentro da ficha. Olhou para Hinata e viu a garota olhá-lo sério também.
– Hinata: Tem certeza disso? Quer dizer... Será que estamos preparados para a resposta? – Aparentemente estava confusa quanto aquela ação de Naruto. Seria um efeito dominó. Depois daquilo seria um desastre e provavelmente uma guerra de gigantescas proporções. Porém todos sabiam que não demoraria chegar tal hora.
– Naruto: O país já aguenta sobreviver sozinho. Além do mais não posso mais ficar adiando isso. Estou perdendo tempo e meu treinamento já é o suficiente. Eles não conseguirão resistir a um ataque surpresa e terei ainda a chance de aniquilar com todos numa guerra. Com isso todas as nações estarão fracas e poderei finalmente estender o Império. – Falou recostando-se na cadeira e fechando os olhos. Sentiu Hinata levantar e sentar-se no colo dele. Pondo suas costas sobre o peito dele e levando as pequenas mãos aos braços dele. Abraçou-se usando os braços dele e respirou fundo.
– Hinata: Estamos preparadas para isso. Por favor, tenha cuidado... – Falou preocupada com ele. Sabia que ele era tremendamente poderoso e que poderia facilmente fazer o que queria, mas nada a fazia ficar tranquila quanto a isso. Perder Naruto seria como cortar seu coração em dois. Vivia apenas para ele e seus filhos.
– Naruto: Não se preocupe, Hime! – Beijou a cabeça dela e apertou o abraço. O pequeno corpo esquentava o seu e lhe passava a essência do paraíso. – AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Resmungou irritado.
– Hinata: Não devia ter ensinado o Rasengan tão cedo para eles, Naruto-kun! – Falou após digerir o gigantesco estrondo que escutaram logo após as crianças saírem do prédio. Hinata, com o Byakugan, havia avaliado a destruição no parquinho feito na praça em frente. – Foi no parquinho... De novo.
– Naruto: Eu não ensinei nada a eles, Hina-chan. Não tenho culpa de crianças com três anos já terem o Sharingan. – Choramingou o rapaz, contando os trocados do bolso.
↨ País do Fogo. Vila Oculta da Folha, Sala do Hokage.
– Kakashi: Então Kumo deu o primeiro passo? – Disse o Hokage um pouco surpreso com a carta em mãos.
– Shisui: Jiraya-sama partiu hoje cedo para lá. Assim que recebeu a notícia ele foi diretamente e parecia bastante transtornado. – Shisui analisava outros documentos referente ao plano em conjunto com Kumo.
– Shikamaru: Olhando pelo ponto de vista dele, não estou surpreso. – Os outros dois olharam para o preguiçoso no mesmo instante. O gênio Nara pôs uma mão na boca e bocejou. – Estamos em um plano traiçoeiro e covarde para parar o Naruto, que ele considera como filho. Eu já falei da possibilidade de Kumo ter outros planos por baixo do tapete, uma vez que Naruto pegou o Hachibi para concluir sua missão de paz e se desviou do caminho.
– Kakashi: Acredito que ter Naruto preso o resto da vida deve ser melhor que mata-lo de uma vez só. – Analisou o pensamento de Shikamaru, porém discordava, achando que ter alguém preso toda sua vida seria mais gratificante, como vingança, do que mata-lo e acabar com tudo rapidamente. – Porém já falamos sobre isso e sabemos o que fazer se acaso isso acontecer.
– Shisui: De qualquer forma temos que nos apressar. Organizaremos as forças e enviaremos para o país da Água assim que tivermos o sinal da Mizukage. – Colocou os documentos junto dos outros em cima da mesa do Hokage. Eram todos planos e análises de terrenos e elementos que melhor se sairiam em combate no local. – Conhecendo o Naruto, sei que ele confia totalmente em sua família e ainda mais depois do plano genial de Jiraya-sama para encobrir a Mizukage. Ele sai de lá com todas as forças, deixa a cidade desprotegida, e nós a invadimos e tomamos o controle do país da Água. Sendo assim, mesmo que ele consiga de alguma forma fugir do plano, não poderá contar com seu exército e não terá também para onde voltar. Ficará mais fácil para encurralá-lo e finalmente prendê-lo. – Ao concluir, virou-se para Kakashi e o encarou no fundo dos olhos. – Tem certeza que está preparado para isso? – Encarou o olho livre de Kakashi, vendo uma tristeza sobrenatural sobre ele.
– Kakashi: Já falamos sobre isso tam. – Um brilho se formou no centro da sala e logo viram a figura de Naruto no local. Ele sorria abertamente enquanto os outros à sua frente tremiam e congelavam. Kakashi esbugalhou os olhos. Shisui quase caiu da cadeira, e Shikamaru acordou de vez.
– Naruto: Olá, senhores! – Saudou com um enorme sorriso. – Parece que estão se divertindo. – O loiro deu um passo e o chão do local rachou juntamente com boa parte das paredes. Todos olharam para aquilo e Naruto fechou o sorriso, criando gotas na cabeça. – Que merda! Não me lembrei que isso poderia acontecer... Depois do meu treinamento eu nem consigo medir a força direito. Tive que reformar a casa e o prédio Kage completo... – Falava para si mesmo, assustando ainda mais os que ouviam. Que porra era aquela? Pensava Kakashi e Shisui. Se aquele monstro rachava prédios apenas por pisar, imagina o que ele faria querendo chutar? Shikamaru não compartilhou o pensamento por estar absorto analisando tudo que viria de Naruto naquele momento. A conclusão era que estavam ferrados.
– Kakashi: H-Hiraishin? – Perguntou surpreso. Lembrava que Minato tinha um selo bem no meio do prédio Kage. – Como aprendeu isso?
– Naruto: Tenho meus meios... Enfim... – Olhou seriamente para os três. – Yo! Shikamaru! Quanto tempo! – Sorriu novamente ao ver o gênio sem sono pela primeira vez.
– Shikamaru: O que quer, Naruto? – Disse seriamente, o encarando nos olhos. Naruto fechou a cara e ativou o Yin Yang.
Não era como antigamente. Aquele simples ativar do doujutsu ainda meio desconhecido não causava apenas calafrios e um desejo de suicídio em que o observava. Não era mais tão simples. As paredes trincaram e um terremoto pareceu abalar as estruturas do prédio. Em toda Konoha aquela imensa pressão foi sentida. Shikamaru, por ser o mais fraco fisicamente entre os que encaram Naruto, começou a ter uma convulsão e seus olhos reviraram. Kakashi caiu imóvel ao lado, conseguindo apenas olhar aquela cena brutal. Shisui da mesma forma, porém o Uchiha era o mais fortes dos três e conseguiu ativar seu Mangekyou, liberando mais poder e conseguindo manter-se de pé com muita dificuldade. Naruto passou rapidamente os olhos sobre os dele e capturou o Kotoamatsukami. Shisui sentiu seus olhos serem meio que sugados e os fechou, abrindo logo após. Olhou para Naruto novamente e viu a mesma forma do seu Mangekyou sendo usado por Naruto. A pressão desapareceu logo após.
– Naruto: Isso será bem útil! – Falou tranquilamente enquanto olhava para um surpreso Shisui.
– Shisui: Então resolveu finalmente se mexer... – Disse enquanto se levantava e recuperava sua respiração normal.
– Naruto: Eu poderia mata-los agora... Mas acho que não teria graça quando eu viesse destruir de vez Konoha. Afinal vocês são os melhores hoje em dia. – Falou de maneira arrogante e imponente. – Não irão lutar comigo? – Provocou olhando para Kakashi.
– Kakashi: Se é assim que quer... – Levantou sua bandana que tapava o olho com Sharingan e ativou o seu Mangekyou. Percebeu Naruto soltar um sorriso prepotente e sentiu seus olhos serem sugados. – O que foi isso?
– Naruto: Obrigado por seus serviços... – Gargalhou. – Nos vemos em breve! – Ativou o Mangekyou copiado de Kakashi e usou o Kamui para desaparecer.
– Kakashi: Reforcem a segurança. Quero Konoha em alerta máximo. Não sabemos para onde ele foi e quais são suas intensões... – Estava atordoado com tamanho poder, arrogância e as atitudes frias do rapaz à sua frente. Realmente o velho Naruto estava perdido e não havia mais salvação. Mal parou de respirar pelo impacto da visita surpresa e um gigantesco estrondo foi ouvido logo após de um tremor absurdo.
O Hokage correu para a janela ainda com o Mangekyou ativado e pôde enxergar a gigantesca destruição que com certeza tinha Naruto como culpado. A grande cortina de poeira se dissipou e o ninja copiador pôde o local mais bem protegido e valioso de Konoha virar apenas pó. Não havia mais nada ali. As imponentes residências não mais existiam. Os prédios de administração deram lugar ao vento. Não existia mais clã Hyuuga. Havia apenas uma cratera em formato quadrado exato e sangue jorrado ao chão.
Naruto usou o Kamui copiado de Kakashi e apareceu no centro do clã Hyuuga, liberando seu chakra e respirando mais tranquilamente por estar a todo tempo tendo que contê-lo. Os ninjas mais próximos caíram agonizando por falta de ar e tendo a mesma reação que Kakashi e Shisui tiveram. Alguns poucos conseguiram ficar de pé e ameaçaram atacar o Uzumaki, que apenas olhou-os com o Byakugan no Fan em um dos olhos e os explodiu em milhões de pedaços. O sangue voava como chuva, banhando o chão, ele mesmo, e os outros que estavam ao chão sem conseguirem se movimentar. Deu seguidos passos adiante, deixando o chão trincado por onde andava. Cada passo deixava uma pegada funda, como se ele estivesse pisando pesado de propósito. Agarrou no colete de um Jounnin que tentava miseravelmente ficar de pé e levantou-o, pondo a centímetros do seu rosto e o encarando sombriamente.
– Naruto: Onde está Hyuuga Yuharu? – Perguntou baixo e sério, intimidando claramente o shinobi. O Hyuuga respirou fundo e sorriu debochadamente.
– Hyuuga: Acha mesmo que vou responder alguma coisa pra você, traidor! – Cuspiu no rosto de Naruto. O Uzumaki encarou o Hyuuga trêmulo pendurado pelo colete e gargalhou abertamente.
– Naruto: Devo reconhecer a sua coragem. – Ativou o Mangekyou de Madoka no olho esquerdo e o Rinnegan no direito. Puxou uma kunai de dentro da capa que sempre usava e furou levemente o pescoço do Hyuuga em seus braços. Foi tão sutil que nem mesmo sangue escorreu do local. O Hyuuga tremeu ainda mais, mas estranhou a reação do Uzumaki que aparentemente não havia ficado irritado por ainda ter saliva em sua bochecha. Naruto puxou o corte sutil ao redor do pescoço do Hyuuga e logo uma ponta encontrou a outra. Deu um espaço de três centímetros para baixo e repetiu, fazendo então mais uma listra. Ao terminar, desenhou um encontro para a outra verticalmente e sorriu malévolo. – Eu não tenho nenhum pano e preciso me limpar. Desculpe qualquer coisa... – Dizendo isso ele cravou profundamente a kunai no pescoço do Hyuuga e viu o sangue jorrar em seu rosto e respingar para o lado enquanto o Hyuuga debatia-se sentindo a vida se esvair. Naruto puxou com um dedo a tira de couro do pescoço do infeliz e passou a parte externa pelo rosto, tirando a saliva. Nesse tempo curtindo a pequena crueldade diante daquele Hyuuga, um exército já havia o cercado.
– Hyuuga: O que quer, Uzumaki Naruto? – Perguntou um Hyuuga com um chakra relativamente alto. Era com certeza um dos mais fortes do clã. Naruto virou-se e olhou para ele. O shinobi assustou-se e deu um passo para trás ao ver Naruto sustentando um Mangekyou Sharingan e um Rinnegan. Vendo a reação assustada de todos eles, Naruto abriu os braços e sorriu.
– Naruto: Eu estou aqui para acabar com o clã Hyuuga! – Sorriu de forma psicopata e logo começou a chover sangue sobre todos enquanto Naruto sorria abertamente.
Ele estava cercado por cerca por cento e setenta shinobis. Com certeza eram todos da guarda ou militares que estavam no clã naquele momento. Não era preciso mover um músculo, pois seus dez Limbos estavam tratando de estraçalhar a todos. Braços, pernas, pescoços, entranhas... Ao fim de trinta segundos foi tudo que restou ali fora o rio de sangue. Não havia um corpo sequer inteiro, apesar de alguns corações ainda baterem fracamente fora de seus corpos e alguns músculos ainda estarem a flexionar já desligados dos corpos. O loiro olhou a tudo e gargalhou completando sua vingança. Havia prometido que estraçalharia e acabaria com aquele clã desgraçado. Uzumaki Naruto jamais deixa de cumprir uma promessa.
Usou o Rinnegan para levitar e quando se viu a uma altura segura, usou o Amenoukihashi de Madoka para acabar com tudo. A gigantesca barreira de chakra cercou toda a área do clã Hyuuga e Konoha tremeu durante os três segundos que levou até a mesma se fechar e reduzir o clã Hyuuga à poeira. Não havia sobrado nada mais que uma cratera quadrada e a poeira inundava toda Konoha.
– Kakashi: Raikiri! – Gritou pulando na direção de Naruto. Estava possuído pela tristeza e mágoa. Não estava irritado com Naruto, mas sim consigo mesmo. Era um péssimo sensei e um péssimo Hokage. Como poderia ter falhado drasticamente por duas vezes consecutivas com seus dois alunos? Ele era realmente uma escória por também ter virado as costas para Naruto no momento em que todo o mundo também o fez. O loiro virou-se para Kakashi e o surpreendeu.
– Naruto: Não pretendo enfrenta-lo agora, sensei. – Foi extremamente irônico ao referir-se a Kakashi como professor e mestre. Segurou o Raikiri com uma mão como se aquele poderoso jutsu fosse apenas um soco de um civil sem treino algum. – Nos vemos em breve! – Usou novamente o Kamui e desapareceu dali.
Depois de Naruto ter soltado a mão de Kakashi, o mesmo caiu ao chão e avaliou a destruição. Foi perfeito. Uma simples árvore que ficava a um metro do muro do clã Hyuuga estava intacta. Parecia até mesmo que ele havia tirado as medidas completas do clã e o removido de Konoha. Era como uma fatia retirada do bolo sem causar nenhuma sujeira ou bagunça. Olhou adiante e viu equipes médicas vasculhando os locais.
– Kakashi: Não restou ninguém vivo. – Disse para eles, mas olhando ao fundo da cratera quadrada, percebendo que até mesmo o subterrâneo do clã havia sumido. – Retirem esse sangue e isolem a área. – Ordenou e se retirou para sua sala acompanhado de Shisui. Iria se reunir com Shisui e Shikamaru, pois apenas os dois além dele sabiam de todos os detalhes de Kumo, com exceção também de Jiraya. Iriam reunir as forças e iniciariam sua parte do plano assim que obtivessem a autorização do senhor feudal, Kamuro.
Ao fim de duas horas de uma tensa reunião com o conselho Jounnin e os dois braços, Kakashi finalmente poderia iniciar o plano juntamente com todos os Jounnin e grande parte dos Chuunin, já que alguns deveriam ficar para manter a segurança da vila junto de todos os Gennin. Escreveu uma carta solicitando a autorização do senhor feudal para mover as tropas militares e a entregou para um Chuunin que acabava de entrar na sala a pedido dele. Quando o ninja abriu a porta para sair e obedecer a ordem, outro shinobi entrou pálido e tremulo.
– Chuunin: H-Hokage-sama! Desculpe por interromper, mas acabo de receber esta mensagem do palácio feudal. – Ergueu a mão com a mensagem e Kakashi hesitou por um momento em pegar, sentindo um calafrio e um pequeno embrulho no estômago. Por algum motivo sabia que seria uma notícia drástica e que com certeza tinha a ver com Naruto. Estava tão assustado que nem sequer tinha reação ou condições de imaginar como ele havia ficado tão poderoso e como diabos conseguia roubar os poderes exclusivos dos Mangekyou. Havia roubado o Kamui e o Kotoamatsukami, dois poderes excepcionais que poderiam pender qualquer batalha e garantir a vitória. Pegou a mensagem e não se surpreendeu: Uzumaki Naruto havia assassinado Kamuro e não havia sobrado nem mesmo alguma gota de sangue referente ao lorde feudal.
– Kakashi: Movimentem a força para a fronteira com o país da Água. Aguardem a ordem para a invasão de Kirigakure. – Ditou suas palavras ao Chuunin e virou-se para o conselho Jounnin, Shikamaru e Shisui. – Está na hora!
↨ Duas Horas Atrás, Palácio Feudal do País do Fogo.
– Naruto: Quantas lembranças... – Falou enquanto caminhava calmamente para a entrada do palácio. Ativou o Byakugan e procurou pelo castelo para logo encontrar Kamuro em seu quarto em uma festinha particular com, digamos... alguns convidados exóticos. Naruto sorriu com o canto dos lábios. – Como sempre sendo uma escória... – Usou novamente o Kamui e entrou no quarto para logo sentir o cheiro de álcool e sexo, juntamente com gemidos agudos e graves, másculos e femininos. O loiro andou pelo quarto bem amplo e sentou-se em uma confortável poltrona, pegando um litro de sakê ainda fechado e virando para tomar três goles seguidos. Tirou o litro da boca e arfou.
Diante dele a cena era a seguinte: Uma cama imponente e gigantesca tal qual a que Naruto possuía. Kamuro estava por cima de uma bela jovem que tinha a boca amordaçada e deixava algumas lágrimas caírem. Provavelmente era virgem até minutos antes e estava, com certeza, sendo forçada naquela relação. Atrás do senhor feudal do fogo havia um gigantesco homem de pele parda estocando em Kamuro. Era uma cena nojenta, ao ver de Naruto. Após terminar de beber toda a garrafa do caro sakê e ter as bochechas um pouco rubras, Naruto levantou-se e sentiu um pouco o efeito do álcool. Era forte fisicamente, mas beber uma garrafa completa de álcool forte em menos de cinco minutos era exigir demais.
– Naruto: Por um momento eu pensei em judiar de você, mas... – Disse friamente, apesar da língua tropeçar um pouco. Apontou para o homem e imediatamente ele se transformou em pedra na mesma posição que estava, ainda dentro de Kamuro, que gritou de dor quando o membro do homem petrificou dentro de seu ânus. Só então a presença de Naruto foi percebida no local. A jovem conseguiu livrar suas mãos que estavam presas por Kamuro e começou a debater-se sob ele, esmurrando o peito do jovem senhor feudal de maneira bruta e completamente selvagem. – Que mulher interessante... – Disse Naruto com um sorriso divertido.
– Kamuro: O que quer, Uzumaki Naruto? – Falou com um fio de coragem, aproveitando a irritação e loucura que possuia pelo acontecido e pelo alcool.
– Naruto: Você sabe muito bem o que eu quero... – Disse friamente. – Mas eu pensei em matar você devagar e aproveitar um pouco, mas acho que não tenho tempo a perder com um lixo feito você! – Ativou o Kamui e sugou Kamuro para dentro da dimensão exatamente igual à que Obito possuía. – Vai morrer de frio, fome, sede ou de loucura mesmo... – Falou para si mesmo e virou as costas, porém parou ao ouvir o choro da mulher. Virou-se para ela e sorriu carinhoso. – Não se preocupe, ele jamais voltará a perturbá-la. – Pegou uma mecha de cabelo da bela mulher, que havia sido escolhida justamente por ser extremamente linda, cheirou o cabelo e por fim afastou-se novamente. Foi em direção à porta do quarto e esmurrou-a fortemente, a atravessando juntamente do corpo de um dos guardas que ficava de prontidão ali, assustando o outro. O outro guarda chutou a porta com violência e viu Naruto olhando-o de frente. Assustou-se tão intensamente que tropeçou e caiu para trás. – Diga que Uzumaki Naruto matou o senhor feudal do país do fogo... – Sumiu rapidamente em seu Kamui, deixando uma gigantesca bagunça não só no palácio feudal, mas em todo o país do fogo.
– Mei: Finalmente, Naruto! – Disse claramente atordoada e nervosa.
– Naruto: Não posso sair por alguns minutinhos? – Sorriu divertido, mas logo viu que o problema era mais sério. – O que está havendo?
– Mei: Por favor, me acompanhe! – Disse séria, virando seu olhar no olhar de Naruto. O loiro sentiu um frio na espinha e levantou-se de sua cadeira, saindo da sala do imperador juntamente com a Mizukage. – Tem uma pessoa desejando urgentemente falar com você. Parece até mesmo que a vida dela depende disso... – Falou apressada e nervosa, caminhando rapidamente na direção da sala da Mizukage.
– Naruto: Quer dizer então que nem mesmo sabem o que ela quer? Como diabos uma pessoa chega a falar com o Imperador sem nem mesmo passar por alguma triagem? – Estava claramente irritado.
– Mei: Isso é o correto a se fazer, mas existem exceções... – Olhou nos olhos azuis irritadiços de Naruto e abriu a porta dupla, dando toda a visão interna da sala. Em pé estavam Hinata, Madoka e Tsunade. Havia também uma mulher com um choro intenso sentada na cadeira de costas para Naruto e Mei e de frente para a mesa da Mizukage. Possuía enormes cabelos brancos e estava suja, enquanto escondia o belo corpo com alguns trapos sujos e rasgados.
– Naruto: Essa mulher... – Disse achando-a familiar. Ela lhe lembrava alguém. A mulher escutou a voz de Naruto e levantou-se de supetão. Estava transtornada, devastada e aparentemente exausta. Olhou nos olhos de Naruto e ele ficou pálido, desviando o olhar para Hinata. A morena olhou para ele sem entender e surpresa, vendo o loiro trêmulo. – N-Não é verdade, Hinata-chan! Eu não fiz nada! – Abanou as duas mãos para ela, completamente assustado e desesperado. Hinata continuava sem entender nada. Para ela aquela mulher apenas estava desesperada para falar com o imprerador e somente com ele. Talvez tinha sido roubada na área rural do país da Água ou algo do gênero.
– Mabui: Naruto-kun! – Entregue ao choro ela jogou-se nos braços dele e apertou a capa do rapaz, escondendo o rosto no peito dele e sentindo a fraqueza dos dois dias de correria intensa que sofrera para chegar o quanto antes onde Naruto estava.
– Hinata/Madoka: N-Naruto-kun? – A intensão assassina das duas poderia ter sido sentida a quilômetros de distância. Naruto novamente ficou pálido, mas resolveu voltar sua atenção para a mulher em sua frente. Mas o que Mabui queria com Naruto nessa altura do campeonato? Porque estava tão desgastada físico e psicologicamente. Possuía olheiras fundas, olhos vermelhos e lábios inchados. Claramente havia chorado cachoeiras. Seu corpo do mesmo estado, possuindo arranhões, cortes leves. Estava descalça, vestindo trapos, suja...
– Naruto: O que está havendo? Porque está tão longe de Kumo? – Perguntou mais calmo, afastando-a e a segurando pelos ombros.
– Mabui: Você precisa salvá-lo! – Sussurrou com dificuldade devido ao choro, apenas para Naruto. – Eu não tenho a quem recorrer Naruto! Só tenho você! Ele só tem a você! – Disse mais alto, numa tentativa falha de esgotar suas forças com um grito angustiado. – Você tem que salvar nosso filho!
Hinata, Madoka, Tsunade e Mei petrificaram e sentiram um arrepiou dos pés à cabeça. Naruto gelou por completo e tentou balbuciar logo. Olhou para baixo e encarou os pés. Sentiu Mabui molhar sua camisa com lágrimas e olhou novamente para o rosto devastado da garota. Ela não estava mentindo. Ela não estava tentando o enganar. Eles realmente tiveram um filho.
– Naruto: Preparem todos os Jounnin e Chuunin. Marcharemos para Kumo ao amanhecer. – Desde que começaram a viver tranquilamente em Kiri, jamais Naruto havia voltado sua face com tanta frieza e um olhar com tanta crueldade. As esposas fecharam a mente e o coração. Não deveriam discutir com Naruto nesse momento. Vestiram suas capas de frieza e ativaram o modo soldado. Naruto agora não estava sendo seu amado ou esposo. Aquele Naruto, frio e brutal, o verdadeiro Imperador, estava de volta.
As nuvens negras se fecharam ao céu, vítimas das vontades do Imperador, que agora podia controla-las também, embora não fosse a intensão no momento. A chuva intensa começou a desabar e o céu a se iluminar com raios e trovejadas que faziam Kiri tremer. Não importava se jamais havia visto ou sequer imaginado ter um filho perdido. Era um filho, família, ponto final. Kumo iria desaparecer da terra.
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