Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi
29 Capítulo 29: Um Tiro no Escuro
Notas iniciais
Capítulo 29 – Um Tiro no Escuro
Naruto retirou-se da sala e deixou Hiashi sozinho, ainda olhando o vidro. O Hyuuga jamais imaginava que pagaria um preço tão caro por ter mexido com Naruto. Ele sempre odiou o Uzumaki. O fato de existir um jinchuuriki em Konoha não o agradava. Assim que soube, Hiashi fez de tudo para convencer o Hokage e os conselheiros a destruí-lo, mas não obteve sucesso. Naruto era uma bomba ambulante. Uma bomba que a qualquer momento poderia explodir e reduzir Konoha a pó, já que não havia mais o Yondaime para salvá-los.
Tudo só piorou ao notar os sentimentos de Hinata para com o garoto. Hiashi descobriu o lindo sentimento da menina ainda na infância dela e tentou, inutilmente, ocupar a mente da garota com outras coisas para que ela o esquecesse. Mas como sempre, ela se mostrava inútil e o deixava louco a cada dia mais, pois obrigatoriamente ela deveria assumir como líder do clã Hyuuga. Ela não tinha perfil para assumir comando de coisa alguma, pois não era forte, não tinha postura e não sabia se impor. Ela era fraca e imbecil.
Hiashi planejava casá-la à força com algum Hyuuga influente, mas então viu a relação com o Uzumaki evoluir e tonar-se algo mais concreto. Agora tudo passava a outro patamar e era necessário dar um jeito na relação daqueles dois. Hiashi uniu o útil ao agradável e bolou seu plano para prender o Uzumaki. Isso era necessário para ele e também apressaria os planos que tinha feito com Madara.
Anteriormente, alguns meses depois da guerra, o Hyuuga havia feito uma viagem diplomática para visitar líderes de outros clãs, fazendo parcerias com vilas de fora já que o período era de paz. No meio da viagem foi abordado pelo Uchiha, e em meio a um genjutsu os dois tiveram uma conversa onde fecharam parceria. Madara havia prometido Konoha à Hiashi, enchendo-lhe de ideias e o convencendo de que aquilo poderia fazer o clã crescer ainda mais. Em troca Madara queria a ajuda de Hiashi, como Hokage, numa eventual guerra com as nações. Para isso, os dois teriam que dar um jeito no Uzumaki, e nada melhor do que prendê-lo e mata-lo logo após. Isso parecia perfeito até a fuga do rapaz.
Agora, de joelhos e com a testa na parede de vidro, Hiashi chorava arrependido e com o coração na mão. Ele esperava por uma tortura e eventual morte nas mãos de Naruto, mas nunca o sofrimento que passou minutos antes. Ver Hanabi entregue a ele daquela forma deixava seu coração mastigado. Ele se sentiu humilhando quando soube de Hinata e Naruto, e milhões de vezes mais ao saber da gravidez da menina, chegando a matar a criança sem pudor. Porém com Hanabi era outra coisa. Ela também engravidaria do demônio e isso trucidava o orgulho de Hiashi. Sua linda e majestosa filha teria em seu ventre o fruto demoníaco de Uzumaki Naruto.
Hanabi estava jogada de bruços bem perto da parede de onde Hiashi a observava. Ele podia enxergar as manchas roxas nas nádegas da garota, que foram geradas pelas estocadas fortes que Naruto a havia dado. Ainda saía sangue do meio de suas pernas, e aos poucos o local onde estava ia se tornando uma poça de sangue. Hiashi estava aflito, pois se aquilo continuasse a menina poderia morrer.
↨ 4 Dias atrás, após a saída de Naruto do País do Ferro
Após Naruto sair voando em seu Dragão, levando Hiashi, Madara conseguiu se recuperar com seu Edo Tensei. O Uchiha varreu toda a área com seu sharingan e viu centenas de corpos de samurais e os kages e seus guardas desacordados próximos a ele. Levantou-se e pegou Orochimaru, que estava consciente, mas muito debilitado.
– Madara: Anda logo! Temos que ir embora antes que todos acordem! – Disse apressando o Sannin. Madara por um momento pensou em matar os kages, mas seria burrice. Ele havia feito toda uma trama para conseguir desfazer a Aliança Shinobi, e isso não adiantaria se novos kages fossem escolhidos, levando em consideração que aquele assunto somente os “mortos” saberiam. Madara bateu sua mão ao chão e invocou um falcão de tamanho médio, pulando em cima do mesmo e levando Orochimaru junto.
Madara estava mesmo estranhando todo o poder que Naruto possuía, porém imaginou que pudesse ser uma mutação genética ou união de DNA’s como ele fez com Hashirama e não que o garoto fosse o próprio Rikudou. Tudo agora ganhava outra dimensão e ele contava com Kabuto para abrir o Michi no Hon e revelar o poder do Shodaime.
– Orochimaru: Aquele garoto... Quanto poder... – Disse recuperando-se. O Sannin das Cobras estava bestificado. Nunca havia presenciado tamanho poder, e se o próprio Madara estava aparentemente temeroso, então o rapaz era realmente um monstro. Ele não sabia da luta entre Madara, Sasuke e Naruto, então ainda não tinha consciência total de todo o poder que o Uzumaki continha. – Aquele sim é o corpo perfeito. – Disse com o pensamento nas nuvens.
– Madara: Consiga-me as células de Hagoromo e lhe darei o corpo de Uzumaki Naruto! – Disse com um sorriso frio, cravando sua palavra firme. Orochimaru sorriu.
– Orochimaru: Uma bela proposta... – Disse passando a língua nos lábios.
↨
Alguns minutos depois os Kages começam a despertar. O primeiro foi Gaara. O ruivo levantou-se com uma forte dor de cabeça e olhou o desastre que havia se formado ali. O vento soprava forte por conta de uma altitude mais elevada. Olhou para os lados e viu o restante dos kages ainda desacordados e também seus guardas. Infelizmente não poderia perder tempo pensando em teorias para o poder de Naruto ou novamente o porquê dele ter mudado tanto. Antes disso vinha seu dever como Kage, que era proteger a seu povo e logicamente os que estavam ali. Fez sua nuvem de areia e rodopiou a região, contando centenas de samurais mortos jogados ao chão. Já haviam também alguns samurais trabalhando no atendimento de feridos e recolhendo os corpos da batalha. Aparentemente a situação já estava sob controle e agora buscavam apenas organizar.
O Kazekage voltou para onde os outros estavam e já os encontrou acordados. Todos sentiam uma forte dor de cabeça por conta da pressão de chakra sofrida ali. Logo que se recompuseram, recuaram cada um para um canto do local, com postura defensiva e encarando uns aos outros. Gaara ainda observava de sua nuvem de areia.
– Gaara: Não acho que Naruto viria aqui somente para fazer cena. – Disse sério. – Ele nos avisou de que Madara está infiltrado em nossas vilas e que também estava presente em nossa reunião. – Gaara analisou todos. – Vejo que o Hokage e o Tsuchikage não estão presentes. Provavelmente Madara ocupava o lugar de um deles. – O ruivo manteve seu olhar sério sem foco para uma das pedras que havia sobrado ali. Sentiu seu corpo esfriar de uma hora para outra ao chegar em uma linha de raciocínio. Infelizmente não poderia compartilhar seu pensamento, pois o que tramava com alguns shinobis de Konoha ainda era segredo, mas caso fosse verdade, era uma grande vitória. Aquilo o deixava demasiadamente feliz e com gigantesco remorso. Praticamente ficou exposto que Madara ocupava a vaga do Hokage. Tudo começava a fazer algum sentido e o Sabaku tentou evitar que os planos de Madara se concluíssem. – Não podemos desfazer nossa Aliança! – Disse um pouco nervoso, deixando todos surpresos por não verem sua típica face fria.
– A: Isso é impossível! Se Madara está em todas as vilas, nada impede que ele esteja em parceria com algum de vocês para tomar o controle do mundo shinobi! Eu ainda mantenho meu pensamento e prefiro estar sozinho do que mal acompanhado. – Disse sério, dando as costas e se retirando com Bee e Karai.
A verdade é que todos ali já foram planejando terminar a parceria, menos Mei e Gaara. Hiashi ia para obedecer Naruto e também a Madara. Kira A iria terminar a parceria para conseguir concluir seus planos solitários contra Naruto, pois do contrário poderia comprometer a tudo. Era quase certeza que daria certo, e se não desse, haveriam outras soluções. Madara ocupava a vaga do Tsuchikage. Mei também planeja algo pelas sombras, mas não havia necessidade de terminar a parceria e da mesma forma Gaara.
Todas as pessoas que presenciaram aquela cena sentiam medo e alguns tristeza. Ver Naruto, um garoto bondoso que possuía um sorriso radiante os tratar daquela forma era angustiante. Principalmente para Gaara, Kakashi e Killer Bee. O ex-jinchuuriki sentia seu coração sangrar, mas não havia mais volta. Naruto havia capturado seu grande amigo Hachibi com o pretexto de ajudar em sua missão, mas fez ao contrário. Para Bee, Naruto havia roubado seu bijuu para usar seu poder para o mal e isso era inaceitável.
Kakashi não tinha cabeça para pensar em nada, uma vez que seus pensamentos se ocupavam em seu discípulo loiro, o qual ele havia depositado todas as suas esperanças. Era horrível seu sentimento de perda novamente. Minato, Kushina, Asuma, Obito, Rin, Sasuke, Naruto e Sakura. O ninja copiador já não sabia como contornar aquela situação. Não era como se pudesse convencer Naruto com palavras ou força-lo. Quem no mundo shinobi poderia enfrentar o Rikudou Sennin? O Hatake nem mesmo se preocupou com o sumiço do Hokage. Não gostava de Hiashi e tinha seus motivos para isso. Além do mais não era nenhum idiota. Também estava no meio dos shinobis com quem Gaara estava metido.
– Mei: Qual dos kages sumidos estava com Madara? – Perguntou sem esperar resposta. Era apenas um tiro no escuro para obter alguma informação.
– Gaara: Tudo indica que o Hokage... – Parou sua análise ao meio, pois notou a falta de algumas pessoas. – Onde estão os guardas do Tsuchikage? – Perguntou surpreso.
Todos pararam para enfim notar a falta dos dois guardas do Tsuchikage. Seguindo o raciocínio lógico, já que os dois kages não estavam ali, mas os guardas do Hokage sim, o Tsuchikage deveria ter a parceria com Madara, pois não deixou rastros.
– Mei: Mas então quem levou o Hokage? Madara ou Naruto? – Perguntou com um olhar vago, mas logo todos olharam para Kakashi e Yuharu. – Lamento, mas vocês serão interrogados. – Disse com um sorriso fraco. Kakashi apenas confirmou com a cabeça, enquanto Yuharu gelou dos pés à cabeça.
Gaara e Kakashi compartilhavam os mesmos pensamentos. Confirmaram suas suspeitas de muito tempo atrás, e agora é completa certeza de que Hiashi estava com Madara. Agora o problema era saber se Naruto o havia levado ou Madara. Agora era arrumar a bagunça que havia ficado no país do Ferro e traçarem seus próprios planos separadamente, já que a Aliança havia terminado ali mesmo.
↨ Agora
Naruto saía do local onde Hiashi e Hanabi estavam presos. Estava completamente satisfeito da pequena parte de sua vingança, mas tinha manchas de sangue de Hanabi em seu corpo. Ainda pensava em que argumento usar para conseguir o perdão de Hinata e Madoka, já que Tsunade já imaginava o que ele faria. Não significava que a Senju estivesse feliz, mas ao menos já sabia de toda a merda que ele havia feito.
Não havia mais volta e mesmo assim ele não voltaria. Hinata não poderia ficar brava por muito tempo, pois faria mal ao bebê. Naruto sorriu ao imaginar isso. Salvo pelo gongo. Passava por algumas árvores na volta para a mansão e gargalhou de uma hora para outra, encostando-se em uma delas com o braço e deixando grossas lagrimas saírem de seus olhos azuis. Sentia-se feliz e triste ao mesmo tempo, e suas lembranças voltaram com força. Lembrou-se de seus dias de loucura na prisão, onde sonhava com seu filho que nem havia nascido. Aquele choro lavava sua alma do sofrimento que ele ainda guardava em seu peito por ter perdido seu filho. Se havia uma das coisas que o Uzumaki prezou, prezava e sempre prezaria era a família, e perder um membro dela, ainda mais sendo filho, era a maior ferida que alguem poderia lhe fazer.
Escorregou as costas na árvore, chorando com as duas mãos na face, jogando todo o sofrimento de sua “outra vida” fora. A partir daquele momento Naruto poderia afirmar que era um novo homem. Um homem que já havia mergulhado em toda maldade e brutalidade que alguem poderia ter, e que estava se consolidando oficialmente como inimigo das nações shinobi e definitivamente traria a paz ao mundo. Mas não uma paz ilusória ou supressora. Quem não quisesse viver no sistema implantado por ele não seria obrigado. Quem não quisesse viver no sistema implantado por ele, simplesmente iria morrer, pois não iriam ser aceitos pessoas com má índole.
Era noite e o tempo estava frio em Uzushio. A barreira aderia ao clima da floresta externa, tendo a mesma sensação climática que o lado de fora, permitindo que corresse um vento gelado pelo corpo de rapaz, que tinha o rosto e parte do peito molhado pelas lágrimas e sangue de Hanabi, o qual limpou com as próprias mãos. Apoiou-se na árvore e ficou de pé, limpando o rosto. Pôs um pouco de chakra em sua mão e desenhou um redemoinho tal qual o símbolo de Uzushio na árvore e logo depois um “UN”, de Uzumaki Naruto. Estava selado ali o antigo Uzumaki Naruto. Mudou sua postura e pôs-se a caminhar rumo a mansão. Naquele horário provavelmente as garotas já estariam jantando e não seria um bom momento para iniciar a tão pesada conversa com elas.
Entrou e da sala escutou o barulho das garotas na cozinha. Risos e briguinhas que faziam a casa preencher de felicidade. Naruto novamente sorriu. Caminhava pela casa escutando as vozes e cochichos das garotas até chegar à cozinha, quando foi recebido por beijos e um tratamento de majestade. Ele até estranhou, pois não havia um motivo especial para aquilo.
– Naruto: Hai! O que estão aprontando? Toda essa bajulação não é normal... – Disse com uma voz emburrada, sentado à mesa com Madoka em seu colo, colocando comida na boca dele, Tsunade sentada do lado esquerdo e Hinata do lado direito. A Hyuuga estava radiante, e Naruto não se lembrava de tê-la visto tão feliz desde a drástica mudança de vida deles.
– Madoka: Estamos comemorando a chegada do mais novo Uzumaki no grupo! – Disse eufórica, beijando Naruto intensamente. O loiro tomou um grande susto e nem conseguiu corresponder o beijo da garota. O loiro olhou para Hinata com os olhos esbugalhados e viu o sorriso meigo da garota, que olhava para ele e passava a mão pega barriga. Naruto sorriu para ela também, levando a mão por cima da dela, acariciando também a barriga.
– Tsunade: Eu sei que faz pouco tempo, mas não há como falhar. Hina-chan engravidará, pois possui o sistema perfeito e o seu corpo também. Eu tenho completa convicção que em nove meses você será papai. – Disse também feliz, sorrindo para eles.
– Madoka: Vamos comemorar, Naruto-kun! Só nós dois! – Disse jogando charme para o rapaz, enquanto passava o dedo no peitoral dele. Sentiu o membro de Naruto pulsar abaixo de si e deu um sorriso safado. Os dois se encaravam e sentiram uma aura se formar do seu lado. Ambos olharam para Hinata e a viram com um sorriso psicótico e seu byakugan ativado.
– Hinata: Eh? O filho é meu e quem comemora é você? – Disse estralando os dedos. – Tem certeza?
– Madoka: M-mas se você não quiser, não tem problema... – Disse olhando para Naruto, enquanto levantava-se apressadamente. Tsunade gargalhou alto.
Hinata aproximou-se de Naruto e tomou a vaga que Madoka havia deixado. A Uchiha estava sentada atrás de Tsunade para preservar sua integridade física, enquanto o casal Uzumaki e Hyuuga trocava saliva. Beijaram-se carinhosamente, com um pequeno toque de malícia, mas logo cessaram o beijo e Hinata encostou sua cabeça do ombro de Naruto, fechando os olhos de deixando um sorriso satisfeito sair dos lábios. Naruto sentia-se feliz também, e levou sua mão aos cabelos azulados da garota, acariciando-os.
Tsunade apenas olhava. Ela tinha ciência de que eles precisariam daquele momento. Mais Hinata do que Naruto, pois sabia a barra que a Hyuuga iria enfrentar mais adiante. A Senju imaginava o que o loiro faria para ter as pazes com Hinata rapidamente, pois a menina não poderia se estressar demais, já que a gravidez já estava confirmada.
– Tsunade: Vamos, Madoka-chan. Vamos deixá-los a sós por enquanto. – Disse meigamente para a Uchiha, que segurava em seus ombros e olhava babando para as carícias de Naruto em Hinata.
– Madoka: M-mas... – Choramingou, tentando convencer Tsunade a ficar ali com os dois. A Uchiha já esperava uma comemoração mais “caliente” por parte do casal e queria não só testemunhar.
– Tsunade: Mas nada! Vamos logo! – Disse se irritando, puxando a garota à força para o quarto.
– Naruto: Você está bem? – Perguntou enquanto cheirava as madeixas da garota. Estar abraçado com ela lhe dava uma sensação de paz e quase lhe tirava a dor na consciência. Infelizmente Naruto era homem demais para não contar à Hinata, mas primeiro tentaria preparar o terreno.
– Hinata: Estou tão feliz! Temos que ir logo para Kiri para podermos ter um local tranquilo, assim ficarei mais tranquila e poderei cuidar direito do nosso bebê. Se for uma garota eu vou comprar vestidos azuis celestes com flores brancas e uma sapatilha branca. Será que ela terá os cabelos ruivos, loiros ou negros azulados iguais aos meus. Um garoto também seria legal. Mas você não ensinará as coisas que Jiraya-sama lhe ensinou! Eu não deixarei... – Hinata continuou tagarelando extremamente rápido, enquanto Naruto esforçava-se para acompanhar, chegando em um momento que desistiu e apenas olhou para a menina que não parava de falar em seu colo. Deu um sorriso fraco e beijou-a, calando a menina. Hinata esbugalhou os olhos, surpresa, mas logo sorriu, entendendo o porquê do beijo. – Desculpe! Estou tão empolgada! – Falou abraçando-o com as mãos nas costas dele.
– Naruto: Hime-chan... Eu também estou muito feliz. Independente de como essa criança vai ser, eu a amarei mais do que tudo. – Disse carinhoso e com um olhar profundo para as pérolas da Hyuuga.
– Hinata: Eu conheço você, Uzumaki Naruto! O que está acontecendo? Sei que você está feliz, mas tem algo lhe preocupando. – Falou ficando mais séria e colocando as mãos no peito dele, afastando-se um pouco do rosto do rapaz e tendo a completa certeza de que havia algo errado. Naruto ficou rígido e olhou para o lado. Hinata estranhou, pois Naruto não era de fugir das conversas daquela maneira.
O loiro apontou com o indicador para uma direção e Hinata olhou em dúvida. A menina analisou e viu apenas um armário com várias louças guardadas, porém após pequenos segundos entendeu o que Naruto queria lhe dizer. Ativou seu byakugan e foi avançando a distância vagarosamente, analisando tudo que havia no caminho. Ruínas, ruínas, mais ruínas, árvores, ruínas, e finalmente um lugar vago, parecendo um corredor. Avançou mais um pouco e sentiu algo limitando sua passagem. Não conseguia avançar além daquilo. Concentrou mais chakra e ativou seu Byakugan no Fan, enxergando um véu roxo em forma de quadrado, fechando uma certa região. Forçou um pouco e sem quebrar a barreira, conseguiu olhar o que havia dentro.
Naruto estava apreensivo. Não estava arrependido de sua vingança, mas uma guerra contra os sentimentos de Hinata era com certeza muito pior do que enfrentar Madara novamente. Afinal de contas ele não teria seu glorioso doujutsu do seu lado agora. Sentiu Hinata estancar a respiração e ficar rígida, apertando as unhas contra seu peito. Começava ali a nova peleja de Uzumaki Naruto.
– Hinata: M-mas... O QUE DIABOS É ISSO? – Começou meio atordoada, mas logo impôs toda sua raiva nas palavras, fazendo Naruto fechar os olhos e abaixar a cabeça. Afinal de contas ele não poderia culpa-la por se irritar. Ele já sabia que isso aconteceria. – Naruto! – Hinata falou friamente, fazendo Naruto gelar seu corpo gradativamente dos pés à cabeça. Escutar Hinata não chama-lo com o sufixo –kun e com toda aquela frieza na voz era assustador. – Como você pôde?
No momento que Hinata conseguiu atravessar a barreira, viu Hiashi ajoelhado, com a cabeça encostada em uma parede transparente, onde também tinha as mãos a apalpando fracamente. O Hyuuga chorava tristemente, com seu rosto distorcido. Hinata pôde observar que o chakra dele estava bastante fraco e ele não demoraria em desmaiar. Ver Hiashi daquela forma a deixou surpresa e feliz. Ele merecia tudo de ruim que existisse no mundo. Porém queria saber o motivo dele chorar ao pé daquela parede. Aprofundou ainda mais sua visão e, agora sim sentiu o tempo fechar. Sentiu um choque no coração e um enjoo, observando o estado de Hanabi.
A Hyuuga mais nova estava jogada ao chão, de bruços e claramente havia sido estuprada. Suas pernas tinham manchas rochas e do meio delas, em sua vagina, saía uma quantidade razoável de sangue. Sangue esse que dava mais movimentação à poça que se formava no local de saída. Naruto havia feito aquilo. Hinata não sentia pena de Hiashi, e tampouco de Hanabi. A Hyuuga mais nova era uma criança odiável, mas ainda assim era criança. Hinata não a odiava, mas não se importava com o que acontecesse a ela, porém aquilo era diferente. Naruto não havia apenas maltratado Hanabi, ele havia a estuprado e aquilo era o mesmo que uma traição.
Apesar de desejar vingança, aquilo havia sido um estupro. Era a demonstração mais brutal que já havia visto de Naruto. Fora isso, estava sendo traída novamente. Mais uma falha do seu amado Naruto, e aquilo a destruía por dentro. Sua felicidade colossal havia se transformado em um rio de lágrimas que agora saía dos olhos albinos da menina, que mesmo estando extremamente magoada, não pôde evitar abraça-lo novamente, chorando em seu peito como uma criança indefesa. E naquele momento ela era, pois como falado anteriormente, Naruto era seu maior ponto fraco. E ela sabia disso.
– Hinata: Por que insiste em fazer isso? – Disse chorando tristemente. – Por que insiste em me fazer sofrer tanto? Você sempre promete, promete isso, promete aquilo... Mas escolhe os caminhos mais espinhosos para o meu coração. – Soluçava em meio às palavras que atirava em Naruto. Aquilo o atingia profundamente, e ele se amargurava por estar fazendo sua menina sofrer daquela forma. – Afinal de contas você quer uma guerreira ou uma mulher do seu lado? – Levantou seus olhos para ele, limpando suas lágrimas. Aquele era o olhar determinado que a garota possuía, e aquela pergunta fez Naruto levantar sua cabeça e esbugalhar seus olhos para ela. Ele crispou os lábios e rangeu os dentes, segurando-se para não chorar novamente. Se Hinata tinha Naruto como ponto fraco, Naruto tinha toda sua família, que por sinal estava aumentando. Apesar do olhar mais firme de Hinata, Naruto a conhecia bem e sabia que por trás daquilo estava um enorme sofrimento, e ainda mais, não era somente por aquilo. Hinata foi espancada emocionalmente durante todo aquele tempo, mas mesmo assim havia conseguido se manter firme. Tudo indicava que a garota já estava pelo pescoço de desgostos e era hora de resolver tudo de uma vez.
– Naruto: Eu entendo sua mágoa, Tenshi (N/S: Anjo), mas não pude evitar fazer isso com Hanabi. Essa é a nossa vingança contra Hiashi. Você deve ter visto como ele sofreu, e sofrerá muito mais. Não fiz aquilo por capricho ou desejo, pois tenho você ao meu lado. Eu te amo demais, por favor, me entenda. – Disse com um olhar firme e ao mesmo tempo carinhoso. Enquanto falava acariciava os cabelos dela e no final puxou-a para um abraço. Hinata não resistiu e encostou a cabeça novamente no ombro do rapaz, chorando novamente.
Seria ignorância demais brigar com Naruto em um momento como esse. Estava magoada? Estava. Estava triste? Um pouco, pois afinal de tudo, estava grávida e isso era ótimo. Naruto havia falhado uma outra vez, mas o que ela faria? Largá-lo? Vingar-se dele? Não falar com ele? Greve de sexo? Não. Apesar de tudo, Naruto era muito importante para ela, e milhões de vezes mais agora, pois esperava um bebê dele. Era meio que humilhante, mas não haveria escolha a não ser esperar o tempo passar e se recuperar no novo golpe. Pensando nisso, Hinata resolveu entregar-se e não resistir à briga, envolvendo-se também na vingança e tirando uma dúvida que havia ficado depois da pequena discussão.
– Hinata: Tudo bem. – Respondeu ainda triste e cessando seu choro. – O que pretende fazer à Hiashi e Hanabi agora? – Perguntou com uma voz tranquila, mas ainda um pouco trêmula. Naruto novamente ficou rígido, mas não hesitaria em responder. Já estava molhado, não havia porque se enxugar se cairia novamente na água.
– Naruto: Não machucarei Hiashi fisicamente, muito menos Hanabi. Sua irmã será bem cuidada e Hiashi apenas observará a isso. – Disse tranquilo, passando as mãos nas costas de Hinata, que estranhou Naruto não fazê-los sofrer.
– Hinata: Mas então como continuará sua vingança, já que não os machucará? – Perguntou olhando para ele, com a cabeça encostada em seu ombro.
– Naruto: Eu não disse que não os machucaria. Na verdade irei machucar apenas Hiashi, mas emocionalmente. – Respirou fundo, preparando-se. – Assim como você, Hanabi também terá um filho meu. – Disse logo de uma vez, e viu Hinata sair do abraço e ficar ereta em seu colo, com seus olhos abertos para ele, completamente atônita. – Hiashi irá testemunhar toda a gravidez e parto dela, pagando por seus erros da pior maneira que posso imaginar que ele pague. Essa será a nossa vingança! – Falou sério, encarando-a. Naruto sabia que aquele momento era crítico, mas deveria manter sua decisão firme e consistente para talvez conseguir o perdão de Hinata em pouco tempo. O loiro não era convencido, mas sabia que Hinata não ficaria zangada com ele por muito tempo, isso era lógico até para ela, mas ele não desejava criar uma situação ruim para ambos, pois apesar de ter “transado” com Hanabi, era apenas vingança e só. O filho viria com um bônus da vingança. Um filho era um filho, e Naruto não o veria apenas como o filho imprestável. Ele não era Hiashi. Naruto cuidaria de seu filho e da mãe dele, dando uma boa alimentação e cuidados para ambos. Fariam parte de sua família agora.
Hinata encarou Naruto por alguns instantes, com seu olhar penetrado no azul marinho do amado, vendo toda a firmeza dele e notando que ele estava convicto de que queria aquilo mesmo. Não havia mais volta. A humilhação foi ainda maior. Por que Hanabi teria um filho com Naruto sem merecer e ainda mais tão facilmente, sendo que ela sofreu tanto para estar do lado dele e perdeu um filho para poder ter outro. Doía no fundo de seu coração. Aquela dor que a mastigava de dentro para fora, fazendo sua respiração acelerar e seu corpo tremer, mas ela se segurou. Hinata estava mais magoada do que nunca, apesar de Naruto ter falado que era apenas por vingança. Apesar de tudo, ela não iria gritar com ele depois daquilo. Não haviam mais forças para isso, e ela apenas abaixou sua cabeça e encostou novamente em seu peito, segurando o imenso choro que viria. Abraçou-o novamente e não conseguiu evitar de tremer sobre ele, que retomou o abraço nela.
– Hinata: Está tudo bem. Se foi somente vingança, não tem problema. – Disse com uma voz tranquila. Naruto apenas confirmou com um simples “hai”. Ele sabia do sofrimento de Hinata, pois até ele mesmo sofria por estar fazendo-a sofrer. Porém não era momento pra discutir. Se Hinata não fazia questão de fazê-lo, muito menos ele. Deu um beijo na testa dela e levantou-a com carinho, saindo da cadeira e deixando-a sentada com os braços abraçando as pernas. Olhou para ela e sorriu sem graça, indo em direção ao quarto.
– Naruto: Tsu-chan! Venha comigo, por favor. – Falou após bater na porta do quarto. Após alguns instantes Tsunade saiu com uma face séria e acompanhou Naruto, que não disse nada, apenas saiu caminhando para a porta da frente da mansão. – Preciso que cuide de Hanabi com toda sua capacidade. Tenho certeza que ela engravidará e ela receberá todos os cuidados necessários para isso. Cure-a, alimente-a e mantenha a atenção em como ela está desenvolvendo sua gravidez. Apesar de ser com ela, é meu filho e cuidarei dele assim como cuidarei dos que tiver com qualquer uma de vocês. – Começou falando sério, impondo, mas terminou calmo e sereno, passando a mão na cabeleira loira da Senju, que corou. Imaginar filhos com Naruto a deixava excitada e feliz. Naruto deveria ter algum tipo de magia que as fazia esquecer tudo de ruim que ele aprontava apenas por receber um olhar penetrante dele e chegavam a ter raiva de como ele conseguia manipula-las sem intenção aparente. – Leve comida também para Hiashi, e cure também o queixo de Hiashi, pois acho que está fraturado. – Completou virando as costas e indo para o quarto. Estava na hora de tomar um bom banho, relaxar, comer e depois ir para a cama. Naruto temia seus próximos dias, pois mesmo a reação de Hinata não sendo raivosa e bruta, foi triste e calma, indicando que a menina sofria ainda mais do que imaginava. Tsunade voltou para a cozinha para buscar comida para os prisioneiros.
Naruto entrou no quarto e viu Madoka deitada com a cabeça na lateral da cama, com os cabelos caídos no chão e olhando-o de cabeça para baixo. O loiro não deu moral e passou direto para o banheiro, indo tomar seu banho. Madoka logo levantou-se e entrou logo atrás
– Madoka: Naruto-kun! Posso lavar esfregar suas costas? – Disse meiga para ele, que sorriu para ela.
– Naruto: Hai! Mas hoje nós não teremos sexo! – Disse divertido para ela, que formou um biquinho e logo tirou seu vestido de alcinhas, ficando totalmente nua.
– Madoka: Tudo bem, mas se mudar de ideia é só pegar... – Falou entrando na banheira onde ele estava e apontando para os seios, onde apertou e mordeu o lábio inferior. Percebeu Naruto engolir a seco e apostou consigo mesma por quanto tempo ele resistiria...
Tsunade chegou à cozinha e viu Hinata sentada na cadeira, assim como Naruto a havia deixado. A menina tremia e fungava, segurando suas pernas e com o rosto enfiado entre os braços, toda acanhada. A loira sentiu um aperto no coração. Tsunade também se sentia magoada, mas não era tão impactante quanto para Hinata. Era vingança? OK, sim, era, mas para Hinata não era somente isso. Estava novamente cedendo um pouco de Naruto para outra pessoa e o espaço como mãe de seu filho também. Tudo complicava ainda mais por ser Hanabi, sua irmã que lhe perseguiu desde quando começou a entender o mundo.
– Tsunade: Não fique assim, Hina-chan! – Disse puxando uma cadeira e sentando-se ao lado da menina. – Eu sei que é doloroso e não posso nem imaginar o que você está sentindo, mas tente se controlar e olhar a situação do ponto de vista de Naruto-kun. Não estou aqui para ajudá-lo a ganhar pontos com você, porque também me sinto mal, porém é injusto com ele ver somente o seu ponto. Ele ainda se sente magoado por não ter conseguido proteger a nós antes de tudo acontecer, pois era ingênuo e fraco. Ainda não notou que quanto ele te olha o carinho dele é maior? – Tsunade disse seriamente, e Hinata finalmente olhou nos olhos dela. – É verdade! Quando ele olha para você os olhos dele brilham mais intensamente. Infelizmente eu sinto um pouco de ciúmes – Riu sem graça. – Mas sei que isso é justo também, pois vocês perderem um filho, e isso ele jamais esquecerá e nunca irá tirar totalmente a culpa de suas próprias costas. Fazer Hiashi sofrer o resto de sua vida era a meta de Naruto, não importando como o fizesse. Veja só: Ele arriscou o relacionamento com todas nós para tentar tirar um peso de suas costas, pois ele não estava mais aguentando. Imagine o quanto estamos sofrendo agora. – Fechou os olhos e depois de alguns segundos os abriu. Hinata ainda a encarava chorosa, mas atenta. – Agora imagine o quanto Naruto deve estar sofrendo ainda, por saber que todas nós sofremos por culpa dele, como ele acha. – Terminou seu raciocínio e viu Hinata baixar a cabeça e tapar o rosto com suas mãos.
A menina aumentou o choro e Tsunade sentou na cadeira, pondo Hinata em seu colo e a abraçando assim como Naruto havia feito momentos antes. Hinata estava completamente confusa. Era verdade o que Tsunade havia falado, mas mesmo assim seu coração doía pelo que Naruto havia feito. Sabe-se lá o que os dois poderiam ter pensado juntos para que Hiashi sofresse tanto igual sofre agora, mas de outra forma. Outra verdade era que não valia a pena ficar de remoendo, pois até ela mesma sabia que sua raiva não duraria muito tempo. Era assim mesmo: impossível resistir à Naruto, ainda mais agora sabendo que logo mais nasceria um/uma mini Naruto(a). Esse pensamento até a fazia querer rir, pois caso puxasse à Naruto ela sofreria correndo atrás da criança. Tsunade percebeu que Hinata levou um baque por suas palavras e continuou.
– Tsunade: Estou indo agora fazer uma visitinha à Hiashi e companhia para curá-lo. Não quer maltratá-lo um pouco escondida de Naruto? – Perguntou olhando-a com o cantos dos olhos, divertida. Hinata levantou os olhos séria e ativou seu byakugan. Olhou para os lados da casa e estancou num deles, corando fortemente. Tsunade gargalhou, percebendo o que acontecia.
– Hinata: V-vamos. Quero descontar minhas mágoas em alguém. – Falou ainda corada, mas com uma face séria.
Tsunade levantou-se e foi colocar a comida em algumas vasilhas, não demorando muito tempo. As duas garotas saíram de fininho e logo chegaram na entrada do calabouço, ficando nervosas. Tsunade com medo do que encontraria ali, e Hinata por estar diante de Hiashi e de Hanabi, agora grávida de Naruto. Caminharam por um corredor um tanto assustador e logo chegaram ao final, podendo ver dois quartos, um do lado do outro. Meishu montava guarda no centro deles, em pé, assim como um soldado.
– Hinata: Meishu, em qual desses quartos está Hiashi? – Perguntou tranquila. Meishu olhou nos olhos da garota e apontou para o quarto da sua direita.
– Meishu: Rikudou-sama ordenou para que não lhe maltratassem. – Advertiu com respeito e logo as garotas entraram, confirmando com a cabeça o aviso do dragão.
Mal entraram e logo estancaram, abrindo seus olhos o máximo que podiam. A cena era um tanto quanto triste, até mesmo para elas. Não que tivessem pena, mas caso não fosse Hiashi e Hanabi, as duas provavelmente até chorariam. O velho Hyuuga havia desmaiado ao pé da parede de vidro, mas sua mão havia ficado por sobre sua cabeça e espalmada na parede. Provavelmente havia tentado atravessar até desmaiar. Olharam por entre a parede e viram o corpo de Hanabi estirado ao chão, com sangue seco em suas pernas, estando as mesmas muito inchadas e roxas.
– Tsunade: Kami-sama! Tenho que ir socorrer Hanabi, ela está quase morta. – Disse desesperada, saindo imediatamente do quarto e deixando Hinata sozinha com Hiashi. A loira saiu e passou rapidamente por Meishu, abrindo com pressa a porta do quarto e correndo para onde Hanabi estava. Ajoelhou-se sobre a poça de sangue que a menina estava deitava sobre e virou-a para cima, colocando-a sobre suas pernas. Olhou para a parede a fim de ver Hinata e espantou-se quando não pôde ver ou escutar nada.
Hanabi tinha um canto da boca roxo e os lábios dela estavam cheios de sangue ressecado, porém não estava ferido ali. Um seio dela estava muito inchado e o mamilo sangrava levemente. Tsunade seguiu descendo seu olhar pelo corpo da garota, enquanto a examinava com uma mão logo abaixo dos seios. A parte do umbigo da Hyuuga estava um pouco inchada, a púbis avermelhada e parte exterior da intimidade banhada em sangue fresco. Tsunade fez uma cara de dor, sentindo pena de Hanabi.
– Tsunade: Kami-sama! Naruto destruiu Hanabi... – Disse baixo, completamente assustada. O interior da vagina estava completamente ferido e o útero praticamente destruído. Daquela forma ela nem engravidaria. Tsunade apressou-se e iniciou um processo de cura intenso, aplicando seu chakra fortemente contra o peito e barriga de Hanabi de uma forma que seus cabelos levitaram pela pequena pressão de chakra que se formou. – Tenho três minutos... – Sussurrou novamente. Aquele era o tempo que Tsunade tinha para curar o útero de Hanabi a ponto de não sofrer sequelas que pudessem influenciar em sua gravidez. Concentrou-se no seu tratamento, mas logo escutou vários baques e um grito agoniado de Hiashi. Sorriu de canto. – Divirta-se. – Falou com os olhos fechados e escutando mais gritos.
Após Tsunade sair do quarto, Hinata ficou apenas observando como era o local. Havia uma enorme mesa do lado esquerdo, ao pé da parede, com vários objetos de tortura. Logo no fundo, uma espécie de X enferrujada e com presas para os pés e mãos. Serviria para amarrar o prisioneiro enquanto utilizavam as ferramentas. “Uma boa ideia”, pensou Hinata. Só então prestou atenção em Hiashi e não pode deixar de perceber o quanto ele queria atravessar aquele vidro. Chegou perto do Hyuuga e deu um pequeno chute nas costelas dele, balançando o corpo, mas ele não despertou. Olhou para o vidro e viu Tsunade examinando Hanabi. Hinata não conseguia se decidir entre um sorriso ou choro, era realmente complicada aquela situação.
Como não podia fazer nada para evitar, decidiu então passar seu tempo com outra coisa. Repassou em sua cabeça tudo que Hiashi havia feito consigo e trincou os dentes. Concentrou um pouco de chakra na ponta do dedo indicador e abaixou-se próxima a Hiashi. Colocou a ponta do dedo no cotovelo de Hiashi e riscou o braço do Hyuuga até o ombro, onde deixou uma lista de chakra que após dois segundos sumiu.
Hiashi acordou gritando de dor, enquanto seu braço explodia por dentro, praticamente esmagando os ossos por onde o dedo de Hinata havia passado. Seu desespero e dor voltaram com tudo, enquanto o Hyuuga se distorcia ao chão, sentindo muita dor e segurando o braço que mais parecia um bolo de carne. Após alguns segundos o Hyuuga conseguiu se recuperar do impacto, mas ainda sentia uma dor alucinante em seu braço e só então pôde perceber Hinata.
– Hiashi: Maldita! O Uzumaki disse que eu não seria ferido. – Pensou rapidamente em uma forma de fugir, e infelizmente não poderia usar sua força para isso. Disse convencido e viu Hinata sorrir pelo canto da boca.
– Hinata: Isso não vai funcionar agora, pois infelizmente, para você, eu tenho um saldo com Naruto-kun. – Falou aproximando-se dele novamente. – Aparentemente você sofreu um bocado enquanto Naruto-kun se divertia. Você deve estar tãaao orgulhoso! – Falou com as mãos juntas e os olhos brilhando, em uma cena cômica. O Hyuuga crispou os lábios, irritado. – Você acredita em fantasmas? – Perguntou mudando sua face para séria, e de uma forma tão intensa que chegava a assustar Hiashi.
– Hiashi: Por acaso pensa que eu sou um moleque? Faça o que veio fazer e me deixe quieto! – Disse arrogante, mesmo naquela situação. Hinata não lhe deu ouvidos e apenas apontou para a parede de vidro. O Hyuuga olhou rapidamente e ficou branco, sentiu a espinha gelar e usou seu braço restante para dar um impulso para trás. – M-m-mas o que diabos é isso? – Disse atônito.
Quando o corpo de Tsunade foi roubado, Hiashi não fez muitos esforços para obtê-lo novamente, até porque seria suicídio enfrentar Naruto. Mas aquilo não seria problema uma vez que Tsunade não poderia mais ser ressuscitada pelo Rinne Tensei, levando em consideração todo o tempo que já havia ficado morta. Era impossível alguém ter chakra o suficiente para buscar uma alma há tanto tempo já morta. Os conhecimentos do corpo dela também não o preocupavam, uma vez que dificilmente Naruto acharia algum médico ou cientista com conhecimento suficiente para desvendar as habilidades escondidas no DNA da Senju. Traduzindo: Não havia com o que se preocupar. Porém essa perspectiva mudava tudo. Tsunade era a Godaime Hokage e sua palavra era de confiança. Caso ela abrisse a boca e denunciasse o golpe que o Hyuuga havia feito, tanto o plano com Madara quanto o clã Hyuuga iriam ser extintos. A mulher era uma arma mortal do lado do Uzumaki.
Apesar de obter essa linha de raciocínio rapidamente, Hiashi não pode evitar a felicidade interna ao vê-la curando Hanabi. Isso era bem lógico levando em consideração que ela agora engravidaria de Naruto, mas Hiashi não conseguiria deixar de amá-la como fez com Hinata. A situação era completamente diferente para cada uma das filhas, e a filha mais velha sabia muito bem disso.
– Hinata: Vamos lá! Não esconda toda a felicidade em seu peito, VOVÔ. Você terá dois netinhos, duas filhas grávidas e um genro extremamente legal... – Disse divertida, provocando-o.
– Hiashi: Eu te entendo, Hinata. Você sente inveja de Hanabi. Sente inveja de eu amá-la e não amar você. Sente inveja de todo o sofrimento que tenho tido apenas por vê-la sofrer, enquanto eu mesmo fiz você sofrer e gostei de vê-la sofrendo. É compreensível... – Hinata não deixou Hiashi continuar, acertando-o um potente soco em seu peito, inserindo chakra em suas veias para dificultar sua respiração. Não era ao ponto de mata-lo, mas o faria cansar mais rápido.
– Hinata: Enxergue o seu lugar, lixo! Eu confesso que um dia senti inveja de Hanabi realmente, pelos mesmos motivos que citou, mas aprendi com Naruto-kun que não devo baixar minha cabeça a ninguém. Acredite, não tenho um mínimo de inveja de Hanabi e muito menos quero ser amada por você! – Disse sombriamente com seu doujutsu nível dois ativado, fazendo Hiashi ficar surpreso e temeroso. Não era de conhecimento de ninguém a possibilidade de evolução do byakugan.
– Hiashi: Mas o que é isso? Você evoluiu seu byakugan? – Perguntou boquiaberto. Nos registros Hyuugas não constavam nem ao menos a possibilidade de evolução do byakugan, a não ser o desempenho melhor de alguns gênios.
– Hinata: Um fracasso como eu não poderia chegar a tanto, poderia? – Disse séria para ele, brilhando seus olhos roxeados com a pupila perolada tradicional do byakugan. Hiashi começou a levitar e por estar em movimento, seu braço começou a doer mais intensamente, fazendo-o tremer e suar frio na tentativa de resistir e não gritar na frente de sua imprestável filha. O Hyuuga admirava impressionado o novo poder de sua filha, imaginando o porquê de logo era ter conseguido evoluir o doujutsu. O Hyuuga mais velho foi levitando vagarosamente, em meio a dores, indo em direção ao X usado para tortura. O velho Hiashi não mais temia e apenas se preparava para as dores que enfrentaria, pois tinha certeza que Hinata não pegaria tão leve.
Hinata o fez encostar os pés nos apoios que ali existiam e guiou suas mãos até os braceletes, prendendo-os também. As mãos ficavam espalmadas em uma base de ferro, enquanto os dedos ficavam presos por anéis, deixando-os completamente imobilizados. Os pés tinham apenas uma presa ao redor do tornozelo, também os imobilizando. Hinata andou calmamente até a grande mesa com diversos itens de tortura e ficou passando a mão levemente sobre eles, enquanto buscava algum interessante. O barulho dos metais entrando em contato um com o outro preenchia o ambiente, fazendo Hiashi embrulhar o estômago e Hinata ficar eufórica.
– Hinata: Acho que podemos começar com este. – Disse olhando para uma espécie de senbon, mas que havia algo parecido com uma espátula na ponta, porém bem pequena. Não fosse a ferrugem e um pouco de sangue seco poderia ser confundida com um utensílio de manicure. – Conhecendo um pouco do que conheço de você, com certeza deve ter utilizado algo parecido quando estava se divertindo com Naruto-kun. – Olhou para o item e subiu seus olhos para Hiashi. Seu byakugan no Fan ainda estava ativado, e ela analisou novamente o sistema de chakra de Hiashi. Ainda estava bloqueado e por isso ele ofegava um pouco devido a pressão. Ele tinha pouco chakra e não demoraria muito a desmaiar novamente, porém daria para brincar um pouco. – Vamos começar. – Disse divertida.
A Hyuuga pressionou a ponta da senbon por baixo da unha do dedo médio de Hiashi, inserindo-a vagarosamente, fazendo Hiashi tremer de dor e apertar os dentes. A ferrugem causava ainda mais dor no processo, pois deixava fragmentos e também tinha sua lamina corroída pelo tempo. Hinata inseria e saboreava a sensação de superioridade que aquele momento lhe fornecia, porém não somente aquilo. Hinata ainda estava triste e magoada pelo tipo de vingança escolhida por Naruto, mas como não poderia fazer nada, iria tentar superar aquilo provocando também a Hiashi. O jovem loiro tinha razão: A dor emocional pode ser bem pior que a física, e ela era a prova existente daquilo. E por vários motivos. Terminou de inserir o objeto e deixou-o lá, totalmente cravado, onde a ponta chegava a entrar um pouco no antebraço de Hiashi.
Durante o processo Hinata havia novamente desativado seu byakugan, então ativou-o novamente, analisando Hiashi sem que ele percebesse. Estava bastante fraco e infelizmente não duraria muito tempo acordado. Tudo bem, não havia desespero por parte de Hinata, até porque ela não ligava muito para o que acontecesse com ele. Naruto com certeza faria espetacularmente sua parte na vingança. Caminhou novamente para a mesa de utensílios e viu algo parecido com uma clava, porém havia somente a bola e alguns buraquinhos no lugar dos espinhos que deveriam existir. Concentrou um pouco de chakra e os espinhos apareceriam, em forma de chakra. Era um brinquedo bastante interessante. Media quarenta centímetros e a ponta era do tamanho de uma bola que sinuca. Os espinhos mediam sete centímetros e eram finos como linha.
Hinata: Estou ficando entediada... – Disse com uma voz triste. – Vamos ver se isso aqui me ajuda. – Inseriu chakra na clava e os espinhos apareceram. Hinata golpeou fortemente Hiashi na barriga, fazendo com que o Hyuuga gritasse de dor e cuspisse sangue pela boca. Hiashi sentiu uma gigantesca dor em todo o corpo já fraco e ameaçou desmaiar, mas Hinata girou a clava na pele dele, torcendo a carne e abrindo um buraco na barriga dele. Hinata puxou a clava e ela veio junto da carne que havia atingido, deixando uma grande quantia de sangue sair da barriga do Hyuuga. Hiashi tremia e suava frio enquanto sentia seus sentidos esvaindo. – Infelizmente não poderemos brincar mais. Parece que Tsu-chan terminou por ali. – Disse olhando para a parede de vidro. Hinata realmente não teve disposição para brincar com Hiashi. Não foi tão divertido quanto achava que seria e provou que ela estava errada. Não era possível descontar suas mágoas em Hiashi, pois o Hyuuga já esperava sentir dores físicas e não se entregaria facilmente. Juntando isso ao fato de que ele não ficaria acordado por muito tempo, aquele momento não era o melhor para judiar dele. Hinata inseriu novamente a clava e deixou-a enfiada nele, impedindo que o sangue escorresse totalmente pelo chão. Hiashi deu um novo grito de dor e fechou os olhos, tremendo. – Descanse, Hiashi. Sonhe com seus netinhos. – Disse com uma voz sensual ao ouvido dele, quase trazendo-o de volta ao mundo dos vivos, mas não havia mais como resistir. Hiashi fechou os olhos e apagou.
– Tsunade: Achei que duraria mais tempo. – Disse entrando na sala onde Hiashi estava.
– Hinata: Eu também, mas foi até melhor. Eu não estou entendo, mas nem tenho vontade de maltratá-lo. É tão insignificante que chega a dar tédio. – Disse virando-se para Tsunade. – Cure-o, por favor. Naruto-kun pode ficar irritado quando souber que eu... – Sua voz morreu ao notar a presença no quarto. Tsunade afastou-se da porta, de costas e deu passagem para Naruto.
– Naruto: Não se preocupe. Apenas não deixe-o morrer, Tsu-chan. – Disse tranquilo, com um sorriso encantador. O loiro caminhou até Hinata e abraçou-a com carinho, rodeando uma mão na cintura da menina e colocando seu queixo sobre a cabeça dela, surpreendendo-a. Hinata esperava um Naruto irritado e não daquela forma. De todo modo, não havia como lutar contra si mesma e resistir ao abraço. Abraçou-o também, passando suas duas mãos pelas costas dele. – Não posso dizer que estou feliz por você ter feito isso, mesmo sabendo que era contra a minha vontade, mas também não posso proibi-la devido a nossa situação. Eu sei que é difícil, mas, por favor, não fique triste. Novamente: Não por amor, e sim para fazê-lo sentir o gosto amargo do mal que tanto nos fez. Pense também em nosso filho, pois ele terá um irmão desde criança para treinar e brincar. – Falou apertando-a ainda mais. Aquelas palavras não ajudavam Hinata a passar sua tristeza, mas deixava seu coração mais confortável pelo fato do loiro ter pedido novamente desculpas e por deixar bem claro as suas reais intensões. Tudo também estava ligado ao fato de que haviam prometido estar com ele não importasse o que acontecesse, pois ele mesmo havia exigido aquilo e elas haviam aceitado. Por mais que doesse, não havia volta.
– Hinata: Está tudo bem... Não posso dizer que estou feliz, então só preciso de um tempo para superar isso. – Disse triste, mas resolveu ser sincera para que pudesse ser ajudada naquele momento. Todos ali eram sua família e não era justo com eles que ela escondesse seus sentimentos, até porque não tinha nenhuma dúvida do amor de Naruto para consigo. O loiro sorriu e beijou-a serenamente os lábios sem malícia alguma, passando todo seu carinho pelo toque.
– Naruto: Sem problemas. Meu amor por você não diminuirá. – Disse com um sorriso terno, acariciando a bochecha dela, que corou.
– Tsunade: Hanabi está bem. – Disse olhando seriamente e penetrando os olhos de Naruto, deixando claro a sua insatisfação com o que ele havia feito. – Ela engravidará também e seu corpo está saudável. Felizmente o estrago que VOCÊ FEZ pôde ser reparado e tudo indica que será perfeito. Como ela estava apagada, eu não pude dar comida, então inseri um pouco mais de chakra para funcionar como soro. Da mesma forma fiz com Hiashi. – Dessa vez olhou séria para Hinata, que afundou seu rosto do peito de Naruto, sem graça. – De qualquer forma acho que não veio aqui somente para isso, não é, Naruto-kun?
– Naruto: Não... – Respondeu sério, ainda abraçado com Hinata. Lembrou-se da conversa que teve com Madoka logo após o inevitável sexo na banheira. A garota podia ser pervertida e estabanada, mas era inteligente. Naruto estava muito abalado por ter ferido Hinata daquela forma. Ele não esperava que ela sentisse tanto o baque como a menina sentiu, e com certeza aquela era apenas a ponta do iceberg, pois Hinata escondia bem suas dores. Madoka soube interpretar bem os sentimentos de Naruto e ajudou-o mentalmente depois de fisicamente. Era estranho ter uma conversa daquele tipo com Madoka, mas Naruto ficou feliz por ela ter dado seus palpites.
Como ele havia ficado triste e abatido pelo resultado de sua vingança, ela propôs que fizessem logo a mudança para Kiri. Aquele seria outro baque em todas elas, pois mudariam novamente o estilo de vida e iriam ter que dividir Naruto com mais uma, o que não deixava nenhuma delas felizes. “Se é para levar dois socos, que sejam os dois agora, pois me recupero ao mesmo tempo dos dois e não um após o outro”, disse Madoka. Naruto sorriu com o canto da boca ao se lembrar.
– Naruto: Iremos para Kiri amanhã cedo. Arrumem as coisas rapidamente. Tsu-chan ficará responsável pela locomoção de Hiashi e Hanabi, juntamente com o que for necessário para tal. Hina-chan, você organizará toda a casa, pois pretendo leva-la também. Teremos uma nova base e não irei deixar a única coisa que me resta para os outros. – Disse sério. – Madoka-chan lhe ajudará com isso.
A notícia foi surpreendente, mas não podiam deixar de notar que até mesmo Naruto não estava tão tranquilo. Aquilo deixava, de certa forma, as duas garotas felizes. Se Naruto estava nervoso pela situação, era porque se preocupava com os resultados e não estava confortável com todo aquele plano. Ponto para ele. Era melhor mudar os ares logo agora mesmo. Essa foi a análise de Hinata e Tsunade, se bem que a ex-Hokage entendia ainda melhor o pensamento de Naruto e deu os parabéns pela atitude tomada.
– Naruto: Então? Vamos! Mãos à obra! – Disse divertido, com um sorriso reluzente. Logo depois saiu abraçado de lado com Hinata, enquanto Tsunade ficava para preparar Hiashi e Hanabi.
– Hinata: O que você fará quando chegarmos a Kiri? Quero dizer... Como convencerá a Mizukage a ficarmos por lá em segredo? – Perguntou realmente curiosa, nervosa, porém confiante de que tudo daria certo.
– Naruto: Como já disse várias vezes, é um tiro no escuro, mas estou confiante. Conheço um pouco a Mizukage e tenho quase certeza que acertarei o alvo. Não se preocupe com isso e apenas arrume as coisas. – Disse tranquilo, beijando-a na testa e bagunçando a longa cabeleira azulada carinhosamente. Os dois já estavam na saída do calabouço e após a demonstração de carinho Naruto se retirou, indo numa direção diferente da Mansão. Hinata achou estranho, mas não perguntou ou investigou nada. Achou melhor Naruto fazer as coisas dele quieto. Afinal de contas ela confiava nele com sua vida, apesar de tudo.
O loiro andou alguns metros sentindo a brisa que passava pelas árvores e o cheiro de plantas que Uzushio lhe inseria nas narinas e logo chegou onde Meishu estava. O dragão estava concentrado em cima de um gigantesco pergaminho que media cerca de trinta metros de comprimento e dez de largura. Diversos selos o preenchiam e ele já estava próximo de terminar o seu trabalho.
– Naruto: Está indo tudo bem aí, Meishu? – Perguntou tranquilo, encostando-se a um dos muros ainda em pé, na antiga biblioteca.
– Meishu: Sim, Rikudou-sama. Devo admitir que os humanos desse clã eram muito inteligentes. Como esperado dos seus antepassados. – Disse sério, concentrado em seu trabalho. – Acredito que tais pergaminhos irão lhe fornecer informações extremamente necessárias.
– Naruto: É... – Falou olhando para o céu. Havia ordenado que Meishu organizasse e selasse todos os arquivos da biblioteca de Uzushio, até mesmo os escondidos em segredo e guardados em salas seladas. Meishu havia vasculhado tudo e encontrado diversos pergaminhos e livros extremamente secretos que somente o Kage teria acesso. Naquele momento o dragão selava tudo no enorme pergaminho. – Mais uma mudança. Finalmente será a última, assim espero. – Falou baixo, mais para si. Meishu escutou, mas não se manifestou. – Amanhã bem cedo partiremos. Se for necessário descanse, pois a viagem será longa e não pararemos, pois boa parte dela será sobre o mar.
O loiro retirou-se do local e pôs-se a andar rumo a mansão. Sentiu Tsunade saindo do calabouço sozinha. Ao contrário do que pensou, ela havia deixado Hiashi e Hanabi lá mesmo. Ele imaginava que ela os traria para a mansão também, para descansarem melhor. De qualquer forma ele não iria se meter no assunto, pois Tsunade sabia muito bem o que fazia. Entrou na mansão e foi direto para o quarto, onde deitou e começou a refletir sobre tudo que aconteceu e aconteceria. Não havia dúvidas e receios. Tudo estava planejado até a alternativa C.
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– Shikamaru: Então está decidido, Daymio-sama? – Confirmava seriamente a decisão dada por Kamuro, o senhor feudal, que novamente confirmou sua decisão. – O conselho Jounnin está de acordo? – Olhou para a enorme mesa com os shinobis elite de Konoha, que também confirmaram. – Então está eleito o Nanadaime (N/A: Sétimo Hokage. Também pode ser referido como Shichidaime) de Konoha, Hatake Kakashi.
Konoha estava abalada por todos os tremendos acontecimentos recentes. Prisão do Herói de Konoha acusado de matar a Godaime, o senhor feudal e tentativa de assassinato contra o líder do Clã Hyuuga, Hiashi. Logo após a invasão do mesmo à Konoha, destruindo grande parte da cidade se quase matando o atual Hokage, Hyuuga Hiashi e roubando o corpo da Godaime, fato que foi escondido dos civis. E agora havia invadido a reunião dos kages e sequestrado Hiashi. Era muita coisa para um vilão somente, e também para Konoha.
Todos estavam fragilizados e temiam ainda mais Naruto. Temiam tanto, que nem mesmo o clã Hyuuga quis arriscar buscas. Infelizmente não seria possível, mesmo todos amando o tão querido Hokage e líder do clã. Ir atrás de Naruto era suicídio, uma vez que só teriam chances de vitória se estivessem juntos de outras vilas na batalha. Era triste, mas verdade. Porém esse momento frágil deveria ser contornado rapidamente, e usando as ferramentas necessárias. Os conselheiros decidiram tornar pública toda a notícia. O sequestro do Hokage, a invasão à reunião e os danos causados ao país do Ferro foram acrescentados à ficha criminosa do poderoso nukennin rank SS. Apesar do baque, Konoha tinha que correr e se preparar para a batalha. Como era urgente, não haveria cerimônia de posse ou algo do tipo. Hoje era a decisão, e hoje mesmo Hatake Kakashi assumiria seu posto e iniciaria seu plano de defesa.
– Kakashi: Agradeço a escolha, porém não irei discursar. Não temos tempo para isso e quero agora mesmo, em minha sala, Shikamaru, Yuharu, Kiba, Ino, Shino, Rock Lee, Gai, Konohamaru, Tenten, Chouji, Shizune e o ANBU Taka. AGORA! – O Hatake foi direto em sua solicitação, falando sério e frio para os ANBUS que estavam de guardas. Logo sumiram e Kakashi se retirou da sala, onde ainda ficaram os Jounnins conselheiros e o senhor feudal, todos assustados pela forma que Kakashi havia falado e se retirado. Não poderiam julgá-lo, pois o assunto era realmente urgente.
O ninja copiador havia saído da reunião dos Kages com péssimas notícias, mas nada pior do que o desejo de vingança de Naruto por Konoha. O interrogatório feito pelos Kages havia sido tremendamente intenso e Kakashi teve que mentir e omitir vários fatos. Não poderia simplesmente entregar o sistema de Konoha logo agora que estavam com a aliança desfeita. Teria que investir fundo em defesa e em suas investigações. Estava na hora de pôr mãos à mesa e arregaçar as mangas. Chegou em sua sala e já havia encontrado todos presentes. Conferiu um por um e logo tomou a palavra.
– Kakashi: Acabo de assumir o cargo de Hokage. – Disse de uma vez e alguns ficaram surpresos, outros já imaginavam ou sabiam. – ANBU Taka, revele-se. – Disse sério. O ANBU ficou rígido e perdeu a compostura, porém logo a retomou e não haveria problemas em se revelar naquele momento. Ele poderia confiar em todos que estavam ali, afinal já os observava há algum tempo.
– Shisui: Há quanto tempo, Hatake Kakashi! Fico surpreso por ter conseguido me identificar. – Disse tranquilo, deixando todos confusos.
– Shikamaru: Percebo que é algum companheiro do Hokage-sama. Qual o seu nome? – O gênio Nara notou que havia certa intimidade e respeito por parte de Kakashi e vice-versa. O ANBU era uma pessoa muito importante.
– Kakashi: Este é Uchiha Shisui. – Falou de uma vez, deixando todos boquiabertos. – Não há tempo para surpresas, apenas ouçam e não digam nada, a não ser que eu pergunte. – Todos se calaram e mantiveram suas posturas. Kakashi nunca havia sido tão severo, mas esta era a atitude correta por parte deles. Todos sabiam disso. – No início eu não consegui identificar a mudança, mas passados alguns meses comecei a notar uma forma estranha em seu rosto. Afinal também tenho Mangekyou. Você é realmente um perito em genjutsu. – Falou sério, dando sua análise sobre Shisui. – Sei que esteve trocando mensagens com Naruto, então diga-me o que ele pretende. – Novamente o clima ficou tenso e todos começaram a sussurrar, surpresos, a não ser Shikamaru e Ino. Yuharu gelou dos pés à cabeça, engolindo a seco. Logo o olhar de Kakashi virou-se para ele. – Hyuuga Yuharu, não é? O braço direito do Rokudaime. Sei de suas tramas com o mesmo e você está condenado a morte! – Falou friamente. – A não ser que revele, com boa vontade, o que ele estava tramando ou tramou.
– Yuharu: Não existe a possibilidade de eu ser condenado à morte. As leis de Konoha não permitem tal ato sem que eu seja julgado. Não existem provas. – Disse completamente gelado de medo. A nova geração de habilidosos shinobis, o Hokage e um suposto informante de Naruto estavam ali. Seu cérebro de gênio não conseguia trabalhar corretamente, mas usou de seus conhecimentos para tentar se safar. Não teve tempo de se martirizar por não ter percebido a aproximação de tantas pessoas em seus rastros. Na verdade, até então nem sabia que existiam.
– Kakashi: Acha mesmo que irei manda-lo a julgamento? – Perguntou exibindo seu Mangekyou. Yuharu não tinha como correr dali, e como provavelmente Hiashi estava morto, não havia saída. Não tinha nada a perder a não ser a vida. Resolveu abrir o bico, revelando tudo que havia feito juntamente com Hiashi. Kakashi já havia descoberto boa parte, mas martirizou-se a saber a parte não revelada pela investigação de seu grupo. Ino, Tenten e Rock Lee, que possuíam um lado mais emocional chegaram a chorar em meio ao depoimento do então ameaçado Yuharu. A morte de Tsunade, a prisão de Naruto, as torturas feitas à Hinata... O filho perdido dos dois. Tudo havia sido contado e neste momento todos estavam chocados em meio à sala do Hokage. Alguns sentados em um sofá que havia sido colocado do lado, outros nas cadeiras, mas todos estavam desolados e se sentindo como lixo.
Kakashi e Shisui eram os dois mais experientes, mas mesmo assim estavam abalados. Shisui sabia de boa parte, mas o detalhe do filho era o mais doloroso e desconhecido por ele. Hiashi havia sido um demônio na visão de Naruto, que agora assumia o cargo e provavelmente se vingaria de Konoha. O Hatake sentia seu peito doer por não ter conseguido proteger seu pupilo. Não era parente de Naruto, mas sentia-se como uma espécie de protetor do mesmo, ajudando-o com os treinamentos e em várias decisões tomadas por ele em seus últimos dias em Konoha.
– Kakashi “Aqueles que abandonam uma missão são lixo, mas aqueles que abandonam seus amigos são piores que lixo”. – Refletiu com seus trêmulos olhos. O ninja copiador ameaçava chorar naquele momento, e o faria se estivesse sozinho, porém não era hora e nem local para aquilo. Deveria guiar Konoha a paz. Deveria guiar Konoha à vitória contra Naruto, pois do contrário tudo seria desastroso. – Foi isso que fizemos com Naruto. Nós o abandonamos quando ele mais precisou, e ele simplesmente achou a solução para os seus problemas. – Falou tristemente. – Naruto pretende atacar Konoha? – Perguntou para Shisui.
– Shisui: Ele não me disse nada sobre seus planos futuros, mas não acredito que ele queria atacar Konoha. – Omitiu o fato de Naruto estar indo para Kiri. Confiava naquele pessoal, mas não poderia entregar de bandeja o objetivo do loiro. – Ele já me deixou claro várias vezes que está em busca de paz para todo o mundo shinobi, porém relatou que não terá piedade daqueles que entrarem em seu caminho. Se vocês estão esperando lidar com o Naruto amigável que prezava a vida a todo custo, podem esquecer. Devem ter visto o que ele fez à Konoha e ao país do Ferro. Piedade é uma coisa que ele não tem mais. Apesar de tudo, como podem ver, eu converso amigavelmente com ele e isso significa que se estiverem do lado dele e merecerem isso, poderão ter uma boa relação. – Falou seriamente para eles.
– Kakashi: Não! Não levem isso em consideração. – Levantou a mão e disse seriamente, indo contra a fala de Shisui. – Sei que você deve ter um bom relacionamento, mas conheço Naruto a muito mais tempo que você. Eu conheço aquele olhar... de frio e de ódio. – Falou olhando para baixo, sentado em sua cadeira. – Naruto se ofereceu para ser o nosso superior e guiar o mundo para a paz verdadeira, mas somente da boca para fora. Ele já sofreu bastante, desde sua infância. No pouco tempo que teve paz e felicidade ele conheceu Hinata e aprofundou seu relacionamento com ela. Logo após veio a Uchiha. Hinata ficou grávida, dando a Naruto tudo o que ele queria: Uma família, coisa que nunca teve. De uma hora para a outra tudo lhe é tomado e jogado no lixo, deixando-o devastado e inconsolado. Aquela invasão à Konoha deixou claro que ele não irá desistir de nos atacar. Se ele quisesse fazer as pazes com Konoha, ele não mataria inúmeros shinobis com aquele ataque, que corria risco de matar qualquer um de nós. É como você disse: Ele não terá piedade de quem tiver no caminho dele, e nesse momento Konoha o corrói por dentro, o atrapalhando mais do que tudo. – Falou triste, olhando fixamente para sua mão, a mesma que perfurou Rin. – Quando finalmente ele iniciar seus planos, nós seremos o primeiro alvo. – Disse agora sério, olhando para todos os presentes. – E é por isso que os chamei aqui. Vocês são os únicos que estão sabendo, e quero que continue assim. Não falem disso para mais ninguém. Shikamaru bolará um plano de defesa usando todas as nossas forças. Vocês estão aqui para auxiliá-lo. Amanhã mesmo quero uma teoria elaborada para então iniciarmos todo o processo. – Levantou-se e cruzou os braços. – Não estamos mais lidando com o nosso Naruto de antigamente. Nós agora estamos lidando um o Nidaime Rikudou cheio de ódio por Konoha – Terminou jogando a última bomba em cima de todos, que tremeram e começaram a perguntar um para o outro em meio a sussurros. – Irei explicar melhor depois, mas deixo bem claro: Estamos lidando, provavelmente, com o shinobi mais forte da história! – Falou baixo, mas friamente, deixando a imagem de seu antigo eu lhe envolver. O ninja das sombras estava de volta.
Shisui viu a fala de Kakashi em silencio, apenas observando. Ele havia falhado em compartilhar o que sabia com o grupo, porém ainda tinha esperanças. O Uchiha acreditava que Naruto jamais tocaria em Konoha a fim de destruí-la, e havia chegado o momento de se retirar daquela reunião. Por mais que confiasse na decisão de Naruto, também confiava na atitude de Kakashi, afinal o mesmo era um gênio shinobi mesmo quando a confusão com o clã Uchiha se deu tempos atrás. Ele não seria Hokage à toa. Prestaria atenção aos dois lados de agora em diante.
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– Kabuto: De agora em diante peço que o senhor não mais se retire daqui, Orochimaru-sama. Os procedimentos com as células de Hagoromo irão começar e não tenho como prever as reações dos corpos dos shinobis. – Falava seriamente, enquanto analisava um dos corpos onde havia aplicado as células do grande Rikudou.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Kabuto e Orochimaru haviam passado vários dias para conseguirem desfazer o Michi no Hon. Por mais que tivessem conseguido o corpo do Shodaime, ainda haviam inúmeros mistérios por trás do seu corpo, que surpreendentemente não havia sentido o efeito do tempo passar, mantendo seu corpo idoso, porém ainda viril, totalmente íntegro, juntamente com suas vestes. Orochimaru naquele momento analisava o corpo, apenas olhando-o, pensativo. As mesas onde estavam Orochimaru e Kabuto ficavam de costas uma para outra, deixando-os sem contato de vista para um para o outro. O subordinado do Sannin das Cobras estava ansioso e ao mesmo tempo preocupado. Não se recordava de ter visto Orochimaru tão pensativo e nervoso desde que começou a servi-lo. Tudo aquilo o deixava curioso para descobrir o que havia de errado.
Orochimaru analisava o corpo com uma mão no queixo e a face séria. Havia algo de muito errado ali, pois as células não correspondiam o esperado por ele, mas era fato que aquele era o Shodaime. Mesmo morto sua imponência era tremenda, o que fazia até mesmo Orochimaru respeitá-lo. Seu corpo era como o de um jovem, mas sua face era cansada e velha, juntamente com seus longos cabelos brancos. Era tremendamente forte o desenvolvimento de suas células, tanto que mesmo shinobis com kekkei touta eram raros se adaptarem a elas. Era a mesma coisa das células Uzumakis, e isso contrariava o que Orochimaru havia adquirido de informação. Como Uzumakis era parentes de Senjus, suas células estavam incompletas do Yin e Yang, pois apresentavam apenas a metade da descendência do Rikudou, que inseria os Uchihas também. Isso explicava o porquê da dificuldade em achar shinobis aptos a suportarem o DNA.
O problema deveria ser resolvido ao inserir as células diretas do Rikudou, pois o mesmo conteria o Yin e Yang completo. O majestoso e esperto Sannin das Cobras estava completamente errado, e não conseguia descobrir o porquê. Felizmente Kabuto não estava a par de tudo isso, pois não mais tinha a confiança de Orochimaru. A cobra mesmo assim demonstrava mais satisfação ainda, enganando seu subordinado para que se empenhasse mais. Seus planos demorariam ainda mais para se concluir. Infelizmente.
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Era noite e ventava forte. Do terceiro andar do enorme prédio, olhava a linda paisagem da vila. As luzes brilhando e o povo passeando logo abaixo, onde acontecia um pequeno festejo. Havia dado um discurso momentos antes, omitindo novamente vários fatos que estavam acontecendo. Não fazia por vontade, mas era praticamente obrigada. Olhou para o céu estrelado e enfeitado naquela noite. A lua ajudava a clarear o horizonte, de onde podia enxergar algumas montanhas e logo adiante o mar com ondas fortes. Encostou o queixo ao peitoril de proteção e rodeou com os braços, como se quisesse dormir ali, porém seria a última coisa que pensaria em fazer. Sua mente estava a mil e faltava pouco para a loucura.
O mundo novamente não estava seguro, e não que isso fugisse à importância, mas o mais chocante era quem o ameaçava. O lindo garoto loiro de olhos incrivelmente e lindamente azuis, cuja alma poderia ser mais pura que de uma criancinha havia tomado um rumo totalmente diferente do esperado por todos. Uzumaki Naruto, herói de Konoha e o herói do mundo. O enredo era todo para um lindo futuro Hokage de Konoha, de quem ela se aproximaria ao máximo para tirar uma casquinha.
Não havia sentimento de amor por Naruto, mas confessava para si mesma que o menino era encantador e jamais havia sentido tanta atração carnal apenas por olhá-lo. Até seu jeito estabanado e idiota a fazia deseja-lo. Apenas seu sorriso inocente e radiante a fazia molhar a calcinha. Isso havia acontecido duas vezes durante a guerra e diversas em seus momentos de intimidade, quando tocava a si mesma. Ele era o alvo principal de suas noites sozinhas em sua privacidade. Em que momento o menino havia se deixado consumir por uma frieza e ódio tão enormes? Que tragédia!
Sua camisola branca voava com o vento e sua pele arrepiava. Era hora de entrar em seu quarto e colocar-se à cama, afinal teria muito trabalho logo pela manhã. Levantou-se preguiçosamente do peitoril e entrou para o quarto, fechando a porta de vidro e passando as cortinas. Espreguiçou-se e pulou na cama, caindo de bruços, esparramada. Seus cabelos alaranjados compridos espalhavam-se por toda a cama, como um lençol.
– Naruto: Não me provoque tanto. Acabo de chegar e estou faminto... – Falou sensualmente ao ouvido da Mizukage, que soltou um gemidinho de surpresa e arrepiou-se completamente. – Faz tempo, Mei-chan. Senti saudades... – Falou esfregando-se por trás da moça.
– Mei: N-Naruto? – Falou atônita. – Eu também estava morrendo de saudades. – Falou mais séria, atrás de Naruto, deixando-o completamente surpreso. A Mei que estava sob Naruto se desfez em vapor, que queimou seriamente a pele do rapaz, deixando-o na carne viva. O loiro deu um rugido de dor, enquanto afastava-se para trás, enrijecendo o corpo, enquanto o mesmo deixava exalar um cheiro de queimado.
– Naruto: Um Futton Bunshin ? (Clone do Elemento Vapor (Kekkei Genkai, juntamente com o Youton)) Interessante... – Disse com o sangue escorrendo por toda a parte frontal do corpo. Havia deixado a guarda aberta por estar confiante demais em seduzi-la. Era um tiro no escuro, e esse havia passado longe do alvo
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