Cinquenta Tons de Balsano
21 Vinte
Luna esperava que Matteo chegasse do trabalho ja na sala de jogos. Com um vestido vermelho vivo que tinha alças transparentes e mostrava quase tudo. Estava tudo preparado. O chocolate com chantilly. Os apetrechos. Tudo iria ser perfeito. Tentou se esquecer da conversa que tivera mais cedo com Fiorino, mas as palavras dele ainda ecoaram em sua mente.
— Você e o idiota do Matteo nunca serão verdadeiramente felizes, pois existe algo muito grave que pode acabar com esse amor todo num segundo apenas.
Essas foram as palavras do homem. Ecoavam na mente de Luna desde então. Sabia depois de tudo que Fiorino havia aprontado para cima deles que ele não prestava, mas mesmo assim aquilo a deixava muito intrigada.
Esqueceu-se de tudo isso quando viu Matteo entrar com um sorrisão estampado no rosto. Seu marido foi na sua direção e lhe deu um beijo de tirar o folego, mostrando todo o seu amor. Depois de segundos se afastaram por falta de ar, e encostaram suas testas um no outro
— Te amo — Ambos falaram ao mesmo tempo e depois desataram a rir. — Isso tudo é para mim? Balsano perguntou, sorrindo malicioso ao contemplar as vestes da amada.
Luna acenou afirmativamente com a cabeça. — Sim, para comemorar nosso aniversario de casamento vamos relembrar os velhos tempos, mas agora eu serei a submissa. — Revelou, sorrindo sedutoramente.
Matteo mordeu o labio com a explicação da esposa. Ja estava ficando excitado ao imaginar o que Luna faria com ele naquela cama.
— Estou morrendo de vontade, amor. — Respondeu ele, com voz rouca. — Mas, e Ruggero?
Luna sorriu.
— Nosso filho ta em ótimas mãos. Sua prima Nina cuida dele embaixo enquanto estamos aqui curtindo. — Sorriu. — Agora vem logo Matteo. — O puxou para cama, o ajudou a tirar suas roupas e deitar. Salivou ao ve-lo completamente nu, pronto para ela. Vendou os olhos do marido e o algemou, fazendo-o ficar imóvel.
Em seguida, saiu da cama, pegou uma vasilha cheia de chocolate derretido com chantilly, e passou por todo o corpo dele com uma colher, inclusive em seu membro inferior. Matteo estremeceu, pois o chocolate estava gelado.
— Isso aqui ta gelado, amor — Matteo reclamou, arfando.
— Calma, amor. Vamos apenas relembrar os velhos tempos. — Luna sorriu maliciosamente para o marido, que suspirou. Ele queria pega-la de jeito, mas isso nem era possível pois o homem estava amarrado na cama e seus olhos estavam tampados. Luna estava reproduzindo tudo que ele mesmo fizera com ela na época do contrato, mas sendo ela a submissa e ele o dominador. Era inegável que Matteo estava adorando tudo isso.
Ela deitou-se e começou a lamber todo o corpo dele, começando pelo pênis. Luna sugava o chocolate com chantilly rapidamente, arrancando gemidos altos do moreno.
— Ah, Luna — Ele gritava, tão alto que até mesmo Nina que estava no andar de baixo da casa com o pequeno Ruggero conseguiria escutar.
— Humm! Eu adoro chocolate com chantilly. Ainda mais misturado contigo. Fez isso comigo a anos atrás, agora é minha vez — Luna falava, e sugava mais rapidamente no membro dele, o que acarretava em mais gemidos.
E foi assim em todo o corpo dele, com ela lambendo e ele gemendo sem parar, até que não restasse uma gotinha sequer de chocolate nem chantilly.
— Agora vire-se de costas, meu marido. — Luna ordenou com voz sensual, o ajudando, já que era difícil para ele estando amarrado. Então, ela pegou um chicote e começou a bater nele fortemente, chegando a deixa-lo marcado. Matteo sentia dor, mas era um dor um tanto quanto prazerosa ao saber que era Luna que o estava batendo. O moreno chegava ate a gemer tamanha era a dor e o prazer que estava sentindo. Ao mesmo tempo que ele estava adorando a sensação de Luna lhe batendo com o chicote, lembranças de sua juventude vieram a tona, lembranças dolorosas que ele era incapaz de esquecer e que sua esposa ainda nem sabia.
— Luna, meu amor. Para, por favor. — Matteo suplicou, com lagrimas nos olhos.
Luna assustou-se. Nunca havia visto seu marido daquele jeito. Ele adorava isso de submissão e ela pensava que ele iria gostar da surpresa que ela havia lhe feito para comemorar os cinco anos de casados, mas pelo visto não foi isso que aconteceu. Ela então parou, preocupada, pousou o chicote de lado na cama, desvendou Matteo e o ajudou a se virar. Ver ele chorando a assustou mais ainda.
— O que foi, meu amor? Esta me deixando aflita. — Falou, tocando em seu rosto e enxugando suas lagrimas.
— Luna, eu, eu te contei a maioria da minha historia, mas uma coisa faltou. Como eu conheci o sadomasoquismo. — Falou Balsano, e a morena olhou para o marido com curiosidade.
— Se não quiser contar eu vou entender. — Sussurrou ela ao ver o quanto ele estava aflito e perturbado pela situação. Ver Matteo assim daquele jeito lhe partia o coração.
— Eu vou contar. — Matteo olhou profundamente em seus olhos e respirou fundo. — Quando eu cheguei em Veneza, antes de entrar na mafia para vingar a morte de meus pais eu estava completamente perdido, sem ter onde ficar. Foi então que eu a conheci. A grande Emilia Clarke, uma aristocrata da cidade. Ela era muito rica, e um dia se aproximou de mim e me ofereceu um lugar para ficar assim de graça. Eu aceitei pois era o que eu mais precisava. Naquela época eu estava cego, pois meu irmão numa das tentativas inúteis de me matar acabou me tirando a visão que eu fui recuperar meses depois. Mas, voltando. Ela falou que me deixaria ficar em sua casa totalmente de graça, mas que para isso aconteceu eu precisaria assinar um contrato de confidencialidade. Sem entender muito bem acabei assinando aquele maldito papel, pois confiava muito em Emilia. Mas eu estava assinando um contrato igual ao que te fiz assinar cinco anos atrás. Eu havia me comprometido a me tornar o submisso do sexo dela sem saber. Nos primeiros anos foi muito difícil, pois ela sequer era gentil, e eu odiava cada vez que ela tocava em meu corpo e me punha aqueles objetos estranhos, mas com o tempo fui tomando gosto e resolvi aderir a isso. Mas mesmo assim aqueles anos foram os mais escuros da minha vida, e eu não quero que pense que sou fraco nem nada, mas quando começou a me bater com o chicote eu lembrei de tudo que ela me fez passar. Desculpa por ter estragado a comemoração de nosso aniversario, amor. — Depois do discurso Balsano voltou a desabar em choro e Luna o abraçou fortemente. Estava de certa forma chocada pois nunca imaginaria que Matteo também havia passado por isso antes. Tinha odio da tal Emilia e iria fazer de tudo para que seu marido não voltasse a se lembrar daquela terrível época.
— Shii, não atrapalhou nada, meu amor. — Sussurrou ela. — Estar com você ja torna minha noite muito especial. Sinto muito por tudo que passou com aquela desgraçada da Emilia, mas quero que tente esquecer tudo isso, pelo menos por hoje. Me faça novamente sua, Matteo. Faça amor comigo como nunca antes. — Pediu.
Matteo esmagou a boca de Luna na sua, mordendo o lábio inferior dela, e a beijando de uma maneira feroz como nunca havia feito antes. Luna obviamente correspondeu, Parecia que iriam sair faíscas daquele beijo. Logo o casal estava no maior amasso, com mãos bobas aqui e ali em meio a gemidos e arfadas. O homem abriu com os dentes o fecho do vestido da esposa e começou a chupar os seios dela com vontade mas também devagarinho, para saborear cada pedaço dela e aproveitar cada momento.. Quanto mais ela gemia o nome dele, mais forte ele sugava. Em poucos minutos, Matteo começou a descer beijos molhados por todo o corpo dela, que gemia enquanto se arrepiava. O homem ja havia perdido a conta de quantas vezes a vira nua, mas nunca se cansava de admirar a beleza da morena, cujo corpo parecia ter sido esculpido especialmente para ele. Depois ele logo estava na intimidade de Luna, fazendo um vai e vem com os dedos. Ela estava indo a loucura como sempre ia quando seu marido lhe tocava. Logo ela estava invertendo as posições e também distribuindo beijos pelo corpo do marido, como ele havia feito com ela. Faziam tudo com muita calma e ocasionalmente sorriam largamente um para o outro. Aquele momento estava sendo mais que especial para ambos. Quando chegou aos mamilos de Matteo Luna fez uma loucura e os mordeu com vontade, ao que Matteo gemeu descontroladamente e massageou o membro do marido. Em poucos minutos eles estavam nus e ele a estava penetrando. As estocadas firmes e fortes, inebriando os dois de puro prazer e amor.
— Te amo, Luna. Foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. — Matteo se declarou, depois que haviam terminado e ela encontrava-se deitada no peito dele.
Luna sorriu. Sempre ficava embasbacada cam as declarações de amor que Matteo lhe dava.
— Também te amo, Matteo. No começo te odiei por ter sido vendida pra você como se fosse um simples e mero objeto e achava que era um frio sem coração. Mas depois eu descobri o verdadeiro Matteo escondido e me apaixonei perdidamente por ele. Nem consigo mais me imaginar sem sua presença, meu amor. Encontrei minha outra metade. — Luna se declarou a ele e ambos se beijaram apaixonadamente.
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