Cinquenta Tons de Balsano
22 Vinte Um
Notas iniciais
Respirei fundo ao ver-me em frente à casa de meu pai. Eu não vinha aqui desde aquele dia em que fui vendida para um completo desconhecido e minha vida mudou da água para o vinho. Mal sabia eu que esse desconhecido iria se tornar o grande amor da minha vida. Por isso, naquela época eu estava com um ódio mortal do senhor Miguel Valente e jurei não voltar a ve-lo mais em toda minha vida. Mas, apesar de tudo ele era meu pai. Eu o amava. E estava na hora de resolvermos nossas questões pendentes. Lembranças de minha última conversa com ele me vieram á mente instantaneamente.
Era final do dia, e a doce Luna voltava para sua casa após sair da escola. Estava animada para contar para seu pai, que hoje sairia à procura de um emprego. E também estava feliz porque Simón, o garoto de quem gostava desde o primario, havia finalmente lhe beijado apaixonadamente e lhe pedido em namoro. Tudo estava nos eixos, Luna pensava, cantarolando pela rua. Mas assim que estava chegando em casa, avistou um belo, e caro, carro parado em frente à sua casa. Entrou assustada e encontrou seu pai sentando no sofá, ao seu lado havia um jovem e atraente rapaz, sem duvidas era o dono do carro que lá fora estava.
Seu pai chorava, chorava feito uma criança e ela nem sequer sabia o motivo. E aquele rapaz, o que fazia ali?
— Papai, o que houve? — perguntou preocupada, mas nada seu pai respondeu. — Papai! Diga-me o que há! — insistiu e então, o rapaz levantou-se.
— Creio que terei que explicar. — suspirou, decepcionado. — Seu pai perdeu uma aposta, querida! E o prêmio, era você! — Explica ele, em tom claro de deboche.
Luna encara o desconhecido, e por um momento, aqueles olhos escuros parecem a hipnotizar, mas a jovem logo se recompõe, chocada com o que acabava de ouvir.
— Eu? — arregalou os olhos em surpresa.
— Sim, você. E eu vim buscar meu prêmio!
— Não! Não pode ser! Papai! — ela começou a chorar.
— Eu sinto muito, minha pérola! — foi tudo que Miguel conseguiu falar.
— Não! Como você pôde, papai?! — ela gritava entre lágrimas.
Segundos atrás, a garota estivera muito feliz, no entanto toda essa felicidade tinha desaparecido. Como seu pai havia tido a coragem de vende-la como se fosse um objeto? Luna estava completamente indignada com aquela situação, e não pretendia ceder a tudo isso facilmente.
— Se despeça dele, doce menina! Nós temos que ir! — o rapaz disse, autoritário.
— Não vou me despedir! Eu não vou! — gritou, encarando aqueles olhos hipnotizantes com raiva.
— Ou você vai, ou ele morre. — o rapaz esbraveja num tom firme e um outro rapaz surge, com uma arma apontada para seu pai. — Você decide, meu doce!
— Vá, querida! Você pertence a ele agora. — Miguel murmurou, e isso a fez chorar mais. Não conseguia acreditar que aquilo era mesmo verdade.
— Adeus! — falou Luna, com o coração apertado e chorando fortemente. — Espero não voltar a ve-lo nunca mais na minha vida. — Despejou as palavras, com raiva daquele homem que se dizia seu pai, mas que havia estragado sua vida.
Naquela hora o que mais me consumia era a raiva. Meu coração apertou ao lembrar desse momento doloroso em minha vida. Meu pai nunca me dera a atenção devida por estar concentrado demais em seus vicios em bebidas e jogos, entretanto me vender como mera moeda de troca era inadmissível. No entanto eu estava mais que pronta pra deixar o passado para trás e seguir em frente com meu pai, sem mágoas nem ressentimentos.
Entrei na casa com lembranças de minha infância inundando minha mente. Apesar de tudo eu tinha sim passado momentos muito bons e inesquecíveis ali ao lado de Miguel e Delfi, minha irmã. Assim que me viu Miguel abriu um sorriso largo que iluminou seu rosto todo acabado pelo peso da velhice. Ao ver o estado em que meu pai se encontrava, comecei a sentir-me culpada de não ter vindo visita-lo mais vezes. Estava magro, seu rosto cheio de cicatrizes e rugas, provavelmente todas provenientes da preocupação e a culpa para comigo que o consumiam durante todo esse tempo. Mesmo seu sorriso ao me ver parecia um tanto quanto apagado, como se ele tivesse perdido a vontade de viver. Hesitante, ele encarou-me e respirou fundo. Vendo que ele não tinha a coragem para tal coisa me aproximei eu mesma e me joguei em seus braços num abraço apertado que ele logo retribuiu. A emoção era tanta que ambos chorávamos de soluçar no ombro um do outro.
— Meu anjo. — Miguel sussurrava em meio à voz entrecortada pelo choro. Como senti sua falta, minha filhinha. — Acariciava suavemente meu rosto. — Me perdoa. Me perdoa por todo o mal que eu te fiz, Luna.
Sorri fraco ao ver em seus olhos o quanto ele estava mesmo arrependido. Ele era meu pai, e ficar tão longe dele por tanto tempo havia me matado por dentro.
— Não tenho nada que perdoar, pai. O que fez foi errado sim, mas foi a melhor coisa que você poderia ter feito. Matteo é o amor da minha vida, e sequer me imagino sem ele. Vim aqui porque quero deixar o passado no passado. Deixar as feridas lá esquecidas, recomeçar do zero. Enxuguei minhas lágrimas.
— Eu também quero recomeçar do zero, filha. Mas, pra isso eu preciso te contar coisas sobre seu passado e do Matteo que nunca te contei para te proteger. Quero que entenda isso minha filha. — Miguel segurou na minha mão e sorriu nervosamente, eu fiquei sem entender o que ele queria dizer com aquilo. De repente as palavras de Fiorino Balsano me vieram à cabeça, ele tinha dito que havia mais um segredo que acabaria num segundo com o amor que eu sentia por Matteo. Pensar que meu pai tinha a ver com isso me dava calafrios na espinha.
— Fala, pai. Que passado é esse, e o que o Matteo tem a ver com isso? — Falei, tentando disfarçar a histeria em minha voz, sem obter muito sucesso.
— Filha, o Matteo é meu filho. — Revelou, me fazendo ficar tonta por um instante sem acreditar no que ouvia. Miguel teve que me segurar para que não caísse dura no chão. As palavras dele ecoando em minha cabeça. Matteo, filho de Miguel? Estávamos cometendo um incesto? — Calma, Luna. Eu vou explicar.
Engoli a seco.
— Então explique. — Fui mais fria que o normal.
Miguel me guiou até o sofá, se sentando em minha frente e suspiarando fundo.
— Bem, o Matteo é sim meu filho. Eu me envolvi com a mãe dele, me apaixonei perdidamente e de nossa relação nasceu Matteo. Eu queria assumir meu filho e ficar com ela, mas ela estava casada com Fiorino na época, um homem muito perigoso. Por conta disso tive que me afastar dela e de meu filho contra a minha vontade. Anos depois eu conheci a Monica, sua mãe, mas não me apaixonei por ela como você sempre pensou. Na verdade, estive apenas alguns segundos com ela. Ela veio na minha casa pedindo para que cuidasse de sua menininha que ela havia acabado de trazer ao mundo. Ela estava fraca, sabia que ia morrer. Ela me entregou em você e na hora me apaixonei por seu rostinho e prometi que cuidaria de você como minha filha de sangue. Logo em seguida ela morreu. Desculpa por esconder isso durante todos esses anos, mas eu só queria te proteger.
Lágrimas caiam de meu rosto enquanto eu absorvia tudo. Novamente Miguel me decepcionava. Minha vida toda havia sido uma mentira. Mas, apesar de tudo ele ainda era meu pai, e tinha se arrependido.
— O Matteo sabe? — Perguntei.
Ele negou com a cabeça.
— Então você irá agora mesmo falar com ele. Se quer deixar o passado no passado vá falar com seu filho.
Matteo se surpreendeu muito ao ver-me chegar com Miguel, e ainda mais ao perceber que Miguel tinha que falar com ele. Deixei-os sozinhos enquanto eu mesma tentava absorver essa loucura toda.
Cerca de meia hora depois, os dois saíram do escritório com os braços em torno um do outro. Percebi o quanto Matteo estava emocionado e Miguel também. Me levantei e sorri para Matteo.
— Como foi?
— Estranho, confesso. Mas agora tenho meu pai aqui comigo. Meu pai de verdade. Vai ser difícil me acostumar mas com certeza nunca mais me afastarei de meu pai.
— Do NOSSO pai, você quer dizer. — Brinquei. — E olha que eu cheguei primeiro.
— Mas sou o filho legítimo Meu marido respondeu, entrando na brincadeira.
— Calma, tem pai pra todo mundo. — Miguel riu, e pude ver o brilho em seus olhos de estarcom seus dois filhos juntos.
Havia chegado o dia do casamento de Nina e Simón. Eu estava extremamente feliz pelos meus amigos, pois depois de tudo que havia aprontado conosco o irmão de criação de Matteo havia se arrependido e se tratado e merecia ser feliz. Nina estava abalada a cinco anos atrás quando Gastón a abandonara depois que soube de sua gravidez, um ato covarde de sua parte a meu ver, e havia encontrado em Simón seu refúgio. Se apaixonaram e ele era um ótimo pai para a pequena Melina. Dava pra ver nos olhares de ambos o amor incondicional que carregavam em seus corações. Ver Nina se arrumando toda ansiosa e com os nervos a flor da pele me fez lembrar o meu casamento com Matteo.
— Calma, Luna. O Matteo já tá te esperando lá embaixo com todos os convidados. Nada vai dar errado. — Tamara falava, tentando me acalmar enquanto ela juntamente com Nina e Delfi me ajudavam a me arrumar. Me olhei no espelho e vi que eu estava linda. O grande dia havia chegado. Finalmente me casaria com o homem da minha vida, com o qual queria formar família e ficar até estar velhinha enrugada. Entraria na igreja com Simón me conduzindo pois ainda estava muito magoada com Miguel para reencontra-lo. Tinha tudo pra esse dia sair perfeito e ser inesquecivel. Mas, como toda noiva eu tinha minhas preocupações e medos.
— E se o Matteo não tiver lá me esperando? E se ele desistiu de casar comigo? — Perguntei, apavorada com essa possibilidade.
Nina riu.
— Deixa de besteira, Luna. O meu primo é louco por você. Dá pra ver nos olhos dele. Ele nunca te largaria.
— Você tem razão. — Disse, ficando mais calma.
Uma batida na porta pôde ser ouvida e Simón adentrou. Estava até charmoso de terno. — Uau, Luna. Está deslumbrante. — Sorriu abertamente. Meses atrás eu me incomodaria com esse tipo de comentário vindo dele, mas agora eu sabia que ele nem sentia mais nada por mim.
— Obrigada. Você também não está nada mal.
— Então vamos. Que o seu noivo já está arrancando os próprios cabelos lá embaixo. — Simón disse, rindo e arrancando risadas de todas nós.
Assim que vi Matteo no altar de terno cinza me esperando com um sorriso largo no rosto e um brilho evidente nos olhos meu coração deu um pulo e tive certeza que fiz a escolha certa. Nossa relação havia começado de forma um tanto conturbada, sendo apenas regida por um contrato de sadomasoquismo, mas depois nos apaixonamos perdidamente e queríamos ficarmos juntos para sempre. Simón agarrou meu braço e então começamos a andar em direção ao altar.
Sorri. Meu casamento havia sido o melhor dia de minha vida. Apenas faltava ali a presença de Miguel para me levar até o meu futuro marido. De resto havia sido tudo um sonho. O casamento de Nina e Simón estava tão ou mais lindo que o meu. Os dois eram puro amor. A cerimónia transcorreu normalmente, e na hora do buquê Tamara o pegou, muito para despeito de minha irmã Delfi e todas as solteiras dali.
Uma semana havia se passado, e eu planejava fazer uma surpresinha para Matteo pois havia descoberto estar grávida novamente. Eu estava radiante com aquilo e tinha certeza que ele também estaria.
— Bom dia, senhora Luna. — Daniela, a secretária dele de anos que havia se deslocado do filial de Veneza apenas para para continuar trabalhando com Balsano, sorriu e me cumprimentou ao me ver.
— Bom dia. Venho ver meu marido. — Sorri para ela, que de repente pareceu nervosa. Ainda ouvi ela chamar meu nome antes de abrir a porta da sala de Matteo e me deparar com uma cena chocante. Matteo estava sentado na mesa do escritório, apenas com cueca boxer preta e uma loira estonteante estava também com roupas intimas em cima dele massageando seu membro por cima da calça enquanto ele arfava. A reconheci imediatamente. Âmbar. Uma ex-submissa de Matteo que nunca aceitou ser mandada embora e sempre tentava o seduzir. Matteo nunca cedia. Ou isso eu pensava. A cena fez lágrimas inundarem meus olhos e uma raiva sem tamanho me acometer. Resolvi não me revelar. Veria até onde isso iria. A cena seguinte que presenciei me surpreendeu ainda mais. Matteo empurrou Âmbar bruscamente de seu colo de tal forma que a fez cair no chão. Os olhos dele fumegavam de raiva. — Chega dessa palhaçada, Âmbar. Eu mudei. Agora sou homem de uma mulher apenas, eu amo a Luna demais e nunca a trairia. E você é uma vadia. — Levantou seus olhos e me viu, ficando pálido. — Lu, Luna? — Gaguejou.
— Calma, queridinho. Com você me resolvo depois. — Sorri e fui até onde estava Âmbar estirada no chão me montando em cima dela. — Vou acertar as contas com esta vagabunda primeiro. — Disse, acertando um forte estalo nela em seguida. — Vadia idiota. Acha que pode conquistar meu marido? O Matteo me ama, loira falsa. E ele é MEU. — Outro tapa.
Âmbar sorriu mesmo em meio á dor e cuspiu em meu rosto, o que me fez ficar com mais raiva e dar-lhe um tapa ainda mais forte. Para qual ela riu e puxou meus cabelos fortemente, fazendo-os doerem um bocado. — Burra. Matteo me deseja. Ele fica na minha cama várias noites. Gemendo o meu nome. — Mentiu descaradamente, achando que eu ia acreditar numa só palavra.
Acertei mais um tapa nela. — Chega de mentir. Não caio mais em seus joguinhos. Só não te dou a verdadeira surra que merece porque estou grávida, mas um dia te pegarei de jeito. — Ameaçei.
Seguranças entraram na sala em seguida. Com certeza Daniela os deveria ter chamado por causa do alvoroço. — Levem esta mulher daqui. — Ordenei. — E banem a entrada dela nesta empresa novamente para sempre.
— Você vai pagar caro, Luna. O Matteo será meu. — Âmbar esbravejava enquanto era puxada pelos homens, mas não dei importância alguma a ela.
Quando estávamos sozinhos Matteo fez menção de se aproximar de mim, mas eu me afastei. Ainda estava magoada pois querendo ou não ele tinha cedido às carícias de Âmbar, nem que por meros segundos apenas. — Grávida novamente, meu amor? Que notícia maravilhosa. — Ele estava emocionado.
— Sim. Mas talvez essa criança nasça com sua mãe solteira. — Soltei, ressentida.
— Luna, meu amor. Não seja assim. Você mesma viu que eu rejeitei a Âmbar. Eu te amo. — Falou, se aproximando para me abraçar e dessa vez não consegui me soltar.
— Rejeitou, mas antes estava adorando as carícias dela.
— Meu amor, eu te amo como nunca amei ou desejei outra mulher. Você mudou minha vida por completo. Me fez curar as feridas do passado que me atormentavam e desvendou o verdadeiro Matteo, que nunca mostrei pra ninguém. Você é a única mulher que eu desejo, Luna. A única. — Matteo dizia isso enquanto distribuía beijos molhados por toda a extensão de meus ombros e retirava a alça de meu vestido. Eu queria parar. Lhe dar um castigo. Mas não conseguia. O desejava loucamente. Já estava toda molhada apenas com seus beijos. — Se me ama tanto, me faça sua novamente, Matteo. Faça amor comugo nesta mesa de escritório. — As palavras saltaram de minha boca antes que eu percebesse bem o que estava dizendo.
Matteo sorriu malicioso e pegou-me no colo. — Seu pedido é uma ordem, Senhora Balsano.
Deitar completamente nua sobre a superfície envidrada da mesa era uma sensação nova para mim. Nunca tinhs feito sexo ou amor desse jeito, e estava excitada demais mesmo sendo um pouco desconfortável. Matteo pressionou seu corpo contra o meu, ainda de roupa e pude sentir sua ereção sobre minha barriga, estremecendo com o contato. — Te amo. — Sussurrou ele, antes de sugar um de meus mamilos enquanto apertava o outro. Gemi em êxtase sentindo o contato de sua língua com meu mamilo. Matteo sempre sabia o que fazer para que toda a transa parecesse ainda melhor que a anterior. Depois de segundos trocou de mamilo, apertando o outro enquanto mordiscava o que antes havia apertado. Eu ia à loucura. Foi quando wle começou a distribuir beijos molhados e mordidas por todo o meu corpo, chegando então ao meu clitóris e o chupando com vontade que eu nem aguentei e cheguei qo primeiro orgasmo, com Matteo engolindo todo o gozo proveniente dele com satisfação. Minha intimidade se contraia e eu engoli a seco.
— Tira essa roupa, Matteo. Preciso te ter dentro de mim. Supliquei, ofegante.
Ele começou a livrar-se das peças com a maior calma possível, atitude que irritou-me profundamente.
— Vamos logo com isso, Matteo.
Ele riu. — Calma, meu amor. Tudo a seu tempo.
Dentro de minutos ele estocava fortemente dentro de mim, dessa vez indo mais fundo do que ele normalmente ia. Ambos gemiamos alto, entorpecidos pelo prazer. Matteo então me beijou apaixonadamente para que nos calássemos, afinal, querendo ou não ainda estávamos dentro de uma empresa. Não entre quatro paredes. Enquanto me beijava e sua língua saboreava toda a minha boca, ele ainda estava metendo fundo dentro de mim. Dentro de momentos ambos chegamos ao orgasmo juntos, e gememos um eu te amo um para o outro.
Matteo me encarou depois de sair de dentro de mim e sorriu. — Eu te amo. Muito. Não consigo imaginar minha vida sem você. Você chegou e revolucionou tudo, feito um furacão. A principio eu te queria apenas para satisfazer meus desejos carnais mais profundos, sem qualquer tipo de sentimento. Mas foi inevitável. Me apaixonei perdidamente. Você foi a cura de minhas feridas. A Luz que iluminou meu coração e fez o Matteo verdadeiro voltar. Você é Luna, mas brilha como o Sol. O MEU Sol. Te amo muito e quero ser um ótimo marido e pai pars o nosso filho Ruggero e esse novo ser que vem aí. — Matteo se declarou, lágrimas caindo de seus olhos mostrando o quão emocionado ele estava, e eu também chorava.
— Você já é o melhor marido e o melhor pai que eu, Ruggero e essa nova criança poderíamos ter. Te amamos muito. No começo eu te odiei, mas depois descobri que por trás desse Matteo frio e arrogante existia um cheio de mágoas, feridas e traumas que apenas precisava de um pouco de amor. Consegui desvendar os Cinquenta Tons de Balsano que haviam ali escondidos e me apaixonei intensamente por esse homem maravilhoso. Nosso amor é tão grande que nunca terá fim. Te amo para sempre. — Me declarei e nos beijamos novamente com paixão e amor.
FIM
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