Cinquenta Tons de Balsano
16 Quinze
Luna deixou-se ser deitada na cama de forma devagar por Matteo, ambos olhando fixamente um nos olhos do outro e deu um pequeno sorriso. Apesar do plug anal que havia colocado a uma hora atrás ainda estar lhe causando um pouco de incomodo, assim como os grampos nos dois bicos de seus seios causando-lhe um pouco de dor nada disso importava para ela. Luna estava era ansiosa para que Matteo lhe mostrasse novamente o que poderia fazer com ela numa cama. Balsano olhou para a morena que estava na sua frente e que era sua perdição e sorriu. Sentiu seu membro latejar e ganhar vida, pois ja estava ficando excitado, mas hoje tudo seria feito devagar. Para mostrar a Luna o que era sentir dor e prazer ao mesmo tempo.
— O que vai fazer comigo hoje, Matteo? — Luna sussurrou sua pergunta ainda sem tirar os olhos dos dele. Estava morrendo de curiosidade e excitação pelo que viria a seguir. o rapaz de vinte e poucos anos nada lhe respondeu, apenas voltou a sorrir largamente enquanto pegava as algemas e prendia os pulsos dela, assim como seus pés, para que nem pudesse mover-se um centímetro sequer. Em seguida levantou-se, pegou sua gravata e atou-a em volta dos olhos de Luna, que espantou-se com a escuridão total, o que ao mesmo tempo a fez ficar mais animada. Podia sentir seu interior se dilatando, ja ansiando para que Matteo a preenchesse por completo. Mas ela sabia muito bem que as coisas seriam do jeito dele, e de certa forma gostava disso.
— Matteo, eu.. — Começou a falar, sendo logo interrompida pelo indicador do moreno contra sua boca, a impedindo de falar.
— Shii. Cale-se, Valente. Hoje vai falar somente para gemer o meu nome quando eu estiver te levando a loucura em todos os sentidos.
Luna engoliu a seco perante a fala dele.
Com uma expressão serena no rosto e com a mais profunda calma que poderia se ter neste momento, Matteo começou a tirar a roupa de baixo da menina, que ja estava nua na parte de cima. Salivou ao ver a calcinha vermelha que ela usava toda molhada, sinalizando que ela estava mais que pronta para ele, mas se controlou. Isso viria depois. Em seguida, o homem levantou-se e foi em direção a uma bancada que estava posicionada do lado direito da cama. Em cima dela estava uma pequena travessa de cozinha, que continha varios morangos suculentos, assim como chocolate derretido. Balsano então pegou uma dessas frutas e mergulhou-a no doce, a fazendo tingir-se de vermelha para marrom. Em seguida, voltou-se para a cama com a travessa em mãos, deixando o objeto na parte direita da cama, ja que era uma cama king-size, então a travessa poderia muito bem ficar ali que nem os incomodaria, onde Luna o esperava ansiosamente. Matteo a estava torturando. Primeiro a fez usar esses apetrechos sexuais que não eram nada confortáveis. Depois tampou seus olhos para que nada pudesse ver, e agora parecia demorar uma eternidade para começar o que foram fazer ali. Maldito, deve estar rindo de mim, Luna pensou enquanto suspirava.
Arfou ao sentir o corpo dele contra o dela, uma corrente elétrica passando por toda a sua extensão. Era absolutamente incrível o quanto Matteo conseguia mexer com suas emoções e seus mais profundos desejos, e também como os corpos de ambos pareciam se encaixar perfeitamente.
— Abra a boca. — Matteo ordenou, e assim ela fez.
Depois de colocar a fruta em sua própia boca e começar a degusta-la, Matteo aproximou-se e beijou a jovem, fazendo com que o morango passasse de uma boca para a outra. Os dois ficaram assim por alguns segundos, apenas saboreando o gosto de seu beijo, que ficava mais gostoso misturado a morango e chocolate, ou assim ambos achavam. Enquanto a beijava intensamente Matteo também sugava o morango e ocasionalmente mordia o labio inferior dela, o que a fazia soltar pequenos gemidos.
Depois de alguns minutos assim e do morango ter ser engolido por um deles pararam de se beijar, e Matteo então dirigiu-se para o vão do seio direito de Luna, onde estava o grampo. Começou a massagear o local mesmo tendo o objeto de metal ali em seu caminho, coisa com o qual ele estava mais do que acostumado, fazendo a moreno soltar gemidos de dor altos, pois parecia que o grampo juntado com as mãos de Matteo iriam perfurar sua pelei, mas Matteo não parou devido as reclamações de Luna, foi mais rápido com seu vai e vem pois seus gemidos de dor era o que mais o excitava. Depois de alguns minutos manteu o mesmo processo no seio esquerdo, arrancando ainda mais gemidos de Valente, o que o faziam sorrir largamente. Matteo era assim na cama. Se divertia e sentia imenso prazer com a dor que causava em suas submissas.
— Matteo, por favor.. — Luna pedia, em meio a arfadas de dor, sem aguentar mais.
Matteo sorriu. Sabia que ela não iria aguentar por muito tempo. Nenhuma delas aguentava. Aproximou-se da orelha direita dela e sussurrou:
— Repita comigo. Stop, mio signore, ho presentato a voi e si può fare quello che vuoi con me, ma si prega di interrompere questa tortura. (Pare, meu senhor. Estou submetida a ti e pode fazer o que quiser comigo, mas, por favor, pare com esta tortura) e libertarei seus seios.
Luna engoliu a seco. Nem entendia o que essa frase queria dizer, apesar de achar que a lingua italiana ficava mais bela quando falada por ele, mas se fosse para parar de sentir dor faria o que ele podia.
— Stop, mio signore, ho presentato a voi e si può fare quello che vuoi con me, ma si prega di interrompere questa tortura — Luna murmurrou, as palavras enrolando-se junto com seus gemidos de dor.
Matteo então prontamente atendeu a seu pedido, e Luna respirou de alivio ao sentir seus seios serem libertos, apesar de estarem ainda um pouco doloridos pelo efeito dos grampos. Balsano olhou para os seis dela e salivou, sem se conter em começar a suga-los com sua boca, um depois do outro, arrancando novamente gemidos e arfadas da jovem submissa a ele.
— Que seios gostosos. — Exclamou, após deliciar-se com eles. Depois disso ele então tirou suas roupas, que ainda vestia, e ficou completamente nu deitado em cima de Luna, que conseguiu sentir o membro de Matteo bateu em seu peito, completamente ereto, e arrepiou-se. Sentiu os músculos de seu anus se dilatarem, o membro estando de repente pronto para ser preenchido pela primeira vez.
— Vamos, Matteo. Eu preciso te ter dentro de mim, eu imploro. — Luna pedia, sua voz adquirindo um completo tom de desespero.
— Calma, Valente. Ainda temos muito jogo pela frente. — Matteo sorriu, mais uma vez pegando a travessa de cozinha, mas desta vez despejando quase todo o liquido marrom derretido pelo corpo da moreno, que tremeu ao sentir o impacto do chocolate frio em seu corpo.
— Luna com chocolate. — Matteo falou, empolgado. — Veremos se é bom.
Com isso começou a chupar e morder todo o corpo dela, inclusive suas bochechas, ate que sequer restasse uma gota de chocolate. Depois do serviço terminado, Matteo lambeu os dedos onde ainda restavam pingos marrom e sorriu, satisfeito.
— Delicioso, Valente. Delicioso. — Falou. — Quer experimentar também?
Luna assentiu, animada ao saber que finalmente poderia fazer alguma coisa, invés de somente enlouquecer com o toque e as caricias dele. Matteo despejou o restante do cacau em seu membro, enfiando-o logo em seguida, sem aviso na boca da jovem que sugou e chupou o penis dele com toda a vontade e fome que tinha. Sentia-se vitoriosa com os gemidos altos que dessa vez ela arrancava de Matteo. Ficava satisfeita cada vez que o conseguia levar a loucura, assim como ele fazia com ela.
— Puta que pariu, Valente. — Matteo arfou, logo depois que essa parte do sexo havia terminado. — Sabe direitinho o que fazer hein.
Luna sorriu.
Posteriormente a isso Balsano finalmente arrancou a peça intima que restava em Luna e começou a infiltrar os dedos com toda vontade na intimidade dela, num vai e vem rápido e frenético. A jovem gemia loucamente, completamente extasiada com os movimentos e o toque dele, como sempre ficava. No entanto, o que Luna queria mesmo era sentir Matteo por completo dentro dela, e nem hesitou em pedir.
— Matteo, por favor. Eu lhe imploro. Preciso te ter todo dentro de mim.
Matteo assentiu, mesmo porque nem ele mesmo estava aguentando mais de vontade de estoca-la como deveria ser. Pegou um preservativo, colocou-o com cuidado em seu membro, e entrou dentro de Luna com uma rapidez fora do normal. Começou então a fazer estocados firmes, fortes e rápidas. Ambos gemendo loucamente. Luna adorava a sensação de te-lo dentro dela, e mexia seu quadril numa velocidade rápida, tentando acompanhar as estocadas de Matteo. Ambos estavam num momento de puro delirio e prazer, e somente o que sabiam fazer era gemer palavras desconexas juntamente com o nome um do outro.
— Mais rápido, Matteo, vai. — Luna uma vez pediu, e o rapaz a ouviu e fez o que ela queria.
Depois de ambos chegarem ao orgasmo e ao limite Matteo saiu de dentro dela. Pausou para respirar por alguns instantes, para então logo soltar-lhe as algemas e a ajudar a virar-se para logo em seguida a prender novamente. Luna respirou fundo. Sabia muito bem o que viria agora. A penetração anal. Estava ansiosa, mais ao mesmo tempo com medo, pois era uma coisa nova, que iria experimentar hoje, e era natural ter um pouco de receio. No entanto, ela sabia que Matteo era expert em tudo isso e que não deveria temer nem por um segundo, entretanto seu corpo e sua mente pareciam não pensar assim, logo esquecendo da segurança eu deveria ter e voltava a tremer, com medo.
— Agora, Valente. Eu te foderei por trás. — Matteo exclamou, e Luna podia sentir o sorriso estampado em seu rosto por meio da voz. Mas antes vamos fazer outras coisinhas, para aquecer.
Luna respirou fundo ao sentir o chicote ir contra seu corpo mais uma vez. Na primeira sessão na sala de jogos lembrava-se de não ter tido uma boa experiencia com o objeto, no entanto agora o que sentia sequer era dor, e sim prazer. Estava gostando de ser choteada por Matteo, o que era irônico.
Depois de alguns minutos de chicoteadas e gemidos, Luna preparou-se para sentir Matteo adentrar sua parte traseira, mas, ao invés disso o que sentiu lhe adentrar foi algo frio e redondo, que não soube decifrar.
O que Balsano havia inserido no local era o único morango que restava na travessa. Poderia ser uma loucura e nojento o que ele fez, mas Matteo gostava de experimentar coisas novas, sem se importar com nada.
— O que coloquei na sua bunda é um morango, Luna. — Explicou, surpreendendo a menina. — E agora vou comer ele de dentro de seu traseiro.
E assim fez. Mordia um pedacinho pequeno da fruta de cada vez, para que assim demorasse para acabar, e curiosamente ele adorou a nova brincadeira, assim como Luna, que involuntariamente soltava gemidos e arfadas cada vez que mordia mais um pouco do morango. Quando isso terminou o homem respirou fundo, pois havia chegado a hora que ele mais ansiara.
— Empine sua bunda para cima, Valente. — Ordenou.
Luna obedeceu, e em questão de segundos Matteo estava dentro dela, estocando sua parte traseira com mais rapidez e prazer que se fosse uma penetração normal. Curiosamente, Luna também gostou, e todo o medo que sentia deu lugar a puros e verdadeiros gemidos de prazer excitação e luxuria.
E assim a segunda sessão na sala de jogos terminou. Agora ambos estavam deitados lado a lado, Luna com a cabeça pousada no peito de Matteo. Ambos encararam-se sem falar nada, e neste momento souberam que estavam completamente apaixonados um pelo outro, e que não conseguiriam mais se separar. Haviam se tornado um vicio um do outro, uma nova parte deles da qual nunca conseguiriam se livrar.
Nada disseram pois olhares falavam mais que palavras. Continuaram se encarando calados, falando com o olhar tudo o que sentiam mas nem queriam falar.
Matteo respirou fundo e levantou-se da cama.
— Tem uma hora para se preparar, Valente. Sairemos para jantar esta noite. Sem atrasos. — Falou, curto e frio, retirando-se em direção ao chuveiro.
Luna suspirou e sorriu. Lembranças de momentos antes invadindo sua mente.
ALGUMAS HORAS ANTES
Matteo nunca demonstrava seus verdadeiros sentimentos para ninguém. Havia trancado o verdadeiro Matteo, aquele que ainda tinha a alma do menino de quinze anos que viu seus pais amados serem assassinados friamente por homens sem escrúpulos e sem coração, aquele Matteo que somente precisava de amar e de ser amado, e havia se tornado num Matteo frio, calculista, sem sentimentos nem coração. Isso era o que demonstrava para todos. Mas, quando Luna contou que seu irmão havia lhe contado tudo sobre a vida deles mas com os fatos invertidos ele nem conseguiu se aguentar e libertou o verdadeiro Matteo. Precisava muito desabafar com alguém e Luna era a pessoa mais que certa para isso.
— Pode não acreditar em mim, Luna. Sequer tem motivos para isso. Mas, o Simón distorceu tudo. — Ele fez uma pausa e olhou para ela, talvez esperando que Luna fale algo, como também para quebrar o imenso nó que se formou em sua garganta, mas como isso nem acontece Matteo continua. — Quem sempre teve inveja de mim foi ele. Desde criança. Ele sentia raiva minha por nossos pais darem mais atenção a mim, o filho legitimo e ele o adotado. Isso era tudo da cabeça dele, pois eu tenho certeza que nossos pais amavam os dois igualmente. — Matteo pausa novamente para respirar enquanto Luna seguia escutando, atenta a cada palavra. Enquanto Matteo lhe contava tudo ela podia ver sinceridade refletida nos olhos dele, coisa que não conseguiu ver nos de Simón. — Ele tentou me matar varias vezes. Tentando me afogar na piscina, ou tentando me jogar da escada. Cada vez que ele tentava tirar minha vida Simón me olhava com tanto odio, e raiva. Dizia que eu era o culpado de sua vida ser uma porcaria. Que eu sequer o amava e roubava os pais dele. Mas, logo depois se contradizia, e falava tudo o contrario. Que era melhor ele voltar para o orfanato. Que se eu saísse da vida dele tudo melhoraria. Eu tentava argumentar, mostrar meu carinho e o amor que estava disposto a lhe dar. Mas de nada adiantava. Foi quando ele tentou me incendiar com um isqueiro aos treze anos que Simón foi levado ao psiquiatra, que constatou que ele tinha um grave problema mental. E que necessitava ser tratado. O internaram na clinica, e eu me sinto culpado por ver meu irmão naquele estado, mesmo sem eu ter tido culpa.
Matteo para de falar por alguns instantes e Luna sequer sabe o que falar. Ficou muito surpreendida com isso tudo.
— Mas, então e a mafia, e a morte de seus pais?
Matteo suspira e a olha novamente.
— Simón ficou dois anos internado na clinica, quando descobrimos que ele havia fugido, e agora morava sob custodia da milionária Sharon Benson. Fomos na mansão dela procura-lo e pedir que ele voltasse para casa. Mas, de nada adiantou. Ele sequer quis ouvir e nos expulsou rudemente, quase batendo em minha mãe. Eu estava destroçado com tudo isso. Mas, o pior ainda estava por vir. Eu sabia que meu pai tinha uma mansão em Veneza, no entanto eu sequer imaginava de onde ela provinha. Foi quando, mexendo no computador de meu pai descobri que ele pertenceu a mafia, e tinha inúmeras dividas com eles. Minha vida estava desmoronando. Era uma desgraça atrás de outra. Eu nem sabia o que fazer. Foi então, que num dia homens estranhos invadiram nossa casa e mataram meus pais friamente. Então eu jurei que iria vingar a morte deles. E por isso me mudei para a Italia e entrei na mafia, onde acabei me tornando chefe. Mas, não foi por querer, Luna. Foi apenas por vingança. Vingança que ainda nem consegui concretizar. — Matteo terminava o seu relato, e Luna estava chocada e sem reação com tudo que ele lhe contou.
Ficaram calados por alguns momentos, e Matteo temia que Luna preferisse acreditar em Simón, a quem conhecia a mais tempo, e que nunca mais quisesse olhar na sua cara. Matteo sabia que suportaria tudo, menos o desprezo e o asco da morena que estava sentada imóvel na sua frente.
A ação seguinte de Luna o deixou muito surpreso. A jovem apenas inclinou-se e o beijou. Entregaram-se ao beijo intenso por alguns minutos, suas línguas coladas dançando em perfeita sincronia. era o melhor beijo que eles ja haviam trocado.
— Acredito em tudo que me falou, Matteo. Consegui ver a verdade e sinceridade refletida em seus olhos. Obrigado por ter confiado este segredo tão precioso para mim. — Luna exclamou, segurando na mão dele e sorrindo.
Matteo sorriu e voltou a beija-la com vontade, demonstrando toda a paixão e gratidão que estava sentindo por aquela morena que havia chegado em sua vida como um furacão, assim de repente e revolucionado tudo.
Após mais um beijo Luna e Matteo sorriram um para o outro.
— Luna, me encontre mais tarde na sala de jogos para a segunda sessão.
BUENOS AIRES, ARGENTINA — CASA DE MIGUEL VALENTE
— Como assim vendeu minha irmã como pagamento de uma aposta? — Delfina esbravejou, horrorizada com a atitude de seu pai.
Delfina Valente tinha vinte e dois anos, cursava gastronomia justamente em Veneza, onde estava sua irmã Luna e ela sequer sabia. Era uma garota firme, decidida, batalhadora, e que repudiava seu pai Miguel, mesmo assim vinha passar um tempo nas ferias ali na Argentina para ficar perto de Luna, a quem amava incondicionalmente, e agora descobria que ela havia sido vendida por Miguel a um completo desconhecido, como se fosse apenas um mero objeto.
Miguel apenas ficou calado, sem conseguir proferir uma palavra sequer para responder a filha, tamanha a vergonha que estava sentindo. Apesar de todas as burradas que cometia ele amava suas filhas mais do que qualquer outra coisa, e se arrependimento matasse ele ja estaria morto desde o momento em que havia deixado Luna sair por aquela porta sem fazer nada.
Delfi bufou, indignada, e sem medo deu um tapa forte no rosto do pai, com ja chorava.
— O senhor é um monstro! — Gritou. — Tenho nojo de você, nunca mais quero lhe ver na vida. Somente vou descansar, pois a viagem foi longa, mas assim que raiar o novo dia estarei fora daqui, e o senhor nunca mais vai me ver.
Levou sua mala ate o quarto de Luna, que estava do jeitinho que a menina havia deixado, todo arrumado. Sorriu ao ver as inúmeras fotos de ambas sorridentes durante a infancia e enxugou uma lagrima que caia de seu olho.
— Eu vou te encontrar, maninha. Nem que eu tenha que percorrer o mundo inteiro, mas vou. — Prometeu para a foto que segurava de Luna sorridente calçando seus patins que tanto amava.
Mal sabia Delfina que Luna sempre estivera mais perto dela do que nunca antes.
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