Cinquenta Tons de Balsano
12 Onze
Acordei com a claridade do sol entrando pela janela. Estava com uma forte dor na cabeça, e toda essa luz apenas piorou a situação. Irritei-me. Olhei em volta e avistei Nina sorrindo para mim.
— Bom dia, bela adormecida. Hora de acordar. — Riu. — Isso que acontece quando se vai numa festa até altas horas da noite.
— Porra, Nina. Tou com uma tremenda dor de cabeça, caralho. — Reclamei, irritada, ao qual Nina apenas riu.
— São onze e meia da manha, querida. Hora de tirar a porra dessa bunda dessa porcaria de cara. Tamara veio aqui as nove e meia pra sua aula matinal, mas foi boazinha e te deixou dormir, mas eu não tenho nada de boazinha, querida. — Falou, arrancando a coberta de mim, me fazendo tremer de frio.
Naquele momento me lembrei de tudo que havia se passado na noite anterior, de meu encontro com Simón, e de todas as barbaridades que ele havia me contado sobre Matteo. E de ele me pedir em casamento logo depois. Eu não recordo bem do que respondi a ele, apenas sei que recusei pois lembro que ele me olhou com furia e me deu um forte tapa no rosto. Passei a mão no local, que estava vermelho. Eu estava muito confusa, não sabia o que pensar. Algo me dizia que Simón falava sim a verdade, mas a atitude dele depois de eu recusar me provava o contrario, que ele mentia. Suspirei. Minha cabeça estava em voltas. Apenas decidi que iria confrontar Matteo com a verdade, mesmo que ele me castigasse depois. Essa duvida estava me consumindo por inteiro.
— E Matteo? — Perguntei a Nina, me levantando.
— Foi resolver um problema que surgiu na empresa, mas volta daqui a pouco. — Respondeu. — Sabe, eu não te conheço muito bem Luna, mas percebi que meu primo te ama mesmo. Percebi que ele mudou muito desde a ultima vez que eu o vi, deve ser por sua causa. — Confidenciou, sorrindo.
Franzi a testa, me surpreendendo com a fala da morena.
— Mudado? Como assim?
— Ah. — Nina sentou-se na ponta da cama, suspirando. — Eu sinto que ele está menos distante, sorri mais frequentemente do que antes, esse tipo de coisas. Meu primo parece mais vivo ao seu lado, Luna. Nunca o vi tão apaixonado dessa forma! — Exclamou.
Suspirei. Matteo, apaixonado por mim? Primeiro Simón me diz que eu estou apaixonada por ele e agora Nina vem com essa. Claro que não. Matteo nunca vai me amar, ele apenas me deseja como seu objeto sexual, e mais nada. Mas, como não quer destruir a alegria da garota dou um meio-sorriso.
— Ah, sim. Eu também amo muito seu primo. Como nunca amei ninguém. — Minto.
Nina abre um largo sorriso e me abraça, me pegando de surpresa. Acabo por retribuir.
— Eu torço muito pela vossa felicidade, Luna. De verdade. — Diz sincera.
— Obrigada.
Termino de me vestir e vou com Nina para a cozinha. Faço um pão torrado para mim e passo manteiga nele. Amanda briga comigo por estar comendo muito tarde, mas nem ligo pois estou morrendo de fome. Fico conversando mais um pouco com Nina sobre variados assuntos. Gosto da companhia dela.
Então, Matteo finalmente chega, acompanhado por um loiro alto e bonito, vestido de preto. Presumo que seja outra segurança contratado. Olho de soslaio para Matt e coro quando ele retribui meu olhar.
Nina vai e o abraça fortemente, dessa vez ele retribui.
— Bom dia priminho do meu coração! — Exclama.
— Bom dia, Nina. Valente. — Matteo diz, frio.
— Quem é esse gato do teu lado? — Nina pergunta, e percebo o dito cujo corar.
Matteo suspira e eu abafo um riso.
— Bem, Nina. Este é o Gastón, seu novo segurança particular. — Balsano os apresenta.
Percebo as olhadas discretas que Nina e Gastón dão um para o outro e sorrio de lado. Nina sortuda.
Matteo limpa a garganta e olha de relance para mim, logo desviando o olhar.
— Bem, está muito calor, irei dar um mergulho na piscina. — Diz, e logo sai.
Corri atrás de Matteo por impulso, não sabia bem o porque, mas eu precisava descobrir se tudo o que Simón havia me contado era verdade. Sabia que era muito perigoso confrontar o Matteo assim, sem mais nem menos. No entanto era melhor eu saber de toda a verdade logo, nem que tivesse que morrer por causa disso, do que ficar convivendo pra sempre com o medo e a incerteza. Por esse motivo, fui até a piscina decidida a arrancar a verdade dele a qualquer custo. No entanto, meus planos falharam ao ver o homem apenas de cueca e com o tronco todo molhado. Mordi meu labio inferior. Aquela era a visão do pecado. Um autentico Deus Grego. Ao ver Matteo daquela maneira um desejo insano cresceu dentro de mim. Acabei esquecendo de Simón e de todo o resto. O que me importava era que eu queria fazer amor com Balsano dentro daquela piscina. E faria tudo para conseguir.
Com esse pensamento, tirei minha roupa, ficando apenas de calcinha e sutiã, e entrando na agua gelada. Matteo estava de costas para mim. Não pude deixar de olhar para o corpo daquele homem, especialmente a bunda coberta pela cueca. Pelos Deuses! Estava excitada somente ao olha-lo. Respirei fundo e nadei na direção dele.
— Aproveitando a piscina, Matt? — Digo, tentando fazer minha voz ficar o mais sedutora possível.
Então, Matteo me olhou. Seus olhos escuros impenetráveis. Eu não saberia dizer o que se estava passando na mente dele naquele momento, e isso nem me importava. O que me importava era estar em seus braços completamente nua.
— O que quer, Valente? — Indagou, sua voz rouca me fazendo arrepiar.
Me aproximei lentamente de Matteo respirando fundo. Estava extremamente nervosa, com medo que ele me rejeitasse ou me assassinasse ali mesmo. Sacudi a cabeça. Porra. Nem na hora da sedução o Simón me deixava em paz!
— Quero você, Matteo. Quero transar contigo. Aqui.. E agora. — Falei sem medo.
Ficamos calados por alguns segundos, apenas nos encarando. Engoli a seco. Queria poder decifrar o que Matteo estava pensando. Essa demora dele em me responder estava me torturando.. Literalmente.
Matteo suspirou fundo.
— Luna, não é assim que funcion.. — Ele começou a falar, mas o interrompi o beijando num ato de coragem e impulso.
Matteo pareceu ficar desconcertado com o beijo, no entanto acabou por retribuir. O beijo exalava fogo, paixão e desejo. Nossas línguas travavam uma batalha frenética que nenhum dos dois queria perder. A cada vez que Matteo me beijava era uma sensação completamente diferente do beijo anterior. Era como se cada beijo que trocávamos fosse o primeiro. Matteo Balsano sabia como me deixar louca apenas com seus beijos.
Matteo então me prensou contra uma das paredes da piscina, fazendo-me soltar um gemido abafado. Parou de me beijar e começou a chupar meu pescoço. Isso certamente deixaria marcas profundas depois, mas eu não estava nem ligando para isso. Apenas estava completamente extasiada com as caricias dele. Se fosse para ele me tocar daquela maneira todos os dias Matteo podia ser até o chefe da Al- Qaeda, ou qualquer outra coisa pior. Eu estava maravilhada com os beijos e os toques de Matteo por todo o meu corpo quando ele subitamente parou, me deixando frustrada.
— Porque parou? — Fiz biquinho.
Matteo me olhou e suspirou.
— Luna, sabe muito bem que não é assim que as coisas funcionam. Eu estou no controle, e as coisas tem de ser do meu jeito, e não do seu.
Frustrada, aproximei-me dele e comecei a acariciar seu peito, sentindo-o estremecer de leve. Eu sabia que seria difícil domar o Balsano, mas desistir não era uma opção. Olhei no fundo do olhos dele por alguns segundos.
— Por favor, Matt. Ainda não estreamos a sua salinha de jogos. — Falei, fazendo minha melhor pose de pidona. — Encare isso como uma despedida. — Sorri, maliciosa.
Matteo bufou, acenou afirmativamente com a cabeça e dispensou os seguranças que ali se encontravam. Estávamos completamente sozinhos, e ter noção disso fez meu coração palpitar mais forte.
— Me venceu por agora, Valente. Mas, não se acostume. — Disse, com voz fria e rouca que me arrepiou. Aquele homem me fazia arrepiar no seu mais mero movimento, constatei.
Agilmente, Matteo começou a tirar meu sutiã, deixando meus fartos seios a mostra. Então, a tortura começou. Senti a boca dele contra meu seio direito, sugando-o com vontade, como se estivesse morrendo de fome e sua vida dependesse disso. Aquilo me levava a loucura e me fazia gemer loucamente. Pus a cabeça para trás enquanto sentia Matteo me dar prazer. Me levar as nuvens. Depois de alguns minutos ele mudou o seio, e fez o mesmo com o esquerdo, enquanto continuava apalpando o direito com a mão. Depois dessa eu não pude me conter e gemia mais alto que o recomendado. Percebendo isso, Balsano me beijou de forma quente, para abafar o barulho.
— Shii, querida. Podem ouvir. Agora sabe que nunca deve me provocar, Valente. — Falou, com um sorrisinho sádico no rosto que me deu um pouco de medo. Respirei fundo ao perceber que Matteo havia pausado. De certa forma eu estava aliviada, pois poderia respirar. Entretanto, comemorei cedo demais, pois Matteo logo arrancou minha calcinha também, deixando-me completamente nua. Em outras ocasiões eu ficaria extremamente envergonhada de estar sem roupa alguma na frente de um homem, mas como ele esse medo sumia por completo. Matteo começou a infiltrar seus dedos em minha intimidade, que ja estava completamente molhada, e não era por conta da agua. Começou a fazer um rápido vai e vem com os dedos que me deixava insanamente louca. Iria chegar ao ápice apenas com esse toque dele, e aquilo eram somente preliminares.
— Ah, Matt...eo, vou go..zar! — Exclamei, em meio a gemidos. Então, senti um liquido escorrer por minha intimidade, e ensopar os dedos de Matteo, que sorri malicioso e chupou-os com gosto. Eu estava literalmente sem ar, e nem havia feito absolutamente nada.
Matteo posicionou-se de forma ereta, e eu pude ver o volume grande que aparecia por cia de sua cueca. Aquela visão estava me dando agua na boca. Caralho. Balsano era minha perdição. Se Simón disse mesmo a verdade, eu continuaria com Balsano do mesmo jeito, apenas para ser dele e ter suas caricias sempre.
— Porra, você não tem a minima noção do quanto eu quero te foder agora, Valente. Sussurrou, o que me coração palpitar.
Matteo beijou-me novamente de forma quente, me deixando ainda mais sem folego do que eu ja estava antes, e fez menção de tirar a sua cuca, mas eu segurei seu braço, o impedindo. Ele me dera prazer, agora seria minha vez de deixa-lo louco, ou apenas tentar.
— Querido. Aqui eu ainda não sou sua submissa, portanto deixe-me dar-te prazer. — Sorri, sedutoramente.
Matteo pareceu hesitar por alguns segundos, mas logo tirou seus braços do meu caminho. Sorri. Então, comecei a distribuir beijos e mordidas por toda a extensão do peito dele, até onde estava a cueca boxer preta. Eu sabia que ele estava gostando, pois tremia e dava arfadas, mesmo que tentasse disfarçar. Ousada, arrancei a cueca do corpo dele a dentadas. Naquele momento seu membro vermelho e ereto pareceu pulsar e ganhar vida. Arfei. Nunca me acostumaria com o tamanho daquilo.
Olhei de soslaio para ele, que continha uma expressão de tortura no rosto. Dei uma risada abafada e logo comecei a massagear o membro dele com a mão, fazendo um vai e vem. Eu era inexperiente nisso. Nunca tinha dado prazer desse tipo a nenhum rapaz antes, no entanto parecia que eu estava fazendo o procedimento corretamente, pois dessa vez Balsano não conseguiu abafar os altos gemidos que saiam de sua boca. Me senti vitoriosa com isso. Eu estava conseguindo dar prazer a ele, Matteo Balsano que era quase como um mestre do sexo. Aposto que isso seria o sonho de consumo de qualquer submissa dele.
— Ah, Lu..na. As..sim. — Falava, em arfadas enquanto eu continuava com os movimentos.
Eu dei uma risada alta.
— Calma, querido. Alguém pode ouvir. Repeti a fala dele, que me olhou com uma expressão de suplica no rosto.
Continuei fazendo esses movimentos de vai e vem com o membro dele, que ele estava adorando. Logo em seguida, num ato de loucura simplesmente enfiei a minha boca na cabeça do membro de Matteo e comecei a chupar loucamente, sem pensar em nada. Aquilo arrancou gemidos ainda mais altos de Balsano.
— Porra, Valente. — Gemia.
Continuei chupando mais um pouco. A um tempo atrás eu acharia extremamente nojento colocar o membro de um homem na boca, mas agora estava adorando a sensação. E queria aproveitar ao máximo enquanto podia. Dentro de poucos minutos Matteo gozou dentro de minha boca e eu engoli o liquido com satisfação, mesmo com seu gosto estranho.
Tirei o membro dele de minha boca e o olhei, triunfante. Se pudesse, eu pularia de alegria.
— Gostou, Balsano? — O provoquei, sorrindo.
Matteo bufou, nadou em minha direção e pegou em meus braços com força., impedindo-me de me mover sequer um musculo. Sem aviso, o membro dele entrou em minha intimidade de forma rápida, e violenta eu diria, arrancando um alto gemido de dor meu. Dessa vez quem sorriu triunfante foi Matteo. Logo me acostumei com a sensação, e a dor inicial deu lugar ao prazer rapidamente. Matteo dava estocadas rápidas, nada gentis. Como se fosse um castigo pelo que eu fiz-lhe passar. Entretanto, eu adorava. Ambos gemíamos loucamente a cada estocada, e Matteo beijava-me para abafar os barulhos. Ficamos assim por alguns minutos mais, então ele saiu de dentro de mim e senti um intenso vazio.
Matteo aproximou-se de mim e mordeu minha orelha.
— Nada mal para uma despedida, Valente. Mas, venha em meu quarto depois do almoço. Pra saber o que é ser submissa. Vou te ensinar sexo de verdade, Luninha. E te foder mais fortemente do que todas as outras vezes. — Matteo sussurrou, me fazendo arrepiar por inteira e sentir um pouquinho de medo.
Fale com o autor