Cinquenta Tons de Balsano
1 Introduction
Notas iniciais
Introdução...
E lá estava Miguel Valente, sentando em frente à uma mesa circular, ao lado de vários outros homens. As palavras lhe saiam enroladas, o copo de bebida estava sempre cheio e sentada em seu colo encontrava-se uma atraente loira com roupas curtas e apertadas, passando as mãos por seu corpo.
Eis que um jovem rapaz surge em sua frente, desafiando-o a uma partida de pôquer. Quem perdesse, teria que pagar uma grande quantia de dinheiro, mas ele não tinha muito dinheiro.
— Eu não tenho dinheiro. — diz, com palavras enroladas um tanto quanto difíceis de comprender. — Mas tenho uma filha. E se eu perder, ela é toda sua! — Sorri maliciosamente.
— Sua filha é bela? — perguntou o rapaz, subitamente interessado.
— Sim! Tão bela quanto a mãe. E não digo isso por ser o pai dela... — Responde Miguel, todo orgulhoso.
Então, a partida começa. Aquela seria a única partida, uma única chance e German a perdeu. Indignado, pedira uma nova chance, afinal Luna era seu maior tesouro, tesouro que não queria perder, mas aquela fora sua única chance. O rapaz moreno de olhos escuros recusou-se a ouvi-lo.
— Vou buscá-la amanhã à tarde, Miguel! Deixe-a pronta para mim! — o rapaz fala, dando um meio-sorriso e se retirando do bar.
— O que farei agora? — Valente susurra para si mesmo, entrando em desespero.
.........
Era final do dia, e a doce Luna voltava para sua casa após sair da escola. Estava animada para contar para seu pai, que hoje sairia à procura de um emprego. E também estava feliz porque Simón, o garoto de quem gostava desde o primario, havia finalmente lhe beijado apaixonadamente e lhe pedido em namoro. Tudo estava nos eixos, Luna pensava, cantarolando pela rua. Mas assim que estava chegando em casa, avistou um belo, e caro, carro parado em frente à sua casa. Entrou assustada e encontrou seu pai sentando no sofá, ao seu lado havia um jovem e atraente rapaz, sem duvidas era o dono do carro que lá fora estava.
Seu pai chorava, chorava feito uma criança e ela nem sequer sabia o motivo. E aquele rapaz, o que fazia ali?
— Papai, o que houve? — perguntou preocupada, mas nada seu pai respondeu. — Papai! Diga-me o que há! — insistiu e então, o rapaz levantou-se.
— Creio que terei que explicar. — suspirou, decepcionado. — Seu pai perdeu uma aposta, querida! E o prêmio, era você! — Explica ele, em tom claro de deboche.
Luna encara o desconhecido, e por um momento, aqueles olhos escuros parecem a hipnotizar, mas a jovem logo se recompõe, chocada com o que acabava de ouvir.
— Eu? — arregalou os olhos em surpresa.
— Sim, você. E eu vim buscar meu prêmio!
— Não! Não pode ser! Papai! — ela começou a chorar.
— Eu sinto muito, minha pérola! — foi tudo que Miguel conseguiu falar.
— Não! Como você pôde, papai?! — ela gritava entre lágrimas.
Segundos atrás, a garota estivera muito feliz, no entanto toda essa felicidade tinha desaparecido. Como seu pai havia tido a coragem de vende-la como se fosse um objeto? Luna estava completamente indignada com aquela situação, e não pretendia ceder a tudo isso facilmente.
— Se despeça dele, doce menina! Nós temos que ir! — o rapaz disse, autoritário.
— Não vou me despedir! Eu não vou! — gritou, encarando aqueles olhos hipnotizantes com raiva.
— Ou você vai, ou ele morre. — o rapaz esbraveja num tom firme e um outro rapaz surge, com uma arma apontada para seu pai. — Você decide, meu doce!
— Vá, querida! Você pertence a ele agora. — Miguel murmurou, e isso a fez chorar mais. Não conseguia acreditar que aquilo era mesmo verdade.
— Adeus! — falou Luna, com o coração apertado e chorando fortemente. — Espero não voltar a ve-lo nunca mais na minha vida. — Despejou as palavras, com raiva daquele homem que se dizia seu pai, mas que havia estragado sua vida.
O rapaz passou o braço por seus ombros e sorriu para Miguel, antes de levá-la para fora e entrar no carro. Luna encolheu-se no banco, queria ficar afastada o máximo possível daquele rapaz do qual ela nem sequer sabia o nome.
— E minhas coisas? — Sussurrou a pergunta de cabeça baixa, não se atrevendo a olhar aquele estranho nos olhos, mas logo sentiu a mão dele levantando seu queixo, a obrigando a olha-lo.
— Não se preocupe com suas coisas, compraremos tudo novo lá em Veneza — murmurou o rapaz. — A propósito, me chamo Matteo Balsano, mas pode me chamar de Matt. Ou como prefiro, senhor. — Disse Matteo, dando um sorriso sedutor para ela.
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