Cinquenta Tons Mais Intensos.
3 Uma simples garota.
Notas iniciais
Por Autora.
Anastásia Steele com vinte anos de idade recém mudada para Seattle deixou para trás a Geórgia e sua família, seu pai, sua mãe, seu padrasto, seus amigos, seu ex-namorado, mas menos seu cachorro, um labrador de raça com o nome de Sushi. Deixou tudo para trás e se mudou para um pequeno apertado apartamento junto com a sua amiga Katherine. Veio para Seattle com a intenção de mudar sua vida, e fazer a faculdade dos seus sonhos, administração para poder em breve trabalhar em uma grande empresa e quem sabe um dia ter a sua própria empresa.
Se mudou á seis meses, era um pouco difícil se achar na grande Seattle, mas com ajuda de Kate ela conseguiu um emprego em uma Starbucks e instantaneamente iniciou a sua faculdade, trabalhava puxado na Starbucks como garçonete , e decorava e fazia os CupCake que eram vendidos, Anastásia sempre foi uma ótima cozinheira de mão cheia, aprendeu tudo com a sua mãe, Carla. Anastásia sempre vai para a faculdade depois do trabalho, a faculdade é todos os dias e sem falta, ela queria fazer a distância, pois a rotina era muito puxada, mas a distância era mais cara, e o dinheiro já não era muito, então a melhor opção perante o custo, era ir todos os dias, às dez e meia da noite, e sair uma hora depois morta de cansaço, ela ainda tinha que pegar ônibus até chegar em casa, tomar banho, preparar algo para comer e só depois ir dormir, para que no dia seguinte tudo se repetisse.
Só nos finais de semana que ela tinha um descanso, onde ela descansava bastante para repor as energias todas que ela gastava durante a semana, e de vez em quando ela aproveitava os finais de semana para sair á noite com Kate e seu namorado Elliot para se divertir na balada.
Kate e Elliot começaram á namorar durante três meses e ela já havia se apaixonado completamente por ele, assim como ele por ela, os dois brigavam muito, mas se amavam verdadeiramente, tanto que a família de Elliot aceitou super bem Kate, todos a adoravam, não se importavam com o fato dela ser uma simples garçonete.
Anastásia não era hipócrita, e sabia muito bem que sentia inveja de Kate, inveja dela ter encontrado um cara tão legal como Elliot, ela queria um amor assim, um cara que se apaixonasse de verdade por ela sem se importa com o fato dela ser uma garçonete simples.
Todos os caras que namoraram Ana sempre acabam a traindo ou terminando por Anastásia não querer ir para cama com eles, sim Anastásia com vinte anos era virgem, e não se entregava por qualquer um, jamais iria se entregar por um cara por nada, por coisa do momento, porque eles queriam, em toda vez que seus dois namorados tentaram, ela se recusou, na primeira vez só tinha dezesseis anos, não estava pronta, e com dezenove ainda não se sentia pronta, ainda mais com Allan, seu ex-namorado, que não podia ver um rabo de saia.
Sua mãe Carla não era um bom exemplo de relacionamentos para a filha, afinal se casou duas vezes e já está com o terceiro marido, a sua mãe era do tipo carente, e não conseguia namorar apenas, Carla sempre foi muita moda antiga então casar para ela sempre era a melhor opção.
O que Anastásia menos queria, é ser como a mãe, não como pessoa, até porque Carla é uma ótima pessoa, e uma mãe muito boa, mas não queria ter muitos relacionamentos e muitas separações, Anastásia sempre diz para si mesma que só vai se casar uma vez na vida, Anastásia pode parecer meio boba e ingênua, mas não é nem um pouco, ela sabe direitinho o que os homens querem com ela.
Sexo.
Por isso ela jamais se deixa levar por qualquer cara, quando eles chegam nela e começam com aquelas cantadas ridículas e infantis, ela trata de mostrar á eles que com ela não é assim, ela não é uma vadia que vai para a cama com qualquer um, os caras acham realmente que é só chegar a uma mulher, fazer uma cantada ridícula e pronto, está tudo bem? Sexo de graça? Para que no dia seguinte elas acordem sozinha em um quarto de motel com a conta para pagar? Muitas das amigas de Anastásia no trabalho já passaram por essa situação, e Anastásia não conseguia entender como elas se entregavam tão rápido, Anastásia preferia ser traída por falta de sexo e terminar com o cara, do que acabar em um quarto de motel sozinho como uma prostituta, a mãe Carla tem grandes e inúmeras experiências com os homens e sempre dividiu tudo com Anastásia, fazendo a garota aprender que com os homens não se deve ser fácil.
Anastásia chegou em seu apartamento depois de um dia mais que exaustivo , saiu da faculdade mais que cansada e dormiu no ônibus tento que ser acordada pelo gentil motorista que já a conhecia de outras passagens. Assim que chegou seu apartamento, tomou um bom banho, comeu reforçadamente e leu o bilhete que Kate havia deixado dizendo que estava com Elliot e que iria demorar a voltar. Assim que tentou em sua cama, pegou o notebook que era dela e de Kate, e entrou em sua conta para ver se tinha um novo e-mail para ela, e tinha um novo e-mail, mas não era nada bom.
Por Anastásia.
Á exatamente três meses eu esperava por esse e-mail, ansiava dia após dia, com esperanças, e ele finalmente chegou, mas foi mais como uma bomba do que como uma alegria. Eu mandei á três meses atrás um e-mail para a empresa SIP para poder trabalhar como secretária ou assistente do Sr Jack Hyde, desde que eu cheguei em Seattle e vi o anuncio em um jornal minha esperança aumentou e eu fiquei feliz em pensar que poderia trabalhar em uma empresa e finalmente sair da Starbucks e do meu trabalho cansativo, eu já estava até planejando como seria eu trabalhando lá. Mas ao que parece arranjaram outra pessoa, mais qualificada do que eu.
Prezada Senhorita Steele.
Lamentamos informar, mas o cargo de assistente do Sr Jack Hyde já está preenchida por alguém mais adapta e com mais experiências, quando precisarmos do seu serviço iremos entrar em contado.
Atenciosamente.
Empresa SIP.
–Mais que merda! – Xinguei para o nada enquanto fechava o notebook, e me deitava na cama, eu tinha esperanças que finalmente iria encontrar um bom emprego e sair do trabalho cansativo da Starbucks, mas ao que parece não sou tão adapta e experiente para isso. Algumas lágrimas caem, e eu me seguro para não chorar, droga, porque tenho que ser tão sensível, é só um emprego, ainda vai ter muitos para mim. E é com esse pensamento que acabo caindo no sono.
{...}
Acordo com um barulho vindo da cozinha, e assustada eu vou ver o que é, saio do quarto com um pouco de medo, e acendo as luzes, deve ser Kate. Chego à cozinha e vejo Kate na bancada comendo.
–Boa Noite Ana. — Diz ela animada.
–Boa noite Kate. – Eu digo.
–Que foi você está bem? Ta com uma cara horrível. — Diz Kate e eu respiro fundo.
–Nada, é que hoje não está sendo um bom dia, eu não fui aceita na empresa SIP, eles disseram que não sou tão adapta e experiente para o cargo. — Eu digo tentando não parecer muito triste, mas acho que não dá certo.
–Oh Aninha, não fica assim, ainda tem um monte de empresas para tentar. — Diz Kate.
–É, mas eu já estava contando que iria conseguir trabalhar naquela. — Eu digo.
–Eles não sabem o que estão perdendo. — Diz Kate como sempre tentando me animar e eu sorrio.
–Como foi com o Elliot? – Eu pergunto.
–Foi perfeito como sempre, fomos jantar depois ele me levou para o apartamento dele, e bom o resto... — Diz ela parando e deixando aquele mistério no ar.
–Vocês fizeram sexo. — Eu digo e Kate dá um sorriso amarelo. –Não sei por que você fica tão envergonhada em falar essa palavra Kate. — Eu digo. –Ás vezes até parece que a virgem daqui é você. — Eu digo.
–Eu sei, eu sei, mas eu fico desconfortável falando sobre a minha vida sexual. — Diz ela.
–Tudo bem se não quiser falar, agora eu vou indo dormir porque amanhã é mais um dia puxado. — Eu digo caminhando até ela e dando um abraço. -Boa noite Kate. — Eu digo.
–Boa noite Ana. — Diz Kate.
{...}
Na manhã seguinte eu acordo atrasada, esqueci de colocar o relógio para despertar, e não tinha ninguém para me chamar já que Kate saí muito mais cedo que eu. Eu me levanto apresada, e coloco minha roupa já preparada por mim mesma na noite anterior, minha saia rodada que vai ao meio das minhas coxas, minha blusa de mangas compridas, e uma sapatilha preta, pego a minha mochila e saio com pressa do apartamento sem ao menos tomar café da manhã.
Pego o ônibus lotado, acabo vindo completamente esmagada, para meu azar, desço no ponto de ônibus e finalmente sinto o cheiro de ar livre, com poluição dos carros e com muito barulho, mas ainda assim ar livre, eu olho para o relógio e vejo que ainda estou atrasada, respiro fundo e resolvo andar calmamente e sem pressa por essa multidão que praticamente corre, espero pacientemente o sinal dos pedestres ficar verde e calmamente ando no meio da multidão, sem pressa, afinal já estou atrasada mesmo, pra que correr? Minha chefa vai me dar uma bronca enorme, afinal eu sei que ela me odeia, mas minha vida já está mesmo uma merda, uma á mais não vai fazer diferença.
Sinto alguém esbarrar em mim eu perco o pouco equilíbrio que tenho e caio de bunda no chão, vejo um cara de terno com o celular na mão me olhando furioso como se a culpa fosse minha, ele me deixa lá e continua andando como se nada tivesse acontecido, como se nem tivesse me derrubado, como se eu fosse invisível.
–Babaca. — Eu o xingo para mim mesma e sinto uma mão se estender em minha direção, vejo uma moça loira de olhos castanhos com um sorriso no rosto, eu sorrio de volta e aceito sua mão, ela me ajuda a levantar, ainda bem que existem pessoas educadas em Seattle.
–Obrigada. — Eu agradeço.
–Não foi por nada, já estou acostumada com essa confusão. -Diz ela.
–Obrigada mesmo assim. — Eu digo e a moça sorri mais uma vez me dando as costas e indo, eu ainda mais puta da vida, volto a andar, agora com passos rápidos e pesados, hoje é uma amostra grátis do inferno, meu dia vai ser uma bosta, tenho certeza.
Entro na Starbucks e logo a minha chefe Ivone vem em minha direção já começando me á me dar uma bronca por ter chegado atrasada, eu reviro meus olhos enquanto ela fala e fala, vou para a sala dos fundos colocar meu uniforme preto de garçonete que vai dois dedos acima do joelho, ele é bem simples, é quase como um vestido, e não acho feio, o que é uma coisa boa, porque ninguém merece aqueles uniformes brancos que no minuto seguinte você já suja e com aquelas coisinhas ridículas de colocar na cabeça, aqui á única obrigação era amarrar o cabelo, em um rabo de cavalo firme e alto. E nós usávamos sapatilhas pretas da mesma cor que o uniforme apesar de ser uma chata, Ivone gostava de ser discreta na questão dos uniformes e não gostava de nada que chamasse muita atenção, para a minha sorte.
Ela me mandou á começar á decorar os bolinhos que Susie a cozinheira principal havia feito. Comecei a decorá-los colocando o creme de morango de forma certa em cima do bolinho. Quando terminei de decorar os quatro bolinhos que ela havia me mandado, eu fui atender uma mesa.
Ele fez seu pedido e eu anotava, assim que terminei e me virei para ir até o balcão, acabei esbarrando em um homem que estava parado como um dois de paus na porta, como eu já sou desastrada por natureza, já tinha certeza que iria cair e me machucar feio, e passar um maior mico, quando duas grandes e quentes mãos rodearam a minha cintura me segurando firmemente me impedindo de ir ao encontro do chão, olhei para o rosto do homem que eu havia esbarrado e me arrependi na hora. Ele era lindo.
Cabelos acobreados e arrumados de forma que não ficasse muito arrumadinho, sua pele clara e sua boca aberta formando um “o” perfeito, seus lábios um pouco rosados e contornados perfeitamente bem, me chamaram a atenção. Mas quando cheguei em seus olhos um frio percorreu em meu corpo.
Ele tinha os olhos de um cinza tão profundo que cheguei a ver meu reflexo neles, sem dúvida ele era o homem mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida.
Continua.
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