Cinquenta Tons Mais Intensos.

4 Uma atendente especial.


Notas iniciais
Como prometido mais um capitulo hoje, e quero agradecer ás 97 pessoas que estão acompanhando á história, obrigada meus amores, são vocês que me fazem continuar. Boa Leitura!

Por Christian.

Eu ainda estava um pouco sem acreditar no que estava acontecendo, a minha morena dos olhos azuis que eu havia sonhando inúmeras vezes, que faz minha cabeça girar, meu corpo tremer, e minha ereção crescer, estava em meus braços. Ela me olhava um pouco assustada e com vergonha, obviamente por quase ter caído e me levado junto, olhei para baixo avaliando de perto o seu corpo, e não me arrependi, ela estava usando um uniforme de garçonete.

Garçonete.

Então era isso que ela era, mas pouco me importava, ela podia ser a dona, a cozinheira e até mesmo a faxineira, isso não iria mudar o desejo que sinto por ela olhei novamente para seu belo corpo com o vestido que lhe caía bem, suas pernas eram acentuadas, torneadas e roliças, minha vontade era de por minha mão em sua coxa e apertá-la, até deixar uma marca vermelha. Subi o olhar olhando seus seios que não eram grandes e nem pequenos, e sim médios, o tamanho perfeito para minhas mãos e boca. E então finalmente subi novamente o olhar para a sua face, rosada, corada, em um tom de vermelho adorável, seus lábios chamavam para os meus tocá-los, eles são de um vermelho natural e carnudo, me fazendo pensar coisas inapropriadas, seus olhos são de um azul elétrico, e através deles posso me ver, eles são de um azul bebê lindo e profundo. Ela também me analisada, meu olhar subitamente foi para o crachá que ela esta usando, sua foto séria de três por quatro e seu nome estavam ali.

Anastásia Steele.

Anastásia.

Um nome perfeito, absolutamente perfeito para a dona. Não sei quantos minutos ficamos nessa troca de olhares, até que senti um leve empurrão de suas pequenas mãos. Eu me endireitei melhor tirando minhas mãos de sua cintura, que logo senti falta.

Anastásia se afastou de mim, passando a mão sobre o uniforme amassado. Eu ajeitei meu paletó que também se encontrava amassado.

–Me desculpa senhor, eu não o vi. — Ela diz com a cabeça baixa e minha vontade era de pegar seu rosto entre minhas mãos e beijar, seu jeito delicado e tímido, estava me fascinando.

–Tudo bem Senhorita Steele, eu também estava parado aqui na frente da porta interrompendo a sua passagem. — Eu digo.

–Claro que não senhor, a culpa foi toda minha. — Ela disse se desculpando.

–Me chame de Christian, a propósito sou Christian Trevelyan Grey. — Eu me apresento estendendo a mão.

–Sou Anastásia Rose Steele. — Se apresenta Anastásia pegando a minha mão e apertando de leve, e a sensação de uma eletricidade estar correndo meu corpo me invadiu, e uma sensação de prazer me dominou por completo, junto com a sensação de bem estar.

–Com licença Senhor Grey, tenho que voltar para o meu trabalho. – Diz Anastásia passando por mim e indo em direção do balcão, eu dou um meio suspiro, e avalio o lugar procurando um bom lugar para me sentar, de preferência um lugar que eu possa ver todos os movimentos da minha morena dos olhos azuis, cujo nome agora eu sei é Anastásia Rose Steele.

Perfeita para mim. Ela daria uma ótima submissa. – Penso comigo mesmo enquanto sento em uma mesa que me dá a visão de todo o local.

Vejo Anastásia no balcão decorando uns Cupcake, e essa cena é quente demais, ver ela tão distraída com um simples a fazer, ela parece notar que estou a observando, pois seu olhar encontra com o meu, e assim que ela vê que eu estou a olhando, ela cora imediatamente e abaixa a cabeça. Eu sorrio, eu causo um efeito nela e isso é bom, afinal ela me causa os mais variados efeitos.

Uma loira com os cabelos um tanto quanto avermelhados na raiz vem em minha direção, com um papel na mão, pronta para me atender.

Droga! Eu quero que Anastásia me atenda não ela!

–Olá, o que deseja pedir? – Pergunta ela já se preparando para notar meu pedido.

–Eu quero ser atendido por aquela moça que está decorando os Cupcake, quero ser atendido por Anastásia. — Eu digo e a boca da loira se abre em um “o”, ela me olha um tanto chocada, enquanto eu a olho com a sobrancelha arqueada.

Ela se recompõe, e dá um sorriso de orelha á orelha, e eu a olho confuso, porque ela está feliz que eu não quero ser atendido por ela e sim por sua colega? Afinal se eu estou me recusando a ser atendido por ela isso quer dizer menos um cliente, e menos gorjeta.

–Claro, vou chamá-la agora mesmo. — Diz ela virando de costas para mim e indo em direção de Anastásia, ela sussurra algo no ouvido de Anastásia, que a olha de boca aberta, enquanto a loira ri. Anastásia olha em direção da minha mesa e eu que estou olhando-a sem ao menos disfarçar, pigarreio alto pegando o cardápio e começando a ler. Coloco o cardápio de frente para mim, espirando atrás dele a Anastásia conversando com a loira. Anastásia faz um gesto de negação com a cabeça e a loira faz uma cara de repreensão, ela olha novamente para minha mesa e eu novamente disfarço, a garota loira diz mais alguma coisa para Anastásia que a olha perplexa, e respira fundo, pegando seu pequeno bloquinho e vindo em minha direção.

Em minha direção porra!

Droga, porque estou tão nervoso?! Anastásia para de frente para mim sorrindo de maneira forçada, pois posso notar que esse seu sorriso não é o verdadeiro que á três meses observo da janela do vigésimo andar da minha empresa.

–Olá Senhora Grey, qual será seu pedido? – Pergunta ela.

Você! – Tenho vontade de responder, mas me controlo, se eu respondesse isso ela me acharia um pervertido, tenho que ir com calma.

–Bom, é a primeira vez que venho aqui, o que a senhorita me sugere? – Eu pergunto.

–Bom senhor Grey, a especialidade da casa é panquecas, mas eu não acho que seja tão apropriado comer uma hora dessas, então sugiro um dos nossos Cupcake. – Responde Anastásia.

–É a senhorita que faz? – Não consigo evitar perguntar.

–Na maioria das vezes sim, mas hoje foi Susie a cozinheira principal. — Responde ela.

–Gostaria de provar um Cupcake seu, mas como hoje infelizmente não tem eu vou querer um da cozinheira principal mesmo. – Eu digo.

–De que sabor senhor? – Pergunta ela.

–Baunilha. — Eu respondo e minha voz sem querer sai roucamente, vejo Anastásia tremer de leve, estou adorando descobrir os efeitos que causo nela, e que ela causa em mim. –Tem desse sabor? – Eu pergunto.

–Sim, eu vou buscar agora mesmo, o senhor quer algo para beber? – Pergunta ela.

–Um café expresso, por favor. — Eu peço.

–Claro. — Diz Anastásia. –Trarei daqui a pouco. — Diz ela virando de costas e indo na direção da cozinha, e sem consegui evitar eu olho para a sua bunda, redondinha, do tamanho exato, e arrebitada. Ah, como eu não gostaria de deixar a sua bunda vermelhinha com alguns tapas que eu iria dar.

Foco Grey! Foco! – Penso comigo mesmo, é impossível ter foco com Anastásia no mesmo ambiente que eu.

Alguns minutos depois Anastásia volta com uma bandeja e nela está o meu café expresso e o CupCake, assim que Anastásia está quase perto da mesa, eu me levanto e vou na sua direção pegando a bandeja da sua mão.

–Deixe que eu levo.- Digo.

–Mas... — Ela tenta protestar, mas eu a interrompo.

–Eu faço questão. — Eu digo pegando a bandeja e colocando na mesa, e me sento logo em seguida.

–Obrigada Senhor Grey, o Senhor quer algo mais? – Pergunta ela.

–Você. — Eu respondo sem pensar.

–Como?! – Pergunta ela assustada.

–Quero dizer, eu quero a sua companhia. — Eu digo revertendo a situação embaraçosa no qual me coloquei.

–Desculpe senhor, mas estou em horário de trabalho, com licença. — Diz ela dando as costas e saindo.

–Merda! – Xingo baixinho, e começo a comer o bolinho que é realmente bom, assim como o café. Mas ao mesmo tempo em que como, vou observando os movimentos de Anastásia, que atende outras mesas, horas e outras nossos olhares se encontrando.

{...}

Depois de terminar de comer, eu levanto o dedo para pedir a conta, Anastásia vem até a minha direção.

–Senhor? –

–A conta, por favor, Anastásia. — Eu peço.

–Claro. — Diz Anastásia pegando seu bloco, anotando algo, ela conta rapidamente os números com grande habilidade.

–Deu onze dólares e trinta e três centavos senhor Grey. — Diz ela, e eu pego vinte dólares na minha carteira entregando-a.

–Fiquei com o restante. – Eu digo.

–Obrigada Senhor. — Diz Anastásia.

–E, que tal sexta feira á noite um jantar por minha conta? – Pergunto me aproximando e ela se afasta.

–Acho melhor não. — Diz Anastásia.

–Por favor, eu insisto. — Eu digo.

–Eu já disse que não! – Diz ela um pouco mais alto e de uma forma um pouco grossa, assim percebo que fui insistente demais, e que Anastásia não é qualquer tipo de mulher que aceita um convite de um homem qualquer que mal conhece, e isso me alegra, saber que ela não dá em cima de qualquer um.

–Me desculpe, eu fui indelicado. — Eu digo.

–Me desculpe, eu fui grosseira com o senhor. — Diz ela.

–Não tudo bem, afinal você está certa não pode aceitar jantar com estranhos. — Eu digo.

–Tudo bem senhor Grey, agora com licença. — Ela pede, mas eu seguro levemente seu braço a impedindo.

–Anastásia, posso te chamar assim? – Pergunto.

–Claro. — Responde ela.

–Me chame de Christian, eu prefiro assim, será que podemos ser amigos? – Eu pergunto me surpreendendo, em geral eu não deixo ninguém me chamar de Christian além dos meus familiares, para qualquer outra tipo de pessoa que não é chegado á mim, é apenas Senhor Grey, ainda mais para minhas submissas, apesar de Anastásia ainda não ser minha submissa. Ainda.

–Olha aqui, senhor Grey, eu não quero ser grossa, indelicada ou nada disso, mas eu já saquei o tipo de homem que você é. — Diz Anastásia.

–Como assim? – Pergunto confuso.

–Primeiro você pede para que eu te atenda em vez da outra garçonete, depois você me convida para jantar e agora você me pede para te chamar de Christian o seu primeiro nome, se você acha que com essas indiretas e com os olhares que você fica me dando eu vou para a cama com você, você está muito enganado, eu não sou esse tipo de mulher, não é só porque você me deu uma gorjeta me convidou para jantar que acha que vai me ter por uma noite na sua cama, eu não sou esse tipo de mulher senhor Grey, e se é esse tipo de mulher que você procura á muitas rodando bolsinha na esquina ali no lado, então com licença que eu tenho que ir trabalhar. — Diz Anastásia puxando seu braço com certa força fazendo-me solta-la, ela dá as costas e sai andando com pressa para a cozinha.

Eu fico de boca aberta. Como assim ela acha que eu só quero leva — lá para cama por uma noite? Eu não procuro uma qualquer que esteja rodando bolsinha, eu procuro e quero somente Anastásia! Como ela pode achar uma coisa dessas de mim? Eu agi tão mal com ela? Não soube demonstrar as minhas verdadeiras intenções? Eu apenas queria um jantar com ela para conhecê-la melhor, jamais havia pensando que nesse jantar poderíamos ter algo á mais do que beijos, eu jamais a levaria para cara no primeiro encontro.

Respiro passando as mãos pelos meus cabelos e saindo da Starbucks percebendo a grande borrada eu que fiz, na primeira oportunidade de conversar frente á frente com a morena dos olhos azuis, eu ponho tudo á perder fazendo-a entender que eu sou um completo cafajeste!

–Mais que merda! – Eu exclamo alto demais, atraindo o olhar de algumas pessoas, olho para trás vendo a Starbucks.

Anastásia perece tão delicada e doce, mas não é ingênua e isso ela provou bem hoje, o pior de tudo é que estou lá no fundo feliz em saber que ela não se entrega a qualquer um de bandeja, pois se ela recusou o meu convite, o convite de Christian Trevelyan Grey para jantar, quer dizer que ela deve recusar á todos que tentaram algo. Outra coisa que m deixou feliz é ver que ela não é interesseira, pois se fosse teria aceitado o meu convite na hora.

Quantas garçonetes naquela Starbucks iriam querer jantar comigo? Todas! Menos Anastásia, por quê? Porque ela é especial e única.

Ah Anastásia você vai ser minha, e eu a farei ver que eu não te quero somente por uma noite, e sim por todo tempo do mundo.

Por Anastásia.

Ah! Que idiota! Cafajeste! Galinha! Prepotente! Arrogante! Safado! Tarado! Pervertido! E cafajeste novamente! – Penso comigo mesma enquanto termino de decorar os Cupcake.

Christian Trevelyan Grey.

Ah! Esse idiota entrou aqui achando o que? Que iria conseguir me levar para cama de um motel? Para que no dia seguinte acorda-se sozinha e com a conta pra pagar?! Não, eu não sou que nem minhas colegas de trabalho –tirando Kate – que caem na conversa de qualquer cafajeste. O pior de tudo fui eu pensar que talvez por um segundo ele quisesse ter algo mais sério comigo,

Mas não, aposto que para ele eu sou uma garçonetezinha qualquer bonitinha que dá para o gasto de levar para cama e render uma boa foda.

Ah não, mas eu não! Comigo essa não cola, e nem vai colar, ele que vá atrás das prostitutas de luxo e pague uma. Eu sei que já recebi cantadas e propostas antes e eu apenas ignorei e recusei, mas nunca fiquei com tanta raiva e ódio. Só porque eu queria que ele fosse um cara descente! Só porque me senti atraída quando senti seus braços apertarem em minha volta, eu deveria parar de pensar nele, uma hora dessas ele deve ter arranjado outra garçonete burra em outra Starbucks! E porque isso me incomoda tanto?

–Ana? – Kate me chama.

–O que?! – Pergunto.

–Como foi com o homem que pediu para você ir atender? – Pergunta ela.

–Nada de especial, só mais um babaca que queria me levar para a cama. — Eu respondo emburrada e ela faz biquinho.

–Sério? O olhar dele era tão diferente dos outros. — Diz Kate.

–Olhar Kate? Ele queria é me levar para a cama, sabia que ele era igual aos outros, alias todos são, mas estou nem aí, estou mais que acostumada com esses caras.- Eu digo com ironia.

–Não vêm que não tem Anastásia, eu percebi que você ficou mexida com ele. — Ela diz.

–Fiquei não! – Eu minto.

–Não minta Ana. — Diz Kate. –Eu sei quando você está mentindo porque você vira nervosa, e quando você fica nervosa, você morde o lábio inferior. — Diz Kate e eu me dou conta que estou mordendo o lábio inferior.

–Ok, ele mexeu comigo, mas e daí? – Eu perguntei. –Ele nem me conhecia e já queria me levar para jantar, e você sabe aonde isso iria terminar. — Eu digo.

–Sabe, ás vezes eu acho que você pensa tão mal dos homens. — Diz Kate.

–Mal dos homens? Kate olha os exemples delas! – Eu digo apontando discretamente para as nossas colegas de trabalho. –Quantas vezes isso aconteceu com elas? – Pergunto.

–Eu sei, mas com você pode ser diferente, vai que ele está mesmo afim de você. — Diz Kate.

–Sério Kate, depois você diz que eu sou a ingênua. — Eu digo. –E outra, porque estamos tendo essa discussão, ele não vai voltar mesmo. — Eu digo.

–Será que ele não vai voltar mesmo Ana? – Pergunta Kate com ironia, e eu respiro fundo.

É claro que ele não vai voltar, mas e se ele voltar? – Pergunto para mim mesma sem obter nenhuma resposta.

Continua.

Notas finais
Quem leu o capítulo anterior sabe como Ana odeia caras que ficam "cantando" as garçonetes para leva-las para cama, ela acha que Christian é como esses caras, e nosso Grey terá que provar ao contrário. Bom domingo, ou segunda eu posto um novo capítulo. Até lá. Beijos.