Cinquenta Tons Mais Intensos.
49 Uma rendição.
Notas iniciais
Por Christian.
Fique calmo. Respire fundo. Conte até dez. Não se abale. Controle os instintos. Mandíbula cerrada. Mãos fechadas em punho. Um olhar mortal.
Era assim que eu me encontrava, mas ainda tentava me controlar, não podia agir como um homem das cavernas novamente, não podia magoar Anastásia mais uma vez, eu não poderia cometer mais deslizes, não gosto de correr o risco de perdê-la, mas esse filho de uma puta me provocou, pelo menos foi o que me pareceu. Onde já se viu falar tão intimamente com a minha mulher? Pior, chama-la de Ana? Somente amigos próximos e eu tenho permissão para chama-la de Ana. O que essa merda tanto olha para nós dois?
Ele é todo engomadinho, os cabelos parecem estar perfeitamente alinhados com um quilo de gel, o terno que usa está impecável de tão liso. E isso me deixa irritado, pois o ciúme está me incomodando também, ainda mais com o olhar dele a cada cinco segundos em nós dois. Minha vontade é de perguntar o que ele perdeu aqui, já que Anastásia nada diz, somente olha para um ponto fixo no elevador.
O silencio ali paira, e é frustrante, ainda mais quando eu me sinto na necessidade de questionar Anastásia de onde ela conhece esse homem. Homem esse que não tem um pingo de respeito ao próximo, não sabe que cobiçar mulher alheia é pecado? Ele não preza por sua vida? Pois eu farei questão de esganá-lo com as minhas próprias mãos. E eu também preciso saber em que setor exatamente ele trabalha, para poder avisar o RH que á mais um desemprego nos Estados Unidos.
Ah, mas ele vai ver que olhou para a mulher errada.
O elevador apita, e então o desgraçado ali presente, se vira para nós dois.
–Adeus Ana, adeus Senhor Grey. – Ele se despede com um sorriso Colgate e dá as costas para ir embora.
Filho da puta maldito! Aposto que foi para me provocar, mas ele me paga, e pagará caro com o seu emprego, e também quem sabe com uma boa surra, para reformar essa bela carinha de moço puritano e “senhor perfeição”. Babaca.
–Christian? – Escuto Anastásia me chamar, me tirando dos pensamento de como acabar com a vida daquele ser que acaba de sair deste elevador. –Vem, temos que ir. – Ela acrescentou me pegando pela mão e me puxando para fora do elevador.
–De onde? – Eu perguntei para ela, parando na sua frente, eu precisava de respostas.
–De onde o que? – Ela perguntou com assuas sobrancelhas unidas, sem me entender.
–De onde você conhece aquele cara do elevador Anastásia? – Eu perguntei quase sem paciência.
–Como de onde Christian? Da empresa é obvio. – Ela disse com os olhos levemente arregalados, talvez por achar a resposta tão óbvia que nem precisava de perguntas.
–O que ele faz na minha empresa? – Eu perguntei dando certo ênfase a palavra minha.
–Pelo o que eu me lembro que ele falou hoje de manhã, ele trabalha no setor de processos gerenciais. Por que? – Ela questionou.
–Como assim “ele falou hoje de manhã” vocês se falaram hoje de manhã ou se falam? – Eu perguntei com irritação, era sempre nesse momento que o meu ciúmes ficava mais intenso, quando eu descobria que o sujeito tinha mais contato com a Ana do que eu imaginava, mas eu ainda contava mentalmente até dez, para não falar nenhuma merda que coloca-se tudo a perder novamente.
–Antes que você pense merda, eu conheci Paul coincidentemente hoje quando fui pegar um café para mim, e nós nos falamos por alguns minutos, somente isso, não tem nada demais está bem? – Ela disse esclarecendo.
O filho da puta não esperou nem um dia para começar suas investidas sobre Anastásia e partiu suas asinhas para cima dela, ah mas eu tratarei de cortar essas asinhas.
–Eu sei que foi somente isso que aconteceu, mas você viu o jeito que ele estava olhando para você? Parecia que estava olhando para um pedaço de carne, ele nem se quer disfarçou, eu não gostei disso, não gostei da atitude dele. – Eu disse rosnando as palavras.
–Para com isso, ele não estava olhando para mim, ele estava olhando para nós dois, você que deve estar enlouquecendo e vendo coisas, seu maldito gostoso, possessivo e mandão. – Ela me “xingou” enquanto ria, e até nos momentos que eu estava com raiva e com ciúmes, ela conseguia me fazer rir junto a ela.
–Você sabe que a culpa do meu ciúmes é sua não é mesmo? – Perguntei pegando forte em sua cintura, ela ergueu uma sobrancelha.
–Minha culpa? – Ela questionou.
–Sim sua, e você é tão gostosa ainda mais usando essas saias e esses saltos que nenhum homem dessa empresa consegue resistir a você. – Eu respondi, e o mais engraçado além da expressão de indignação de Anastásia, é que eu realmente não estava mentindo, era verdade quando eu dizia que todos os homens não resistiam a ela.
–Ah e você acha que ninguém daqui olha para você, usando esses ternos impecáveis, esse cabelo totalmente bagunçado e esse olhar dominante e sexy. – Ela disse e eu tive que rir com esses elogios que ela me lançou, e isso ainda fez aumentar o meu ego, pois eu gostava de receber elogios, ainda mais vindos de Anastásia. –Eu já vi o jeito que Olivia olha para você e não gosto nada disso, parece que ela vai te comer somente usando os olhos. – Ela revelou e eu adorei vê-la confessar seu ciúme por mim.
–Olivia é mesmo irritante. – Eu digo e Anastásia concorda. Olivia uma de minhas secretárias sempre foi atirada para cima de mim, mas eu nunca dei confiança, pois eu não transo com o pessoal da minha empresa, isso é regra, a não ser claro tirando Anastásia, mas isso é outra história e é diferente.
–Eu detesto quando ela fica perto demais de você. – Disse Anastásia bufando. –Quer saber de uma coisa? – Ela perguntou pondo as suas mãos na sua cintura, seu olhar era determinado. –É até bom todos da empresa sabermos sobre o nosso namoro, não quero ver nenhuma dessas mulheres da empresa dando em cima de você, é bom todas elas saberem de quem você é. – Ela disse possessiva e eu fiquei admirado com esse lado de Anastásia, toda possessiva e ciumenta. Ela estava se rendendo aos poucos, já estava até aceitando e querendo manter nosso relacionamento cada vez mais público. Isso me deixa muito satisfeito.
–E de quem eu sou? – Eu perguntei querendo ouvir a resposta mais eu tudo.
–Você é meu, só meu. – Ela não respondeu, ela afirmou.
–E você é minha, só minha entendeu? – Eu perguntei colocando minhas mãos em cada lado do seu rosto, puxando seu rosto mais próximo ao meu, ficando centímetros de distancia entre nós dois.
–Palavras e mais palavras, eu quero atitudes Senhor Grey. – Ela provocou.
–Ah é, você vai ver as atitudes minha querida. – Eu disse a chamando pela primeira vez de “querida”. –Eu tenho uma surpresinha para você. – Eu disse pensando em uma atitude até meio arriscada, mas eu queria que ela experimenta-se, e eu acho que ela já esta pronta.
–Que surpresa? – Ela perguntou curiosa como sempre.
–Uma visita ao meu quarto de jogos. – Respondi com um sorriso malicioso nos lábios.
Continua.
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