Cinquenta Tons Mais Intensos.
50 Um quarto de jogos.
Notas iniciais
Por Anastásia.
Puta que pariu!
Eu iria o quarto de jogos de Christian? Iriamos experimentar ele juntos pela primeira vez? Meu Deus, eu confesso que á um certo tempo eu estava curiosa em conhecer esse lugar, e eu também estava curiosa em experimentar esse quarto. Experimentar os muitos prováveis chicotes que Christian deve ter, os prendedores, as algemas, as cordas e tudo que um quarto de um praticante de BSDM deve ter. Eu já tive certos sonhos eróticos com Christian fazendo essas loucuras comigo, já me imaginei lá em seu quarto de jogos, completamente rendida a ele, e ele me proporcionando prazer e dor, uma mistura de duas sensações. Eu desejo fazer isso.
Eu confio em Christian. Eu sei que ele não irá me machucar, ele só quer me fazer descobrir o meu próprio limite, até onde eu posso ir com o prazer. Eu estou pronta, pronta para me entregar com mais profundidade a ele, estou pronta para agir como uma submissa, como o próprio contrato pede. Testar limites. Eu quero que ele me mostre como é esse mundo de total submissão e prazer, eu quero que ele mostre o quão prazeroso e doloroso pode ser, desta maneira eu poderei concluir se irei querer ir até o fim em nosso relacionamento, ou irei parar.
Eu não estou com medo, só estou ansiosa. Não tenho medo, não consigo sentir medo de Christian, pois eu sei que ele não será capaz de me machucar, não intencionalmente. Eu confio nele, apesar das várias brigas que temos, das suas desconfianças, da sua insegurança sobre mim, e dos seus ataques de ciúmes e bipolaridade, ainda assim eu confio nele. Pode ser loucura, pode parecer insano, mas é a verdade.
Eu sorrio abertamente para Christian, sem responder nada, ele sorri de volta, hesitando um pouco, antes de começar a falar.
—Tudo bem para você baby? Tudo bem visitar o meu quarto de jogos? – Ele perguntou passando o seu polegar sobre a minha bochecha.
—Está tudo bem Christian, eu quero. – Eu respondi e seus olhos pareceram brilhar.
—Você quer? Quer mesmo? – Ele perguntou, mas antes que eu pudesse responder, ele voltou a falar. – Por que eu não quero que você vá por obrigação, eu quero que você vá por desejo, por que é isso é o que eu quero que você sinta lá. Desejo e prazer. – Ele discursou, e eu assenti positivamente, ele me apertou mais com suas mãos sobre a minha cintura.
—Christian, eu quero ir, não por obrigação, e sim por desejo, eu quero conhecer o seu quarto de jogos, eu quero experimentar esse mundo com você, só com você. – Declarei, seu sorriso aumentou, mas ao mesmo tempo a preocupação o tomou.
—Você não está com medo? – Ele perguntou.
—Não. – Respondi sendo sincera. –Eu estou ansiosa e nervosa, mas isso é normal. Mas medo, não, eu não estou com medo. – Eu acrescentei com mais segurança.
—Isso me deixa muito feliz Anastásia, você não faz ideia como me deixa feliz. – Ele revelou. –Você... Você confia em mim? Sabe que eu jamais te machucaria? – Ele perguntou pegando em minhas mãos.
—Eu confio em você Christian, e sei que você jamais iria me machucar. – Eu lhe respondi, e ele me abraçou, mas sempre tomando cuidado para que eu não o encosta-se por completo. Toque para Christian ainda era um limite rígido.
—Obrigada por confiar em mim. – Ele sussurrou entre os meus cabelos. Ele pegou na minha mão e olhou bem nos fundos dos meus olhos, e nesse momento, eu tive a total certeza de que iria fazer a coisa certa.
Talvez fazer o certo era eu sempre estar com Christian.
{...}
Estávamos na frente da porta do seu quarto de jogos, ele estava prestes a me mostrar como é o seu mundo, e eu estava pronta para experimentar uma nova sensação de prazer.
—Posso abrir? – Ele pergunta com certa incerteza.
—Claro. – Eu respondo sem querer hesitar.
—Você sabe que pode ir embora se não quiser, bom... Você não é obrigada a nada... – Ele começou a dizer, mas eu não estava querendo escutar um segundo discurso, eu sei que não sou obrigada a nada, e sei que se eu não quiser fazer isso, ele vai me deixar ir embora. Céus, Christian jamais me violentaria.
—Christian eu já entendi, agora abra logo essa porta! – Eu peço sem paciência, ele franze o cenho e dá uma risada baixa, abrindo a porta do quarto, e me dando a visão dele, pela primeira vez.
Tudo bem que eu já tinha visto fotos de como era um quarto desse estilo, e eu já tinha lido livros onde havia conteúdo BSDM, mas ver pessoalmente algo, é bem diferente de ler e imaginar, sem sombra de dúvida.
O quarto em sua maioria era vermelho, as paredes eram revestidas de um vermelho escarlate, com formas triangulares em cima, em baixo e no meio. No meio dessa decoração triangular da parede, havia o enfeite de madeira, dando mais luxo a aquela região.
Havia uma grande cama no meio, o colchão era de couro, também vermelho, como a maioria das coisas ali. Eram dois colchões na verdade um em cima do outro. O colchão de baixo não era de couro, era normal, vestido com um lençol vinho.
Na cama, havia em cada lado grandes barras de mármore com algemas penduradas, para que provavelmente, eu e até mesmo ele, se segurássemos na hora em que estivéssemos fazendo sexo. As barras eram onduladas e escuras, quase negras, novamente noto ser bem luxuoso.
Havia grades atrás da cama, e no teto.
Além daquela cama, havia outra, particularmente bem diferente. Era uma cama, que nem preciso mencionar que era vermelha também, só que o seu formado, era em X, e havia barras em cada lado também, só que sem as algemas penduradas.
Havia dois abajures em cada lado do quarto. Havia muitas cordas e chicotes penduradas nas paredes. Os mais diversos chicotes, das mais diversas cores e das mais diversas formas, em um ato quase impensado, eu coloquei minhas mãos nos chicotes sentindo a textura de cada um, imaginando como seria a sensação de ser tocada por um deles sobre a minha pele nua.
Havia também uma espécie de maca, que finalmente não era vermelha, e sim verde. Havia cordas de couro em volta dessa maca, e uma barra de ferro em seu lado. Havia também muitas cômodas, com muitas gavetas e eu me perguntei o que tinha dentro delas.
O piso era revestido de madeira, e os som dos meus saltos faziam um grande eco ali.
Notei também que havia umas cinco palmatorias separadas do chicote.
Havia somente um sofá, de couro e de um vermelho vivo e voraz. Me arrepiei olhando todo o quarto em uma forma geral. Havia somente duas grandes janelas, mas elas não eram de um vidro normal, pois eu não conseguia ver o que tinha no lado de fora. Assim como quem estivesse de fora, não conseguiria ver o que tinha aqui dentro.
Havia também outras coisas, como uma mesa que eu não soube identificar exatamente o que era. E poltronas com outros objetivos que em minha mente eu não consegui identificar.
Era praticamente um quarto totalmente vermelho que me causaria dor e prazer.
O quarto vermelho da dor.
—Você está bem? – Perguntou Christian, enquanto eu continuava a acariciar sem ao menos notar, os chicotes.
—Estou. – Respondi sincera. Era estranho estar ali, mas eu estava bem, não estava com medo. Uma curiosidade me atingiu. –O que iremos fazer hoje aqui? – Eu perguntei me virando para ele, e me deparando com ele bem atrás de mim, me encarando.
—Você gosta de gravatas? – Perguntou ele com um tom de malicia em sua voz rouca.
Continua.
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