Cinquenta Tons Mais Intensos.
51 Uma primeira brincadeira.
Notas iniciais
Por Anastásia.
Eu estava nervosa, muito nervosa, eu não estava com medo, eu não conseguia, por mais que eu quisesse ou então tenta-se, eu não conseguia sentir medo de Christian, existe algo dentro de mim, muito forte me faz acreditar que ele jamais me machucaria, pelo menos não por querer. Eu estava apenas nervosa, com medo de fazer algo de errado, com medo de não agradá-lo, eu estava com medo de não ser boa o suficiente para Christian, esse era o meu único e principal medo. Talvez seja meio infantil, e sem sentido, mas eu estava com um pouco de insegurança, eu não quero decepcioná-lo, eu não quero ser ruim, eu quero ser boa para ele.
E se eu não for boa como às outras submissas eram? Eu não quero ser a decepção dele. Por isso eu irei fazer de tudo para ser boa, mas não somente boa para ele, boa para mim também, pois eu sei que sendo boa para ele, eu também irei ser boa para mim, e irei ficar imensamente feliz e satisfeita comigo mesmo se isso acontecer.
Eu irei fazer que todos esses nossos momentos nesse quarto de jogos, seja completamente inesquecíveis, não somente para mim, mas também para ele. Eu quero que ele me grave em sua mente, eu quero ser inesquecível para Christian Grey, mesmo que nosso “romance” não dure para sempre, eu quero que ele sempre se lembre de mim.
Isso é errado? Pois para mim não é.
Olhei para Christian que me olhava com brilho em seus grandes olhos cinzas, e sorri para ele com certa malicia, eu me sentia excitada naquele quarto, eu queria de repente experimentar tudo o que aquele lugar possuía, mas é claro que eu queria experimentar tudo junto á Christian, eu queria ele me ensinando a como dar e receber prazer, com esse seu gosto peculiar que envolve dor e prazer, em uma mistura de desejo, paixão e luxúria.
—Eu adoro gravatas senhor Grey, mas eu tenho certo fetiche e preferencia pelas de seda. – Eu respondi já me colocando em posição de submissa, Christian sorriu largamente, e se aproximou mais de mim, ficando frente a frente, eu ergui meu queixo para poder olhá-lo, já que ele é muito mais alto que eu. Sua respiração batia contra minha testa, e eu me segurei para não erguer meus pés e ficar na ponta dos mesmos, para entrelaçar minhas mãos em seu pescoço. Eu quase fiz isso, mas me segurei.
—Me responda Anastásia, você gosta de ser amarrada? Você já foi amarrada? – Ele perguntou em seu tom imponente e sério, eu estava com vontade de rir do seu jeito todo mandão, mas eu sabia que se fizesse isso, ele iria me castigar, e eu quero deixar os castigos mais para frente.
—Eu nunca fui amarrada senhor Grey, mas eu gostaria de experimentar a sensação de estar completamente amarrada a sua inteira mercê. – Eu respondi com sinceridade tingida em minhas palavras, Christian pareceu engolir seco, e ajeitou sua calça social, eu mordi meus lábios evitando rir novamente.
Ele estava tão excitado quanto eu.
Isso era evidente. E eu sorri satisfeita por ele estar excitado comigo sendo que somente estávamos dento uma simples conversa.
Ele levantou sua mão direita, a colocando sobre o meu rosto, e o seu dedo polegar acariciou de forma singela e delicada e minha mandíbula, e subiu até a minha bochecha, ainda acariciando com uma leveza e delicadeza que eu jamais vi. Ele me olhava com um sorriso torto, me desestabilizando completamente, mas eu ainda estava de pé, da mesma maneira de antes, sem nada pronunciar, esperando que ele fala-se algo.
—Ah Anastásia, você e essa sua deliciosa boca inteligente e provocadora, o que eu faço com você? – Ele perguntou pegando meu queixo em sua mão, fazendo nossos lábios se encontrarem em um simples roçar que me fez ficar arrepiada.
—Talvez o senhor deva me amarrar. – Eu respondi. –Eu quero muito isso, senhor Grey. – Eu acrescentei, Christian colocou a mão possessivamente em minha cintura, a apertando contra si, mas sem encostar seu peito em mim, toque era sempre um contato muito rígido para ele.
—Você terá baby, você terá. – Ele sussurrou para mim. –Eu estou louco para possuir cada parte do seu corpo, eu irei mostrar á você baby, o quanto a dor pode ser prazerosa. – Ele acrescentou e sem me dar tempo de retrucar, ele atacou a minha boca em um beijo quente e selvagem.
Seus lábios nada gentis sugaram meu lábio inferior, antes de adentrar em minha boca e procurar pela minha língua, quando as nossas duas línguas se enroscaram eu pude sentir o gosto de menta fresca misturado com alguma outra bebida alcoólica, mas eu sei que não era Whisky. Minhas mãos foram para seus cabelos, enquanto as mãos de Christian exploravam meu corpo em uma busca sem rumo.
Suas mãos passeavam por minhas costas, as cariciando, e desceram rapidamente para o meu bumbum, onde ele fez questão de dar uma apertada forte, me fazendo arquear as costas e me enroscar em seu membro já endurecido e excitado.
Ele apertou a carne de uma das minhas nadegás ainda mais forte ao mesmo tempo em que mordia meu lábio inferior com força o puxando entre os seus dentes, até soltá-lo sem delicadeza, encerrando assim nosso beijo.
Meus lábios estavam inchados e provavelmente vermelhos, assim como se encontravam os de Christian, o nosso beijo foi uma mistura de luxúria, desejo e prazer oculto, eu o sentia dominando cada parte do meu corpo, em uma posse revigorante.
Eu senti ser erguida por ele em seus braços, e por reflexo entrelacei minhas pernas em seus quadris, ele me guiou até a grande cama que havia no centro do quarto, e me colocou sobre ela lentamente, ele parecia calcular cada atitude que tomava perante a mim.
O colchão de couro, não era tão desconfortável quanto eu pensei que fosse, então deixei me levar e relaxei, minha respiração estava ritmada e calma e Christian estava em cima de mim me olhando, nunca desviando seus olhos dos meus.
—Nós hoje iremos apenas brincar levemente usando as gravatas, você escolheu as de seda, tem alguma cor de preferencia? Eu tenho uma grande coleção. – Ele disse dando um sorriso zombeteiro.
—Eu gosto de cinza senhor Grey. – Eu respondi também sorrindo de lado.
—Cinza? – Ele perguntou com a sobrancelha arqueada.
—Sim cinza, são as mesmas cores dos seus olhos. – Eu respondi e Christian de repente me beijou novamente.
Seus lábios foram me guiando de forma mais gentil do que a primeira vez, sua língua rodeou a ponta da minha, antes de sugá-la, eu segurei minhas mãos no colchão para não tocá-lo.
Sua mão foi para o meu seio por cima da blusa fina, e ele apertou em sua mão me fazendo gemer em sua boca. O beijo se encerrou, mas ele ainda estava com a mão em meu seio.
—Eu irei pegar as gravatas, não se mexa, isso é uma ordem. – Ele disse sério e autoritário.
—Sim senhor. – Eu respondi de volta e ele saiu de cima de mim, e eu acabei sentindo a falta do seu corpo sobre mim, mas aproveitei para respirar fundo e relaxar eu tentei não esfregar uma perna minha na outra por conta da excitação que eu estava sentindo.
Certo tempo depois, que pareceu uma grande eternidade para mim, Christian voltou com as gravatas na mão e sem camisa. Usando apenas uma calça jeans um pouco gasta e rasgada, eu tive que fechar os mus olhos e respirar ainda mais fundo com a visão do seu corpo musculoso e quente de frente ao meu.
Céus, como alguém podia ser tão lindo? Deveria ser proibido. Eu estava queimando, necessitando que ele me toca-se, mas eu mordi o lábio para nada dizer.
—Abra os olhos baby. – Ele ordenou e eu imediatamente obedeci, o vendo na minha frente, segurando quatro gravatas iguais e cinzas em suas mãos, um cinza escuro e profundo, muito parecido com os seus olhos. –Primeiro eu irei tirar toda a sua roupa, irei deixa-la completamente nua, depois eu irei amarra-la, para que você fique quietinha, sem se mexer para que eu possa desfrutar do seu corpo com prazer. – Ele disse e eu acabei gemendo com a sua explicação, Christian sorriu.
Ele subiu novamente em cima de mim, e começou a desabotoar o meu camisão branco, em poucos segundos eu estava somente com a parte de cima do meu conjunto de lingerie vermelha, Christian jogou meu camisão no chão, e passou as mãos em minha barriga e depois em meus seios por cima do sutiã.
—Você é simplesmente perfeita, o tom vermelho fica deslumbrante em sua pele, eu não consigo conter minhas mãos perto de você. – Ele disse com as mãos ainda passeando por minha barriga e meus seios, hora ele apertava com força meus seios, hora ele apertava com leveza, me levado à loucura já que essa parte do meu corpo é muito sensível.
Ele desceu as mãos para a minha saia preta que se abre no lado, e deslizou o zíper dela lentamente sobre as minhas pernas, seus olhos vidrados nos meus.
Em segundos a saia tomava o mesmo destino no camisão, e eu me encontrava somente de calcinha e sutiã rendado de vermelho, e Christian alisava as minhas coxas com as suas grandes e quentes mãos.
—Oh como eu queria te tomar agora, mas eu quero antes te deixar totalmente nua e tocar cada parte e ponto do seu corpo. – Ele disse retirando minha calcinha. Agradeci por estar com a depilação em dia.
Christian também retirou meu sutiã, ele parecia estar com pressa. Eu finalmente estava totalmente nua.
—Oh Anastásia, como eu estou louco para te tocar totalmente imóvel. – Ele disse pegando uma das gravadas e amarrando meu braço direito á cama e repetindo o processo no braço esquerdo, meus braços estavam imóveis.
Ele então se levantou da cama ficando de pé e amarrou o meu pé esquerdo e o direito, me fazendo ficar totalmente imóvel e amarrada a sua mercê.
—Essa cena é a mais excitante que eu já vi. – Ele declarou voltando a ficar por cima de mim. –Eu acho que isso não será necessário, mas você sabe as palavras de segurança, não sabe? – Ele perguntou.
—Sim senhor, eu sei. – Eu respondi. –As palavras de segurança são Amarelo e Vermelho.— Eu acrescentei.
—Exatamente. – Christian disse. –Agora fique quietinha, não se mova, se você se mover eu irei castigá-la. – Ele ordenou. –Entendido? – Ele perguntou.
—Sim senhor, entendido. – Eu respondi preparando a minha mente e o meu corpo para ficarem “calados”. Eu precisava e tinha que ficar imóvel, e iria fazer o máximo possível.
Christian desceu sua cabeça para o meu pescoço, o meu ponto fraco, e naquela região começou a depositar pequenos chupões e lambidas, minha respiração era errática, mas eu consegui resistir e não me mover. Decidi bloquear as emoções do meu corpo e concentrar no prazer da mente, sentindo os lábios de Christian sugar a minha pele branca e sensível, soltá-la com brutalidade e logo em seguida mordê-la, com certeza isso deixaria marcas, mas a sensação de um chupão era maravilhoso, me deixou arrepiada, mas não permiti que meu corpo se mexe-se.
Ele guiou para os meus seios e começou a acariciá-los com leveza, meu corpo ainda se arrepiava, minha respiração era frenética e errática, porém, eu não me mexia.
Ele segurou meu seio entre as suas mãos, e o assoprou, meu corpo instantaneamente reagiu com o toque se arrepiando, eu mordi fortemente meu lábio para não gemer seu nome, sentindo o prazer do seu toque e da sua mão me relaxar.
Quando eu pensei que ele iria para outra parte do meu corpo, ele apenas mudou de seio, indo para o direito, e nesse sem cerimonias ele começou a sugar com os seus lábios quentes e molhados, minhas mãos junto as minhas unhas se fincaram no colchão e eu tive que fazer uma força sobrenatural para não me mexer enquanto ele chupava aquela região.
O prazer me consumia, junto à luxúria e a dominação. Era bom, muito bom na verdade, sentir os seus lábios quentes e molhados em meu seio, fazendo caricias e brincadeiras causando espasmos em meu sexo, me fez ofegar, e Christian parou com os movimentos indo à direção do meu sexo, mas antes ele acariciou e apertou com força minha barriga, e meus quadris, enroscando no seu, causando um atrito em nossos sexos, o meu totalmente nu, e o seu vestido, minha excitação escorria quase que em minhas coxas.
Quando Christian chegou a meu sexo, ele aspirou profundamente àquela região, e passou seu dedo indicador pelas minhas dobras molhadas.
—Porra Anastásia, você está muito molhada, ah baby, como eu vou adorar me enterrar duro e forte dentro de você. – Disse Christian com a voz rouca.
Seus dedos ainda passeando por meu sexo muito molhado, ele passou a mão sobre a minha excitação que escorria, a espalhando pela coxa, me lubrificando, e começou a cariciar meu clitóris inchado com o dedo, eu me segurei mais firme no colchão, fechando os olhos sentindo o seu toque.
Seu dedo polegar circulava meu clitóris com força, enquanto o seu dedo indicador ainda passeava por minhas dobras, eu já sentia espasmos de um orgasmo, mas consegui me controlar para não ter um agora naquele momento, Christian parou por um momento e me encarou surpreso, eu não entendi a sua expressão, mas ele logo voltou como antes, mas desta vez deixando de acariciar meu clitóris.
Christian colocou a cabeça entre as minhas pernas as separando-as e começou a chupar lentamente e tortuosamente meu clitóris.
Eu soltava grunhidos, meus dentes mordiam os meus lábios impedindo os gemidos de saírem.
Christian começou a chupar e mordiscar de leve meu clitóris me levando a beira da loucura, eu queria poder gritar seu nome e mexer meu corpo, mas eu não podia, eu queria me controlar e me controlei, continuando parada, somente meu peito se mexia por minha respiração.
Era torturante e prazeroso ter que ficar parada, eu sentia que ficando parada o prazer era mais intenso e me dominava, eu sentia o prazer em cada parte do meu corpo, eu o aproveitava, mas ao mesmo tempo era torturante e doloroso não poder se mexer.
Eu queria rebolar em sua boca, mas me limitei a morder o lábio inferior ainda mais forte quando senti dois dos seus dedos me penetrando, enquanto ele ainda chupava o meu clitóris, era a minha perdição.
Mas resolvi provocá-lo também, e contrai os meus músculos internos, fazendo meu interior apertar os seus dedos, eu ouvi um gemido abafado de Christian em meu sexo, e sorri com isso.
Christian começou a estocar seus dedos com certa fúria dentro de mim, abrindo a minha carne me fazendo levar a pontos extraordinários. Eu sentia os seus dedos me dando um prazer incrível, ele estocava sem delicadeza, estocava com força, seus dedos entravam completamente em mim, e saiam rapidamente voltando com uma força ainda maior.
Christian acrescentou mais um dedo, estocando com três, e esse era praticamente meu fim, eu não consegui segurar um alto gemido, quando ele deu uma forte estocada com os seus três dedos em mim, me fazendo sentir entrar completamente e tocar pontos desconhecidos, era muito bom sentir seus dedos me preencherem, mas nada era igual ao seu membro.
Christian começou em uma velocidade alta e forte, estocando vigorosamente, eu já não mordia mais os meus lábios, eu apenas segurava no colchão com força e gemia alto.
—Senhor Grey... Grey... Oh... –
—Meu nome. – Disse Christian com a voz abafada por ainda estar com a boca em meu clitóris. –Gemeu o meu nome. – Ele ordenou voltando a me chupar.
—Oh Christian... Ah... Christian... – Eu gemi me sentindo livre por poder fazer isso. Meu segurei no colchão para gemer de forma que não precisa-se mexer meu corpo para isso, a minha respiração não era nada normal, mas as minhas pernas estavam controladas, assim como os meus braços, eu sorri satisfeita em meio ao prazer.
—Goza Ana... Para mim, só para mim.— Ele ordenou ainda com a boca em meu sexo, e eu deixei os espasmos me levarem e tomarem conta do meu corpo, eu tive um orgasmo avassalador, sentindo molhar os seus dedos que ainda estavam dentro de mim.
Eu fechei por um instante meus olhos me permitindo desfrutar do prazer que Christian me proporcionou. Sorrindo satisfeita comigo mesma por ter conseguido ficar imóvel.
Continua.
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