Cinquenta Tons Mais Intensos.
52 Uma deliciosa brincadeira.
Notas iniciais
Por Christian.
O autocontrole que Anastásia tinha sobre o seu corpo era impressionante. Eu sinceramente me surpreendi, e não esperava que ela conseguisse ficar imóvel por tanto tempo na sua primeira vez, ainda mais tendo um orgasmo sobre a minha boca e as minhas investidas. Mas ela conseguiu se segurar, e até mesmos submissas experientes tinham dificuldade de fazer isso em meio ao prazer, mas Anastásia mostrou a que realmente veio. Ela me surpreende cada dia que passa, e me fascina do mesmo modo. Ela é simplesmente imprevisível, eu nunca consigo acertar o que ela vai fazer, dizer ou agir. Ela é uma caixinha de surpresas que eu estou adorando descobrir cada parte que a compõe.
Olhei seu corpo me sentindo maravilhado com a visão do seu recente orgasmo. Sua respiração entrecortada e errática, seus seios ainda estremecidos pelo prazer, seus olhos fechados, sua face corada, e sua boca levemente aberta, me fazendo deliciar com a esplendida visão da mulher na minha frente.
A visão mais sexy que eu já tinha visto. Ela exalava sexo, e meu membro endurecido pedia, na verdade, implorava por libertação. Eu queria me enterrar tão fundo em Anastásia que ela iria gritar até perder a voz de tanto prazer.
—Você se saiu perfeitamente bem Anastásia. – Eu a elogiei. Ela abriu os olhos, e sorriu para mim, um sorriso torto perfeito.
—Obrigada senhor Grey. – Ela agradeceu com seu tom obediente.
Eu me posicionei em cima dela, atacando a sua boca com a minha língua sedenta. Nossas línguas se encontraram, e ela timidamente a chupou, eu gemi em sua boca, e isso fez com que ela aprofunda-se ainda mais o beijo e o controla-se.
Ela acariciava de maneira desejosa todas as partes da minha boca, como se cada parte fosse essencial para que ela sentisse o seu gosto na minha boca e isso fez com que o beijo se tornasse ainda mais excitante. Sua boca estava com gosto de canela, e eu tive vontade de rir com isso durante o beijo, mas Anastásia não pareceu perceber, pois continuou me beijando de maneira necessitada.
Apenas nos separamos quando o ar era realmente necessário.
Eu levei minhas mãos até as suas pernas e as afastei. Peguei um preservativo que havia deixado na cabeceira do lado da cama, e rasguei o pacote com os dentes, peguei o preservativo, vesti em meu membro e me posicionei sobre Anastásia, já pronto para penetrá-la.
—Peça! – Eu ordenei para Anastásia.
—Por favor! – Ela disse de forma manhosa, mas isso não foi o suficiente para mim.
—Não estou convencido. – Eu disse irônico, a provocando.
—Me fode, por favor, senhor Grey! – Ela implorou com os olhos vidrados nos meus. Eu não fui capaz de negar, e entrei em uma estocada só dentro de Anastásia, dando algum tempo para ela se acostumar com a invasão.
Alguns segundos depois eu comecei as estocadas de maneira rápida e violenta, sentindo o prazer dominar meu corpo ao sentir seu interior quente, apertado e molhado ao redor do meu membro, ela estava deliciosamente molhada, eu deslizava facilmente para dentro dela, e isso estava me deixando em um estado louco de prazer.
Eu rebolava meus quadris a fim de sentir todos os seus pontos, e eu sentia cada vez mais que eu estocava seus músculos internos se apertarem em minha volta, eu comecei a estocar com mais vigor e firmeza.
Eu queria ter tudo dela. Eu queria possuir cada parte do seu corpo maravilhoso, eu queria senti-la por inteira, pois quanto mais eu tenho de Anastásia, mais eu quero ter, pois eu sinto que nunca é suficiente, eu quero sempre mais dela.
Meus ritmos cada vez mais acelerados dentro de Anastásia, fez com que eu suasse e senti-se o cheiro do suor misturado ao sexo, e isso não poderia ser mais excitante.
Senti falta das mãos de Anastásia em meus cabelos, os agarrando, mas suas mãos e pés estavam amarrados.
Nossos corpos se chocando dava altos barulhos misturados com os baixos gemidos meu e de Anastásia. O som do choque dos nossos corpos nos envolviam a ir muito mais profundamente e além, era muito bom sentir o corpo de Anastásia junto ao meu.
Senti os espasmos do meu corpo se aproximando de um orgasmo, e eu sabia que Anastásia também estava perto. E eu queria recompensá-la por ser tão boa na primeira etapa ficando totalmente imóvel, por isso eu a deixaria gozar, como recompensa.
Eu quero que Anastásia aprenda que tudo que ela faz se saindo bem, ela recebe algo em troca como recompensa, dessa maneira o desafio é muito maior, e é muito mais gratificante ser recompensado por algo de bom que fez.
Senti meus músculos tencionarem e o meu membro inchar dentro de Ana, enquanto eu ainda estocava nela com força e brutalidade.
Eu gemi alto e joguei minha cabeça para trás quando senti o orgasmo tomar conta do meu corpo e jorrar jatos quentes de sêmen “dentro” de Anastásia.
Anastásia gozou logo em seguida, fechando os olhos e pousando sua cabeça sobre o meu ombro o mordendo, o que me fez sorrir com o seu gesto.
Eu ainda com a respiração pesada e entrecortada, me retirei de dentro de Anastásia, retirando o preservativo, e logo em seguida desamarrando as mãos e os pés de Anastásia, a deixando livre.
Verifiquei se seus pulsos estavam marcados, e sorri ao constatar que não. Anastásia mesmo livre continuou deitada na cama respirando de maneira mais calma.
—Como foi para você? – Eu perguntei me deitando seu lado novamente.
—Foi bom. – Ela respondeu, seus olhos azuis ainda fechados me impedia de tentar decifrá-los.
—Bom? – Eu perguntei meio frustrado por uma resposta tão... Simples. –Só isso, bom? – Eu perguntei sentindo a frustração presente.
—Hã... Foi muito bom... – Ela respondeu, mas seu tom estava mais como uma pergunta do que uma afirmação, estranhamente achei graça da sua “nova” resposta.
—É um avanço. – Eu disse fazendo piada.
—Eu realmente gostei, no começo eu estava nervosa, mas depois eu relaxei, foi muito bom, e eu quero muito fazer de novo, eu nunca pensei que pudesse ser tão prazeroso. Obrigada por me proporcionar esse momento. – Esclareceu Anastásia e sua resposta me fez ficar de boca aberta.
Ela estava desabafando para mim o que realmente achou da sua primeira experiência, e ela nunca fez isso de maneira tão natural e sem timidez na minha frente. Eu gostei disso, gostei pra caralho disso. É tão bom quando ela se abre comigo.
Me recompus e lhe dei um selinho.
—Sempre que você quiser iremos fazer novamente. E eu que agradeço. – Eu rebati. Anastásia sorriu e me deu mais um selinho. –Você é uma ótima submissa Anastásia, a melhor. – Eu acrescentei e Anastásia inevitavelmente corou.
—Obrigada. – Ela agradeceu.
—Aliás, onde você aprendeu a se controlar tão bem? – Eu perguntei realmente curioso.
—Eu não sei como consegui, eu acho que foi a vontade de querer sentir tudo o que você disse que poderia proporcionar. – Ela respondeu dando de ombros.
—E eu vou te proporcionar muito mais, você vai ver. – Eu rebati lhe roubando mais um selinho. -Espere um momento, eu vou pegar um roupão para você. – Eu disse me levantando de súbito e correndo para fora do quarto de jogos em direção ao seu quarto para pegar o seu próprio roupão, e logo em seguida passei no meu quarto para por o meu.
Voltei para o quarto e Ana se encontrava na mesma posição. Eu lhe entreguei o roupão e pedi para ela o vestir, ela o fez, e antes que pudesse dar um passo, eu a peguei no colo, ela arfou com a minha atitude.
—Eu acho que ainda posso andar. – Ela disse fazendo graça, eu ri.
—Eu sei baby, mas todo dominador que se preze carrega sua submissa depois de uma sessão de brincadeiras na sala de jogos. – Eu disse e Ana rio.
—Uau, eu estou me sentindo lisonjeada. – Ela disse e eu comecei a andar com ela em meu colo para fora do quarto de jogos.
—E vai se sentir sempre, pois eu sempre farei isso. – Eu declarei, Ana sorrio para mim, e eu acabei me perdendo olhando em seu belo sorriso. Ela encostou sua cabeça em meu ombro, mas sempre tomando cuidado para não encostar em meu peito, onde ela sabia que eu tinha problemas.
Andei com ela em meu colo, até chegarmos ao meu quarto, Anastásia uniu as sobrancelhas parecendo estar confusa.
—O que foi? – Eu perguntei.
—Por que está me levando para o seu quarto e não para o meu? – Ela perguntou.
—Por que é aqui que eu quero que você durma. – Eu respondi abrindo a porta sem dificuldade. Anastásia não era nem um pouco pesada.
—Eu vou dormir com você? – Ela perguntou.
—Sim. – Eu respondi.
Sempre. – Eu completei mentalmente.
A depositei em minha cama, e me deitei logo em seguida ao seu lado. A puxei para ficar mais perto de mim, ela se encostou levemente em meu peito, em um ponto até então tolerável e permitido. Ela não se aproximou mais que isso e eu agradeci por Anastásia compreender e respeitar o meu receio por toque.
—Não seria melhor tomarmos um banho? – Ela perguntou.
—Está muito bom aqui, vamos deixar o banho para mais tarde. – Eu respondi começando a cariciar seus cabelos. –Durma Ana. – Eu sussurrei em pedido e ela assentiu fechando os olhos.
Eu velei por alguns minutos o seu sono até me apagar no meu próprio.
Continua.
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