Cinquenta Tons Mais Intensos.

53 Uma volta do passado.


Notas iniciais
Eu sei! Eu sei! Eu demorei demais! Estou até envergonhada em voltar a postar depois do meu atraso com vocês. Me perdoem! Não irá mais acontecer. Boa Leitura ♥ ♥

Por Christian.

Já faz cerca de trinta minutos que estou acordado e não consigo parar de velar o sono de Anastásia.

Ela é incrivelmente linda enquanto dorme.

Suas feições ficam ainda mais rosadas e delicadas enquanto ela ressona baixinho e com tranquilidade em um mundo dos seus próprios sonhos. Ela me surpreendeu como sempre consegue surpreender.

O jeito que ela se entregou a mim e o jeito que conseguiu controlar o seu corpo em busca de prazer e em uma forma de querer prolongar as sensações me deixou totalmente abismado em sua capacidade de conseguir tudo o que quer.

Realmente Anastásia pode conseguir tudo o que quer, e eu não sou mais capaz de duvidar disso.

Eu nunca imaginei que ela exercesse um controle tão grande sobre ela mesma, como ela exerce no quarto de jogos.

Ela é inexperiente.

Muito inexperiente até tempos atrás ela era virgem.

Mas em meu quarto de jogos ela agiu como se fosse fácil fazer qualquer desafio que eu proporciona-se.

Em meu quarto de jogos ela agiu como uma submissa experiente, como se fazer aquilo não fosse nada para ela, como se ela já estivesse acostumada a se controlar e a obedecer sexualmente falando.

Ela me enlouqueceu naquele quarto, eu quase tive a sensação que ela iria me dominar.

Ri com esse pensamento.

Não seria uma má ideia.

Ela é perfeita em todos os sentidos. Onde ela estava esse tempo todo? Alias como eu consegui viver esse tempo todo sem ela?

Isso é um pouco preocupante.

Saber que Anastásia exala perfeição é preocupante, pois eu sei que eu não sou digno e nem merecedor dela.

Ela é boa demais para mim. Ela não faz ideia da própria sensualidade que tem.

Ela pode ter qualquer cara que quiser em um simples estalar de dedos, mas incrivelmente ela está aqui comigo.

Talvez não de forma muito direta, mas foi ela que escolheu estar aqui. Ela está aqui por vontade própria e isso me deixa satisfeito e com uma sensação de posse que vai além do limite.

Apenas o pensamento de que ela realmente é minha ronda a minha cabeça nesse instante.

E se ela é minha, ninguém irá tirá-la de mim.

{...}

—Você não pode mesmo ficar? – Eu perguntei sentindo a contradição e a ironia me tomar.

Sempre eram elas que me pediam para ficar, mas agora sou eu que estou pedindo para Anastásia ficar.

—Não dá Christian. Já é domingo e eu preciso tomar um bom banho e arrumar minhas coisas para o trabalho. – Ela respondeu fazendo um coque em seu cabelo. Alguns fios caíram por cima do seu rosto.

—Você pode arrumar suas coisas aqui. – Eu tentei revidar.

—Mas as minhas coisas não estão aqui. – Ela rebateu colocando seus pertences na bolsa média que ela tinha nas mãos.

Eu não queria que ela fosse embora. Eu não queria ficar sozinho.

—Bem que você podia morar aqui. – Eu disse dando de ombros como se não fosse nada de mais, mas no fundo eu queria que ela levasse essa ideia a sério, mesmo sabendo que ela não o faria.

Ana se limitou em apenas gargalhar.

—Christian não diga besteira. – Ela disse dando de ombros e fechando a sua bolsa.

—O que tem de besteira nisso? – Perguntei levemente incomodado com a sua resposta.

—Christian, no nosso contrato diz que eu só tenho que ficar nos finais de semana. – Ela respondeu com um tom meio ácido na voz.

—Mas e seu eu quiser mudar alguma clausula do contrato? – Eu perguntei rebatendo.

—Tarde demais para isso. – Ela respondeu dando um sorriso indecifrável. –Não vamos discutir sobre isso. – Ela disse indo em minha direção e me dando um selinho. –Eu tenho que ir. Até amanhã. – Ela se despede. Eu ainda estou na cama apenas de cueca, mas não me importo e me levanto.

—Eu te acompanho. – Eu digo pegando em sua mão. Anastásia ri, mas nada diz.

Andamos juntos de mãos dadas até o elevador. Eu somente de cueca. Gail quando me vê arregala os olhos e rapidamente se vira de costas para nós. Anastásia coloca a mão na frente da boca para disfarçar o riso, mas eu rio livremente do jeito que Gail agiu.

—Você fica incrivelmente sexy somente de cueca boxer no meio da sua sala. – Ela disse mordendo os lábios, eu me concentro em sua boca, a puxando para um beijo de despedida.

Minha língua lambe o seu lábio inferior fazendo-a gemer em minha boca e ela abre a sua boca em forma de rendição, para que eu possa explorá-la. Eu circulo a minha língua na sua e chupo a pontinha, adorando sentir o seu gosto em minha boca.

Dançamos juntos em perfeita sincronia. Suas mãos vão lentamente para o meu rosto, onde ela me toca com cuidado. Eu não sinto medo do seu toque ali, pelo contrário, eu sinto carinho e prazer.

Separamos o nosso beijo para podermos respirar, mas eu ainda fico a admirando com os seus olhos fechados e seus lábios avermelhados.

Ela abre os olhos lentamente, eles parece estarem mais azuis e brilhantes do que jamais vi.

—É tão bom ter você assim. – Ela sussurra com as costas encostadas na porta do elevador.

—É muito bom. – Eu concordei também sussurrando. Nossas testas encostadas uma na outra. –Amanhã eu irei te buscar. – Eu afirmei.

—Não precisa Christian. – Ana discordou, mas logo deu uma risada. –Do adianta eu falar. Você vai fazer mesmo assim. – Ela disse me fazendo sorrir.

—Parece que alguém já está me conhecendo de cor. – Eu fiz piada.

—Pode ter certeza que até o final, eu já saberei tudinho de você. – Ela disse me fazendo estreitar as sobrancelhas.

—Até o final de que? – Eu perguntei sem entender a sua frase.

—Até o final do contrato. – Ela respondeu simplesmente dando de ombros.

Eu então entendi o que ela quis dizer. O contrato iria acabar daqui a dois meses, já que um mês já havia se passado, e o nosso acordo foi de três meses.

—Você sabe que eu pretendo prolongar o contrato, não sabe? – Eu perguntei indo diretamente ao ponto.

Ana levantou as duas sobrancelhas.

—Pretende? – Ela perguntou com um meio sorriso nos lábios.

—Pretendo. – Eu respondi.

—Você quer prolongar o prazo para quanto? – Ela perguntou colocando as suas mãos em meus cabelos.

—Eu irei prolongar para tempo indeterminável. – Eu respondi.

Para sempre também é uma opção. – Completei mentalmente.

—Hm, mas se eu não quiser? – Ela sussurrou em meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha, me provocando.

—Bom, neste caso eu terei que te sequestrar e te trancafiar no meu quarto de jogos e fazer com que você sinta tanto prazer, mais tanto prazer, que não irá conseguir dizer outra palavra a não ser sim.— Eu respondi mordendo o seu pescoço, ela ofegou.

—Então eu acho que irei dizer não. – Ela respondeu rindo. Eu levantei seu queixo para cima, para poder encontrar a sua boca e tomá-la em um segundo beijo.

Um beijo mais calmo que os demais. Sua língua com calma acariciou a minha antes de explorar a minha boca e suas mãos delicadamente irem para o mesmo rosto com uma delicadeza sem igual ao tocá-lo de maneira dócil.

Nos separamos com as minhas mãos ainda nela.

—Até amanhã. – Ela sussurrou antes de entrar no elevador.

—Até amanhã Ana. – Eu me despedi dela vendo-a desaparecer na medida em que as portas do elevador iam se fechando.

Suspirei cansado e frustrado.

O meu restante de domingo ia ser tedioso sem ter Anastásia. Então eu ia aproveitar para descansar e dormir bastante, embora eu quisesse Ana para dormir ao meu lado.

O pensamento me faz sorrir. Nunca imaginei uma coisa dessas. Eu desejando dormir, somente dormir, ao lado de uma mulher.

Ana está mudando os meus conceitos.

{...}

Segunda finalmente chegou e eu acordei disposto e animado para o café da manhã. O que não passou despercebido para Gail.

Em menos de meia hora eu já estava pronto. Indo em direção ao prédio de Anastásia para buscá-la.

Ela não demorou muito em aparecer. Usando um vestido fechado na frente, que ia até os seus joelhos da cor preta. Ela usava meias três por quatro que me fez ter imaginações impróprias. E para completar botas de cano médio de salto alto.

Fodidamente sexy.

—Oi. – Ela me cumprimentou me dando um pequeno selinho. Eu estava em pé na porta do carro e lhe dei passagem para entrar.

—Olá. – Eu a cumprimentei de volta, entrando no carro e fechando a porta, sentindo o ar quente do carro nos envolver.

Taylor deu a partida e fomos para a empresa. Meus braços estavam em volta de Anastásia e ela me contava o quão tedioso foi o seu domingo. Eu ri do seu jeito de contar, e concordei plenamente com o fato de que domingos eram tediosos ainda mais quando estávamos sozinhos e sem nada para fazer.

O resto da viagem nós continuamos conversando mais sobre outros assuntos variados, era bom ter apenas um tempo para nós dois somente para conversar sobre amenidades sem importar com outras coisas.

Era outro modo divertido de se passar com Ana.

Quando chegamos à empresa, eu olhei para Anastásia com um olhar quase interrogativo, eu queria saber se ela iria querer nos assumir na empresa ou querer manter tudo ainda em silencio para que ninguém soubesse.

—Vamos? – Ela perguntou pronta para sair.

—Você vai querer entrar comigo de mãos dadas? – Eu perguntei com receio e hesitação em minha voz.

—Claro, por que não? – Ela questionou com um sorriso aberto. Eu não pude evitar sorrir ao ver que ela estava abrindo mão de sua privacidade na empresa para satisfazer um desejo meu.

Peguei seu rosto em minhas mãos e dei um casto selinho.

—Eu te agradeço muito por isso. Eu queria muito. – Eu disse com sinceridade. Eu poderia mostrar a todos que a Ana era minha. E eu duvido que depois disso, algum filho da puta ia dar em cima dela sabendo com quem ela está.

Ana rio.

—Vamos logo Senhor Grey, antes que eu me arrependa. – Ela disse fazendo piada.

Eu sorri para ela e saí do carro para poder dar passagem para ela.

Ela segurou a minha mão e eu pedi para Taylor estacionar dentro da garagem da empresa, ele assentiu e foi fazer o que foi ordenado.

Enquanto Ana e eu entramos na empresa de mãos dadas e eu com um sorriso no rosto.

Tive o prazer de ver todos os filhos da puta daquela empresa olhar pra nós de boca aberta e olhar derrotado. Foi a maior satisfação para mim.

Minha! Saia praticamente como um rosnado por meus lábios.

Fiz questão de cumprimentar e dar bom dia a todos por quem eu passava, o estranhamente que não era comum para mim. Que sempre passava reto sem cumprimentar ninguém.

—Por que está com esse sorriso idiota no rosto? – Perguntou Ana.

—Por que agora todos os homens dessa empresa estão vendo a quem você pertence, e nenhum deles vai ter a coragem de chegar perto de você, sabendo que eu sou seu namorado. – Eu respondi com orgulho.

Ana me deu um tapa leve no braço.

—Você e a sua possessão sem limites.— Ela disse, mas não parecia estar com raiva ou zangada comigo.

—É inevitável baby. – Eu sussurrei a segurando pela cintura quando chegamos ao elevador.

—Mas quer saber de uma coisa? – Ela perguntou sem me dar tempo de lhe dar uma resposta. –Eu também estou muito feliz em poder esfregar na cara de todas essas mulheres que você é meu, só meu! Principalmente na cara daquela Olivia. – Disse Anastásia com cara feia e ciúmes refletido em seus olhos.

—Eu adoro quando você está com ciúmes. – Eu deixei escapar.

—Hei. – Ela disse em protesto. –Eu não estou com ciúmes. – Ela negou fazendo biquinho.

—Rá- rá, você pensa que me engana senhorita Steele. – Eu disse a apertando na cintura com força.

—Eu não penso senhor Grey. Eu tenho certeza. – Anastásia declarou com convicção que me fez gargalhar por sua ousadia.

{...}

—Eu vou buscar um café para nós. – Avisou Anastásia se levantando da sua mesa depois de duas horas seguidas de trabalho.

Ok baby.— Eu disse vendo-a sair da sala e me lançar um beijo.

O telefone tocou logo em seguida.

—Grey. – Atendi com o meu tom seco de sempre.

—Senhor Grey, a senhora Grey está na sua espera na linha dois. – Avisou Andrea.

—Ok Andrea, eu irei atender. – Eu avisei me deslocando para a linha dois. –Alô? –

—Christian?! Oi filho, sou eu. – Se apresentou minha mãe e eu ri.

—Eu sei mãe. – Eu disse ainda rindo. –Que animação. – Eu comentei.

—Oh filho, faz tempo que você não da noticias, eu fiquei preocupada. – Ela disse parecendo magoada.

—Me perdoe mãe. Eu estava resolvendo a minha vida. – Eu falei com sinceridade.

—Você quer dizer a sua relação com Anastásia? – Ela perguntou com evidente sorriso.

—Nós estamos juntos mãe, mais forte do que nunca. – Eu respondi e pude ouvir minha mãe ofegar.

—Você não sabe como eu fico feliz em ouvir isso Christian. Era o que eu mais queria. – Ela disse com animação exposta em sua voz.

—Eu estou feliz mãe. – Revelei. –E eu fico feliz em saber que a senhora também está. – Acrescentei.

—Acredite meu filho, isso me enche de felicidade. – Ela disse. –Mas eu liguei para você, para convidá-lo e também claro convidar Anastásia para a festa de vinte anos de casados que seu pai e eu iremos fazer. – Disse minha mãe com histeria na voz.

Minha mãe e meu pai irão completar vinte anos de casados, um marco na vida de qualquer casal.

Me peguei pensando em quando fosse completar um ano de namoro com Ana.

—Quando será? – Eu perguntei.

—Nessa sexta ás nove horas querido. – Ela respondeu.

—Pode ter certeza que nós iremos mãe. – Eu confirmei sentindo ela se alegrar do outro lado da linha.

—Ah isso é maravilhoso. – Ela disse com um alto suspiro. –Eu irei falar com minha e iremos passar a semana organizando. – Ela disse e eu não pude evitar franzir o nariz ao escutar o nome de Mia.

Eu não entendo essa raiva que ela sente de mim.

—Eu creio que ficara tudo maravilhoso como sempre. – Eu disse cordial. –Tenho que desligar mãe. Até sexta. – Me despedi.

—Até sexta, filho. – Ela disse encerrando a ligação.

Minutos depois Ana voltou com os cafés nas mãos e depositou o meu sobre a minha mesa com delicadeza.

—Está do jeito que você gosta. – Ela disse com um sorriso. –Amargo e quente quase como você. – Ela disse com malicia na voz.

Minhas sobrancelhas se estreitaram em duvida.

—Quase como eu? – Eu perguntei.

—É. – Ela disse dando de ombros. –Você é quente, e quase amargo, mas na verdade eu diria que você é doce. Muito doce. – Ela mordeu aos lábios ao completar a frase.

Não resisti e a puxei para mim. Mordendo o seu queixo, Ana gemeu.

—Minha mãe ligou e nos convidou para a festa de vinte anos de casado que ela irá dar com o meu pai. – Eu avisei indo direto ao ponto.

—Oh, vinte anos? Isso é bastante tempo. – Ana disse surpresa.

—Comigo pretende mais? – Deixei escapar sem querer. Ana corou. –É brincadeira. – Eu disse dando de ombros querendo parecer não dar importância para que eu havia dito.

Ela se inclinou me dando um rápido selinho. E voltou para a sua mesa.

—Quando será a festa? – Ela perguntou mudando de assunto.

—Na sexta ás noves horas da noite. – Eu respondi.

—Tudo bem. Estaremos lá. – Ela disse sorrindo para mim e eu retribui voltando para o meu trabalho.

Mas com o pensamento de que muitas coisas iriam acontecer nessa festa. Eu não sabia o porquê, mas eu tinha essa sensação.

{...}

Continuamos a trabalhar em silencio, cada um entretido em suas próprias funções. Eu estava lendo um contrato que poderíamos fechar em cerca de noventa e quatro milhões de dólares.

O investimento era bom e o negociador era um homem de confiança, já que eu sempre fazia uma busca detalhada de todos os homens nos quais eu trabalhava e fechava negocio.

De repente a porta da nossa sala se abriu com certa brusquidão e a mulher loira com uma aparência um pouco cansada que eu não via há tempos, entrou como se estivesse em uma passarela, esquecendo que era somente uma empresa, usando saltos excessivamente altos.

—Oh meu menino, quanto tempo nós não nos vemos. –Disse Elena retirando os seus grandes óculos escuros que cobriam os seus olhos.

Continua.

Notas finais
Elena apareceu! E agora?! Comentem! Recomendem! ❤ ❤ ❤ e Favoritem! Beijos e até a próxima.