Cinquenta Tons Mais Intensos.
17 Uma relação, é o que temos?
Notas iniciais
Por Christian.
Meus lábios se moviam com frenética nos lábios de Anastásia, ela agarrava os meus cabelos com força os puxando fazendo com que eu senti-se a ardência do meu coro cabeludo se formando, mas eu não iria parar, por nada nesse mundo eu iria parar de beijar Anastásia para qualquer outra coisa, eu agarrei seus quadris fazendo ela ficar de pé para facilitar o nosso beijo, a intensidade dos nossos lábios aumentaram, e ela colou o corpo no meu, e eu agarrei seu bumbum, fazendo Anastásia soltar um alto gemido, isso aumentou ainda mais minha libido e meu desejo, eu só queria arrancar a sua roupa e fodê-la aqui mesmo, naquele sofá, mas eu ainda tinha um pouco do meu lado consciente que avisava como aquilo era errado.
Sua língua e a minha dançavam em um tango eletrizante, fazendo com que ambos sentissem o gosto um do outro, nenhum ali explorava a boca de ninguém, apenas acariciarmos as nossas línguas, eu também puxei os seus cabelos, mas sem força bruta, apenas com força leve, para não machucá-la, eu esfregava a minha ereção em sua barriga, Anastásia quando a sentiu se afastou de leve, e eu estranhei talvez ela esteja com medo de nós estarmos indo rápido demais, eu não queria me separar e me afastar dela, mas os meus pulmões precisavam de ar.
Nos afastamos ofegantes, meus lábios estavam como os de Ana, vermelhos e um pouco inchados , ela olhava para mim com o peito arfante, e com os olhos brilhando ainda de desejo, sim, ela me desejava, eu só precisava saber se ela me desejava no mesmo nível de intensidade que eu, mas isso em breve eu saberei.
–Me desculpe. – Eu sussurrei mesmo não querendo me desculpar.
–Realmente, você tem que pedir desculpas. – Ela diz, e meu rosto se desmorona, como eu havia previsto ela não gostou, deve ter achado que era errado nós termos feito isso aqui na empresa. –Você tem que pedir desculpas por ter parado. – Ela acrescenta e eu a olho com um meio sorriso em meus lábios, ela está sempre me surpreendendo.
Então ela não acha o que fizemos foi errado? Mas como não? Não imaginava que Anastásia reagiria assim, ela sempre foi reservada, e agora está mudando a forma de agir perto de mim, eu ainda sinto um pouco de sua frieza e resistência, mas não como antes, agora ela está sendo mais receptiva e aberta, o que eu agradeço, mas o que aconteceu para ela mudar assim?
–Anastásia você não sabe como eu estou feliz em escutar isso de você, mas eu ainda não consigo entender o porquê de você estar mais solta comigo, não que eu não esteja gostando, pelo contrário, eu estou realmente satisfeito e feliz que você esteja se soltando em relação á nós dois. – Eu digo praticamente fazendo um discurso que agora percebo que foi exagerado.
–Christian eu apenas cansei de negar algo que eu sinto por você, e como assim em relação á nós dois? Nós temos algo? – Ela pergunta e três pensamentos rondam a minha cabeça.
Primeiro, ela não quer negar o que sente por mim, o que ela sente por mim? Desejo? Talvez.
Segundo, ela não sabe o que tem em relação á nós dois? Como assim? Não está obvio para ela como está para mim que ela é minha?
E terceiro, se nós temos algo? É claro que temos, ela só precisa descobrir que o nosso tipo de relacionamento será um pouco diferente dos outros relacionamentos, mas isso não muda o fato que nós iremos ter algo, e que se eu quiser, eu vou coloca-lá perante a sociedade como minha namorada oficial, eu posso muito bem fazer isso, e mostrar ao mundo todo que ela é minha, mas nessa questão eu ainda terei que pensar seriamente, pois eu nunca namorei qualquer pessoa, então á chance de fazer alguma merda em um relacionamento é alto e a última coisa que quero e magoar Anastásia, se eu mago-lá eu jamais me perdoaria.
–Antes me responda Anastásia, o que você sente por mim? – Eu pergunto sentindo um pouco de emoção controlar a minha voz.
–Desejo. – Ela respondeu em um sussurro, que se eu não estivesse perto suficiente eu não poderia ouvir. Sua resposta fez com que eu me senti-se o homem mais sortudo dessa merda de terra, ela realmente me quer como eu a quero, ela me deseja, e eu a desejo também com todas as minhas forças. –E você Christian, o que você quis dizer com “relacionamento á nós dois?” – Ela pergunta fazendo aspas com as mãos.
–No que nós vivemos agora, afinal nós estamos teoricamente juntos, não é? Bom Ana, você me deseja, e eu também te desejo. – Eu digo confessando e escuto ela ofegar, eu queria ter dito essa frase de uma maneira mais firme e forte, eu sentia que não estava tão confiante, eu queria que estivéssemos juntos, mas não sei iniciar isso, sem ser do meu jeito.
–Christian, nós não estamos juntos, nós não temos algo, não existe esse “nós dois”. – Ela diz e meu queixo cai, ela não pode estar se tornando novamente á Ana fria, pode? Como assim? Nós nos beijamos ontem, e hoje e agora ela quer dizer que não temos nada? Será que eu vou ter que gritar para ela e para todos dessa empresa ouvirem, que ela é minha?
–Anastásia. – Eu digo seu nome tentando transmitir calma e paciência, eu vejo ela estremecer, é bom que ela saiba que seu nome tem efeito sobre mim. –Eu quero você e já deixei bem claro, então não há necessidade de complicarmos, vamos ficar juntos. – Eu digo afirmando.
–Primeiro Christian, nós não temos nada para ficarmos juntos, então não sei do que você está falando. – Ela diz, e eu sinto meu sangue ferver, eu posso explodir á qualquer momento.
–Porra Ana! – Eu grito. –Entenda, eu te quero como jamais quis ninguém, porque você está complicando?! – Eu pergunto passando as mãos sobre os meus cabelos.
–Eu não estou complicando nada Christian! – Ela se defende também elevando á voz. –Acontece que foi você mesmo que disse que seus relacionamentos são diferentes, eu só quero saber o que você diz com isso! – Ela se explica e eu finalmente entendo aonde ela quer chegar.
Ela realmente me quer, e eu a quero, ela quer ficar comigo, assim como eu quero ficar com ela, mas ela não pode me dar uma resposta concreta sem antes saber sobre o meu modo de relacionamento diferente, e eu estou forçando ela á algo que ela não pode e nem tem como me dar uma resposta, de repente me sinto um burro e ignorante, é lógico que ela não pode aceitar algo sem antes saber do que se trata, e eu já tentando forçá-la á ser minha e ficarmos juntos, eu passo as mãos pelos meus cabelos e sinto vontade de me bater.
–Me desculpe Ana, eu realmente não posso te cobrar nada e nenhuma resposta sem antes de explicar como são meus relacionamentos. – Eu digo me desculpando e ela olha para baixo entrelaçando as suas próprias mãos.
–Christian eu não estou agüentando mais, eu não sei se vou conseguir esperar até esse jantar de hoje á noite para esclarecer as coisas, eu queria poder saber agora. – Ana diz, e eu caminho até ela, pegando as suas mãos entrelaçadas e entrelaçando nas minhas, ela levanta a cabeça e olha para mim, os dois grandes olhos azuis curiosos e confusos, meu Deus, como eu quero beijá-la.
–Anastásia, confie em mim, esse não é o momento e muito menos local apropriados para a conversa que iremos ter, eu quero conversar com você com calma para que você não corra dos meus braços na primeira oportunidade que tiver. – Eu digo com sinceridade, e ela ao contrário do que eu penso, não sorri.
–Porque eu correria o que você poderia fazer ou falar que eu faria tais atos? – Ela pergunta me pegando totalmente desprevenido.
–Baby eu não posso mesmo dizer, eu quero apenas falar sobre isso no jantar. – Eu respondo, mas sem dar uma resposta objetiva para ela, e ela arqueia a sobrancelha.
–Christian, você me deixa confusa, eu realmente não sei o que pensar sobre esse jantar. – Ela diz.
–Não há o que pensar Ana, eu só peço que tenha calma e paciência, por favor, vamos deixar esses assuntos para o jantar de hoje á noite? – Eu pergunto, e eu a sinto remexer em suas pernas desconfortavelmente.
–Tudo bem Christian, apenas não me confunda. – Ela diz.
–Eu vou tentar baby, eu vou tentar. – Eu digo me aproximando dela e a beijando, só que dessa vez na testa.
{...}
Depois de todo aquele “esclarecimento” em minha sala, Anastásia e eu trabalhamos normalmente, bom, quer dizer, pelo menos ela, pois eu só conseguia espioná-la pelo canto do olho e tentar decifrar o que estaria passando em sua mente, por meio de suas expressões, mas Ana estava séria demais, e eu senti medo disso, não medo dela, e sim medo de perde-la, medo que ela não aceite o que eu vou propor para ela.
Talvez o meu mundo, seja obscuro demais para Anastásia entrar nele, mas o que eu podia fazer se sem ela eu não iria conseguir seguir em frente.
Por Anastásia.
Christian como sempre fazia me dispensou do trabalho para mim ir para casa mais cedo para me arrumar para o nosso jantar.
Jantar.
Eu nunca fiquei tão nervosa para um jantar, para começar, eu não fazia a menor idéia do que iríamos falar, quer dizer, eu sabia do básico, que era os relacionamentos diferentes de Christian e o que nós iríamos ter, o que eu não fazia a menor idéia, ele estava me confundindo muito, eu estou perdida, não sei o que fazer, o que pensar, o que agir, eu nunca fui assim, eu deveria dar um fora nele, cortar ele, parar com toda essa loucura, mas eu não conseguia, eu iria nesse jantar sim, mas se eu não quiser nada do que ele me propor sobre os seus relacionamentos diferentes, eu vou ser clara e direta, e dizer não.
{...}
Entro em meu apartamento, passo direto por Sushi e corro para meu quarto, achar algo de apresentável para mim vestir nesse jantar, o que vai ser muito difícil, já que minhas roupas não são tão sociais.
Depois de certo trabalho eu consegui achar um antigo vestido cinza meu, que ganhei de Carla, minha mãe, ele parecia apropriado e bonito para um jantar, combinando com meus sapatos pretos, sorri satisfeita, havia algo que preste em meu armário.
(Link do Vestido nas notas finais, o cabelo que aparecerá na foto também será o mesmo usado no jantar).
Organizei minha roupa e fui tomar um bom banho, pensando em toda a confusão que estava em minha cabeça.
Algum Tempo Depois...
Eu já estava pronta, o vestido cinza com os meus sapatos pretos haviam feito uma bela combinação que eu não esperava, deixei meus cabelos soltos naturais que caiam levemente em ondas. Olhei para o relógio e vi que eu estava adiantada demais, faltava ainda cerca de dez á cinco minutos para Christian chegar, á não ser a claro que ele também se adianta-se.
Minhas mãos estão suando, meus pés bambos, minha garganta seca, eu estava muito mais que nervosa, pois não era somente um jantar de negócios para a empresa, e sim um jantar para Christian e eu discutirmos o que nós afinal tínhamos, e claro para ele me explicar essa história de relacionamentos diferentes.
A campainha toca e eu me levanto em um salto.
Christian Grey chegou.
Por Christian.
É ridículo. – Eu pensava comigo mesmo.
É ridículo um cara da minha idade que já teve muitas submissas, estar nervoso por causa de um simples jantar, mas não, não era um simples jantar.
Era um jantar com Anastásia.
E isso muda tudo, eu sentia, meu coração de pedra avisava que ela iria me largar, não iria me aceitar, iria fugir de mim e me chamar de louco, e meu coração no final iria rir de mim assistindo tudo de camarote. Meu Deus, que merda estou falando? Depois que conheci Anastásia eu fiquei muito sentimental, e eu não gosto tanto disso, eu tenho que parar com isso.
Limpei minha garganta e arrumei minha gravata, antes de tocar a campainha de Anastásia, que não demorou muito para a porta se abrir, e ali aparecer uma Anastásia mais linda que se pode imaginar, ela usava um vestido cinza que dava contraste com sua pele branca como porcelana, e fazia uma excelente combinação com a minha gravata cinza, que eu havia separado especificamente para esse dia, que eu nem sabia que iria acontecer.
Os cabelos de Anastásia estavam soltos caindo em leves ondas, a sua maquiagem leve dos olhos, e dando atenção na boca, me fez salivar, eu queria novamente poder beija — lá, mas não seria algo apropriado para agora, não iria querer ser o causador por borrar o seu batom, mas só eu poderia ser esse causador.
–Boa noite Anastásia, permita-se dizer, mas você está linda. –Eu digo e ela dá um meio sorriso.
–Obrigada Christian, você também está. – Ela diz, e eu ofereço minha mão para ela, antes que ela agarre meu braço, eu não iria querer dar nenhum ataque se ela encosta-se em mim, e teria que agir como uma pessoa normal, e deixar meu passado fodido para lá, mas nessa noite eu iria mostrar o contrato á ela, e irá descobrir que toque, é um limite rígido para mim.
{...}
O caminho para o jantar foi calmo, rápido e sem conversas, ficamos ambos calados, eu sentia que precisava falar algo, mas não tinha coragem de começar qualquer assunto ali no carro.
Assim que o carro parou, Taylor desceu do carro e abriu a porta para mim e Anastásia.
–Onde estamos? – Perguntou Anastásia fazendo aquele silencio se evaporar.
–No escala, o apartamento onde eu moro. – Eu respondo e ela para de andar e eu arqueio minhas sobrancelhas. –O que foi? – Eu pergunto.
–Você me disse que iríamos jantar, mas não me falou que era no seu apartamento. – Ela diz quase me repreendendo, eu tenho vontade de rir por ver seu claro nervosismo, mesmo eu estando também nervoso, eu consigo esconder o meu.
–Bom, mas é praticamente o mesmo, e fique tranqüila Anastásia, eu não farei nada o que você não queira. – Eu digo deixando claro, talvez ela ache que eu sou um maníaco que posso estuprá-la á qualquer momento.
–Eu sei que você não fará Christian. – Ela diz e eu sorrio, ela aos poucos ela vai confiar em mim.
–E então, qual é o seu medo? – Eu pergunto.
–Meu medo é querer que você faça. – Ela responde, e eu posso sentir que hoje, algo entre nós, está prestes a mudar.
Continua.
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