Cinquenta Tons Mais Intensos.
2 Uma morena dos olhos azuis.
Notas iniciais
Por Autora.
Christian Trevelyan Grey com vinte e oito anos de idade e um grande império para comandar, cinqüenta empresas espalhadas por todo o mundo e uma fortuna acumulada em 22 á 24 bilhões de dólares, famoso por sua arrogância e sua forma cinza de ver o mundo com seu nada bom coração, ou até mesmo que não tem coração como muitos dizem o que para Christian não deixa de ser uma grande verdade, o próprio se considera um coração de pedra que nunca foi capaz de amar, sem namorada, noiva ou esposa, sempre foi sozinho na vida e com gostos sexuais peculiares e diferentes, só ama a sua família, não ama nem á si mesmo. Afinal como Christian diz “Amor é para os fracos e tolos”.
Carrick Grey e Grace Grey pais de Christian o adotaram quando ainda era uma criança o tirando do mundo das drogas, prostitutas e seus cafetões que o batiam e maltratavam Christian desde então viveu sempre sendo paparicado e com luxo e mordomia, mas ele não foi um adolescente fácil de controlar, Carrick e Grace que digam, toda semana uns dos dois tinham que ir ao colégio para resolver os problemas que Christian causava, brigavam com os garotos maiores por motivos insignificantes e desrespeitava os professores, foi expulso de dois colégios e com dezesseis anos começou a ficar mais tranqüilo e parar de arranjar encrenca por onde passava.
Seus irmãos eram o oposto de Christian, Elliot era também um pouco briguento, mas apenas quando bebia de mais, já na questão das mulheres saia pegando todas, sempre sem compromisso, deixando claro que não era a sua intenção um compromisso sério, um ano mais novo que Christian faz faculdade de administração e trabalha na empresa e Christian como sócio majoritário e acaba de começar um relacionamento sério com Katherine Kavanagh, garçonete na Starbucks, já levou ela para jantar em sua casa, mas Christian não compareceu ao jantar por já ter um compromisso em outro evento, e Christian também nunca fez questão de conhecer a namorada do seu irmão.
Mia sua outra irmã, é quatro anos mais nova que Christian, é a caçula da família, faz faculdade de moda, é solteira e muito raramente visita Christian, somente quando está passando por perto da empresa ela decidi parar para vê-lo, Mia nunca foi chegada em Christian, na verdade entre Elliot e Christian, Mia sempre preferiu Elliot que sempre estava junto á família e dava atenção á ela, Christian quando ia á casa dos seus pais, apenas cumprimentava de leve Mia e fazia poucas nunca se preocupou em perguntar além do básico, Mia até tentou se aproximar de Christian perguntando sobre a sua vida, mas ele sempre mudava de assunto, não gostava de falar sobre a sua vida pessoal.
Não que Christian não gostasse da irmã, apenas não tinha tempo e nem paciência, tempo Christian nunca tinham, comandar cinqüenta empresas espalhadas pelo mundo trabalhando de segunda á segunda não é fácil, e a paciência se perde com tanto stress que Christian tem na cabeça.
Christian quase nunca visita seus pais, muito raro aparece, só em ocasiões muito especiais como aniversários, ação de graças e natal. Christian mora no Escala sozinho, só divide o apartamento com Gail sua governanta e empregada e com sua submissa da vez, mas agora Christian está sem submissa. Sua última foi Leila, mas a mesma já estava se apaixonando por Christian e então ele a logo despachou, se uma coisa que Christian deixava bem claro para as suas submissas é que elas não podem de forma alguma se apaixonar por ele, isso é fora da regra, elas apenas serviam para foder, jamais para amar, Christian Grey não ama, e jamais vai amar, e está muito bem do jeito que leva a sua vida.
Quem apresentou a vida de BDSM foi Elena uma amiga de Christian, ele tinha apenas quinze anos quando teve sua primeira relação sexual com uma mulher com o dobro da sua idade e amiga da sua mãe, ela foi à primeira á mostrar á Christian como satisfazer uma mulher na cama e ele a agradece eternamente por isso, ela foi a primeira mostrar ás luxurias e prazer do sexo, de uma forma diferente, ele sentia prazer quando ela batia nele, e agora Christian sente prazer quando bate em uma mulher amarrada e amordaçada na hora do sexo, sexo tradicional Christian nunca fez, pois sempre achou ser algo chato e sem graça, para ele com brinquedos e cordas eram bem mais excitantes, Christian ama o sadomasoquismo, dor e prazer para ele eram duas coisas que andavam juntas.
Á um mês Christian estava sonhando com á morena dos olhos azuis, ah a sua morena dos olhos azuis, ele á viu pela primeira vez andando no meio da multidão e entrando na Starbucks na frente da sua empresa, ele se lembra como se fosse ontem a primeira vez que a viu, a primeira vez que sentiu um desejo jamais sentindo quando viu qualquer outra mulher.
Por Christian.
Flash Back On.
Eu estava puto da vida por ter perdido um negócio importante, por causa da incompetência de certos funcionários não gostaram da nossa idéia e não fecharam negócio, e não fechar negócio com a minha empresa me deixa puto e furioso e tudo piora ainda mais quando você está á mais de três meses sem sexo.
Entrei em minha sala já tirando o paletó e a gravata, elas pareciam que estavam me sufocando, e estava um bendito calor em Seattle, levantei e peguei um copo de Whisky e fui até as grandes janelas de vidro observava o transito barulhento e mutuado, as pessoas andavam apressadamente, o sinal ficou verde fazendo os pedestres de um lado para o outro andar, e então no meio daquela multidão de confusão com pessoas andando com pressa, empurrando umas e as outras, eu á vi.
Linda, completamente e inteiramente linda, no meio da multidão ela se destacava, ela não estava andando apressadamente e empurrando as pessoas, ao contrário, ela andava com calma e com passos leves, sua boca se abria e fechava como se estivesse cantando algo, o que certamente estava já que tinha fones no ouvido.
Ela tinha pele clara, olhos azuis elétricos e expressivos, cabelos cor castanhos escuros e uma boca vermelha natural perfeitamente desenhada, ela usava uma calça jeans preta e uma blusa de mangas compridas gola V e eu via perfeitamente bem as curvas generosas que ela possuía.
Ela era perfeita. Perfeita para mim.
Senti minha calça se apertar e vi o quanto excitado eu estava, e isso nunca tinha acontecido comigo, eu nunca havia me excitado com uma mulher sem estar amarrada, e agora eu me encontrava com um puto de um prazer de tê-la, e me fundir á ela.
Acompanhei seus passos vendo-a entrar na Starbucks na frente da minha empresa, no mesmo dia só que de noite eu á vi sair da Starbucks, comprovado o que eu já estava desconfiado, ela trabalhava lá.
Eu a vi sair da Starbucks e de despedir de uma garota loira, e então á bela morena dos olhos azuis começou a caminhar na direção leste da rua, sumindo da minha visão.
Neste dia, a bela morena dos olhos azuis, se tornou a minha pequena obsessão.
Flash Back Off.
E depois desse dia, ela invadiu os meus sonhos, e não havia um dia sequer que eu não sonhava com ela, na minha cama amarrada, ou em meu quarto de jogos, enquanto eu a fodia com força, eu queria poder me aliviar, mas nenhuma outra mulher seria capaz de me satisfazer como a bela morena dos olhos azuis não saindo da minha mente, á mais de um mês que eu via a bela morena dos olhos azuis e nada fazia, não tomava iniciativa de ir até a Starbucks e vê-la de frente á frente e conversar com ela.
Gemi de frustração por minha covardia, e levantei da cama indo na direção do banheiro fazer algo que jamais pensei que um dia voltaria a fazer.
Me masturbei como um adolescente em plena puberdade, me masturbei no banheiro gemendo alto e tento cenas eróticas com a morena dos olhos azuis, gozei como nunca havia feito, cheguei ao meu limite gemendo “Ah minha morena...minha” e foi então que percebi que deveria fazer algo.
Então decidi que amanhã iria finalmente falar com a bela morena dos olhos azuis.
{...}
Acordei de manhã animado, pois já havia decido que iria falar com a morena dos olhos azuis, iria vê-la finalmente de frente á frente depois de um mês a observando pela janela e tendo sonhos nada decentes. Eram onze horas ainda quando olhei para o relógio, o tempo hoje não estava ao meu favor.
{...}
Lá novamente estava eu na frente da janela procurando-a passar, já eram duas horas e dois minutos e ela ainda não havia passado, o sinal ficou verde para os pedestres e lá estava eu como um louco a sua procura, e novamente estava ela se destacando na “passarela” da rua.
Dessa vez estava com uma saia rodada, que ia até o meio das suas coxas na cor preta, e uma blusa de mangas brancas, com sua inseparável mochila preta, e sapatilhas da mesma cor. Olhei para seu rosto, que mesmo de longe é perfeito. E novamente senti minha calça se apertar, eu já estava excitado.
Ela estava com a feição meio cansada, como se não houvesse dormido muito bem na noite passada além de parecer um pouco triste, o que me fez ficar preocupado, eu adoraria que ela já fosse minha, e assim eu poderia cuidar dela, e protegê-la. Ela andou como sempre com passos leves e calmos, um cara de terno e gravata com o celular na mão e andando com pressa acabou esbarrando nela, a fazendo-a perder o equilíbrio e cair, e isso me enfureceu, ela poderia ter se machucado, isso se não se machucou, o filho da puta não se preocupou em parar, continuou andando sem ao menos olhar para trás, deixando ela caída de bunda no chão, uma moça que vinha trás da morena ajudou ela levantar, a morena dos olhos azuis deu um maravilhoso sorriso e agradeceu, continuando á caminhar para a Starbucks só que agora com passos rápidos e pesados, como se quisesse o mais rápido sair no meio de tanta gente. Ela entrou na Starbucks e eu a perdi de vista.
Suspirei um pouco derrotado e sentei em minha cadeira passando as mãos sobre meus cabelos em um ato nervoso, eu estava em um dilema de ir até lá, ou não ir. Eu podia ver por seus olhos azuis expressivos que ela não estava em um bom dia, mas eu queria tanto vê-la perto de mim, e conhecê-la depois de meses a espionando, claro que eu chegaria aos poucos nela e com calma para não assustá-la, afinal não posso chegar para ela dizer que eu a desejo desde momento que a vi pela primeira vez e que gostaria muito que fosse a minha submissa, claro que não.
Para tê-la como minha eu teria que ir com calma e delicadeza, e eu esperaria o tempo que for para fazê-la minha, a morena dos olhos azuis é a mulher mais desejosa que já conheci em toda a minha, e eu não deixaria escapá-la. Ela era boa demais para escapar.
Levantei da cadeira e peguei meu paletó, mandei Andrea desmarcar os compromissos que eu tinha, e fui decidido em direção da Starbucks para ver a morena dos olhos azuis.
Assim que cheguei lá embaixo Taylor já me esperava, mas eu o dispensei, e disse que não precisaria, pois para onde iria poderia ir á pé, dispensei meus seguranças também, a ultima coisa que eu queria era entrar na Starbucks com dois brutamontes no meu lado, isso seria um tanto quanto constrangedor pela primeira vez que veria a morena dos olhos azuis.
Comecei a andar até a Starbucks e parei na faixa esperando o sinal dos pedestres ficar verde, em poucos segundos a faixa ficou verde e eu atravessei assim como a morena de forma calma, parei bruscamente quando percebi que já estava na frente da Starbucks, respirei profundamente contando mentalmente até dez, e entrei no estabelecimento.
Assim que já estava lá dentro do local climatizado senti o cheiro delicioso de Cupcake. Fui me virar para ir até o balcão e acabei me esbarrando em alguém, antes que a pessoa se desequilibrasse e caísse eu segurei o pequeno corpo pela cintura, sentindo o calor emanar entre os nossos corpos, um choque percorreu em meu corpo, e olhei para o rosto da desastrada. E minha boca se abriu ao ver que era ela.
A minha morena dos olhos azuis.
Continua.
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