Cinquenta Tons Mais Intensos.
56 Uma história intrigante.
Notas iniciais
Por Christian.
—Elena você tinha que ter me avisado que viria antes de aparecer aqui sem avisar e eu tenho compromissos sérios e reuniões importantes, eu não posso parar tudo que faço para te atender. – Eu a repreendi me sentando novamente em minha cadeira e voltando os meus olhos para o papel na minha frente terminando-o de assiná-lo.
—Oh me desculpe meu menino. – Ela disse retórica se sentando na cadeira da minha frente com um sorriso avistável dos lábios. –Eu estava com saudades de você, e faz muito tempo que nós não saímos para almoçar, jantar ou somente beber um drink como velhos amigos. – Ela se explicou dando de ombros.
—Eu estive muito ocupado. – Eu disse dando minha melhor desculpa, porém não era totalmente uma desculpa. –Perdoe-me. – Eu disse gentilmente. -Eu estou com muitas reuniões agendadas e compromissos importes para comparecer, eu não estou tendo muito tempo. – Eu acrescentei ainda com os meus olhos nos papéis que tinha que assinar.
—Mas vejo que tem tempo para novas submissas. – Ela disse com um tom neutro. –Eu fiquei extremamente surpresa em descobrir somente agora que a sua submissa é a sua secretária e a sua namorada ao mesmo tempo. – Ela disse como se estivesse impressionada. –Como aconteceu tudo isso? – Ela perguntou sutilmente.
—Fazia muito tempo que eu estava interessado nela. – Eu comecei me lembrando de cada detalhe que nós passamos juntos. –Ela trabalhava de garçonete em uma Starbucks na frente da minha empresa, eu comecei a frequentar o lugar todo dia para vê-la. – Eu disse quando um sorriso brotou em mim. –Um dia eu tive a oportunidade de conversar com ela, e acabei me precipitando e a convidei para sair, ela não aceitou e me rejeitou com veemência. – Eu disse rindo comigo mesmo das “patadas” que havia ganhado de Anastásia. –Então um dia ela foi demitida do seu trabalho, e como ela faz faculdade de administração e precisava de emprego, eu ofereci um cargo de assistente pessoal aqui em minha empresa, ela primeiramente recusou, porém depois de muita insistência da minha parte, ela acabou aceitando. – Eu finalizei minha explicação ocultando algumas informações cruciais.
—Uau que história intrigante. – Ela disse de forma colocada. –Vocês dois já tinham algo quando ela começou a trabalhar aqui? – Perguntou Elena.
—Não. – Eu respondi simplesmente, sem acrescentar nada a mais.
—Mas você a desejava? – Ela perguntou.
—Sim. Muito. – Eu respondi rapidamente.
—Ela sabia do seu desejo por ela? – Ela perguntou enrolando uma mecha do seu cabelo loiro em seu dedo.
—Sim, porém me rejeitava. – Eu respondi e Elena deu uma risada abafada.
—Como você conseguiu transformá-la em sua submissa? – Ela perguntou.
—Eu fui indo aos poucos, eu sabia que ela não era do nosso estilo e sabia também que deveria ser inexperiente, por isso eu fui sempre aos poucos. Até que um dia a convidei para jantar e ela aceitou. E foi nesse jantar que eu contei sobre o que eu queria dela. – Eu respondi.
—E como ela agiu? – Elena perguntou parecendo curiosa demais com a conversa.
—Ficou assustada e iria embora, disse que sabia o que o nosso estilo de vida significava e que não iria querer fazer parte. – Eu respondo me lembrando daquele momento que não foi nada bom. Foi o dia que Anastásia tentou me empurrar colocando as mãos em meu peito e eu acabei mostrando á ela minha maior insegurança, porém Elena não precisa saber disso. –Quando ela disse que iria embora eu não gostei e acabei me apavorando, pedindo para que ela ficasse eu fiquei tentando-a convencê-la. – Eu continuei. –Quando vi que eu a desejava com tanta loucura que eu jamais senti por nenhuma outra mulher, eu me vi dizendo á ela que daria mais.— Eu disse vendo Elena engolir em seco.
—Mais? – Perguntou surpresa com os olhos arregalados.
—Sim. Mais. Eu disse á ela que queria mais com ela. – Eu afirmei e Elena não somente arregalou os olhos como abriu a boca, mas sem emitir som algum.
—Christian, eu nunca pensei que você fosse oferecer mais a alguma mulher sem nem ao menos ser a sua submissa. – Ela comentou com notável choque em sua voz.
—Eu sei, eu também nunca imaginei, porém era o que eu realmente queria e ainda quero. – Eu afirmei novamente.
—E então depois que você disse para ela que queria mais, ela aceitou? – Perguntou Elena voltando ao outro assunto.
—Não, eu tive que novamente insistir, ela é muito teimosa e cabeça dura.— Eu respondo rindo.
—E então vocês transaram? – Ela perguntou sem nenhum pudor ou vergonha.
—Sim. – Eu respondi simplesmente ocultando o fato de que Anastásia era virgem.
Isso é algo pessoal de Anastásia e eu não irei sair por aí contando.
—Uau. Impressionante. – Ofegou Elena. –A decisão de pedi-la em namoro foi sua? – Ela perguntou.
—Sim. Como eu disse para Anastásia, eu queria e quero mais, e foi por esse motivo que a pedi em namoro. – Eu respondi.
—Você está apaixonado por ela Christian? – Dispara Elena a pergunta de uma vez só.
Eu a olhei por relance, logo desviando o meu olhar e pensando no que iria responder.
Eu não iria dizer á verdade para ela, eu não queria ouvir um dos seus sermões em que ela diz que amor é para os tolos e fracos. Ela vai me julgar e me condenar.
Não que eu me importo com a opinião alheia, por que eu realmente não me importo, mas eu não quero confusões, brigas e nem dramatizações desnecessárias, por isso o melhor a fazer é ocultar para Elena o fato de que eu estou completamente apaixonado por Anastásia.
—Eu sinto algo muito forte por ela Elena, eu não sei ao certo o que é, mas eu sei que preciso dela. – Eu disse omitindo.
—Christian, apenas tome cuidado para não se apaixonar, você sabe que esse sentimento causa dor nas pessoas. – Ela disse colocando a sua mão sobre a minha.
—Pode deixar Elena. Eu irei tomar cuidado. Não se preocupe. – Eu disse de maneira cortês retirando a sua mão da minha.
—Você é meu amigo Christian, e eu somente quero o seu bem. – Ela acrescentou sorrindo.
—Eu sei Elena. Eu sei. –
Continua.
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