Cinquenta Tons Mais Intensos.
57 Um pequeno ataque.
Notas iniciais
Por Christian.
—Espero que possamos marcar algum dia da semana ou do final de semana para podermos almoçar juntos, Christian. – Elena disse já em pé e eu a acompanhando até a porta já pronto também acompanhá-la até o elevador.
Não seria educado da minha parte e nem gentil não acompanhá-la.
—Eu não estou com muito tempo disponível Elena, então por isso não poderei marcar um dia exato. – Eu disse dando de ombros enquanto ela ria suavemente em repreensão.
—Você deveria trabalhar menos. – Ela aconselhou.
—Eu sei, mas não é algo que eu consiga evitar. – Eu disse suspirando.
Eu era dono da minha própria empresa e necessariamente tinha o poder sobre tudo e á todos.
Como eu sou todo, eu posso chegar tarde ou simplesmente não vir, porém sou responsável demais para deixar meus negócios nas mãos de pessoas que eu não tenho total confiança.
Por isso evito no máximo que posso me ausentar na empresa, mas eu realmente concordo com ela com o fato de precisar descansar.
Eu me sinto nos últimos dias excessivo cansaço e uma louca vontade de ficar simplesmente parado sem precisar fazer nada, mas com certeza o melhor de trabalhar menos ou então programar férias temporárias é saber que passarei mais tempo com Anastásia, que é o que eu quero.
Sei que passamos um bom tempo na empresa juntos, mas nós aqui, mesmo eu não querendo, devemos ser éticos e profissionais, o que realmente é uma pena.
Mas nós nem sempre somos éticos e profissionais e de vez em quando nós damos uma “escapada” no trabalho e conseguimos ficar por alguns instantes juntos.
—Mas está precisando. Você está começando á ficar com olheiras profundas e precisa urgentemente de uma boa noite de sono. – Ela aconselhou novamente, porém usando um tom leve de repreensão ao meu ato de dormir pouco.
—Eu vou tentar fazer isso Elena. Pode deixar. – Eu disse a tranquilizando e querendo mudar de assunto logo.
—No dia que formos almoçar não se esqueça de trazer a sua namorada junto. –Elena disse sutilmente e falando cada palavra de forma colada.
—Eu não irei esquecer Elena e pode ficar tranquila que nós dois estaremos lá. – Eu rebati com notável aborrecimento por sua insistência em falar de Anastásia como se ela fosse um simples objeto para ser usado e arrastado para lá e para cá.
Ela não é mulher para ser tratada igual uma submissa.
—E lembre-se do que eu lhe disse. Tome cuidado para não se apaixonar, nós dois sabemos mais do que ninguém o que esse sentimento causa nas pessoas. – Ela disse de forma seca e áspera.
Eu conheço Elena e sei que ela passou por grandes decepções amorosas e abomina o fato de se apaixonar e de qualquer ser humano ao ser redor fazer o mesmo.
Eu somente suspirei como se concordasse com ela e não querendo soltar ás línguas nos dentes e de uma vez por todas falar que eu estou apaixonado por Anastásia.
Eu já tinha muitos problemas na minha vida para transformar Elena em mais um deles.
Nós dois caminhamos em silêncio para fora da minha sala e andamos com calma em direção do elevador.
Elena parecia estar pensativa em algo muito sério, pois sua expressão facial denunciava isso.
O elevador se abriu e ela ainda com muita calma, entrou nele e me deu um sorriso aberto com uma rápida piscada, eu acenei positivamente com a cabeça em uma forma de me despedir, porém não sorri e nem retribui o seu olhar.
Esperei o elevador fecha para assim poder soltar um suspiro de alivio.
Não que eu não gostasse de Elena, pelo contrário, ela era uma boa amiga, porém eu não a quero se intrometendo em minha relação com Anastásia.
Eu sempre gostei de seus conselhos e suas opiniões sobre as minhas antigas submissas, porém agora é diferente.
Diferente por que Anastásia não é somente minha submissa. Ela é a minha namorada também.
Nas minhas conversas com Elena sobre as minhas antigas submissas nós só falamos de sexo e ponto final, mas falar de Anastásia com Elena sem poder e sem conseguir esconder os meus reais sentimentos por ela é algo que eu realmente não consigo.
Tirei esses pensamentos da minha mente, não querendo estragar meu dia com complicações e problemas, isso era a ultima coisa que eu queria.
Dei as costas para o elevador e andei até a mesa de Andrea.
—Andrea cadê a senhorita Steele? – Eu perguntei preocupado com a demora de Anastásia.
Talvez ela esteja demorando por querer me dar privacidade com Elena.
—Eu a vi indo até a cozinha dos funcionários senhor Grey. Talvez ela tenha ido pegar um café. – Andrea respondeu cordialmente e educadamente.
—Ok. – Eu disse. –Obrigado. –Eu a agradeci antes de lhe virar as costas.
Andei sem muita pressa até a cozinha dos funcionários de certa forma, ansioso por sua reação ao me ver.
Eu não sei se estou certo, mas talvez Anastásia tenha ficado com algum certo tipo de ciúmes de Elena e eu.
Eu não quero que Anastásia pense que Elena e eu temos alguma coisa, eu já farei de tudo para não lhe contar sobre o que nós dois tivemos no passado.
Não que eu queira mentir e esconder de Anastásia, apenas ocultar e omitir.
Caso ela me pergunte, eu responderei caso contrário não.
Ao chegar à metade do caminho em direção á cozinha, eu escutei risadas altas que de certa forma me irritaram, ainda mais pelo fato de eu ter a impressão de que conhecia essa risada de algum lugar, porém ao me aproximar cada vez mais eu identifiquei não somente uma risada, mas sim duas.
E eram uma feminina e outra masculina.
Fechei automaticamente minhas mãos em punhos me controlando para não se nada do que eu estivesse pensando que seria.
Quando cheguei à porta da cozinha, me deparei com as suas pessoas que eram donas das risadas altas que ecoavam até mesmo pelo corredor do trajeto.
Era nada mais e nada menos do que Anastásia e aquele tal cara do elevador que eu tinha me esquecido do seu nome, mas era alguma coisa a ver com Paulo.
Eles riam de alguma coisa que eu estava realmente querendo saber o motivo.
Aquilo me deixou com raiva, por saber que ela estava ali com um homem rindo e eu preocupado com ela e a sua reação em relação á Elena.
—Atrapalho em algo? –Eu perguntei não me importando em ser rude e grosso.
Eles pararam de rir imediatamente e me olharam assustados, principalmente Anastásia que me olhava com seus já grandes olhos arregalados.
O tal de Paulo rapidamente ajustou sua postura de medo para uma postura séria com a posição ereta e bípede.
Tudo ficou em silêncio, até o tal de Paulo resolver se pronunciar primeiro.
—Não atrapalha em nada senhor Grey. – Ele disse educadamente.
Eu não sei por que, mas queria lhe dar um soco na cara.
—Você é? – Falei com certo desprezo em minha voz, querendo propositalmente me mostrar superior á ele.
Poderia ser cruel e carrasco, mas era apenas instinto de querer proteger o que é meu.
—Paul Clayton. – Ele se apresentou com a voz firme, não parecendo se abalar com o meu desprezo, o que me fez ter mais raiva do filho da mãe.
—Posso saber do que estavam rindo? – Perguntei indo diretamente ao ponto, mas tentando ser discreto, mas acho que não fui bem sucedido.
—Nada demais senhor Grey. – Ele respondeu dando de ombros sem importância.
Ele me olhava como se estivesse prendendo uma risada entre os lábios e eu me vi praticamente rosnando para o filho da puta que estava se divertindo ás minhas custas dando uma de debochado, rindo na minha própria cara.
Eu queria avançar nele e quebrar aquela cara de almofadinha que ele tem.
Não é de hoje que eu quero partir a sua cara no meio.
—Vamos Christian? – Perguntou Anastásia vindo em minha direção e pegando em minha mão.
Eu não a olhei, eu ainda olhava para Paul.
Ele parecia saber que eu estava encarando-o para marcar território, e parecia se divertir com isso, e sua forma irônica de me olhar me fazia querer passar no RH agora mesmo e lhe chutar o traseiro para fora dessa empresa.
Anastásia não esperou minha resposta por muito tempo, ela pareceu notar o nosso nada agradável olhar entre um e outro, e me puxou pela mão para fora da cozinha. Praticamente me arrastando.
Passamos por Andrea desse jeito, que nos olhou desconfiada, porém eu ignorei totalmente enquanto ainda era arrastado por Anastásia.
Quando entramos na nossa sala, Anastásia desabafou:
—Por que agiu daquele jeito? – Ela perguntou um terço próximo para poder ficar finalmente irritada.
—Oh desculpe se eu não consigo ficar quieto e normal quando um babaca dá em cima da minha namorada. – Eu respondi sem segurar a raiva e o gosto ácido na boca.
—Ele não estava dando em cima de mim. – Ela afirmou. –Nós estávamos apenas conversando. – Ela acrescentou ainda muito firme e convicta.
—Conversando? Ah claro. Você é tão ingênua ás vezes sabia? Como não pode perceber que ele estava dando em cima de você? – Eu perguntei incrédulo.
Eu não acho que ela esteja fingindo. É muito provável que ela realmente nem tenha notado as intenções dele.
—Christian, você está literalmente vendo coisas onde não existe nada para se ver. – Ela pela terceira vez afirmou.
—Eu não quero você perto dele. – Eu ordenei me aproximando dela ficando á sua frente.
—Você não manda em mim Christian. – Ela disse erguendo o queixo para mim.
—Na verdade mando sim, ou esqueceu que tem um contrato assinado comigo? – Eu perguntei vendo a sua expressão endurecer.
—Sim, mas pelo o que eu me lembro, eu tenho que seguir somente esse contrato quando sou sua submissa e agora não sou sua submissa sou sua assistente pessoal. – Ela argumentou prontamente.
Eu não tinha nenhum argumento para rebater a sua fala.
—Foda-se. Eu ainda mando nessa porra de empresa. – Eu disse autoritário.
Ela me olhou com raiva e com os olhos cerrados. Nas nossas discussões geralmente isso ocorria, nós dois dizendo coisas sem nexo e sem sentido e deixando nossos instintos nos levarem.
—Você é tão babaca na maioria das vezes e na maioria do tempo. – Ela falou irritada quase batendo seu peito em meu peitoral.
—E você insiste em fazer o que eu não quero ou não mando. – Eu rebati com raiva.
Isso era realmente um fato já constatado.
Anastásia raramente ouvia o que eu falava, ordenava ou queria.
—Por que você não manda em mim. – Ela afirmou.
—Você é minha.— Eu despejei proprietário em cima dela.
—Eu não sou sua. – Ela discordou totalmente eufórica e eu senti os meus olhos se escurecerem.
Eu ia a fazer engolir aquelas letras, uma por uma.
Eu a peguei pelos pulsos e a puxei para mim, fazendo-a se chocar contra o meu peitoral de maneira forte.
Peguei seus cabelos fortemente obrigando-a me olhar.
Enrosquei as suas pernas nas minhas sentindo seu calor.
Olhei dentro do fundo dos olhos dela vendo raiva, irritação e desejo.
O fogo entre nós era inegável.
—Repita o que você disse. – Eu rosnei em um tom de ameaça para ela.
—Eu não sou sua. – Ela não demorou á responder com o seu tom provocativo.
Eu sabia que ela estava fazendo de propósito. Eu sabia que ela estava me provocando e eu sabia que eu ia cair no jogo dela.
A peguei pelos braços a empurrando em direção a minha mesa.
Assim que seu quadril se chocou contra o vidro da minha mesa, eu a forcei enrolar as penas em volta da minha cintura e com uma mão joguei os papeis no chão, e o notebook, telefone e celular para o lado da mesa, pois ela era grande o suficiente para caber Anastásia e eu sem precisar retirar os aparelhos eletrônicos.
Assim que coloquei Anastásia sentada sobre a minha mesa a forcei se deixar e a encarei com raiva e com desejo.
Raiva por suas palavras anteriores.
—Agora eu irei provar que você é minha. – Eu disse, porém não prometendo e sim afirmando.
Continua.
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