Cinquenta Tons Mais Intensos.
8 Uma funcionária imcopetente.
Notas iniciais
Por Anastásia.
Entrei no meu apartamento suspirando, e eu sabia o motivo dos meus suspiros, até porque tem nome e sobrenome: Christian Grey.
Eu não deveria estar assim, não deveria estar suspirando como uma boba, não deveria ficar pensando nele, até porque é errado, não é? Acho melhor eu tentar tirar ele da minha mente, claro que sou totalmente grata por ele ter me salvado do pior que poderia acontecer, mas isso ainda não muda o fato dele ser um cara insistente, e querer apenas me levar para cama, então o melhor que faço é não dar o braço á torcer.
Vou até a cozinha sendo seguida por meu cachorro shushi, que começa a ganir baixinho, provavelmente com fome, então abro o armário e pego o saco de ração, colocando em seu pote, e coloco água em seu segundo pote, ele se esfrega em minha perna, e eu entendo isso como uma forma de agradecimento.
–Oh meu amor, você ta bem? Sentiu saudades da mamãe? – Perguntei para ele, passando a mão em sua cabeça, ele em troca abana o rabo. –Também senti saudades meu amor. – Eu digo para ele sorrindo. Eu coloco minhas mãos sobre os meus cabelos em um ato nervoso.
Trabalhar com Christian? Definitivamente está totalmente fora de cogitação, não daria certo, jamais daria certo, ele só quer me levar para cama, e essa é só mais uma desculpa, ele pode ser muito gentil, bonito e interessante, mas isso não quer dizer que vou confiar inteiramente nele.
A porta do apartamento se abre, e Kate ali aparece, com um sorriso bobo no rosto, assim como eu, quando cheguei, assim que ela me viu, ela arregalou os olhos.
–Ana? O que você faz aqui? – Ela pergunta.
–Fiquei trabalhando até tarde, e não deu tempo para mim ir á faculdade, então resolvi vir direto para casa. – Eu respondo.
–Alguém te trouxe? – Ela perguntou.
–Sim, Christian. – Eu respondo.
–O cara bonitão que te persegue? – Pergunta ela sorrindo.
–Ele não me persegue. – Eu rebato. –E sim, eu vim com ele. – Eu respondo.
–Anastásia, me conta tudo! Quero saber detalhe por detalhe! – Ela avisa, jogando a bolsa no chão, e sentando no sofá, na minha frente.
–Ah Kate, é uma longa história. – Eu digo manhosa.
–Ah não quero nem saber, eu quero saber de tudo, por favor, Aninha! – Ela pede manhosa usando meu segundo apelido.
–Eu saí do trabalho puta da vida, porque tinha certeza que tinha perdido a faculdade, então resolvi vir a pé, no meio do caminho uns garotos começaram a me seguir, e eu fiquei morrendo de medo, quando já estava pronta para correr e gritar por ajuda, ele apareceu de carro, e me tirou de lá, e me levou para casa. – Eu contei á ela que suspirou no final. –E ele me ofereceu um emprego na empresa dele. – Eu acrescento.
–Uau, ele tem uma empresa? – Ela pergunta chocada e eu afirmo com a cabeça. –Qual é o nome da empresa dele? – Ela pergunta.
–Grey House. – Eu respondo e a boca de Kate se abre em um perfeito “o”.
–Espera um momento, Grey House? Ele se chama Christian Grey, é isso? –Ela pergunta desesperada.
–Sim. – Eu respondo. –Por quê? – Eu pergunto sem entender o desesperado e sua cara de espanto.
–Ele é irmão de Elliot. – Ela responde mais para si mesma. –Christian Grey é irmão de Elliot Grey. – Ela acrescenta me deixando totalmente de boca aberta.
–Eu não acredito, Christian é irmão do seu namorado. – Eu digo totalmente surpresa. –Meu Deus, que mundo pequeno que nós vivemos. – Eu comento e ela ri.
–Será que nos temos uma espécie de “encanto” com os homens da família Grey? – Ela pergunta sorrindo e eu bufo. –Sério Ana, isso é perfeito, agora vai ficar tudo entre famílias e amigos, Elliot e eu, você e Christian. – Ela acrescenta sorrindo de orelha á orelha.
–Tirando o fato que Christian e eu não temos nada. – Eu rebato.
–Ainda. – Rebate ela de volta.
–Deixa de ser insistente nesse assunto Kate, Christian e eu não temos nada, e nem vamos ter, no máximo somos amigos, e olha que eu nem confio tanto nele. – Eu rebato novamente.
–Aí Ana, você nesse casulo que se fecha sinceramente você tem que parar com isso e se abrir mais. – Ela me repreende.
–Eu não me fecho Kate, só não consigo confiar em todos. – Eu me defendo.
–Eu estou falando para você se abrir mais com as pessoas, não estou falando para você abrir as suas pernas. – Ela diz debochadamente.
–Olha Kate, eu estou com sono, e essa conversa já me enjoou, eu vou dormir. – Eu aviso me levantando do sofá, mas Kate me puxa, fazendo-me sentar no sofá novamente, eu reviro os olhos.
–Você vai aceitar a proposta de trabalhar com ele não vai? – Ela pergunta.
–Claro que não, eu prefiro trabalhar de garçonete a trabalhar com ele. – Eu respondo me levantando do sofá e indo para o meu quarto.
–Você vai se arrepender de dito isso Anastásia, escuta o que eu estou te falando! – Grita Kate da sala, mas eu a ignoro, e me jogo na cama, me cobrindo, e fechando os olhos.
Elliot irmão de Christian namora Kate que é minha melhor amiga, Christian por sua vez mostra certo interesse em mim, mas com certeza é somente papo furado.
Como o mundo é pequeno não?
{...}
POV Christian.
Seguei no Escala arrancando aquela gravata que parecia que estava me sufocando, pedi para a Srta Jones preparar algo para mim comer, e fui direto para meu quarto.
Tomei um bom banho, e meus pensamentos circulando em volta de Anastásia, e do meu plano já planejado para que ela venha trabalhar comigo, assim que ela saiu do meu carro, eu já tinha formulado em minha mente o que eu faria para ela trabalhar comigo, e eu iria jogar sujo para isso acontecer, ah se vou.
Mas não tem problema nenhum, porque se para ter ela somente para mim, na minha disposição, cuidado e protegendo ela durante 24 horas por dia, eu não pensaria nas conseqüências.
{...}
Acordei na manhã seguinte muito mais cedo que o normal, me vesti, tomei meu café da manhã, peguei tudo que era necessário, e desci do Escala, sendo recebido por Taylor que já me esperava pronto, em pé ao lado do meu carro.
–Senhor Grey. – Ele me cumprimentou.
–Taylor, nós vamos direto para a Starbucks na frente da minha empresa. – Eu ordenei.
–Sim senhor. – Ele me respondeu, enquanto eu entrava no carro e ele fechava a porta logo em seguida, olhei para meu Black Berry verificando meus e-mails, enquanto esperava com impaciência até chegarmos à Starbucks.
{...}
Em trinta minutos chegamos à Starbucks, desci do carro e ordenei que Taylor fica-se e me espera-se, ele concordou, e eu entrei na Starbucks, para minha sorte, nem a amiga loira de Anastásia e nem Anastásia estavam na Starbucks, então fui direto para o balcão sendo atendido por uma ruiva que me olhou com malícia.
–Bom dia, o que deseja? – Perguntou ela e eu revirei os olhos.
–Quero falar com a sua chefa, Ivone, ela está? – Eu perguntei.
–Ah claro, qual é o seu nome? – Perguntou ela.
–Christian Trevelyan Grey. – Eu respondo e seus olhos se arregalam.
–Ok, eu vou chamá-la. – Ela responde abrindo a porta que pelo pouco que pude ver, era um escritório desorganizado, onde com certeza a tal de Ivone estava, em poucos segundos depois a ruiva voltou. – Ela está lhe esperando em seu escritório. – Ela me avisou levantando o balcão para eu poder passar, e abriu a porta do tal “escritório’ que estava mais para um deposito, eu entrei no escritório sendo recebido por uma velha gorda, que usava óculos da terceira idade, e me olhava da cabeça aos pés como se eu fosse algo de comer.
–Christian Grey, o que devo a honra? – Ela pergunta.
–Em primeiro me chame de Senhor Grey. – Eu respondo e ela concorda. – E em segundo lugar eu vim aqui para lhe falar de uma funcionária. – Eu acrescento e novamente ela concorda.
–Por favor, sente-se. – Ela pede apontando para uma poltrona preta, eu sento ficando de frente para ela. –De qual funcionaria você quer falar? – Ela pergunta.
–Anastásia Steele. – Eu respondo e ela arregala os olhos surpresa.
–Aposto que ela fez algo de errado. – Ela diz com desdém e eu fecho minhas mãos em punhos.
–Não! – Eu digo alto de mais. –Ela não fez nada de errado. – Eu acrescento.
–Então o que aconteceu? – Pergunta ela confusa.
–Eu quero que você a demita. – Eu respondo de forma rápida e curta.
–O- O que? Mas se ela não fez nada de errado. – Ela pergunta gaguejando claramente confusa.
–Eu quero que Anastásia vá trabalhar na minha empresa, mas ela não irá aceitar á menos que seja demitida do atual emprego. – Eu explico.
–Então se eu demiti-la daqui, ela irá trabalhar para o senhor? – Ela pergunta.
–Exatamente. – Eu respondo.
–Mas porque eu faria isso? – Ela pergunta. –Anastásia é uma das funcionárias mais competentes. – Ela acrescenta.
–Você faria isso porque eu estou mandando, porque você sabe que eu sou capaz de comprar essa Starbucks somente para colocar você no olho da rua. – Eu digo de forma fria.
–Oh. – Ela exclama. –Tudo bem Senhor Grey, eu irei demiti-la, se é assim que o senhor quer. – Ela diz por fim, e eu sorrio.
–Perfeito, mas quero deixar claro que Anastásia não pode saber disso. — Eu digo ficando sério novamente. –E eu vou muito bem lhe pagar pra ficar de bico calado. – Eu acrescento e ela sorri.
–Agora você está falando a minha língua. – Diz ela me sorrindo como uma verdadeira interesseira que é.
{...}
Saí da Starbucks com tudo resolvido, a Ivone iria demitir Anastásia, que não iria ter outra escolha e iria trabalhar comigo, bom, ter outra escolha ela tem, ela não precisa necessariamente vir trabalhar comigo, mas pelo pouco que conheço Anastásia, ela irá aceitar.
Ivone não irá contar nada para Anastásia, pois eu ofereci á ela uma boa quantia para ela manter aquela boca imunda calada.
Entrei no carro com Taylor, com um sorriso de vitória no rosto.
Por Anastásia.
Eu estava preparando o almoço e ao mesmo tempo dançando, Kate já havia ido trabalhar, e sushi estava sentando na sua casinha, me observando andar para lá e para cá, enquanto preparava o macarrão ao molho branco.
Assim que o macarrão ficou pronto eu coloquei um pouco para mim e para sushi que me olhava com seu olhar pidão, que eu não resisto. O macarrão ficou delicioso, e sushi aprovou também. Depois disso fui lavar a louça, eu fui tomar um bom banho para me vestir e ir trabalhar, eu não sabia por que, mas eu estava com um pressentimento nada bom, e isso me estava assustando.
Vesti minha saia preta rodada, e uma regata branca, a Seattle estava ensolarado hoje, o que fez meu humor melhorar.
Só o sol fez o humor melhorar? – Perguntou aquela voizinha irritante, que decidi ignorar.
Coloquei minhas botas de cano baixo e sem salto, peguei minha mochila me despedi de sushi e fui correndo pegar o ônibus.
{...}
Cheguei ao trabalho meia hora mais cedo, para não ter problema nenhum com Ivone, para ela não dar motivo nenhum para me colocar na rua. Esperei com paciência o sinal dos pedestres se abrir, e andei com calma entre as pessoas.
Entrei na Starbucks cumprimentando as pessoas, e Kate que sorriu para mim.
Assim que estava prestes para ir para os fundos colocar meu uniforme, Ione me chamou.
–Anastásia! Vem agora no meu escritório! – Berrou ela para todos do Starbucks ouvir, me fazendo envergonhar. Eu com a cabeça baixa fui até o seu escritório.
–O que você quer senhora? – Eu perguntei educadamente.
–Eu vou ser direta e rápida Anastásia. – Ela disse com a voz fria. –Você está demitida. – Ela disse de uma vez só fazendo meus olhos ficarem marejados.
–Demitida? Mas por quê? O que eu fiz? Foi por causa do atrasado de ontem? – Eu perguntei desesperada, eu não podia perder esse emprego.
–Porque você é incompetente Anastásia, e de incompetentes o mundo ta cheio! – Ela disse com desdém.
–Incompetente? Mas eu faço tudo certo da maneira certa! – Eu rebato sentindo as lágrimas em meus olhos. Merda! Eu não quero chorar, não na frente dela.
–Você acha que é da maneira certa, mas não é. – Ela diz. –Mas enfim, isso não importa, fica tranqüila que você vai receber tudo o que tem direito, amanhã passe aqui que vou te pagar, agora saia da minha frente que não quero mais ver a sua cara. – Ela disse me olhando com nojo, eu olhei para ela com raiva e dei as costas para ela, saindo do seu escritório, escutando Kate chamar meu nome de forma preocupada, mas ignorei, e apenas sai daquele lugar que tanto me enojava.
Por Christian.
Novamente estava eu lá olhando para Anastásia entrando na Starbucks, ela parecia alegre e feliz, não estava com a expressão triste e cansada, o que me animou, ela entrou na Starbucks e eu esperei pacientemente.
Dez minutos depois Anastásia saiu da Starbucks, mesmo de longe eu pude ver as lágrimas em seus olhos, e nesse momento eu me amaldiçoei até meu último fio de cabelo por ter tirado á sua felicidade de minutos atrás, mas era preciso. Confesso que ver as lágrimas em seu rosto me causou uma dor terrível, era como se facas afiadas estivessem entrando e saindo de mim.
Mas de uma coisa eu sabia e estava contente:
Meu plano tinha dado certo.
Continua.
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