Cinquenta Tons Mais Intensos.

30 Uma ação esperada.


Notas iniciais
Quero dedicar esse capítulo para Roberta Pires, por ter recomendado a fanfiction, eu amei cada palavra, você fez o meu dia ainda mais feliz! E como prometido postado na sexta! Boa leitura!

Por Christian.

Eu não estava escutando direito, acho que Elliot me chamava, mas eu nem fazia questão de escutar nada, eu não estava acreditando no que havia escutado, era como se meu cérebro estivesse ainda tentando raciocinar o que ele havia dito.

Anastásia havia ido embora, para Geórgia, e eu me perguntava se era para sempre, ou se talvez ela voltasse, mas também me perguntava o porquê, bom é claro que eu sei que agi como um babaca com ela, mas ao tal ponto dela querer ir para bem longe de mim? Fugir de mim? Essa era a intenção dela? A intenção dela era me abandonar? Ela não podia me abandonar! Não podia! Eu não vou suportar que ela me abandone.

Ela não tem o mínimo direito de fazer isso, ela não pode fazer isso! Eu não permiti, ela é minha submissa, e minha mulher e nenhum momento eu dei autorização para ela ir, portanto ela merece um bom castigo.

Meu lado dominador começa a falar alto, e começa a me subir uma raiva em meu sangue, eu sinto meu rosto vermelho e quente, eu apenas queria socar algo ou alguém.

Eu poderia socar até mesmo Elliot, que não tem nada a ver com a merda que esta acontecendo em minha vida.

–Christian! – Chama Elliot me sacudindo, eu olho para ele vendo os seus olhos extremamente arregalados, me assustando por um momento, até perceber que quem na verdade está assustando ele, sou eu.

–Elliot! Você tem certeza que foi isso que Katherine falou? – Perguntei uma ignorante falsa esperança.

–É claro que tenho certeza Christian. – Responde Elliot destruindo as minhas esperanças.

–E você tem certeza que ela não está mentindo? – Perguntei novamente como uma falsa esperança.

–Kate não mentiria para mim Christian. – Disse Elliot e eu passei as mãos pelos meus cabelos de forma exasperada.

–Eu preciso ir. – Eu digo dando as costas, mas Elliot puxa meu braço me impedindo. –Me solta Elliot. – Eu ordenei.

–Aonde você vai? – Perguntou ele, e eu revirei os olhos com essa pergunta idiota.

–Vou atrás da sua namoradinha incompetente que deixou Anastásia ir embora, onde já se viu! Anastásia não tem dinheiro suficiente Elliot! Como a sua amiga a deixa viajar! – Eu digo pondo a culpa em Kate.

–Escuta Christian, Anastásia tem vinte anos é bem grandinha não acha? Kate não é mãe ou babá dela, se Ana quis ir, Ana foi, e ninguém poderia fazê-la mudar de idéia, não venha querer culpar a Kate quando o único culpado é você, que foi um ser mais canalha que já vi com Ana. – Diz Elliot fazendo um grande discurso que eu não esperava tudo para defender sua namorada. Apesar de eu compreender que eu faria o mesmo para defender Ana.

–Elliot ela não á mãe ou babá, mas é amiga, e amigas dão conselhos, e é provável que a sua namorada louca, tenha dado esse conselho ou insistido em Ana ir, vingativa como a sua namorada é. – Eu digo de forma rude estúpido, Elliot me pega desprevenido, me pegando pelo colarinho e me prensando na parede, apertando as minhas costas fortemente contra ela, eu arfo de dor.

–Escuta aqui você Christian, ouse falar mal a Kate novamente que eu te dou um belo soco nessa sua cara lindinha e de viadinho, me ouviu bem?! – Ele gritou.

–Me solta! – Eu exclamei.

–Não, não solto. – Ele disse me apertando mais, eu tentava sair, mas Elliot é muito maior que eu, e eu sei que ele faz treinos de Box. –Sabe o que você vai fazer agora seu babaca! Vai fazer alguma coisa que preste, você vai parar de agir como a porra de um inútil. – Ele disse me dando uma bronca como se eu fosse uma criança de cinco anos de idade.

–E o que você quer porra?! – Eu perguntei com raiva. –O que você quer que eu faça?! – Eu perguntei.

–Eu quero que você vá atrás da Anastásia! – Ele exclamou e eu ri, ri não, na verdade gargalhei. –Do que você está rindo? – Perguntou Elliot.

–De você, seu imbecil. – Eu digo o xingando-o.

–Como assim? – Ele perguntou.

–Eu já ia fazer isso antes mesmo de você falar, e você me apertando contra essa merda de parede está me fazendo perder tempo para correr atrás de Anastásia, nesse momento eu já podia estar no meu Charlie Tango indo atrás da minha mulher! – Eu falei alto fazendo-o me soltar.

–Foi mal irmão. – Ele falou simplesmente depois de quase me bater e me prensar contra uma parede.

–Qual é o seu problema? – Eu perguntei. –Quer saber, não vou mais discutir com você. – Eu disse.

–Você vai atrás dela? — Perguntou Elliot enquanto eu arrumava a minha roupa amassada por ele.

Sim Elliot, eu vou atrás da minha mulher, sem pensar em nada do que vou deixar para trás, exatamente como ela fez. – Eu respondi. –E me aguarde, porque quando eu voltar, eu irei voltar com Anastásia no meu lado.

Por Anastásia.

Minha mãe não havia entendido muito o porquê eu estar ali, eu apenas inventei uma desculpa fácil e rápida, mas que no fundo era realmente verdade.

Saudade.

E era tão bom passar um tempo com a minha mãe, eu fiquei um bom tempo no meu antigo quarto pensando e refletindo na confusão total que minha vida estava se tornando nas ultimas semanas que conheci Christian.

Ele mexeu com toda a minha vida, mudando-a da cabeça aos pés, e isso com certeza estava me enlouquecendo de certa forma, minha cabeça estava muito confusa.

Eu conversei com a minha mãe o que estava acontecendo, claro tirando a parte que praticamente me tornei uma submissa de um homem lindo e milionário e que perdi a virgindade com o mesmo, e que ele me tratou com uma vadia na frente da família dele, optei por apenas dizer que estava trabalhando para ele, somente isso, e ele era um “senhor” muito educado e respeitoso.

Sorri com ironia voltando a observar o meu quarto.

O meu antigo quarto, era como sempre foi, ainda estava exatamente do mesmo jeito que deixei quando fui embora, as paredes de um preto quase que negro e setenta por cento dos pôsteres que estavam colocados na parede de bandas de rock eu desconhecia aquelas bandas, e os trinta por centro era realmente de bandas que eu gostava.

Essa fase era minha fase “rebelde”, mesmo eu nunca sendo uma rebelde, nunca diz um ato de rebeldia, fui parar apenas na direção uma única vez, quando briguei com uma colega de classe que odiava, atirando tinta em sua cabeça, me lembro nitidamente que estávamos na aula de Artes.

Apesar do quarto todo ser escuro com uma luz amarela fraca, as roupas de cama era brancas, tão brancas que se destacam ainda mais no quarto.

Eu suspirei encostando minha cabeça no travesseiro e fechando os olhos. Quantos minutos? Segundos? Décimos se passaram até eu ouvir aquela voz? Aquela voz que fazia com que todos os meus pelos do corpo se arrepiassem, talvez de medo, talvez de uma antecipada excitação.

Olá Anastásia, que bom te ver aqui, será que você não deve uma explicação para mim? – Perguntou aquela voz.

Eu uma atitude humana e normal, abri meus olhos em questão de segundos, dando de cara com dois olhos cinzas me encarando com intensidade.

Continua.

Notas finais
Sim! Eu sou má! E sim, eu sei que vocês querem me matar! Então! Recomendem! Comentem! Recomendem! Favoritem! Próximo capítulo no domingo, segunda ou terça! Beijos.