Cinquenta Tons Mais Intensos.
37 Um sogro reconfortante.
Notas iniciais
Por Christian.
–Você está nervoso? — Perguntou Anastásia.
–Não. — Respondi com tensão na voz. Anastásia riu, nós caminhávamos de volta para a sua casa, quando nós chegássemos era muito provável que seu padrasto e um dos meus sogros, irá estar lá, eu mantinha em minha mente que ele não era um desses sogros rigorosos e que não gostam de nenhum pretendente da filha, ou melhor, da enteada.
–Sério mesmo? Não está nem um pouco nervoso? — Insistiu Anastásia, muito provável que não estava acreditando em mim, mas tudo bem, nem eu mesmo estava.
–Não. — Voltei a responder, mas sem muita confirmação na voz, a tensão era ainda presente.
–Bom, quando eu fui conhecer seus pais meu coração quase saiu pela boca, então é muito estranho você não estar nervoso. — Ela disse de forma sutil, eu suspirei rendido e derrotado.
–Ok, eu me rendo e confesso que estou um pouco apreensivo para conhecer seu padrasto. — Eu confessei sentindo meu rosto ficar levemente vermelho, eu quero mostrar á Ana que vou retratar para seu padrasto que sou um home forte, confiável e sério, responsável por fazer Ana feliz.
–Há! Sabia que deveria está um pouco nervoso! — Comemorou Anastásia vitoriosa, eu sorri a vendo dar pulinhos no meio da rua, que já estava escura e sem pessoas. -Pode ficar tranquilo Christian, Bob vai gostar muito de você, eu o conheço você vai ver. — Ela disse dando uma "ombrada" em mim. Eu sorri agarrando seu ombro com minha mão passando meu braço em volta do pescoço a agarrando para mim.
{...}
Chegamos à sua casa quase as oito, sua mãe estava fazendo o jantar, era macarrão com almôndegas, algo que eu não como á muito tempo, acho que a ultima vez que comi, eu era pequeno, já que eu estou tão acostumado a comer essas comidas de restaurante finas e refinadas, mas que no fim não consegue te sustentar, não que a comida de Gail também fosse ruim, mas ela gostava de manter uma alimentação rígida com muitas saladas e frutas, e eu gostava disso, mas em certo ponto meu estomago reclama por algo a mais.
O padrasto de Ana estava no banho, então resolvemos sentar no sofá e assistir qualquer seriado que estava passando para esperar Bob descer, eu não sou muito de seriados, não costumo ligar a televisão para isso, geralmente assisto jornais, isso quando dá tempo para assistir.
Mas Anastásia ao contrário de mim sabia tudo sobre séries, novelas e filmes, ela me contava cada detalhe da série que se passava na TV, eu compreendia, ou tentava compreender, pois em certos momentos eu me perdia no meio de tantos detalhes e nomes diferenciados, fazendo Anastásia voltar e repetir, mas ela não parecia ficar irritada ou impaciente, pelo contrário ela repetia tudo com mais animação do que antes.
Eu me sentia confortável ali em sua casa, pois ela me lembrava de infância, mas uma infância que eu nunca tive, mas sempre desejei ter, ela uma casa simples, mas organizada, com fotos, cores animadas e alegres, diferente do Escala que é tudo tão... Cinza. Eu me sentia como um membro da família, pois Carla me tratava como um, parecia não querer fazer pose e nem ter linguagem formal por eu ser um empresário milionário, ali eu era apenas Christian Grey, o namorado de Anastásia, e isso era tão bom.
Vi o padrasto de Anastásia descer as escadas com o cabelo ainda molhado, sacudindo a cabeça de um lado para o outro, em uma tentativa falha de tirar o excesso de água.
Ele era um homem de certa idade, mas que ao meu ver parecia ter ainda seus quarenta e poucos anos, com os cabelos um pouco brancos misturados no preto, a barba estava por fazer e seus olhos de um azul, não azuis como o de Anastásia, mas azuis um pouco mais escuros.
Seus olhos vagaram pela sala nos encontrando sentados no sofá, ele direcionou um sorriso para Anastásia, que se levantou e o abraçou, eu tentei não sentir muito ciúmes já que ele é padrasto dele, mas era algo meio doentio a minha possessão, pois qualquer um homem que a toca-se, já me fazia criar uma raiva súbita dentro de mim, me fazendo controlar no máximo.
Depois de abraçar Ana e dizer que sentiu saudades, ele foi em direção da mulher, depositando um singelo beijo nos seus lábios, Carla suspirou e deu um lugar seu para o marido no pequeno sofá, os dois se sentaram colados, eu apertei mais Anastásia em meus braços quando ela voltou a se sentar ao meu lado.
–Olá, sou Bob. – Ele se apresentou arqueando o corpo em minha direção para poder estender a sua mão.
–Olá, sou Christian. – Me apresentei formalmente apertando a sua mão firme.
–Que bom finalmente conhecer mais um dos namorados de Anastásia. – Ele diz dando uma risada em direção de Ana, eu fiquei um tanto quanto desconfortável, Anastásia teria tido muitos pretendentes antes de mim?
–Bob! – Ana o repreendeu, ele novamente riu.
–O que você faz Christian? – Perguntou Bob, desviando do assunto que minha mente pensava.
–Sou dono da minha própria empresa, a Grey House. – Eu respondi querendo não me gabar por isso, em geral eu não era um homem muito humilde, eu gostava de mostrar á todos o tamanho do meu poder e império, isso inflava o meu ego e me fazia sentir superior a outros, e eu gostava disso, mas não queria ser assim, não agora, eu gosto de ser assim nos meus negócios, que são essenciais.
–Que bom ser dono do seu próprio negocio. – Disse Bob, mas sem demonstrar conhecimento da minha empresa, talvez ele não a conhece-se. –É nessa empresa que Anastásia trabalha? Carla comentou algo... – Disse Bob confuso e pensativo.
–Sim, é nessa empresa que eu falei. – Disse Carla interrompendo o marido, Bob sorriu.
–Que bom que vocês dois trabalham juntos. — Disse Bob. –Que área você trabalha Ana? – Perguntou Bob.
–Sou assistente pessoal de Christian. – Respondeu Anastásia, Bob sorriu um tanto quanto malicioso para mim.
–Vocês se conheceram no trabalho, quando ele te contratou? – Pergunta Bob e por um momento eu me sinto em um interrogatório.
–Não, nós nos conhecemos no meu antigo trabalho. – Responde Anastásia corando por um motivo que não sei qual.
–Fico feliz pelo destino ter unido vocês dois. – Disse Bob e dessa vez eu sorri, eu deveria mesmo sempre agradecer ao destino e as coincidências.
–Realmente, ter conhecido Anastásia foi à melhor coisa que aconteceu na minha vida. – Eu disse olhando para Anastásia, que também me olhava, ela me deu um rápido beijo nos lábios, sorrindo e corando.
–Ana me ajuda a colocar os pratos na mesa? – Perguntou Carla levantando do sofá.
–Claro. – Disse Ana também se levantando, elas sorriem para Bob e eu, e vão para a cozinha, me deixando ali sozinho com o seu padrasto.
–Então Christian, você assiste jogos? – Ele pergunta e eu percebo que ele está querendo puxar assunto para não ficar o clima constrangedor, era reconfortante o modo que ele falava, sempre querendo conversar para não me deixar desconfortável, eu gostava disso, era bom que ele não queria tornar aquele momento desconfortável para mim.
–Não muito, em não tenho muito tempo, quase não assisto TV. – Eu digo envergonhado por ser homem, mas não estar dentro dos assuntos, e isso é uma merda, de vez em quando eu me encontrava com sócios que perguntavam sobre alguns jogos e eu nem sabia responder, eu nem se quer tinha tenho um time.
–Você joga algo? – Ele pergunta.
–Sim, golfe. – Eu respondo não que eu goste de golfe, mas golfe é um jogo que eu posso conseguir abrir e fechar muitos negócios.
–Nunca joguei golfe, mas confesso que gostaria de aprender. – Ele comentou e eu sorri, era um ponto para mim.
–Eu posso ensiná-lo, eu sou bom, sem querer me gabar, e eu sou sócio de grandes empresas de golfe. – Eu falei me sentindo um convencido.
–Eu vou gostar Christian. – Disse Bob em um sorriso amigável e reconfortante, antes de Anastásia nos chamar para jantar.
{...}
O jantar correu bem, Bob não fez muitas perguntas para mim na mesa, agora ele falava sobre coisas que eu conseguia responder e comentar, ele gostava muito de pescar, uma coisa em comum comigo, que também gosto, nós estávamos conversando sobre tudo, como se fossemos velhos amigos, ele era um cara moderno, tinha um espírito jovem, ele não fazia cena, para ele tanto faz se eu era Christian Grey dono de uma empresa milionária.
A comida estava deliciosa, há muito tempo eu não comia algo tão bom, era simples, macarrão e almôndegas, eu acabei manchando a minha camisa de molho, mas não me importei só fiquei um pouco envergonhado, pois eu comia como se fosse à primeira vez, e eu acho que fazia caras e bocas que foram notadas por Ana e sua mãe.
Depois de terminar eu insisti com a mãe de Anastásia que iria ajudar a lavar a louça, mas em uma “luta”, Anastásia e sua mãe me disseram que não havia necessidade e me obrigaram a não ajudar em nada, eu suspirei um pouco indignado, pois não gostava de jantar na casa de pessoas e não ajudá-las em algo, a não ser na casa dos meus pais, que tinham empregados.
Ana terminou na cozinha e nós damos boa noite para seus pais, e subimos para o seu quarto, a intenção era dormir, pelo menos a minha intenção era subir, tomar um banho e dormir, mas Anastásia fez uma proposta irrecusável.
–Quer tomar banho comigo? –
Continua.
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