Cinquenta Tons Mais Intensos.
15 Um primeiro beijo.
Notas iniciais
Por Anastásia.
Eu não queria acreditar no que quase, Christian e eu havíamos feito aqui na sala, por um momento nós iríamos nos beijar, e eu naquele momento, naquela pequena fração de segundo, estava gostando daquela idéia de beijá-lo, mas graças á Andrea, – aliás, eu preciso agradecê-la depois do expediente. - isso não ocorreu e eu pude colocar meus pensamentos em ordem, e ver a quase merda que eu havia feito, pondo meu emprego e amizade de Christian em risco, depois desse quase acidente, Christian saiu com certa pressa da sala e sua expressão era confusa, furiosa e ao mesmo tempo eu pude ver um relance de decepção em seus olhos.
Eu mesma tratei de bater em meu próprio rosto, com minhas próprias mãos, me repreendendo, onde já se viu quase beijar meu chefe sem nem ao menos estar á um mês no trabalho, quer dizer, não tem cabimento beijar o chefe, isso é fora de ética, onde já se viu dar liberdade para tal ato, tudo bem que ele me ajudou na questão do camisão, pois se não á uma hora dessas, eu poderia estar somente de sutiã nessa sala ou então com o camisão manchado de café, o que seria muito vergonhoso.
Mas nada mais vai me fazer esquecer a vergonha de ver Christian parado em minha frente, me olhando de cima para baixo, e seus olhos focalizados em meu sutiã preto de renda, por um momento eu também senti desejo em seu olhar, mas acho que poderia ser só uma loucura minha, eu queria na verdade era ter corrido para fora daquela sala de uma vez por todas, e nunca mais dar as caras por ali, nunca mais vê-lo em minha frente, pode ser exagero meu, mas na real situação que eu me encontrava não era exagerado, e sim o certo a fazer.
Mas Christian como sempre faz, conseguiu me surpreender mantendo a compostura de chefe e me ajudando com paciência e muita insistência para uma ajuda de um novo camisão, ele não me tratou mal pelo modo que eu estava vestida, não me julgou, e muito menos me olhou com pena, desprezo ou qualquer sentimento ruim semelhante, pelo contrário, ele somente me ajudou, mas eu sentia o seu olhar sobre o meu, ou para ser mais especifica, para meus seios que estavam cobertos pelo sutiã, mesmo ele agindo de maneira mais cavalheira possível comigo, eu ainda queria matar o desgraçado que se esbarrou em mim.
Quando Christian retirou o seu camisão, e me entregou, eu me perdi na visão daquele peitoral musculoso e muito bem definido que ele tinha, mas não pude deixar de notar algumas cicatrizes que ele tinha em torno da barriga e em seus mamilos, por sorte ele não viu os meus olhares nada discretos, seu camisão tinha cheiro de Whisky e menta, misturado com algum perfume masculino importado e caro demais, ele ficou sem camisa durante vários minutos até um tal de Taylor chegar com um novo camisão para mim e eu entregar o dele, mas até lá o clima já estava bastante tenso, e eu fiz o que sempre melhor faço, coloquei minha mascara de frieza e tratei Christian como ele deve ser tratado.
Meu chefe.
Pois é isso que ele é, mesmo eu me sentindo fisicamente e ás vezes emocionalmente atraída por ele, ele ainda é meu chefe, e eu não quero ser para ele só mais um dos seus casinhos, apesar de que nesse exato momento, eu não iria me importar tanto em ser somente mais uma, pois eu não podia negar uma coisa que estava corroendo dentro de mim já faz certo tempo.
Eu estava totalmente atraída por Christian Grey, meu chefe.
Por Christian.
–Foda-se Andrea, eu quero um evento para Anastásia e eu irmos nesse sábado, que seja qualquer merda, mas eu quero, me inclua em qualquer dessas porcarias de festas arrogantes e chatas, eu não me importo, apenas faça! – Eu disse e Andrea tentava de alguma maneira arranjar um evento para mim me olhou com os olhos arregalados por conta do meu palavrão.
Eu havia dito para Anastásia que iríamos a um evento, não poderia ser um covarde filho da mãe, e dar para trás, não nesse momento que eu sentia que iria dar certo, e eu iria conseguir dar um primeiro grande passo em nossa “relação”, que não existe, mas sei que vai existir.
–Senhor Grey, tem um evento para hoje á noite, um jantar de gala com vários outros empresários reunidos, é um ótimo local para fechar negócios, o que me diz? – Pergunta Andrea, fechar negócios? Eu não quero fechar porra de negócio nenhum, mas vai ter que ser esse mesmo.
–Está perfeito Andrea, inclua á mim e Anastásia que será minha acompanhante nesse jantar. – Eu ordeno, e ela balança positivamente a cabeça.
–Sim senhor. – Ela respondeu. – Será às nove horas e esse será o endereço. – Ela diz me entregando um papel com as informações necessárias.
–Ótimo, confirme a minha presença e a de Ana. — Eu digo, e eu viro às costas voltando para a sala de Anastásia e eu, mesmo relutando para entrar, assim que entrei na sala, Anastásia olhou diretamente em meus olhos, mas logo desviou, e voltou a se concentrar em seu notebook, eu apenas limpei a garganta, e caminhei para minha mesa, com passos lentos, mas firmes, sentei em minha mesa tomando um pouco do meu café que já estava frio.
–Então Ana... – Eu comecei a dizer, e seus olhos azuis pararam nos meus e me encararam com grande intensidade. –O jantar vai ser hoje á noite, e eu como já disse gostaria que você fosse a minha acompanhante. – Eu digo, e ela tenta desviar o olhar, mas não consegue.
–Claro, eu irei. – Ela diz simplesmente. –Que horas serão? – Ela pergunta.
–Às nove da noite. – Eu respondo.
–Ok. – Ela diz simplesmente, e eu me lembro que ela como é mulher, deve demorar muito mais para se arrumar, sem contar que ela tem que preparar a roupa, cabelo, maquiagem, e todas essas coisas, se bem que Anastásia nem precisa disso, mas enfim.
O vestido, eu quero especialmente dar um á ela, pois sei que ela não tem tempo e nem dinheiro para comprar um novo, e eu mais que ninguém quero agradá-la, e nada melhor do que um vestido para ela usar essa noite nesse jantar. Eu me levanto novamente e caminho para fora da sala, com meu Iphone na mão, pronto para ligar para Taylor e novamente pedir a sua ajuda.
Por Anastásia.
Christian havia me avisado que iríamos juntos ao um evento, e eu queria ter recusado, mas esse é meu trabalhado, então eu não poderia fazer tal desfeita com ele, daria tudo certo, eu dizia em minha mente, o problema principal agora, não era nem o fato de ir com Christian e sim a roupa.
Eu nunca tinha ido á um jantar da alta sociedade ou qualquer coisa do tipo, então eu não estava nem um pouco preparada para isso, e muito menos em como me comportar, o que falar, mesmo sem nunca ter ido á um desses lugares de alta sociedade, eu sei que não vou gostar de ter que conversar com um bando de dondocas que são sustentadas pelos próprios maridos, de certa maneira isso me enoja, a tal ponto que não sei de fato dizer.
Suspirei pesadamente, passando as mãos sobre meus cabelos, e Christian entrou na sala, com a expressão aliviada, e se sentou em sua mesa, na frente da minha, antes que eu pudesse desviar o olhar, ele já estava me olhando.
–Ana, você será dispensada mais cedo hoje, para se arrumar para o jantar. – Avisa Christian, e eu sinto minhas pernas ficarem bamba sem motivo.
–Ok senhor Grey. – Eu digo, arrumando minhas coisas colocando dentro da minha bolsa, e agradecendo mentalmente Christian por ter feito isso, eu realmente precisava de muitas horas para me arrumar na maneira correta de se vestir para esses jantares. Levantei da minha mesa com minha bolsa, tropeçando nos meus próprios pés. –Ah... Bom, então, até mais tarde Senhor Grey. – Eu me despeço de Christian.
–Até mais tarde Anastásia. – Ele se despede de mim com a expressão séria, que até chegou a me assustar, dei um sorriso forçado, e fui em direção da porta da saída, sentindo por um momento aliviada e livre por estar fora dali, mas ao mesmo tempo, sentia falta de estar no mesmo ambiente que Christian, talvez eu estivesse mesmo enlouquecendo.
{...}
Saí da Grey House e o mesmo homem cujo nome é Taylor que veio para a empresa entregar para Christian, meu novo camisão, veio em minha direção. Eu não tinha total certeza se ele iria falar comigo.
–Olá, senhorita Steele. – Ele me cumprimentou, e eu arqueei a sobrancelha, ele sabia meu sobrenome? Deveria saber meu nome.
–Olá. – Eu cumprimentei de volta, mas sem entender muito.
–O senhor Grey me ordenou que a leva-se em total segurança para a sua casa, vamos? – Ele pergunta e eu sinto a surpresa tomar conta, eu realmente não posso negar como Christian é gentil e cavalheiro, ele não precisava fazer isso, eu penso em negar a carona, mas sei que as chances de Taylor desobedecer a uma regra de Christian é impossível, e eu não quero ser mais teimosa do que já sou.
–Claro, vamos. – Eu respondo e ele sorri.
–Me acompanhe. – Ele pede, e eu balanço a cabeça positivamente, ele me leva em direção á um Audi prata, diferente do Audi preto que Christian uma vez já me deu carona. Taylor abre a porta do carona para mim, e eu agradeço entrando, ele então fecha a porta, dá a volta no carro e entra, dando logo a partida, e dirigindo calmamente pelas ruas de Seattle.
{...}
Cheguei há muito pouco tempo em casa, graça á Taylor, eu poderia ter chego mais cedo, mas Taylor dirigia com muita calma, o que me fez pensar um pouco nas opções de vestidos que eu tinha para vestir para essa noite. Me despedi de Taylor ao chegar m meu destino, e subi diretamente para meu apartamento.
Assim que cheguei, tratei de alimentar sushi, que gania com fome, depois peguei todos os meus kits de produtos para banho, e me entreguei por completo nele, eu tinha ainda que fazer uma depilação completa, em todo o corpo, deveria aproveitar e hidratar os meus cabelos, e ao mesmo tempo pensar em alguma roupa que eu possa levar.
Eu fiquei quarenta e sete minutos no banho, e assim que saí me senti relaxada e confortável por estar sentindo que estava limpa, e pronta para começar a sessão “não tenho roupa para vestir”, eu deveria ligar para Kate, mas ela está trabalhando e eu não posso atrapalhá-la, e até ela chegar a nosso apartamento, eu já estarei saindo, mas ela é a única pessoa que me ajudaria em uma hora dessas, ela sabe o quanto eu não sou tão boa em moda como ela.
A campainha toca e eu bufo de raiva, retirando a toalha que eu usava, e colocando um roupão, coloquei minhas pantufas, e fui atender quem era, olhei pelo olho mágico e vi um homem que mais parecia um entregador com uma caixa nas mãos, eu estranhei, pois não havia pedido nada, á não ser que fosse para Kate, eu abri a porta, e o homem loiro de olhos escuros me olhou de cima para baixo, e sorriu, eu o encarava séria, o que ele quer?
–Olá. – Ele me cumprimentou animadamente.
–Oi. – Eu cumprimentei com desanimo.
–Eu vim trazer essa encomenda que mandaram para você, Anastásia Steele? – Ele pergunta entregando a caixa para mim, e pegando uma prancheta.
–Sim sou eu, mas não encomendei nada. – Eu digo só o que me faltava, eu não iria pagar por algo que não pedi, eu o olhava confusa, esperando explicações, ele pareceu finalmente notar o motivo do meu silencio.
–Ah, eu aposto que não está entendo não é mesmo? – Ele perguntou bem humorado. –Essa é uma encomenda do senhor Christian Trevelyan Grey. – Ele diz fazendo as “peças” se juntarem, o que Christian havia me dado dessa vez? –Assine aqui, por favor? – Ele pergunta apontando para a prancheta onde está o papel da minha permissão de receber aquilo, eu suspirei derrotada, assinando aquele papel.
–Certo? – Eu perguntei.
–Certo, então vou indo, com licença, adeus. – Ele diz se despedindo.
–Adeus. – Eu me despedi fechando a porta logo em seguida, e abrindo aquela caixa, curiosa para saber o que havia ali dentro, quando os meus olhos visualizaram o que havia ali, minha boca se abriu, era tudo que eu precisava.
Um vestido maravilhosamente lindo, de seda azul escuro.
(Link do vestido nas notas finais do capítulo)
Em cima do vestido havia um bilhete, meu coração bateu fortemente, e eu peguei o bilhete o lendo em voz alta para mim mesma.
Anastásia.
Quero te conquistar e não te ganhar, pois o que se ganha, se perde, mas o que se conquista jamais se é tirado.
Um belo vestido para uma bela dama.
Christian Grey.
Eu deveria devolver o vestido, pois é caro demais, mas eu realmente preciso dele para hoje á noite, então vou considerar como um uniforme.
Minha respiração falhou, e minhas pernas tremeram isso era uma indireta, ele realmente quer me conquistar e está deixando bem claro nesse bilhete, e talvez eu deva seguir meu coração e me deixar levar, e parar de agir contra ou a favor, e deixar o destino resolver por mim, talvez assim seja melhor.
Por Christian.
Eu ordenei Taylor que leva-se Anastásia com segurança para casa, mesmo estando desconfiando dos olhares de Taylor para Anastásia, mas eu tenho confiança em Taylor e sei que ele não faria nada sem minha permissão, isso que ás vezes eu sinto é apenas um sentimento de posso em relação á Anastásia, que é minha, apenas não sabe.
Comprei um vestido para Anastásia, para o jantar de hoje, e aproveitei e mandou um bilhete que foi quase mais como uma indireta, eu sei que corro o risco dela fugir de mim, mas eu tinha que deixar claro as minhas intenções.
{...}
Eram seis horas, e decidi ir para o Escala, tomar um bom banho, e já me vestir para o jantar, tratei de deixar as funções que sobraram para Andrea, e saí da empresa, onde Taylor já me esperava.
Assim que cheguei ao Escala dispensei Gail, e fui direto tomar um bom, demorado e relaxante banho.
{...}
Assim que sai do banho vesti meu smoking que ficou perfeitamente alinhado em meu corpo, deixei meus cabelos secarem sozinhos e decidirem por si o que seriam. Passei meu perfume Dior importado, e me olhei no espelho, contente com a visão, tomara que Anastásia também fique, pois hoje, quando eu tomar iniciativa eu não quero ser rejeitado, e se eu for rejeitado, eu não faço a menor idéia de como reagiria.
Dispensei Taylor, e decidi dirigir por mim mesmo, seria melhor, peguei as chaves do meu Audi preto, e caminhei para fora do Escala, pronto para buscar Anastásia.
{...}
Cheguei pouco depois no apartamento de Anastásia, o porteiro me deixou subir sem problemas, e eu subi pelo antigo elevador, assim que cheguei na frente da sua porta, apertei a campainha e esperei, alguns minutos depois a porta se abriu e Anastásia se revelou, meus olhos brilharam, minha boca se abriu, meu coração se acelerou, e minha ereção cresceu.
Ela estava absurdamente linda.
O vestido azul tomara que caia, caiu perfeitamente em seu corpo, em sua cintura fina e delicada, Taylor realmente tinha feito uma boa escolha, seus cabelos estavam ondulados e jogados para o lado esquerdo, a maquiagem preta sobre seus olhos azuis, destacando eles e fazendo eles ficarem ainda mais intensos do que já são. Ela também tinha uma pulseira de prata em seu pulso, batom cor da pele em seus lábios sorrindo amavelmente.
–Anastásia você está incrivelmente linda. – Eu digo sem fôlego.
–Obrigada Christian, você está muito belo com smoking. – Ela diz também me elogiando.
–Obrigada Anastásia, vamos? – Eu pergunto.
–Claro. – Responde ela apagando a luz, e fechando a porta e a trancando, e colocando a chave debaixo do extintor de incêndio que fica no lado de fora.
–Tática boa. – Eu comento com humor e Anastásia ri.
–Nunca falha. – Ela acrescenta ainda rindo, ela está bem mais humorada agora, o que eu agradeço por ela não está sendo fria comigo, como ás vezes ela é, e o clima tenso que tinha hoje á tarde no escritório, aqui havia desaparecido.
Eu estendo a minha mão para ela, que a segura firmemente, e descemos juntos com as mãos entrelaçadas em direção do carro, pois hoje a noite é nossa.
{...}
O clima no carro está agradável apesar de estarmos em silencio a mais de cinco minutos, e então Anastásia começa a dialogar.
–Christian eu vou devolver o vestido e pagar por ele. – Ela me avisa e eu aperto o volante com fora, lá vem Anastásia com a sua teimosia.
–Não precisa Anastásia, você sabe. – Eu rebato.
–Eu sei Christian, mas eu quero. – Ela rebate de volta.
–Anastásia esse vestido é apenas para hoje para esse evento, e todos os eventos que nós formos eu sempre te darei um vestido novo, não adianta reclamar. – Eu aviso.
–Então vamos fazer assim. – Ela diz como se estivesse negociando, e eu sorrio. –Eu os uso e devolvo para você, e vou considerar esses vestidos como uniformes. – Ela propõe, e eu penso em negar, pois quero que os vestidos fiquem com ela, mas resolvo aceitar, Anastásia é teimosa demais, e se ela já está aceitando usá-los, já é um bom começo.
–Tudo bem então. – Eu digo, parando em frente a porta do evento, vendo que á milhões de paparazzi na entrada, eu via o olhar nervoso de Anastásia, ela estava até suando frio. –Está nervosa? – Eu pergunto.
–Sim. – Ela responde com sinceridade, eu também estava nervoso, afinal eu já tinha ido á vários eventos, mas essa era a primeira vez que eu iria com alguém especial.
{...}
Anastásia e eu já nos encontrávamos na mesa do jantar, a entrada pelos paparazzi havia sido bastante confusa e difícil de passar, Anastásia tremia, e sorria tentava sorrir para todas as câmeras, assim como eu que tinha um amplo sorriso nos lábios, sorriso que poderia até rasgar minha face eu estava feliz de estar ali com ela.
Cumprimentamos todos os convidados, eu apresentei um por um para Anastásia, e os apresentei como uma amiga e assistente para as pessoas, porque é o que ela realmente é, mas no fundo, eu queria apresentá-la como outra coisa, a palavra namorada surgiu em minha mente e eu tratei de tirá-las dos meus pensamentos.
Anastásia fazia comentários engraçados em relação às roupas de algumas mulheres, roupas realmente escandalosas e feias, assim como alguns penteados, me fazendo rir, fazendo aquele ambiente cheio de pessoas hipócritas que só se importam consigo mesmas e com status ficar um ambiente agradável de estar, mas só estava agradável porque Anastásia estava ali.
O jantar infelizmente começou, e assim se deu lugar á conversas fúteis que eu detestava participar, mas fazia por obrigação, enquanto eu conversava com alguns homens sobre negócios, eu via pelo canto do olho a cara de tédio de Anastásia ao conversar com aquelas mulheres, eu não estava tão perto para ouvir, e as muitas vozes me atrapalhava, mas eu podia apostar cem mil dólares, que essas mulheres falavam sobre coisas fúteis e desnecessárias.
Anastásia de vez enquanto trocava olhares comigo, e eu sorria para ela com um pouco de malicia, e eu tentava não rir com algumas caretas que ela fazia, realmente estava ficando muito bom aquele evento, se Ana não estivesse aqui, muito provável eu estaria com cara de peixe morto, conversando com esses homens com vontade de estar em outro local, mas pela primeira vez eu realmente queria estar ali.
O jantar acabou, e assim nos levantamos e fomos agora para o salão, lá aconteceria mais uma “parte” dos negócios, e eram quase como grupos, de um lado as mulheres dos outros os homens, pois as mulheres não gostavam de ficar no mesmo ambiente que os homens conversando sobre política, e negócios a partem, Ana fez uma cara de tristeza ao ter que ir para o lado esquerdo do salão se juntar ao grupo de mulheres.
Quinze minutos depois, poucas pessoas estavam na pista dançando música clássica que tocava, eu realmente apreciava as músicas clássicas, como Claire de Lune, ou Beethoven, mas está musica que está tocando está parecendo mais com uma música de enterro.
Continuo a conversar, e depois de cinco minutos meus olhos se arrastam por todo aquele salão em busca de Anastásia, e a vejo na pista, dançando sozinha, dois passos para esquerda e dois passos á direita, com os olhos fechados, eu sorrio pedindo licença para o grupo de homens que conversava, e caminhei em direção á ela, cheguei perto dela por trás, colocando as mãos sobre a sua cintura ela imediatamente abriu os olhos assustados e arregalados, mas logo relaxou quando viu que era eu, o que eu estranhei o pouco, hoje pela primeira vez Anastásia não estava me tratando com frieza e nem nada do gênero, talvez ela tivesse enterrado a razão longe dali, seguindo somente o que seu corpo, e talvez o que seu coração queria, o que eu agradeci, estava muito bom ter ela por perto sem todos os seus muros.
Eu a virei de frente para mim, colocando uma mão em sua cintura, e a outra mão segurando a sua mão, e começamos a dançar lentamente, como a própria música pedia, fazendo o mesmo que Ana vazia antes, dois passos para a direita, dois passos para a esquerda.
–Gostando da festa? – Eu pergunto em seu ouvido, e vejo ela estremecer e se arrepiar sobre meu toque, e sorrio com o efeito que causo nela.
–Festa? Isso está mais para um enterro, eu não agüentava mais ouvir pela décima quarta vez que a Senhora Rudolf ganhou uma bela jóia de diamantes do seu marido. – Disse Anastásia finalizando com uma careta e eu ri.
–Nem me fale, eu também não estava mais suportando conversar sobre negócios e mais negócios, e dinheiro e mais dinheiro. – Eu digo.
–Mas garanto que estava melhor do que conversar sobre roupas, carros importados, e mansões de luxo. – Ela diz.
–Bom aí você tem razão. – Eu concordo.
–Christian? – Anastásia me chama.
–Sim? –
–Essa música parece música de funeral, sério, parece musica do além. – Ela diz e eu tento segurar uma gargalhada, mas falho completamente, Anastásia me olha divertida.
–Quer sair daqui? – Eu pergunto e seus olhos brilham Ana realmente não está tão confortável aqui, assim como eu.
–Quero sim. – Ela responde.
–Que tal irmos para o grande jardim que á lá fora, ou eu posso lhe mostrar todo o salão. – Eu ofereço.
–O salão não, eu quero ir para o jardim, preciso de ar. – Ela responde e eu aceno positivamente com a cabeça, e dou as duas mãos para ela, paramos de dançar e caminhamos para fora do salão, indo na direção da porta dos fundos, para irmos para o jardim, eu guiava Anastásia, que parecia perdida.
Assim que chegamos no jardim, uma sensação de alivio tomou conta do meu corpo, eu sentia o ar fresco bater em meu rosto e arrepiar minha pele, a sensação de paz que eu estava sentindo estava se acomodando de mim. Fechei os olhos por uma fração de segundo, sentindo cheiro de grama e chuva, misturadas com a chuva fina que caia.
–Lindo. – Escutei Ana sussurrar, eu olhei para ela que olhava todo o jardim com um sorriso nos lábios, eu me aproximei dela, colocando minha mão sobre a sua cintura a virando de frente para mim.
–Anastásia, com você aqui no meu lado, esse evento está sendo perfeito, e você está muito linda, e uma tentação para qualquer homem, inclusive eu. – Eu digo e ela cora, e a cor das bochechas avermelhadas com o vestido azul combinam, e eu sorrio, acariciando esse local, nossos olhos fixos um no outro. –Anastásia, eu quero muito fazer uma coisa. – Eu sussurro confessando, e ela morde o lábio inferior, me enlouquecendo.
–Então faça. – Ela diz e eu entendo isso como uma permissão, sem esperar muito, eu avanço meus lábios sobre os delas, a beijando calmamente, apenas saboreando, e indo com devida calma, não quero assustá-la e ao mesmo tempo quero experimentar cada pedacinho da sua boca, e dos seus lábios.
O beijo começa calmo, lento, apenas sinto o gosto doce, um gosto maravilhoso, a melhor coisa que já provei em toda a minha vida, apenas um grande selinho se instala, mas então eu decido aprofundar e pedir passagem com a minha língua, Anastásia que está tão entregue quanto eu, me aceita, e deixa a minha língua infiltrar em sua boca, quando eu sinto a minha língua entrar e contato com a sua eu perco completamente a cabeça.
Eu pego seu rosto entre as minhas mãos, e sugo os seus lábios com força o mordendo logo em seguida, Anastásia geme em minha boca, fazendo minha cabeça já louca, pirar ainda mais, eu começo a explorar com urgência e vontade a sua boca, hora sugando, chupando, e mordendo de leve a sua língua, Anastásia infiltra as suas pequenas e macias mãos em meus cabelos, os revirando ainda mais. Ela então começa a fazer do seu próprio jeito, ela ainda está quente pra caralho, e explora a minha boca como se não houvesse amanhã, repetindo os meus atos, e sugar, morder e chupar a minha língua, e então ela finaliza o beijo mordendo e segurando com força meu lábio inferior, o puxando para com força, e o soltando com força também, me surpreendendo por finalizar o beijo de forma tão quente, eu não senti dor, apenas senti prazer, assim como Anastásia, que emanava o prazer de sua pele para a minha.
Milhões de sentimentos passaram por meu corpo e muitos deles eu não consegui identificar o que é apenas quatro eu tinha certeza.
Desejo, posse, satisfação e prazer.
Continua.
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