Notas iniciais
Olham quem atrasou de novo?! Eu! Eu sei que era para ter postado ontem, mas não deu, então estou postando hoje, e dando um capítulo grande para vocês para recompensar. Boa Leitura!

Por Christian.

Os sabores dos lábios delas ainda continuavam impregnados nos meus, mesmo nós estando separados, eu queria beijá-la novamente, mas decidi esperar um pouco, antes de recomeçarmos o que havíamos acabado de fazer, ela respirava com dificuldade, e eu estava ofegante, foi o melhor beijo de toda a minha vida, e olha que eu não sou um homem sentimental ou nada do gênero, mas esse beijo foi realmente o melhor que já dei, e recebi, Anastásia mantinha os olhos fechados, e quando ela os abriu, os nossos olhares intensos se encontraram, um sorriso se formou em meus lábios, Anastásia me olhava arfante, mas ao mesmo tempo confusa.

Eu sabia que á qualquer momento correria riscos dela me odiar, me rejeitar e ver o como aquilo para ela, era errado, mas eu queria ao máximo possível provar ao contrário, e assim eu faria. Eu já estava preparado para o próximo passo dela, que seria sair correndo, ou então dizer que tudo aquilo era errado, mas estava demorando demais para isso acontecer, o que eu estranhei.

Anastásia ainda me olhava pensativa, como se seu olhar estivesse sobre os meus, mas a sua mente estava muito longe, eu queria iniciar um assunto, mas não conseguia encontrar as palavras para começá-lo, o medo de perdê-la estava me cercando, eu nunca tive essa sensação em meu corpo, se eu perde-se qualquer outra submissa, eu não iria me importar, mas se eu perde-se Anastásia, eu sentia que não iria aceitar e conseguir seguir em frente, não sem antes ter o seu delicioso corpo para mim.

Anastásia fez algo então que me surpreendeu, ela colocou cada mão sua, em meu rosto, em cada lado, me olhou profundamente com seus grandes olhos azuis, e então ela colocou seus lábios nos meus, me fazendo suspirar de surpresa, e assim o beijo se iniciou.

Sua boca foi tímida no começo, ela ainda estava com vergonha de ter começado o nosso segundo beijo, eu ainda estava chocado por sua atitude, mas então saí do meu transe e comecei a retribuir o seu “beijo” tímido, na verdade era apenas um grande selinho que ela estava me dando, mas então eu abri a minha boca para recebê-la, a fim que ela me explora-se, ainda tímida ela o fez, e começou a explorar de forma tímida e calma a minha boca, eu gemi baixinho e internamente, ao sentir a sua língua tocar a minha de forma ainda receosa.

Ela explorava cada canto da minha boca, de forma bem lenta, como se quisesse memorizar para sempre, e eu estava gostando, então apertei com força a sua cintura, isso pareceu fazer com que Anastásia mostra-se o seu lado mais animal e selvagem que tem dentro dela, pois ela começou a me beijar com fúria, me deixando sem fôlego, ela explorava novamente cada canto da minha boca, mas dessa fez ela usava a força, ela mordeu meu lábio inferior e depois o chupou com grande força, eu gemi alto, era claro que ela estava comandando o beijo, e pela primeira vez eu gostei de ser “comandado”.

Ela sugou a minha língua para depois solta-lá com força, aquilo me enlouqueceu de maneira que eu não consegui me controlar, eu agarrei sua bunda com força, fazendo minhas pélvis chocar-se, ela parou o beijo e me olhou assustada, eu não me importei muito e ataquei a sua boca, puxando seu lábio inferior com exagerada força, mas Anastásia não reclamou, pelo contrário, gemeu ainda mais e agarrou meus cabelos com força, a única coisa que eu não poderia deixar é ela me tocar, mas eu acho que ela não faria isso, então relaxei e passei com a minha língua á explorar a sua boca, Anastásia mesmo com pouco fôlego retribuía a altura e sem pudor, eu chupei a sua língua e apertei a sua bunda com força, senti a carne macia em minhas mãos era uma ótima sensação e assim finalizei nosso beijo.

Anastásia se afastou e respirou profundamente, a sua visão era do paraíso, cabelos um pouco desgrenhados, boca avermelhada e inchada por conta dos beijos, e respiração irregular, eu sabia que não estava diferente, eu sentia meu peito subir e descer de forma que eu não estava conseguindo me controlar, eu também estava um pouco ofegante e um tanto “zonzo”, eu nunca havia me sentido assim com um simples beijo, nem mesmo no sexo, e então eu começo a imaginar como será a nossa primeira vez, eu vou ficar ‘acabado’.

A voz de Anastásia me tirou dos pensamentos perversos.

–Christian, isso não deveria ter acontecido, você sabe disso não é? – Ela pergunta como se fosse algo muito obvio, e na verdade era, para qualquer um, menos claro, para mim.

–Mas aconteceu, e eu não me arrependo. – Eu respondo, eu nunca me arrependeria por ter experimentado seus doces lábios nos meus, e eu faria novamente tudo o que diz, sem pensar duas vezes.

–Eu também não me arrependo Christian, mas quero que saiba que isso não pode voltar á acontecer. – Ela diz, e eu por um lado suspiro aliviado por ela não ter se arrependido, mas por outro lado fico furioso, como assim não irá voltar á acontecer?

–Anastásia, nós dois gostamos do beijo certo? E eu te desejo mais que tudo, desejei você desde dia que te vi pela primeira vez na Starbucks. – Eu digo quase confessando, ela não precisava saber agora que eu a desejei desde quando a vi andando pelas ruas de Seattle.

–Eu também te desejo Christian. – Anastásia confessando, e minha respiração falha, ela realmente me deseja, assim como eu a desejo, eu sempre imaginei isso saindo de sua boca, e agora que isso aconteceu, eu sinto algo desconhecido brotar em mim, mas resolvo ignorar e dar atenção no que ela acabou de me confessar.

–Então, o que nos impede de ficarmos juntos? – Eu pergunto.

–Christian, você é meu chefe, e eu sua assistente, isso não pode acontecer, é antiético. – Ela diz, e eu bufo e reviro os olhos, é estranho eu ter uma atitude dessas, afinal sou eu que detesto que as pessoas revirem os olhos.

–Anastásia isso não nos impede, eu sou o seu chefe e dono da empresa, ninguém pode fazer nada contra nós. – Eu digo, e é realmente verdade, ninguém pode nos prejudicar, eu mando naquela porra.

–Mas... – Ela começa a dizer, mas sem finalizar.

–O que? – Eu pergunto confuso me aproximando e colocando a mão em seu queixo, para que ela olhe para mim.

–Eu tenho medo Christian. – Ela responde.

–Medo do que Ana? – Eu pergunto.

–De acabar me magoando nessa história toda. – Ela responde e eu sinto uma pontada de culpa, ela pode se magoar feio com a relação que eu for propor para ela, e a última coisa que quero é magoá-la e vela sofrer.

–Ana eu prometo, não, não prometo, porque prometer é pouco, eu juro para você que não irei te magoar só me dê uma chance. – Eu peço, e ela me olha incerta, e eu resolvo antes alertá-la de algo. –Mas antes eu quero que você saiba de algo. – Eu digo, e ela me olha com um pouco de medo.

–O que? – Ela pergunta.

–Meus relacionamentos são diferentes. – Eu confesso, mas vejo a sua confusão.

–Diferentes como? – Ela pergunta, eu não posso contar á ela sobre o meu modo de vida, pois estamos numa festa e á ultima coisa que quero é que ela se assuste e saia correndo por aquela porta.

–Eu não quero falar sobre isso agora, não acho que seja o lugar e o momento apropriado, que tal irmos jantar amanhã? – Eu pergunto e ela junta as mãos em um ato de nervosismo, nesse pouco tempo que a conheço, eu já consigo identificar varias de seus atos.

–Jantar amanhã? Nós dois? – Ela perguntou mais para si mesma do que para mim.

–Sim, o que você acha? Apenas um jantar, fique tranqüila, eu não farei nada que você não queira. – Eu digo e ela sussurra baixinho algo que eu não consigo ouvir.

–Christian, eu realmente ainda não entendi isso de relacionamento diferente, como assim?– Ela pergunta novamente. — Eu realmente gostaria de saber. – Ela acrescenta, mas eu não posso dizer á ela sobre isso, não agora, não nesse momento.

–Anastásia simplesmente esse não é o local apropriado para o assunto que vamos ter então te peço que deixássemos isso para amanhã no jantar, o que me diz? – Eu pergunto.

Diz que sim!

Diz que sim!

Diz que sim!

–Tudo bem, eu aceito jantar com você amanhã. – Ela diz e eu tenho vontade de fazer uma dança da vitória, mas não seria algo nada “normal” de se fazer na sua frente.

–Fico feliz que tenha aceitado Anastásia, eu quero mesmo que amanhã esclarecemos tudo. – Eu digo e ela arqueia a sobrancelha.

–Você me confunde. – Ela confessa e eu rio.

–Eu sei baby, eu sei. – Eu digo pegando na sua mão quente, entrelaço nossos dedos. –Vamos voltar? – Eu pergunto.

–Claro. – Ela responde, e nós voltamos para á festa com as nossas mãos entrelaçadas, e eu sentia que esse era um dia muito mais que especial, depois de muito tempo, eu estava claramente feliz.

{...}

O jantar já havia acabado e eu estava agora na frente do prédio de Anastásia com ela no meu lado, claro que eu havia lhe dado carona, o final do jantar foi maravilhoso, Anastásia e eu estávamos mais “íntimos”, e sem aquele clima tenso que sempre era colocado entre nós, a barreira que Anastásia também formava entre nós, tinha desaparecido, ela ainda ficava tímida do meu lado, mas conversava animadamente, sempre me fazendo sorrir, eu via olhares cobiçados dos homens para Anastásia, e minha vontade era esganar a cabeça de todos que a olhavam daquela maneira. As mulheres também me olhavam com cobiça, mas eu estava ocupado demais olhando para Anastásia, para se quer prestar atenção nelas.

Antes de Anastásia descer do carro, eu segurei a sua mão, e a puxei para mim, fazenda ela sentar em meu colo, senti-la com esse contato não próximo a mim me fez suspirar, então como uma forma de boa noite, eu a beijei, mas a beijei com todo meu corpo pedindo por isso em chamas, a beijei sentindo como uma forma de “despedida”, por ter que passar a noite sem ela, com uma forma de dizer que eu a desejo, e com uma forma de ter uma lembrança para mim enquanto eu sonho com seus olhos azuis e seus lábios vermelhos, que á toda hora estão sendo mordidos por ela, mas agora estão sendo mordidos por mim.

Minha língua contornava o céu da sua boca, Anastásia riu entre o beijo, e apertou meus cabelos com força, até agora ela não havia me tocado, o que eu agradeci, mas realmente enquanto eu a beijava eu ficava atento, não podia deixar isso acontecer, Anastásia rebolou com leveza em meu colo me levanto ao limite, eu não queria transar com ela, não agora, não hoje, não nesse espaço quente e apertado do Audi, isso não é algo que eu queira para uma primeira vez, eu profundo menos o beijo me afastando e a separando de mim, Ana gemi de frustração, mas logo se recompõe e sai de cima de mim, e logo minha ereção sente falta de sua deliciosa bunda sentada sobre ela, ela se senta no lado do motorista arrumando seus cabelos desalinhados pela segunda vez daquele dia, ela olha para mim um pouco ofegante, e eu dou um sorriso para ela, esse dia estava com certeza muito bom, em apenas uma noite eu a beijei três vezes, e eu achando que ela iria ser fria comigo.

Apesar da frieza de Anastásia estar de lado, eu sei que corro risco dela voltar, mas porque eu estou pensando em desgraçada quando na verdade deveria estar “curtindo”?

–Então, é melhor eu ir. – Diz Anastásia.

–Boa Noite Ana, e até amanhã. – Eu digo me despedindo, e dessa vez apenas me contentando em beijar a sua bochecha.

–Boa noite Christian, e até amanhã. – Ela diz se despedindo também e usando as minhas palavras, ela então saiu do carro dando um aceno tímido, e entrando com rapidez em seu prédio, eu sorrio para mim, dou a partida no carro, e começo a seguir de volta para o Escala.

Essa noite seria longa, pois Anastásia tão cedo, não iria sair da minha mente.

Por Anastásia.

Eu entrei no meu apartamento respirando com dificuldade, assim que entrei e me encostei na porta e comecei a passar em minha mente tudo que havia acontecido naquela noite, e minha boca se abriu ao constatar que sim, eu realmente havia beijado Christian Grey, o meu chefe.

Na hora que ele se aproximou, eu já podia quase prever o que iria acontecer, e minha razão alertava “Não faça isso, é errado! Pare!” Mas meu coração também gritava ainda mais alto e forte que a razão “Faça isso, é o que você quer, é o que ele quer, é o que nós queremos!” Mas então uma terceira voz gritava dentro de mim, e essa conseguiu ser mais forte que a voz do coração, era a voz do desejo que gritava “Faça! Sinta! Aproveite! E não se arrepende se não fizer agora, amanhã pode ser tarde demais”, e foi assim que joguei tudo para o auto e me entreguei aos nossos três beijos da noite, que sem dúvida foram os melhores que eu já troquei, e olha que eu mesmo sendo virgem, já tive muitos ficantes.

O beijo tinha gosto de menta, o seu perfume caro demais, inebriava e me deixava tonta quando estávamos nos beijando, e quando não estávamos também, o jeito forte e furioso que ele beijava era enlouquecedor, e me deixou ainda mais excitada, eu queria agarrá-lo e ter ele dentro de mim ali mesmo, mas com certeza não seria um lugar nada legal para se perder a virgindade.

–Meus relacionamentos são diferentes. – Disse Christian como se algo ele estivesse escondendo, eu o olhava confusa, e sem entender.

–Diferentes como? – Eu perguntei em minha total confusão que me encontrava.

–Eu não quero falar sobre isso agora, não acho que seja o lugar e o momento apropriado, que tal irmos jantar amanhã? – Ele perguntou logo mudando de assunto e quase me fazendo esquecer por completo, quase.

Isso eu não entendia, como assim diferentes? Não são como relacionamentos entre um homem e mulher, namorado e namorada? Eu queria poder saber o que ele estava dizendo em relação aquilo, mas mesmo insistido mais uma vez, ele não abriu o jogo, me chamou para jantar, a principio eu quase recusei, mas o desejo que eu sinto por ele não tem como ser negado, o certo é vive-lo intensamente, e aproveitá-lo, até o último.

Mas amanhã eu saberia sobre essa história de relacionamentos diferentes que ele diz ter.

{...}

De manhã cedo quando cheguei à empresa eu estava suando frio, eu não sabia agora como agir com Christian dentro da sala, pois nós dois já havíamos dito um pouco mais de apenas patrão e empregada, e eu não posso negar que o medo de ser ignorada ou rejeitada por ele era grande, se ele fizesse algo do gênero, eu não iria saber como me comportar e como agir, porque na verdade eu iria querer fugir.

Passei por Andrea e a cumprimentei, ela me cumprimentou de volta com um sorriso sincero nos lábios, e eu respirei fundo e contentei mentalmente até dez para entrar na sala, e assim que entrei uma surpresa agradável me fez sorrir.

Havia um buque de rosas vermelhas organizadas em perfeita ordem e alinhadas de modo que ficassem bem no centro da minha mesa, Christian estava sentado na sua mesa, e sorriu de orelha á orelha ao me ver. Eu sorri também, um sorriso tímido, será que era ele que havia me dado aquelas flores? Isso era romântico, sem dúvida, mas era perigoso, e também confuso.

–Bom dia. – Eu cumprimentei Christian.

–Bom dia Ana. – Ele me cumprimentou de volta utilizando meu apelido, tudo bem, isso era um sinal que ele não estava me ignorando ou me tratando de forma diferente desde beijo de ontem, bom quer dizer, ele estava agora me chamando pelo meu apelido, e me dado rosas, então é uma mudança para melhor.

Isso ser as rosas for dele. – Disse a razão se intrometendo.

Eu caminhei até a mesa com calma e me sentei, depositando a bolsa no meu lado, quando virei para frente, Christian estava de pé, em minha frente, muito mais lindo e estorneante com que as poucas luzes do céu de Seattle que passavam pelos vidros pretos refletindo nas suas costas, fazendo seus cabelos tomarem uma cor iluminada, assim como seu rosto que estava com um ar tão aliviado e meigo, porque ele tinha que ser assim tão... Tão... Tão... Christian.

–Eu comprei essas rosas para você Ana, eu espero que goste, e não se importe. – Ele disse e eu vibrei mentalmente mandando a minha razão se lascar por estar errada.

–Obrigada Christian, foi muito gentil da sua parte. – Eu o agradeço, ele se inclina mais em minha direção.

–Foi o mínimo que eu pude fazer depois de ontem, a sua companhia naquele jantar chato Anastásia foi realmente uma salvação para mim, você conseguiu pela primeira vez com que eu não me entedia-se em uma noite desse porte. – Ele diz e eu sorrio realmente aquele jantar era muito chato e entediante, conversar com aquelas dondocas, metidas, fúteis e vulgares não era algo que me agradava, e tudo poderia ser muito mais chato se eu não estivesse com Christian.

–Eu também agradeço Christian, pois da mesma forma eu também senti que poderia ser muito mais chato se você não estivesse ali. – Eu digo e ele vem em minha direção parando no meu lado, eu viro a minha cadeira giratória ficando de frente para ele.

–Eu quero que você me acompanhe em todos os eventos. – Ele declara.

–Tudo bem então, vai ser um prazer. – Eu digo e ele dá um sorriso maravilhoso.

–Realmente Anastásia vai ser um grande prazer. – Ele diz antes de colar a sua boca em meus lábios.

Continua.

Notas finais
Então, próximo capítulo terá jantar, Ana vai descobrir essa história de "relacionamento diferente" e as coisas irão "esquentar" entre o casal. Próximo capítulo sábado, domingo, segunda e últimos casos na terça. E aí? Recomendações? Mereço? Comentem! Recomendem! Favoritem! Beijos.