Notas iniciais
Como prometido um capítulo hoje! Boa Leitura!

Por Christian.

Parecia que tinha se passado horas e horas que eu estava ali sentado na sala olhando para a parede com quadros de Vincent Van Gogh e Claude Monet tomando pelas minhas contas a sétima ou oitava dose de Whisky puro com três pedras de gelo, estava delicioso sentir o álcool correr por toda a minha garganta a queimando-a.

Eu nem sei por que qual real motivo eu estava bebendo, eu estava apenas colocando o álcool na minha boca para tentar dormir, pois em uma tentativa falha de dormir como uma pessoa normal dormiria, eu optei pelas bebidas, quase optando por tomar remédios, mas uma overdose era a ultima coisa que eu não queria ter agora.

Eu precisava estar bem disposto amanhã na hora que fosse ir atrás de Ana e implorar o seu perdão, apesar de eu não ter nenhum texto pronto na ponta da língua para falar á ela, eu precisava apenas demonstrar o meu arrependimento, talvez eu precisasse comprar flores, jóias, roupas, sapatos, bolsas ou outra coisa, qualquer coisa que a agradasse, mas pelo bem que conheço Anastásia ela não é o tipo de mulher que se compra fácil, provavelmente amassaria as flores na minha frente ou queimasse qualquer coisa que eu daria é ela.

De pijama amarrotado com os cabelos desgrenhados e com cheiro de bebida, eu subi as escadas um degrau por degrau com os pés juntos, eu não estava enxergando muito bem, então coloquei minha mão no corrimão para me guiar melhor, após o grande obstáculo das escadas eu fui para o meu quarto, passos arrastados e leves demais, digno de um bêbado, eu ri comigo mesmo de tão bêbado e patético que eu estava.

Eu estava mesmo me embriagando por causa de uma mulher? Eu estava mesmo sentindo meu peito se apertar e uma dor estranha por causa de uma mulher? Isso estava realmente acontecendo comigo?

E foi rindo feito um babaca, que eu cai na cama de barriga para baixo e acabei dormindo, tento um péssimo pesadelo com Anastásia me abandonando e o cafetão vindo para me bater, e eu não sabendo me defender.

Por Anastásia.

Eu tinha chego ao aeroporto quase á uma da manhã, e por incrível que pareça e no horário que estava eu enfrentei uma filha de meia dúzia para conseguir comprar uma passagem para Geórgia, mas ainda tinha outra filha de meia dúzia para chegarem às malas, e por ultimo eu tive que ficar sentada naquelas cadeiras desconfortáveis esperando vinte e sete minutos para a chamada do vôo 156, o meu vôo.

Eu escolhi claro viajar pela classe econômica, demorava mais, mas valia a pena por conta do custo, eu não estava com muito para gastar, e era muito provável que teria que pedir dinheiro para minha mãe quando chegasse na Geórgia.

Eu ri comigo mesmo enquanto sentava na poltrona do avião e afivelava o meu sinto, eu estava nesse momento do nada sem avisar ninguém, nem mesmo a minha mãe indo à Geórgia, tudo por um momento de raiva e vingança e por uma loucura, mas eu precisava fazer isso, precisava ensinar e mostrar á Christian que eu era muito mais que uma vadiazinha que estava entrando na sua vida para ser um objeto sexual que ele usa, joga fora, e humilhar quando ele quiser.

Se Christian me quiser de volta, ele vai ter que vim atrás de mim, e se ele não vier, ele só vai provar uma coisa para mim.

Que não se importa comigo.

{...}

Quatro horas e quarenta minutos de viagem, eu já estava morta de tédio e cansaço naquele avião, e quando ele finalmente aterrissou, eu quase fiz uma dança de alegria, era cinco e trinta e sete quando sai do aeroporto para pegar um taxi e ir para a casa da minha mãe, era em média vinte minutos até lá, totalizando cerca de cinco horas e sete minutos eu cheguei na casa da minha mãe, o céu claro estava escuro e eu me senti uma pessoa horrenda por não ter ligado para ela, o que eu falaria quando ela me visse na frente da sua casa com malas nas mãos pedindo para passar uns dias com ela ás cinco da manhã?

Ela é minha mãe, e eu espero que ela me entenda.

Eu dei o dinheiro para o taxista e sai com a sua ajuda do taxi, andei com calma tentando não fazer barulho nas pedrinhas que havia na calçada, cheguei a sua porta, e respirei muito fundo, esquecendo de soltar o ar, toquei a campainha, e esperei.

Três minutos de espera foi necessário para Carla, minha mãe, aparecer na porta com um roupão azul e os cabelos desgrenhados os olhos pequenos, mas assim que ela me viu ela arregalou os olhos e uma cara de espanto e surpresa eram presentes em sua face.

–Anastásia? Filha! O que faz aqui? – Ela perguntou.

–Oi mãe, então... – Eu comecei a dizer. –Posso ficar aqui? –

Por Christian.

Acordo com uma puta de uma ressaca, meus olhos se abrem, mas não conseguem ficar abertos e insistem em se fechar, depois de muito esforço principalmente psicológico eu resolvo levantar da minha cama e me arrumar para ir logo para a empresa ver se Anastásia está lá, menos às chances sendo impossíveis.

Sinto meu corpo dolorido, principalmente minha cabeça, que parece pesar um quilo á mais.

Ao vestir meu terno da noite passada, eu desço as escadas com calma, escutando vozes, e paro no meio da cozinha vendo a minha família reunida na mesa para o café da manhã, Mia, Elliot, Carrick e Grace param de falar o que estavam falando para me olharem, e ali fica um clima totalmente constrangedor de todos me olhando, me causando desconforto, eu pigarreio para ver se eles param de me olhar, mas eles não fazem, a sala está totalmente silenciosa.

–Bom... – Eu começo á dizer para quebrar o silencio. –Eu preciso ir, com licença. – Eu digo caminhando para ir embora dali o quanto antes.

–Não, Christian! – Chamou minha mãe. –Você precisa comer antes de ir meu filho. – Ela diz.

–Não estou com fome mãe, e estou atrasado, então bom dia á todos. – Digo rapidamente seguindo para a porta para ir embora, mas quando olho para trás vejo Elliot atrás de mim. –O que foi Elliot? – Perguntei parando na porta e bufando.

–Ah, nada não, eu iria falar da Ana, mas como percebo que você não está interessado, eu vou voltar para meu café da manhã. – Ele diz irônica dando as costas, mas eu puxo pelos ombros fazendo-o ficar de frente para mim.

–O que você tem para falar na Anastásia? – Eu pergunto desesperado.

–Calma maninho. – Diz Elliot brincalhão e eu rosno, porque ele está fazendo piada com algo tão sério? Ele não vê o tamanho do meu desespero?

–Dá para parar de brincadeira Elliot! – Eu exclamo alto. –Porra você sabe como eu estou! Eu estou louco, insano e desesperado, por favor, me diga o que sabe! – Eu digo alto demais para os que dão tomando café da manhã na sala de estar ouvirem.

–Calma Christian, eu não queria te deixar desse jeito, apenas não sabia que você estava tão desesperado, me perdoe. – Pede Elliot com sinceridade e eu vejo a sinceridade pela primeira vez nos seus olhos.

–Desculpe Elliot se fui grosso, eu apenas estou sem sentido. – Eu peço e ele apenas concorda com a cabeça.

–Eu te entendo Christian, e o que eu tenho para dizer talvez não seja a melhor noticia. – Diz Elliot me fazendo tremer. –Quando levei Kate para casa, eu subi em seu apartamento e notei que ela estava sozinha, percebi que Anastásia não estava lá, quando perguntei para Kate ela me fez jurar de pés juntos que eu não contaria á você, então me jure que você não dirá á ela que quem falou foi eu, se não ela corta as minhas bolas foras. – Diz Elliot fazendo novamente gracinha, mas eu não consigo rir, o que afinal Kate falou? Porque Ana não estava em casa? Ela estava em outro lugar? Com outro alguém?

–O que Kate disse Elliot? O que Kate disse sobre Ana para você? – Perguntei sentindo um nó formando em minha garganta.

–Anastásia foi para Geórgia Christian, passar uns dias com a mãe. – Respondeu Elliot e meu único pensamento era:

Ela fugiu de mim! Ela me abandonou! Ela me deixou! Ela foi embora!

Continua.

Notas finais
Não sei se alguém percebeu, mas o real tempo de uma viagem de Seattle á Georgia é 8 horas, segundo a nossa querida leitora e professora de física Nadi Monteiro que queria agradecer por ter me dito, ou seja tempo demais para a nossa Fanfiction e para a chegada da Ana não é mesmo? Por isso inventei que foi apenas quatro horas de viagem, espero que não se importem... Próximo capítulo quarta, quinta ou sexta! Recomendações?! Comentem! Recomendem!! Favoritem! Beijos.