Cinquenta Tons Mais Intensos.
23 Um contrato "modificado".
Notas iniciais
Por Christian.
Anastásia mantinha os braços em minha volta, mas eu sentia a hesitação dela, eu sentia que ela estava com medo de me tocar, talvez ela pense que me tocando, eu irei puni-la de alguma forma ruim, mas ela está completamente enganada, eu quero esse abraço, eu preciso sentir que ela está perto de mim, e que não vai fugir, ela estava prestes a se soltar de mim, quando eu apertei com mais força a sua cintura em meus braços, um gemido involuntário saiu de meus lábios.
Respirações ofegantes estavam presentes na sala, ambos não conseguimos normalizá-la, eu sentia a minha pele ainda quente, e queimando, assim como Anastásia, eu sentia a sua pele quente contra a minha, nós ainda estávamos desejosos, e eu sabia que ela estava querendo mais, eu também queria mais, ambos queríamos mais, mas eu não podia, não porque não queria, mas sim porque não tinha mais tempo, eu tinha que voltar para a empresa.
Infelizmente.
Beijei os lábios de Anastásia com muita calma, não houve língua, apenas nossos lábios se movendo com calma e sincronia, eu sentia a textura macia e doce, me embriagando, era novamente outra primeira vez.
Meu primeiro beijo sem língua.
Como um verdadeiro adolescente, vibrei por dentro, sem saber o por que. Era tão bom sentir com suavidade seus lábios nos meus, sua pele enroscada na minha, seu rosto perto de mim, eu estava confuso, delirando talvez por causa do prazer, meus sentimentos por Anastásia são muito confusos, e são fortes demais, eu sei que ela é verdadeiramente importante para mim, e ela não faz ideia como estou feliz em pode-la ter como minha namorada.
Minha.
Somente minha.
–Eu não quero ir. – Eu confesso em seu ouvido, vendo ela se arrepiar, meus efeitos sobre ela são menores dos efeitos que ela tem sobre mim.
–Eu também não queria que você fosse. – Ela comenta, sorrio por saber que ela me quer por perto.
–Porque você não foi trabalhar? – Eu pergunto.
–Eu não tive coragem, eu não queria olhar para você depois de tudo que fizemos, fiquei com medo de você me tratar com frieza. – Ela responde, e eu aperto mais os meus braços em sua cintura, por um momento achei que ela não estivesse conseguindo respirar.
–Eu nunca te trataria com frieza, não depois de tudo que fizemos que modéstia parte foi maravilhoso. – Eu digo, não querendo que ela pense que sou um cafajeste.
–Eu sinceramente pensei isso, pensei que depois de tirar minha virgindade, você iria me deixar. – Ela diz olhando para baixo, eu coloco a minha mão sobre seu queixo e ergo para mim.
–Nunca, jamais diga isso. – Eu ordeno. –Eu nunca, nunca, jamais, nem por um critério, irei te deixar. – Eu digo como uma promessa para ela, e para mim mesmo. –Você faz parte da minha vida. – Eu sussurro a última parte.
–Eu quero mais. – Ela sussurra.
–Você terá mais Anastásia, você sempre terá mais, e sempre será a única que vai ter. – Eu digo sorrindo no final da frase, Anastásia é meu primeiro mais, quero deixar claro isso á ela.
–Fico feliz. – Ela diz simplesmente, ficamos em segundos no silencio, eu pigarreio, e retiro sem querer meus braços de sua volta, eu precisava ir embora, mesmo sentindo que não era isso que eu queria.
–Eu tenho que ir. – Eu digo começando a colocar a minha roupa, primeiro a cueca amassada, e depois minhas roupas, que também estão amassadas, passo a mão pelo meu cabelo sentindo-os desgrenhados e suados.
–Christian, agora que vamos começar ah... A namorar, eu não acho bom que eu trabalhe na empresa, talvez o melhor seja que eu me demitisse. – Anastásia diz, e a raiva sobe em mim, demitir? Ficar longe de mim? Ela está louca, só pode.
–Não! – Eu respondo. –Claro que não, eu não quero que você se demita Anastásia, eu quero que você ainda trabalhe comigo. – Eu acrescento.
–Mas o que as pessoas irão dizer? Que nós temos falta de profissionalismo. – Ela responde por sua própria.
–Eu não estou nem aí para o que as pessoas vão dizer. – Eu digo dando de ombros.
–Mas eu estou. – Ela diz apontando para si própria. –Eu acho melhor o pessoal da empresa não saber de nós. – Ela diz, e uma pontada de dor eu sinto, mas consigo não demostrar, ela tem vergonha de mim?
–Você por acaso tem vergonha de mim? – Eu pergunto, e Ana revira os olhos, eu fecho os punhos com força.
–Claro que não Christian, apenas eu não quero que as pessoas achem que eu só estou trabalhando na empresa por que eu namoro com você. – Ela responde, e eu sorrio mentalmente.
Ela só não quer que pense que ela é uma interesseira, coisa que Anastásia não é de jeito nenhum, ela está na empresa porque merece, porque em competência para isso, porque ela é uma merecedora daquilo que faz.
–Ok baby, se é isso que você quer, eu vou respeitar, apesar de não concordar, porque eu quero que todos saibam de quem você é. – Eu digo possessivo.
–Igualmente. – Sussurra Ana.
–Como? – Eu pergunto.
–Eu também quero que as pessoas saibam que você é meu. – Ela sussurra bem baixo timidamente.
–Eu sou baby, inteiramente seu. – Eu digo puxando ela para mim, nossos rostos ficam frente a frente, seu hálito doce batendo em meu rosto. –Fodido, mas ainda assim sou todo seu. – Eu finalizo rindo comigo mesmo e puxando seu rosto para mim selando os nossos lábios.
{...}
Antes de sair do apartamento de Anastásia, nós combinamos que iriamos jantar aquela noite para resolver questões do contrato, e hoje mesmo teria que modifica-lo, mas eu precisava de Anastásia para fazer isto, então irei colocar em questão tudo o que discutimos essa noite, limites rígidos, razoáveis, aceitáveis. Tudo na mais perfeita ordem.
Cheguei na empresa passando direto por todos, sem falar com ninguém, mas antes que eu pudesse entrar em paz em minha sala, Andrea me chama.
–Senhor Grey? –
–Sim? – Eu respondo.
–Seu irmão Elliot lhe espera na sua sala. – Ela avisa.
–Ok. – Eu respondo sem alongar e entro no meu escritório, vendo Elliot sentando em minha poltrona, brincando com duas estátuas que estavam ali apenas para decoração.
–Elliot. – Eu digo, e ele olha para mim e sorri.
–Fala maninho. – Ele diz, daquela sua forma meio lenta e brincalhona de ser, Elliot sempre fui um piadista de primeira, não perde tempo de colocar alguma pessoa em um momento constrangedor, de certa forma isso o satisfaz.
–Elliot, me chame de Christian. – Eu digo e ele bufa, revirando os olhos, eu não gosto quando revirem os olhos para mim, mas nem por isso sinto vontade de bater em Elliot, como tenho vontade de bater em outras submissas, ou em Ana quando me desobedece ou sem querer faz esse ato.
–Sempre tão chato. – Ele comenta com deboche. –Quando vai parar de ser assim Christian, e vai começar a se soltar? – Pergunta ele.
–Elliot eu não acho que esse seja o momento certo de falar sobre como eu sou, ou não sou, agora saí da minha poltrona? – Eu pergunto, e ele ri, e se levanta sentando no sofá que fica no canto da sala.
–Não sabia que você tinha alguém trabalhando com você no seu escritório. – Diz Elliot, e eu sorrio de canto, ao constatar que Elliot será o primeiro á saber sobre Anastásia.
–Sim, minha assistente pessoal. – Eu respondo.
–Não sabia que precisava de uma. –Diz Elliot.
Nem eu. – Eu completei mentalmente.
–Mas preciso. – Comentei.
–Então Christian. – Diz ele dando ênfase ao meu nome. –Eu estava pensando de nós hoje irmos para uma balada, eu você, ou um bar, qualquer coisa, sabe, para conversar, coisas de irmãos. – Convida Elliot.
–E sua namorada vai? – Eu pergunto.
–Não, eu quero só nós dois, um encontro de irmãos, para colocarmos assunto em dia, tanto tempo que a gente não se fala. – Diz Elliot, e eu concordo positivamente com a cabeça.
–Infelizmente não vai dar Elliot. – Eu respondo, e vejo Elliot bufar.
–Claro que não. – Diz ele com deboche. –Nunca dá. – Ele acrescenta, posso ver a decepção em seus olhos.
–É sério, realmente hoje não vai dá, eu vou jantar com a minha namorada. – Eu digo, e Elliot arregala os olhos, e ao mesmo tempo sua boca se abre.
–N — Namorada? – Pergunta Elliot gaguejando, e eu rio.
–Sim Elliot, namorada, eu estou namorando, e já vou avisando que é sério. – Eu aviso de forma séria, e é realmente muito sério.
–Porra! – Exclama ele. –Parabéns! Mesmo! Sério, parabéns, eu jurava que você era gay. – Diz Elliot rindo no final, eu também sorria, mas até ele soltar esse comentário, minha cara se fecha.
–Elliot, eu não sou gay. – Eu rosno.
–Eu sei, mas agora me diz quem é a sortuda, ou melhor, de quem você é sortudo? – Ele pergunta, e eu sorrio com orgulho, antes de dizer.
–Anastásia Steele. – Eu respondo. –Você não conhece, mas em breve irá conhecer. – Eu digo já me adiantando, e planejando mentalmente quando irei levá-la para conhecer a minha família.
–Como ela é? – Ele pergunta.
–Como assim? –
–A aparência. – Ele responde.
–Morena, não tão baixa, mas também não tão alta, de olhos azuis, pele branca, e às vezes fica corada quando ela está com vergonha, por quê? – Eu pergunto.
–Não, eu nunca a peguei. – Diz Elliot, com mais de sua piadinha, eu rosno para Elliot que para de sorrir de imediato. –Sério Christian, eu estou feliz com essa noticia, estava na hora de você se apegar á alguém. – Ele diz.
–Obrigada Elliot. – Eu agradeço.
–E quando eu posso conhecê-la? – Ele pergunta.
–Em breve, muito em breve, eu quero levá-la para a casa dos nossos pais, para ela conhece-los. – Eu respondo surpreendendo até a mim mesmo, eu jamais apresentaria uma submissa para meus pais, ainda mais com tanta pressa que eu estou.
–Ah que bom, porque eu não vejo a hora de conhecer a garota que conquistou teu coração. – Diz ele fazendo voz de mulher no final, aquilo foi bem gay.
–Menos Elliot, nós apenas estamos nos conhecendo. – Eu digo Anastásia não conquistou meu coração, até porque eu não tenho coração.
–Ah Christian, eu também conheci várias garotas, e nunca as apresentei para os nossos pais. – Diz Elliot. –Confessa, você está amarradão nessa garota, isso claro se não tiver apaixonado. – Diz Elliot, e eu o olho assustado.
–Elliot, por favor, será que dá para mudar de assunto? – Eu pergunto.
–Viu você nem contrariou o que eu disse. – Insistiu Elliot.
–Elliot, por favor, já chega. – Eu peço, e ele para.
–Ok, eu vou parar, eu preciso também ir embora. – Ele diz se levantando e indo até a porta, ele a abre.
–Ah, e Christian. – Elliot me chama.
–Que? – Eu pergunto.
–Pelas descrições que você deu da Ana, ela parece ser bem gostosa. – Ele diz, e eu sinto meu sangue ferver, por dois motivos, primeiro, ele dizer aquilo de Anastásia, e segundo, ele chamá-la de Ana, só eu posso, ele não tem intimidade para chama-la assim, eu corro até a porta querendo realmente começar uma briga física, mas é tarde demais, porque ele ri debochadamente de mim, e fecha a porta em questão de segundos, fazendo com que eu batesse meu rosto, na porta com tudo, sentindo a dor causada.
Elliot me paga!
Por Anastásia.
Abri meu guarda roupa entusiasmada procurando algo para vestir no jantar de hoje, repetir vestido não dá, não que eu seja fresca e ligue para esse tipo de coisa, mas que ontem eu já estava com o vestido cinza preferido, então não irá ser muito agradável repeti-lo hoje, talvez eu opte por pegar um emprestado de Kate, ou usar uns dos meus que comprei quando fui demitida da Starbucks.
Suspirei sentando na cama, e pensando em tudo que aconteceu.
Eu estava namorando.
Namorando Christian Grey, ele realmente queria algo mais comigo, algo sério, não queria somente brincar, e isso fez com que meus sentimentos que são desconhecidos por mim, aumentarem, eu sinto um carinho muito grande por Christian, então vou aproveitar e me entregar e ser a sua submissa/namorada, eu não tenho nada a perder, apenas não posso me apaixonar.
Senti alguém entrando no apartamento, e ergui uma sobrancelha.
Kate? Mas ela não está trabalhando?
Levantei-me e caminhei em direção da sala, encontrando Kate entrando, ela me viu e sorriu, jogando a sua bolsa azul escura no sofá.
–Oi Ana. – Ela cumprimentou se atirando no sofá.
–Oi Kate, o que faz aqui? Não deveria estar na Starbucks? – Eu pergunto.
–Sim, mas me deram o restante do dia de folga porque trabalhei até tarde ontem á noite fazendo hora extra. – Ela responde bocejando. –E você? – Ela pergunta.
–O que? – Eu pergunto.
–Não sei você parece animada, aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou, e eu hesitei em responder que estava namorando, apesar de Christian deixar bem claro que não queria mais segredos em nossa relação, ele queria que todos soubessem então não á problema nenhum em contar para Kate.
–Eu estou namorando. – Eu respondo, e Kate caí do sofá. –Ai meu Deus, você está bem? – Eu pergunto, e ela rapidamente se recompõe voltando a se sentar no sofá.
–Estou só estou surpresa. Eu não imaginava que isso iria acontecer, não tão cedo, mas me diga, quem é? – Ela pergunta, e eu junto as minhas mãos, as esfregando.
–Christian Grey. – Eu respondo, e Kate grita.
–Ah! O irmão de Elliot?! Meu Deus, isso só pode ser um efeito Grey. – Ela diz brincando, e eu rio. –Ah Anastásia parabéns! Isso é demais! – Ela diz.
–Eu sei. – Eu digo simplesmente. –Eu preciso de sua ajuda. – Eu comento.
–O que? – Ela pergunta.
–Hoje vou sair com Christian, e não tenho a menor ideia do que vestir. – Eu respondo.
–E como será esse encontro? – Ela pergunta.
–Será um jantar. – Eu respondo, e ela se levanta do sofá rapidamente ficando de pé, pegando na minha mão.
–Então vamos que eu vou deixar você deslumbrante. – Ela diz, pegando na minha mão, e me arrastando para o quarto.
Por Christian.
Muitas horas depois...
Eu respirei fundo, enquanto deixava a agua quente do chuveiro cair nas minhas costas sentindo a boa sensação, eu estava já me preparando e me arrumando para o jantar com Anastásia, e esse seria um jantar de verdade, não como o de ontem, que não houve jantar, mas modéstia parte houve algo muito melhor.
As questões do contrato eu as modifiquei, e precisava agora somente saber as opiniões de Anastásia, e se ela quiser modificar mais, assim eu o farei, não importa o quão eu tenho que mudar o contrato, eu preciso dela.
Saí do chuveiro, já enrolando a toalha em minha cintura, e indo para meu Closet ver um terno bom para o jantar de hoje, quando o telefone toca, eu murmuro baixo irritado, não quero atender ninguém, mas mesmo assim, dou uma rápida corrida para a sala, e atendo o telefone.
–Grey. – Eu digo sem humor.
–Christian? – Pergunta aquela voz que reconheço. –Sou eu, Grace. – Diz minha mãe, e eu sorrio feliz por ser ela, e não outra pessoa qualquer me ligando por negócios, pois eu sempre deixo bem claro para clientes, funcionários, que só trato de negócios na empresa.
–Olá mãe, como você está? – Eu pergunto.
–Bem meu filho, e você? – Ela responde e pergunta.
–Também estou bem, mas qual foi o motivo da ligação? – Eu pergunto minha mãe geralmente liga uma ou duas vezes por semana para saber como estou, mas sempre liga na empresa, é muito raro ligar para o Escala.
–Fiquei sabendo, por Elliot, que você está namorando, isso é realmente sério Christian? Ou foi só uma piadinha de mal gosto de Elliot? – Ela pergunta e eu rio, sabia que Elliot já iria fofocar para a família toda, e por incrível que pareça, isso me deixa feliz.
–É verdade mamãe, eu estou mesmo namorando. – Eu respondo.
–Oh Christian, meus parabéns, que felicidade! – Ela exclama do outro lado da minha, posso até mesmo apostar que está dando pulinhos.
–Obrigada mamãe. – Eu agradeço.
–Mas quem é a nomeada? – Ela pergunta.
–Anastásia Steele é o nome dela, é pouco provável que você a conheça. – Eu respondo, sempre falando o nome de Anastásia com orgulho.
–Realmente não a conheço, mas quero conhecê-la em breve, que tal um jantar amanhã aqui em casa? Posso convidar Mia, que está morando em Nova York por algum período. – Diz minha mãe, e eu fico surpreso em saber que Mia está em Nova York, a ultima vez que ouvi falar dela, ela estava em Paris.
–Acho amanhã um ótimo dia, mas ainda assim tenho que falar com Ana. – Eu comento.
–Ok, então fale com ela e depois me ligue, está bom? – Ela pergunta.
–Está sim mãe, agora preciso ir, vou jantar com Anastásia. – Eu respondo sorrindo no final.
–Oh filho, então vai lá jantar com a minha nora, não vejo a hora de conhecê-la. – Ela diz pela segunda vez.
–Eu também, não vejo a hora de apresentá-la a vocês. – Eu digo. –Adeus mãe. – Eu me despeço.
–Adeus filho. – Despede minha mãe, e eu volto para meu quarto, para me vestir, amanhã Anastásia e nós já temos um encontro marcado.
{...}
Chego ao apartamento de Anastásia, e o porteiro me deixa subir direto, eu subo animado, no meio do caminho comprei flores á ela, tudo para agradá-la, eu não sabia o porquê disso tudo, eu mesmo, estou sentindo que estou me comportando de maneira diferente.
Chego a sua porta, toco a campainha e Anastásia atende, parecendo deslumbrante em um vestido branco, indo até o meio de suas coxas, e valorizando até demais para meu gosto, os seus seios.
Seus cabelos soltos, e lisos, colocados unicamente em cada posição certa, a maquiagem preta dando brilho e chamando atenção para meus seus olhos azuis, seus lábios com um batom cor de boca, fazendo-me salivar, para não morde-los.
(O link do vestido de Anastásia estará nas notas finais)
–Céus Anastásia, você está linda. – Eu a elogio, e Anastásia sorri.
–Obrigada Christian, boa noite para você. – Ela diz ainda sorrindo.
–Me desculpe, fui mal educado, boa noite Anastásia, eu te trouxe essas flores. – Eu digo apontando para ela as rosas brancas, algo me dizia que eram as suas preferidas.
–Obrigada Christian. – Diz Anastásia as pegando. –Elas são muito lindas. – Ela diz. –Vou coloca-las lá dentro, espere um pouco. – Ela pede.
–Claro. – Eu murmuro, e ela entra, eu aproveito para arrumar meu cabelo e meu terno, revendo se está tudo em ordem, Anastásia está linda demais, e eu também preciso ficar minutos depois Anastásia retorna.
–Bom, resolvido, podemos ir? – Ela pergunta.
–Sim. – Eu respondo, estendo a minha mão, Anastásia a pega e eu a guio, mas antes de chegarmos ao carro, eu pego seu rosto em minhas mãos e a beijo, eu estava necessitado naquele beijo.
Minha língua contorna a sua, enquanto ela passa as mãos nos meus cabelos, desarrumando em meus cabelos, ela suga o meu lábio, para depois morde-lo, eu a agarro mais forte da cintura, enquanto continuo a explorar a sua boca, eu amo o gosto dos seus lábios, eles são doces, macios, e ao mesmo tempo urgentes e necessitados, assim como os meus.
Nos se afastamos por conta do ar, mas cessamos o nosso beijo por selinhos.
Por Anastásia.
Kate realmente conseguiu me deixar bonita, eu adorei o vestido branco no qual Kate me emprestou, e serviu perfeitamente em mim. O trajeto no carro de Christian foi em silencio, eu me agarrei em seu braço por conta do vento que fazia no carro com a nela aberta, Christian percebeu e fechou a janela, mas não me deixou se desagarrar do seu braço, e fez com que eu encosta-se a cabeça em seu ombro.
Quando chegamos Christian saiu do carro não me dando tempo, nem de abrir a porta, pois quando o vi, ele mesmo estava fazendo isso, eu não podia negar que estava surpresa pelos atos de Christian.
Primeiro me deu flores, depois sua obsessão por toca-lo, mas ao mesmo tempo não me dando espaço para isso, e terceiro sendo extremamente cavaleiro, eu pensei que ele não fosse assim.
Entramos no restaurante, e eu já estava tentando decidir a mesa que irmos sentar, quando Christian me puxa pela cintura, me guiando para uma porta, eu arqueei a sobrancelha, o que ele estava fazendo?
Ele abriu a porta, e vi que ali dentro, havia uma bela mesa de jantar já posta, e um garçom ao lado da mesa, Christian sussurrou em meu ouvido.
–Quero apenas nós dois nesse jantar, por isso eu achei melhor jantarmos com mais privacidade. – Ele diz esclarecendo, eu apenas aceno com a cabeça.
–Tudo bem, então. – Eu digo, e ele me leva até a mesa, afastando a cadeira para que eu pudesse sentar, eu me sento. –Obrigada. – Eu sussurro. Christian sorri e vai para o outro lado da mesa, e se senta.
–Por favor, traga o melhor vinho á nós. – Pede Christian, o garçom assente, e caminha para outra porta, provavelmente vai para a cozinha, ele não demora muito para chegar com duas taças, e o vinho, ele coloca as taças gentilmente na mesa, depois o vinho. –Obrigado. – Agradece Christian, o garçom sorri e saí, eu percebo um papel pardo em cima da mesa.
O contrato.
–Bom. – Eu começo dizendo, e vejo Christian com os olhos vidrados em mim, prestando muita atenção. –Podemos ir direto ao ponto, sem muita enrolação. – Eu peço.
–Como assim? – Pergunta Christian.
–Me mostre o contrato Christian. – Eu respondo esclarecendo.
–Agora? – Ele pergunta.
–Sim, por favor. – Eu respondo.
–Ok. – Ele diz pegando o papel pardo e entregando á mim. Eu pego o contrato, retirando do papel pardo, e respiro fundo antes de começar a ler, olhar de Christian está sobre mim, me intimando de certa forma.
Assinado hoje, ____________de 2015.
ENTRE
Sr Christian Grey residente em 301 Escala, Seattle, WA 98889
(“O Dominador”)
Srta Anastásia Steele residente em 1114 SW Rua Green, Apartamento sete, Haven Heights, Vancouver, WA 98888
(“A Submissa”)
AS PARTES CONCORDAM COM OS TERMOS ABAIXO
1 — Os termos a seguir são parte de um contrato vinculante entre o Dominador e a Submissa.
TERMOS FUNDAMENTAIS
2 — O propósito fundamental do presente contrato é permitir à Submissa explorar de maneira segura sua sensualidade e seus limites, respeitando e considerando devidamente suas necessidades, seus limites e seu bem-estar.
3 — O Dominador e a Submissa concordam e confirmam que tudo que ocorra sob os termos do presente contrato será consensual, confidencial e sujeito aos limites acordados e aos procedimentos de segurança estabelecidos no presente contrato. Limites e procedimentos de segurança adicionais poderão ser acordados por escrito.
4 — O Dominador e a Submissa garantem não sofrer de doenças de natureza sexual, séria, infecciosa ou que constitua uma ame- aça à vida, incluindo, mas sem se limitar, aids, herpes e hepatite. Se, na vigência do presente contrato (tal como definido acima), ou em qualquer extensão da vigência do presente contato, qualquer das partes for diagnosticada com ou tiver ciência de quaisquer dessas doenças, a parte em questão se encarregará de informar a outra parte imediatamente e antes de qualquer forma de contato físico entre as partes.
5 — A adesão às garantias, acordos e compromissos acima (e quaisquer limites e procedimentos de segurança acordados sob a cláusula três) são fundamentais para a validade do presente contrato. Qualquer quebra o tornará imediatamente nulo e as partes concordam em assumir total responsabilidade uma perante a outra pela consequência de qualquer quebra.
6 — Tudo no presente contrato deve ser lido e interpretado à luz do propósito fundamental e dos termos fundamentais estabelecidos nas cláusulas 2-5.
OBRIGAÇÕES
7 — O dominador se responsabilizará pelo bem-estar, pelo treinamento, pela orientação e pela disciplina adequados da Submissa-. Ele decidirá a natureza dos referidos treinamento, orientação e disciplina e o tempo e o lugar de sua administração, sujeitos aos termos, limitações e procedimentos acordados no presente contrato ou previamente acordados, em consonância com a cláusula três.
8 — Se, em qualquer tempo, o Dominador deixar de cumprir os termos, os limites e os procedimentos de segurança acordados estabelecidos no presente contrato ou acordados em forma de aditamento sob a cláusula três, a Submissa tem o direito de ter- minar o presente contrato no ato e deixar de servir ao dominador sem aviso prévio.
9 — De acordo com esta condição e com as cláusulas 2-5, a Submissa deve servir e obedecer ao Dominador em tudo. De acordo com os termos, limitações e procedimentos de segurança acordados estabelecidos no presente contrato ou acordados em forma de aditamento sob a cláusula três, ela oferecerá sem questionar ou hesitar o prazer que ele solicitar e aceitará sem questionar o treinamento, a orientação e a disciplina do Dominador na forma que for.
VIGÊNCIA E TÉRMINO
10 — O Dominador e a Submissa celebram o presente contrato no Início da Data de Vigência plenamente cientes de sua natureza e se comprometem a cumprir plenamente suas condições.
11 — O presente contrato vigorará por um período de três meses a partir do Início da Vigência do Contrato (“a Vigência”). Finda a Vigência, as partes discutirão se o contrato e os acordos que celebraram sob o presente contrato são satisfatórios e se as necessidades de cada parte foram atendidas. Cada parte pode propor a extensão do presente contrato sujeita a ajustes de seus termos ou aos acordos que fizeram na vigência do mesmo. Não havendo acordo para tal extensão, o presente contrato terminará e ambas as partes serão liberadas para retomar suas vidas em separado.
DISPONIBILIDADE
12 — A Submissa estará disponível para o Dominador das noites de sexta-feira até as tardes de domingo todas as semanas durante a Vigência em horas a serem especificadas pelo Dominador (“as Horas Designadas”). Mais horas designadas podem ser mutuamente acordadas ad hoc.
13 — O Dominador se reserva o direito de destituir a Submissa de suas funções a qualquer momento e por qualquer razão. A Submissa pode solicitar sua liberação a qualquer momento, devendo tal solicitação ser concedida a critério do Dominador, sendo resguardados apenas os direitos da Submissa mencionados nas cláusulas 1-5 e 8, acima.
LOCAL
14 A Submissa se colocará à disposição durante as Horas Designadas e as horas adicionais acordadas em locais a serem de- terminados pelo Dominador. O Dominador assegurará que todos os custos de viagens incorridos pela Submissa para este propósito sejam cobertos pelo Dominador.
CLÁUSULAS DO SERVIÇO
15 — As seguintes cláusulas do serviço foram discutidas e acordadas e receberão a adesão de ambas as partes durante a Vigência. Ambas as partes aceitam que possam surgir assuntos não cobertos pelos termos do presente contrato ou pelas cláusulas de serviço, ou que certos assuntos possam ser renegociados. Em tais circunstâncias, outras cláusulas podem ser propostas a título de emenda. Quaisquer cláusulas ou emendas adicionais devem ser acordadas, documentadas e assinadas por ambas as partes e serão sujeitas aos termos fundamentais estabelecidos sob as cláusulas 2-5, acima.
DOMINADOR
15.1- O Dominador tornará prioritárias a saúde e a segurança da Submissa em todos os momentos. O Dominador, em tempo algum, solicitará, exigirá, permitirá ou ordenará que a Submissa participe de atividades detalhadas no Apêndice 2 ou de qual- quer ato que uma ou outra parte julgue inseguro. O Dominador não realizará nem permitirá que se realize qualquer ato que possa causar dano sério ou risco à vida da Submissa. As sob cláusulas restantes da presente cláusula 15 deverão ser lidas e sujeitas à presente disposição e às questões fundamentais acordadas nas cláusulas 2-5, acima.
15.2 — O Dominador aceita a Submissa como propriedade sua, para controlar, dominar e disciplinar durante a Vigência. O Do- minador pode usar o corpo da Submissa a qualquer momento durante as Horas Designadas, ou em quaisquer horas extras acordadas, da maneira que julgar apropriada, sexualmente ou de outra maneira qualquer.
15.3 — O Dominador proporcionará à Submissa todos os treinamentos e orientações necessários de modo a permitir que ela sirva adequadamente ao Dominador.
15.4 — O Dominador manterá um ambiente estável e seguro em que a Submissa possa cumprir suas obrigações no serviço do Dominador.
15.5 — O Dominador pode disciplinar a Submissa conforme o necessário para assegurar que a Submissa valorize plenamente seu papel de subserviência ao Dominador e para desencorajar condutas inaceitáveis. O Dominador pode açoitar, espancar, chicotear ou castigar fisicamente a Submissa como julgar apropriado, para fins de disciplina, para seu prazer pessoal, ou por qualquer outra razão, a qual não é obrigado a explicar.
15.6 — No treinamento e na aplicação da disciplina, o Dominador assegurará que não sejam deixadas marcas permanentes no corpo da Submissa nem sejam provocados ferimentos que possam exigir cuidados médicos.
15.7 — No treinamento e na aplicação da disciplina, o Dominador assegurará que a disciplina e os instrumentos usados para os fins disciplinares sejam seguros, não sejam usados de modo a causar danos sérios, e de modo algum excedam os limites definidos e detalhados no presente contrato.
15.8 — Em caso de doença ou ferimento, o Dominador tratará da Submissa, cuidando de sua saúde e segurança, encorajando-a e, quando necessário, buscando cuidados médicos.
15.9 — O Dominador manterá sua boa saúde e buscará cuidados médicos quando necessário para manter um ambiente livre de riscos.
15.10 — O Dominador não emprestará sua Submissa a outro Dominador.
15.11 — O Dominador poderá prender, algemar ou amarrar a Submissa a qualquer momento durante as Horas Designadas ou em quaisquer horas extras acordadas por qualquer razão e por períodos de tempo prolongados, tendo a devida consideração com a saúde e a segurança da Submissa.
15.12 O Dominador assegurará que todo equipamento usado para os fins de treinamento e disciplina serão mantidos sempre em perfeito estado de limpeza, higiene e segurança.
SUBMISSA
15.13 — A Submissa aceita o Dominador como seu amo, com o entendimento de que é agora propriedade do Dominador, para ser usada como bem aprouver ao Dominador durante a Vigência em geral, mas especificamente durante as Horas Designadas e quaisquer horas extras acordadas.
15.14 — A Submissa obedecerá às regras (“as Regras”) estabelecidas no Apêndice 1 do presente contrato.
15.15 — A Submissa servirá ao Dominador de qualquer maneira que o Dominador julgar adequada e se esforçará para agradar ao Dominador em todos os momentos, da melhor forma possível.
15.16 — A Submissa tomará todas as medidas necessárias para conservar-se em boa saúde e solicitará ou buscará ajuda médica sempre que necessário, mantendo o Dominador informado de quaisquer problemas de saúde que venham a surgir.
15.17 — A Submissa assegurará adquirir contraceptivos orais e assegurará fazer uso dos mesmos conforme o prescrito para evitar a gravidez.
15.18 — A Submissa aceitará sem questionar todo e qualquer ato disciplinar julgado necessário pelo Dominador e se lembrará sempre de sua condição e de suas obrigações em relação ao Dominador.
15.19 — A submissa não se tocará ou se dará prazer sexualmente sem a permissão do Dominador.
15.21 — A Submissa aceitará ser chicoteada, açoitada, espancada, varejada ou surrada ou receber quaisquer outros castigos que o Dominador decidir aplicar, sem hesitação, questionamento ou reclamação.
15.22 — A Submissa não olhará diretamente nos olhos do Dominador salvo quando especificamente instruída a fazê-lo. A Submissa manterá os olhos baixos e conservará uma atitude calma e respeitosa na presença do Dominador.
15.23 — A Submissa sempre se conduzirá de maneira respeitosa para com o Dominador e só se dirigirá a ele como Senhor, Sr. Grey, ou outra forma de tratamento que o Dominador indicar.
15.24 — A Submissa não tocará o Dominador sem a permissão expressa deste para fazê-lo.
ATIVIDADES
16- A Submissa não participará de atividades ou quaisquer atos sexuais que uma parte ou outra julgue insegura ou de quais- quer atividades detalhadas no Apêndice 2.
17- O Dominador e a Submissa já discutiram as atividades estabelecidas no Apêndice 3 e registraram por escrito no Apêndice 3 seu acordo em relação às mesmas.
MOMENTOS DE CASAL.
18- O Dominador e Submissa devem pelo menos por duas vezes na semana fazerem atividades que serão denominadas como “Momentos de Casal”, e nela estão incluídas passeios como em parques, cinemas, shopping, patinar no gelo e sexo baunilha(casual), e qualquer coisa que a submissa, ou até mesmo o dominador ordenar.
CÓDIGO DE SEGURANÇA
19 — O Dominador e a Submissa reconhecem que o Dominador pode fazer exigências à Submissa que não podem ser satisfeitas sem que ocorram danos físicos, mentais, emocionais, espirituais ou outros na hora em que as exigências forem feitas à Submissa. Em tais circunstâncias, a Submissa pode usar um código de segurança (“o[s] Código[s]”). Dois códigos serão invocados dependendo da gravidade das exigências.
20 — O Código “Amarelo” será usado para chamar a atenção do Dominador para o fato de que a Submissa chegou perto de seu limite suportável.
21 — O Código “Vermelho” será usado para chamar a atenção do Dominador para o fato de que a Submissa não pode tolerar mais qualquer exigência. Quando esta palavra for dita, a ação do Dominador cessará completamente com efeito imediato.
CONCLUSÃO
22 — Nós, abaixo assinados, lemos e entendemos plenamente as disposições do presente contrato. E por estarmos assim justos e contratados, assinamos o presente instrumento.
O Dominador: Christian Grey
A Submissa: Anastásia Steele
***
Eu olho para aquele contrato, perplexa, olho para Christian que me olha ansioso, eu não consigo segurar o que está preso em minha garganta, e então deixo escapar.
–Que porra é essa?
Continua.
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