Notas iniciais
Bom, eu confesso que iria postar um novo capítulo só amanhã, mas a fic recebeu duas recomendações! Isso mesmo! Eu fiquei muito feliz! Queria agradecer a Ana Julia Cavendish e a Shirlei Cruz. Capítulo dedicado á vocês! Boa Leitura!

Por Anastásia.

Seu olhar parecia sincero, era como se ele estivesse mesmo arrependido, eu não queria que fosse assim, não queria que ele tivesse voltado, não queria que estivesse aqui para pedir perdão á mim, pois fazendo isso, ele se torna diferente dos outros, será que tudo isso é somente para me levar para cama? Esse perdão, essa sinceridade nos olhos é tudo uma grande fachada?

Não, não é ele quer mesmo ser seu amigo! — Gritava meu coração.

Claro que não! Não seja burra, ele quer apenas uma boa foda. -Gritava a razão.

Á quem eu escutaria? Talvez a razão estivesse certa, eu deveria dar as costas e pedir para ele parar com suas tentativas falhas de me levar para cama, mas o coração queria tentar, mesmo que fosse possível sofrer, afinal como ele mesmo diz, ele só quer ser amigo nada á mais, não é mesmo? Resolvo seguir o coração.

–Senhor Grey, não precisava ter vindo aqui somente para se desculpar, e acho que não tem nada á que perdoar, e sim, eu aceito ser sua amiga. — Eu respondo sorrindo no final e Christian sorri também.

–Bom, fico feliz que tenha aceitado ser minha amiga, mas eu ainda te devo um pedido de perdão, e eu tenho sim motivos para isso, você teve a completa razão de ter me tratado daquele jeito Anastásia, por favor, eu imploro que aceite o meu perdão. – Pede Christian sorrindo novamente, eu respiro fundo. Ele vai insistir nisso mesmo?

–Ok senhor Grey se você insiste, eu aceito, agora acho melhor fingirmos que nada aconteceu. — Eu respondo.

–Mas vamos ser amigos? Ou você pretende me ignorar completamente? – Pergunta ele e sinto insegurança em sua voz.

–Não Senhor Grey, eu não o pretendo ignorá-lo, vamos sim ser amigos. — Eu respondo e ele sorri de orelha á orelha.

–Por favor, não pense mal de mim novamente, mas pode me chamar de Christian. — Ele diz e novamente sinto um pouco de insegurança em sua voz, talvez esteja com medo que eu novamente me irritar com ele e nós brigarmos.

–Ok Christian, então me chame de Ana. — Eu respondo e ele ri. –O que foi? – Pergunto.

–Nada, só estou feliz. –Responde ele abaixando a cabeça e sussurrando algo que eu não entendi.

–Bom Christian, o que vai querer para hoje? – Perguntei estendendo o cardápio que Christian pega dá uma rápida olhada e logo entrega novamente para mim.

–Os bolinhos de hoje foi você que fez? – Perguntou.

–Sim. — Respondi simplesmente e ele sorriu.

–Ótimo! Vou querer um, tem do sabor baunilha? – Pergunta ele.

–Tem sim, irá pedir o mesmo que pediu ontem? – Pergunto sem pensar.

–Pensei que nem tivesse se lembrado do meu pedido de ontem. –Ele comenta. –Hoje quero provar o de baunilha feito por você, já que ontem não tive a sorte. – Diz ele.

–Claro, irá querer algo á mais? Um café, suco, refrigerante? – Pergunto.

–Sim, vou querer um café, um expresso duplo, por favor. – Pede ele.

–Claro, em poucos minutos irei trazer. — Eu digo dando as costas e indo na direção do balcão. Kate estava no balcão e sorriu para mim, assim que cheguei no balcão para preparar o café e pegar o bolinho, Kate se aproximou de mim e sussurrou.

–Eu sabia! Eu sabia! Eu sabia que ele iria voltar, eu te disse Anastásia, te disse que ele era diferente. – Diz Kate.

–Para com isso Kate. – Eu a repreendo.

–O que ele disse Ana? –Pergunta Kate.

–Nada, só fez o pedido. — Eu minto.

–Não minta para mim Anastásia, eu vi que vocês conversaram demais para um simples pedido. — Diz Kate.

–Ok, ele me pediu desculpas e perguntou se podíamos ser amigos. –Eu confesso.

–Ah!- Ela dá um gritinho leve. –E você? O que você respondeu? – Perguntou Kate.

–Isso é um interrogatório? – Pergunto de volta sem responder.

–Ah Aninha, responde. — Pede Kate manhosa.

–Ok, eu disse que perdoava e que queria ser amiga dele. — Eu confesso.

–Ah! Eu disse, eu disse que ele voltaria, e disse que ele era diferente. — Ela diz convencida.

–Só porque ele voltou, pediu perdão e quer ser meu amigo, não prova que ele é diferente, agora deixa levar o pedido dele. — Eu digo colocando o café duplo expresso e o bolinho de baunilha na bandeja e indo na direção da mesa de Christian.

Por Christian.

Quando Anastásia disse que me perdoava e que queria ser a minha amiga, eu queria simplesmente explodir de alegria e sair fazendo a dançinha da vitória, mas me controlei, e apenas me limitei a vê-la de longe, fiquei contente quando ela disse que tinha preparado os bolinhos, pois eu queria muito experimentar os bolinhos feitos por ela, vi que de longe ela conversava com a garçonete loira, a mesma de ontem que iria me atender, Anastásia falou algo que vez a loira dar pulinhos, eu estava mais que curioso para saber do quê, ou de quem elas falavam.

Anastásia veio com a bandeja andando em minha direção, quando ela já chegou a minha mesa, eu a ajudei pegando a bandeja de sua mão e colocando na mesa, a bandeja estava pesada, fiquei pensando quantas bandejas ela tem que carregar por dia, eu não quero mais isso para ela, não quero mais ela nessa vida de garçonete, eu vejo em seus olhos o cansaço, eu vou fazê-la minha e cuidar dela, dar de tudo do bom e do melhor, ela sorriu como agradecimento.

Eu peguei o bolinho de baunilha e o mordi, ele estava delicioso, quente e muito bem preparado, muito melhor que o de ontem.

–Hum, está delicioso Anastásia. — Eu comento e ela sorri envergonhada.

–Obrigada Christian. — Ela agradece, e eu sorrio vendo ela corar da cabeça aos pés, ela morde o lábio inferior em um ato de nervosismo, e imediatamente meu membro dá sinais de vida, minha vontade é de puxar seu rosto em meu encontro, e morder deliciosamente seu lábio inferior.

Controle-se Grey, controle-se. – Eu penso mentalmente.

–Com licença Christian. — Diz Anastásia dando as costas, mas em um ato de reflexo eu seguro o seu braço.

Não. – Eu digo e minha voz sai um tanto como um suplicio, ela se vira para mim um pouco surpresa e confusa. –Fica comigo. — Eu peço e ela dá um passo para trás. –Quer dizer, senta comigo, vamos conversar. – Eu peço e ela apenas me dá um meio sorriso.

–Desculpe, eu não posso minha chefa não iria permitir, e eu preciso trabalhar, com licença Christian. — Diz Anastásia virando as costas e voltando para o trabalho.

Eu faço uma careta, um pouco indignado e começo a comer meu bolinho que está realmente delicioso, de vez em quando, ou quase sempre, ou sempre, eu olhava pelo canto do olho Anastásia atendendo, ou decorando os bolinhos, não podia deixar de perceber que os clientes homens ficavam olhando para Anastásia e para as outras garçonetes, Anastásia e uma garçonete loira qual não me lembro o nome, ignoram completamente esses olhares, já as outras garçonetes faltam tirar as roupas.

Oferecidas. – Eu penso mentalmente.

Em um determinado momento, o meu olhar encontra com o de Anastásia, eu sorrio para ela que sorri de volta corando, ela desvia o olhar voltando a atender os clientes, assim que eu termino meu bolinho eu a chamo para pedir a conta, mesmo não querendo ir embora, eu preciso ir para resolver questões da empresa, e porque com Anastásia tenho que ir com calma, mesmo já parecendo ser um cara insistente.

Anastásia anda em minha direção e para em minha frente.

–A conta? – Pergunta ela e posso sentir sua voz com uma pontada de tristeza.

–Sim. — Eu respondo e Anastásia afirma com a cabeça, ela olha em seu bloquinho fazendo os cálculos de quanto deu, eu imediatamente me lembro de que ela faz faculdade de administração, por isso ela tem grande habilidade com números.

–Deu nove dólares e quarenta e três centavos. — Ela diz e eu pego a minha carteira lhe entregando uma nota de vinte dólares.

–Fiquei com o troco. – Eu digo.

–Obrigada. — Ela responde sorrindo. –Até mais senhor Grey. — Diz ela se despedindo.

–Até mais Anastásia, aliás, amanhã eu voltarei. — Eu aviso e vejo-a estremecer, Anastásia nada diz, apenas sorri e me dá as costas, eu a vejo voltar para o balcão, e meu olhar mesmo me reprovando vai em direção á sua bunda, eu caminho para fora da Starbucks, mesmo não querendo sair de lá.

Por Anastásia.

Assim que Christian saiu eu o espiei discretamente pelas janelas de vidro, ele disse que iria voltar, e mesmo eu não querendo meu corpo vibrou com a informação.

–E aí, o que ele te disse que te deixou toda boba? – Perguntou Kate aparecendo atrás de mim.

–Nada, apenas disse que iria voltar amanhã. — Eu respondo.

–Ah Ana, sabe eu acho que dá próxima vez que ele te convidar para sair, você deveria aceitar. — Comenta Kate e eu rio sem humor.

–E quem disse que ele vai me convidar de novo para sair? – Eu pergunto.

–Está na cara. – Ela responde. –Você aceitaria? – Pergunta ela.

–Não, claro que não Kate, eu sou amiga dele, mas isso não quer dizer que eu vou sair com ele, transar com ele, eu sou amiga dele, mas eu estou de olho. — Eu digo e Kate mostra a língua.

–Porque você não confia nos homens Anastásia? – Pergunta Kate.

–Não é que eu não confio nos homens Kate, é que eu não posso depositar minha total confiança em qualquer homem Kate, ainda mais em um desconhecido. – Eu explico. –Mas agora somos amigos, então vamos deixar assim do jeito que está. — Eu digo.

–Tudo bem, mas você sabe, só não admite que lá no fundo ele é diferente dos outros. – Ela diz.

–Não Kate, ele é só mais um cara insistente. – Eu respondo e ela ri.

{...}

Por Christian.

Já são nove horas da noite e nada de Anastásia sair da Starbucks, eu começo a ficar um tanto quanto preocupado, será que ela está fazendo hora extra? Mas ela tem que ir para a faculdade, se não depois fica muito tarde para ela andar sozinha por aí nessas ruas que são extremamente perigosas. Eu bufo irritado.

Eu preciso tê-la logo para mim, se não, não irei conseguir domir á noite imaginando ela sozinha nas ruas nesses horários, se bem que eu já não consigo dormir á noite com meus pesadelos obscuros como sempre ocorre. Eu sempre tenho pesadelos.

Com ele.

Com ela.

Com os dois.

Eu balanço a cabeça tentando afastar esses pensamentos, já não basta eles estarem em meus pesadelos quando estou dormindo inconsciente, eles também vão me atormentar quando eu estiver acordado?

{...}

Já não nove e quinze e nada de Anastásia sair da Starbucks, eu passo as mãos pelos meus cabelos em um ato de impaciência, com certeza ela está fazendo horário extra, mas para que? Ela já trabalha de mais, tem que ir para faculdade ainda, porque tem que trabalhar ainda mais? Ela precisa de dinheiro? Porque se for isso, eu sou capaz de dar milhões para ela, somente para ela não precisar mais viver nessa sua rotina cansativa.

{...}

Já são nove e meia e nada de Anastásia eu coloco a mina cadeira bem perto das paredes de vidro, pego um copo de Whisky e sento na cadeira, sentindo o Whisky queimar minha garganta.

{...}

Dez horas em ponto e todos os funcionários da empresa já foram embora, somente eu me encontro na empresa, dispensei Taylor dando dinheiro á ele para ir de taxi para a sua casa, e ele deixou o Audi comigo, eu já estava tomando meu quinto copo de Whisky, mas sempre dando paradas entre o tempo, para evitar ficar bêbado, quando deu dez horas e um minuto, Anastásia saiu da Starbucks, fazendo-me dar um pulo na cadeira e ficar de pé, ela parecia estar ainda mais cansada.

Ela caminha para o ponto de ônibus, e olha para o seu relógio de pulso, e passa a mão pelos cabelos, ela então olha para os dois lados da rua que está deserta, e começa a ir pego caminho oeste á pé. Como assim? Ela vai ir para casa de pé? Ela está maluca? A rua é perigosa? O que ela tem na porra da cabeça?

Eu imediatamente pego meu paletó, as chaves do áudio e vou à direção do elevador, preciso ir atrás daquela maluca antes que algo ou alguém faça mal á ela nessas ruas desertas.

Por Anastásia.

A minha chefa Ivone, me fez fazer hora extra para recompensar o atraso de ontem, e eu não tive escolha á não ser fazer, mesmo sabendo que iria perder a faculdade, ela já me odiava, e se eu fizesse algo negando, ela seria capaz de me colocar na rua, e a última coisa que eu queria era ir para a rua.

Saio da Starbucks ás dez horas, ando com pressa até o ponto de ônibus, olho para meu relógio que anuncia que o próximo ônibus irá vir apenas em meia hora, e eu não estava com a mínima vontade de esperar, e até porque, do que adiantava ir para a faculdade? Quando eu chega-se lá. Já estaria na hora de voltar.

Eu senti meus olhos ficarem úmidos, eu queria poder chorar, mas estava me controlando. Decidi ir á pé, sem me importar com mais nada, comecei a andar na direção Oeste, para onde fica meu apartamento.

Comecei a andar com calma, sentindo o vento frio bater em minha pele minha blusa de mangas compridas era final de mais e não me esquentava o decote V também não ajudava muito. Coloquei os braços em minha volta, me apertando e tentando de algum jeito me esquentar.

Escutei uns passos, olhei para trás e vi alguns caras vindo em minha direção, comecei a andar mais rapidamente eles também começaram a andar com mais rapidez, eu já estava quase correndo e gritando por socorro, quando vi faróis de um carro preto vindo em minha direção, quase atropelando os caras que estavam atrás de mim, e parando bruscamente ao meu lado, a porta do carona foi aberta para mim, e com a pouca iluminação que tinha eu podia ver claramente o rosto que mesmo por poucos dias de conhecimento, eu conhecia bem.

Christian.

Entra! – Ele ordenou com a sua voz fria e rouca, que me fez estremecer.

Continua.

Notas finais
Bom pessoal, postarei de novamente domingo ou segunda, mas eu vou tentar postar antes. E aí, vocês acham que a Ana entra no carro, ou não entra? Como já estamos no quinto capítulo eu gostaria de saber o que vocês estão achando da fic e se acham que algo deve melhorar. Comentem! Recomendem! Favoritem! Beijos.